Saturday, November 20, 2010

A ROTA DO CAMPEÃO!


Há um ano, em 21 de novembro, foram disputadas as semifinais do primeiro campeonato brasileiro de futebol americano, o Torneio Touchdown. Ambas as partidas foram decididas no mesmo dia no Estádio do Ibirapuera em São Paulo.

A primeira, jogada de manhã, entre o São Paulo Storm (3-1) e o Cuiabá Arsenal (2-0) produziu uma prorrogação com os momentos mais eletrizantes do torneio todo e o time paulista acabou ganhando por 28-27.

A segunda semifinal foi entre o RJ Imperadores (hoje Fluminense) (3-1) e o Barigui Crocodiles (3-1) que veio desfalcado de Curitiba para uma partida sob chuva fortíssima que quase acabou com o gramado do Ícaro de Castro Melo e que entrou para a história com o apelido de "Lama Bowl".

O time carioca venceu por 20-0 e seguiu para levar a melhor sobre os paulistas por 14-7, num jogo disputado 50% no dia seguinte e concluiído apenas em 12 de dezembro em Sorocaba. Lá, no estádio da Facens, o Imperadores recebeu o troféu do Torneio Touchdown e tornou-se o 1º Campeão Brasileiro de Futebol Americano, título que ostenta com orgulho desde então.

Neste segundo campeonato, inovamos e decidimos dividir as semifinais em duas cidades. Jogos matutinos se provaram um inconveniente de pouca atração para o público. Originalmente programados para dia 27 e 28, após reflexão decidimos disputá-los no mesmo dia. Um jogo de domingo apresentaria problemas de trabalho, faculdade, etc. para o time visitante na segunda-feira.

Com um campeonato extremamente equilibrado este ano, numa tabela onde todos tiveram oportunidades, nenhum time ficou sem vitória. Sobressaíram-se para a disputa das semifinais os times do Espírito Santo, o Vila Velha Tritões (2-2) que mostrou o ataque mais prolífico e receberá o paranaense Curitiba Hurricanes (2-2) com a defesa menos vasada, o catarinense São José Istepôs (3-1) , de Florianópolis que perdeu apenas a sua primeira partida , e o Vasco da Gama Patriotas (3-1), do Rio de Janeiro, que venceu também as suas últimas três partidas em jogos memoráveis.

Se em 2009 as semifinais foram um marco por terem sido as primeiras, o potencial de qualidade de jogo e espetáculo para público são muito maiores com as partidas disputadas em Florianópolis onde mais de 800 pessoas prestigiaram o Istepôs no Estádio da Academia da PM, e em Vila Velha que atraiu para o Estádio do Tupy cerca de 2450 pessoas nos 2 jogos de mando do Tritões.

Portanto na noite do próximo sábado, dia 27, saberemos quais serão os dois times que irão no dia 11 de dezembro para Vila Belmiro, um dos palcos sagrados do futebol brasileiro. Lá, o anfitrião Santos Tsunami jogará uma preliminar contra o Osasco Soldiers, e às 16 horas começará a disputa pelo Troféu Touchdown Brasil na festa que vai coroar o 2º Campeão Brasileiro de Futebol Americano do Torneio Touchdown.

Friday, November 12, 2010

Vila Belmiro será palco da final do Torneio Touchdown

A Vila Belmiro receberá a primeira partida de futebol americano de sua história no dia 11 de dezembro. O estádio santista será palco da final do Torneio Touchdown (Campeonato Brasileiro da modalidade), organizado pela Liga Touchdown de Futebol Americano, com preliminar do Santos Tsunami. As equipes que farão a decisão ainda não estão definidas.

“Entramos em contato com o organizador desse torneio, o André José Adler, que narrava jogos da NFL na ESPN. Nosso interesse em um primeiro momento era acertar a participação do Santos Tsunami no Torneio Touchdown em 2011. Nessa conversa, falamos sobre a possibilidade de a Vila receber a final. O André gostou da ideia e acertamos tudo com o Departamento de Marketing do clube”, explica o subdiretor da Divisão de Futebol Americano do Peixe, Rodrigo Galvão.

De acordo com o diretor e organizador do Torneio, André Adler, este será um marco para a modalidade no país. “É o melhor Estádio em que já se jogou o torneio no Brasil. O Santos está sendo pioneiro em abrir os olhos para um esporte que vem engatinhando há mais de dez anos”, disse.

Além disso, Adler ainda destaca que o evento será importante não só para a divulgação do time santista da modalidade, mas, também, para o esporte como um todo. “É uma grande oportunidade para lançar o Santos Tsunami e, apesar de outros times também terem essa modalidade oficialmente, o Santos FC é o primeiro que de fato abre as portas do Estádio para um jogo de futebol americano”.

Fonte: Santos Futebol Clube - Site Oficial

Tuesday, November 2, 2010

SUSPENSE! Depois de 11 jogos do Torneio Touchdown

Pessoal,

alguém poderia imaginar que o Torneio Touchdown chegasse a qualidade que está?

Tivemos 11 jogos já. Nenhuma lavada, nenhum jogo ruim!

Fora isto, os 7 times lidam entre si no maior alto astral e sem frescuras.

Temos sido transparentes em declarar público nas vacas gordas e magras. 5250 pessoas assistiram os 11 jogos do TTD até agora. Uma média de 478 pessoas por jogo.

Todas as partidas tiveram play by play no orkut, e algumas transmissões de video surpresa pela internet.

Faltam 3 jogos para a final da temporada regular e temos apenas um semifinalista definido e nem sabemos se como cabeça de chave ou não. 5 times com possibilidades para semifinal. Três irão. E temos apenas 3 jogos pela frente...

Se isto não é um campeonato de primeira, o que que é?

abs
Adler

Friday, October 15, 2010

CARIOCA BOWL, UMA HOMENAGEM AOS PIONEIROS

Numa tarde chuvosa, durante uma visita de férias que fiz ao Rio em 2000, vi o Rio Guardians e o Tijuca Night Hawks, jogando na areia o primeiro Carioca Bowl. O pessoal no Rio tinha inventado um campeonato de bola oval na areia Até então o futebol americano era para mim apenas a NFL e a NCAA.

A Lista Redzone que fundei dois anos antes tinha menos de 10% dos membros que tem hoje, e vários associados com grande conhecimento da NFL haviam desfalcado a lista porque insistiam que ela não aceitasse assuntos relacionados ao futebol americano que começava a ser praticado ainda tímidamente por brasileiros.

Ainda surpreso e encantado com as possibilidades, divulguei a nossa bola oval tanto na lista quanto nas transmissões do SNF e MNF na ESPN.

Em 2001, aproveitei uma oportunidade surgida na semana do Super Bowl XXXV na Flórida e levantei num evento de mídia da NFL Internacional a bandeira do futebol americano jogado nas praias brasileiras. Acabei conseguindo trazer bolas, flags (São Paulo estava já em pleno crescimento no Flag Football, um troféu da NFL para o Carioca Bowl II. E a NFL Films aceitou a minha produção pro-bono de um segmento mostrando o flag em São Paulo e o Carioca Bowl no Rio.

Os anos se passaram, o futebol americano passou a ser práticado de norte a sul e leste a oeste no Brasil e o Carioca Bowl continua. Havia naqueles primórdios um espírito de diversão, um espírito esportivo que com o crescimento do esporte perdeu um bocado de sua pureza. Isto ainda é preservado em muitos e deve ser preservado em todos os jogadores. Não adianta ser um grande jogador e ser uma pessoa pequena. Seu rival é seu parceiro, sem ele não tem jogo. As pessoas que menosprezam são geralmente as mais menosprezáveis como seres humanos.

O bom é que o espírito lúdico ainda se preserva, principalmente nos jogos aonde impera o prazer da prática do esporte acima dos egos. Isto pude observar durante o Carioca Bowl X, no ano passado, quando fiz a reportagem de mais coração de todas que fiz para a ESPN.

Neste fim de semana Brusque Admirals e Curitiba Brown Spiders,jogam em Curitiba, Foz Black Sharks e SP Storm jogam em São Paulo disputando o campeonato da LBFA, aqui no Rio o Vasco da Gama Patrioras joga pela primeira vez na cidade (e no seu elenco muitos atletas com a vivência do campeonato do Carioca Bowl) contra o Vila Velha Tritões (que também sabe o que é jogar na areia) pelo Torneio Touchdown 2010. Estes jogam equipados e isto nem aconteceria, creio, não fosse o pioneirismo daquele pessoal que começou brincando nas praias e ajudou a incentivar a bola oval no país todo.

Esta é a imagem correta do verdadeiro jogador brasileiro, não uma fabricada por marketing, mas desenvolvida na prática pelo amor ao esporte. Sábado eu vou estar narrando o jogo do TTD em Bangu, bem longe da Zona Sul onde me criei. Mas hajam quantos espectadores houverem estarei incentivando que prestigiem a final do Carioca Bowl em Botafogo, no campo montado em frente ao Viaduto Santiago Dantas que terá às 13h a decisão do título feminino da bola oval entre o Botafogo Flames e o Vasco F.A. E depois, às 16h, o América Red Lions que tentará o bicampeonato jogando contra o tradicional Rio deJaneiro Sharks, que busca sua primeira conquista estadual!

A bola é sua!

Veja aqui a matéria sobre o Carioca Bowl X:

Wednesday, October 6, 2010

Consulado dos EUA e Amcham lançam ação social em jogo do Torneio Touchdown

O Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro e a Câmara de Comércio Americana (AMCHAM) lançam no dia 16 de outubro a campanha Toys for Tots. A ação social tem por objetivo arrecadar brinquedos que serão distribuídos a crianças de comunidades carentes no Natal.



E o pontapé inicial do projeto não poderia ser mais americano: a campanha terá início no 2º Torneio Touchdown, o campeonato brasileiro de futebol americano, disputado com regras e equipamentos oficiais, por times de todo o país. O jogo escolhido para o começo da campanha será entre o Vasco da Gama Patriotas e o Vila Velha Tritões, no estádio do Ceres, em Bangu, às 14 horas. A partida contará com a presença de Fuzileiros Navais norte-americanos, que serão responsáveis pela arrecadação das doações.



O ingresso para o jogo custa R$10, mas quem aderir a campanha, trazendo um brinquedo, paga apenas R$ 5.



“Para nós do Consulado dos EUA no Rio de Janeiro é um prazer apoiar uma iniciativa que ao mesmo tempo promove um esporte tipicamente americano, estimula a solidariedade e alegra o fim de ano de crianças brasileiras,” declarou o Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne.



O 2º Torneio Touchdown reúne equipes de cinco estados brasileiros (Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) e conta este ano com a chancela administrativa da AFAB, a Associação de Futebol Americano do Brasil, a única liga brasileira da modalidade reconhecida no país pelo Ministério dos Esportes e internacionalmente pela IFAF (International Federation of American Football), e pela PAFAF (Pan-American Federation of American Football).



O jogo será narrado para o público no estádio por André José Adler, organizador do torneio, que narrou para o Brasil os jogos da NFL na ESPN de 1992 a 2006, durante os anos em que as partidas eram narradas em português diretamente do Estados Unidos.

fonte: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

O primeiro encontro das equipes foi sensacional em Vila Velha e terminou com o placar Vila Velha Tritões 36 – Vasco da Gama Patriotas 23

Wednesday, September 22, 2010

O TORCEDOR DA BOLA OVAL


O futebol Americano existe há mais de um século como esporte organizado e é profissional desde 1920 nos Estados Unidos. Acho que a maioria dos meus leitores já sabe que ele começou como esporte universitário, e que além das regras do jogo em si, as universidades tinham meios de lidar com as suas torcidas e as dos adversários. Nós estamos correndo atrás em tudo.

A internet está cheia de códigos de conduta desde os estabelecidos pela NFL e NCAA até refinamentos de cada time ou universidade. Apenas como exemplo, vejam estes detalhes estabelecidos pelo time Florida Gators, aqui traduzidos:

“Código de Conduta para Fans do Gators.

Os fans do Gators são conhecidos pelo seu entusiasmo, apoio ao time, hospitalidade e espírito esportivo. Nossa imagem é formada não apenas pelos nossos estudantes-atletas, técnicos, estudantes e professores, mas também pelos nossos torcedores. Nosso objetivo é criar um ambiente de primeira classe para apoiar o nosso time, mantendo um ambiente seguro e divertido também para os torcedores dos visitantes.”

As proibições listadas pela universidade da Flórida incluem comportamento grosseiro, ameaçador. Sem consideração, brigas, bebedeiras, arremesso de objetos (incluíndo copos de plástico ou de papel.

A NFL foi mais longe no seu código anunciado em 2008. incluíndo comportamento intrometedor ou ilegal em sua natureza, intoxicação ou outros sinais de alcoolismo que resultem em comportamento irresponsável, palavrões ou xingamentos ou gestos obcenos, interferêncoa com o progresso do jogo (incluíndo arremessar objetos no campo), recusa em seguir instruções da equipe do estádio, e abuso verbal ou físico de torcedores dos adversários.

Por que os inventores do futebol americano tem estas preocupações? Caretice? Não querem que as pessoas se divirtam ou se emocionem? Claro que não.
Um dos mais importantes fatores para atrair um público para os nossos jogos de bola oval nos nossos estádios é proporcionar uma experiência prazeirosa. Uma tarde que você traria a sua mãe, a sua irmã, namorada, esposa, e filhos. Se eles pedirem pra ir de novo... sucesso!

Ajudar a criar esta mentalidade é a maneira que cada um tem para ajudar a difícil batalha de criar confiança num esporte cuja percepçao de violência é a primeira. Pense nisto.

A bola é sua.

Wednesday, August 18, 2010

Agora vai começar pra valer!!!



Quando resolví organizar o Torneio Touchdown 2010, e convidar novos times para participarem de mais um campeonato brasileiro de futebol americano seguindo uma filosofia de expansão dentro do que é a realidade do país no momento, muitos não acreditaram. O apoio da AFAB me encorajou desde o início. Alguns times declinaram do convite preferindo outros caminhos, outros entraram e pularam fora (tem gente assim também). Meu apoio aos que declinaram e a minha amizade por muitos dos seus integrantes permaneceram inalterados.

Mas 7 times, os "Sete Samurais", embarcaram comigo: Jaraguá Breakers, Curitiba Hurricanes, São José Istepôs, Ponta Grossa Phantoms, São Paulo Spartans, Tritões-Cavaliers e o (agora) Vasco da Gama Patriotas. Temos um grupo de pessoas que tem o mesmo objetivo: jogos de qualidade, com espírito esportivo, e bons espetáculos para o público que assistir. Claro, queremos mostrar para o máximo de pessoas como é diverido assistir um jogo de futebol americano, e que ótima e barata opção de lazer é para um fim de semana. Sábado é o nosso kickoff. Será apenas mais um capítulo na história do futebol americano, nesta segunda edição do Torneio Touchdown. Tudo começou com a primeira. Complemento este papo, publicando aqui a entrevista que saiu no site do Tritões. Obrigado aos que já nos apoiaram (Jayson, você está muito nesta) e aos que ainda nos apoiarão. Precisamos de todos. Precisamos de você!


Publicado originalmente em http://www.tritoes.com :

ENTREVISTA COM ANDRÉ JOSÉ ADLER

De volta galera! A entrevista de hoje é com o grande comentarista e organizador do Torneio Touchdown, André José Adler. Confiram!

*Primeiramente gostaríamos de agradecer essa entrevista e dizer que estamos muito contentes em poder estar proporciondando um grande evento que marcará a história do Futebol Americano no Estado do Espírito Santo e contar com sua ilustre presença narrando nosso jogo. Adler, vimos nas últimas semanas, diversas entrevistas nas quais você contou um pouco da sua vida, de sua trajetória até aqui no Futebol Americano e em como se tornou umas das referencias no esporte nacional com a criação do TT – Torneio Touchdown. Sendo assim, para não sermos repetitivos, vamos focar a entrevista num único ponto...a estréia! Sabemos que os torneios estaduais estão chegando ao fim e com isso grande parte dos jogadores do RJ , PR, SP e SC poderão se concentrar para o TT. O que você pensa a respeito da motivação dos times para estreiarem no TT sendo que será o último evento da maioria dos times desses estados?

Ano passado tivemos que anunciar um campeonato brasileiro de futebol americano e mostrar que o levaríamos até o fim. O que conseguimos com o TT 2009, motivou mais times a se prepararem para disputas nacionais. Acho que uma das motivações principais é o próprio prazer de poder simplesmente jogar mais partidas. Cada jogador que possui equipamento neste país o adquiriu por um custo alto, geralmente sacrificando outras prioridades e usá-lo apenas no primeiro semestre é pouco. O Torneio Touchdown lançou em 2009 oito times que se tornaram conhecidos em todo o Brasil. E se você pára e pensa, o campeão estadual de São Paulo é o Storm, o do Paraná é o Crocodiles e o de Santa Catarina é o Joinvile Gladiators. Todos times que começaram suas carreiras no TT 2009. Portanto os sete times que estreiarão em âmbito nacional no TT certamente estão motivados para mostrar o que podem fazer contra adversários de outros estados, ao mesmo tempo que buscarão um aperfeiçoamento maior para as suas equipes.

*Após os estaduais, provavelmente os times ganharão reforços de outros times do seu estado que não estão no TT. Até que ponto você acredita que um time possa se reforçar com jogadores que teoricamente não estão entrosados com a possível nova equipe?

Eu acho que isto vai depender de cada time, de cada jogador, e de cada técnico. Se você usa a palavra “reforço”, a premissa implica que é um jogador experiente e de valor . O jogo é o mesmo, muda o playbook. Isto é certamente na teoria. Na prática veremos como isto vai resultar caso a caso este ano.

*Em falar em reforços, vemos noticias semanais que a equipe dos Pats está se reforçando cada vez mais com jogadores do CB que vem chegando na sua fase final. Muitos jogadores ainda não disputaram uma partida full-pads. Qual sua opinião sobre essa mudança de modalidade do beachfootball para o full pads assim tão repentina e sem nenhum treinamento prévio?

Só posso me basear na experiência de 2009 do Imperadores. O time foi formado de modo parecido e acabou campeão após perder apenas o seu primeiro jogo. Mas a vantagem de experiência disputando na areia o Tritões também tem.

*Independente de sua opinião acima sabemos que o RJ tem o maior celeiro de atletas do Brasil e que os reforços dos Pats são jogadores diferenciados em seus times de praia. Qual sua expectativa para essa nova equipe do Rio de Janeiro? Será que surge um time carioca capaz de jogar de igual para igual com o RJ Imperadores?

Primeiro, se e eu aceitasse a premissa que o RJ tem o maior celeiro de atletas do Brasil, estaria sendo injusto para com outros estados. Mas a expectativa geral de quem acompanha a bola oval brasileira é mais ou menos esta mesma. Será que fará o mesmo sucesso do Imperadores? O Patriotas tem muitos dos mesmos ingredientes.

*Você pôde narrar um jogo de beachfootbal na final do Saquarema Bowl . Como foi a experiência de narrar um jogo assim, ao ar livre e completamente diferente do que estava acostumado?

Foi divertidíssimo! Pela primeira vez pude de fato enxergar um jogo de areia. Com o parceiro Duda Duarte estava num “poleiro”, uma plataforma que pedi para montarem na areia e que nos deu ótima visão de campo. Fora isto, percebi que o público presente era composto de jogadores de outros times e os caras do quiosque. Não precisei explicar o jogo. Fomos ótimamente tratados pelos organizadores do Saquarema Bowl e teve aquele clima gostoso de festa. E por cima de tudo isto foi de fato um bom jogo.

*Nesta mesma partida, você pôde ver pela primeira vez a equipe dos Tritões em campo, o que achou do fato de uma equipe novata no esporte, de um estado até então sem expressão alguma no FA estar na final de um campeonato tão disputado como o Saquarema Bowl? Quais os fatores que acha mais importante para uma equipe chegar tão longe em tão pouco tempo?

Começo confessando que não sabia quão novata era a equipe ou não, ou em que nível já estava o FA no ES, pois fazia menos de um ano que cheguei no Brasil. Mas o que vi no Tritões foi muita garra e bastante talento, muita vontade de se provar, um pouco de nervosismo demais talvez por isto mesmo, mas um time que realmente me deu vontade de ter no Torneio Touchdown 2010, e fiz o convite.

*No começo do ano a equipe dos Tritões venceu com facilidade o torneio Ubá Bowl, onde ganhou da equipe RJ Blaze que hoje é a base do RJ Patriotas. Aparentemente a equipe carioca vem se reforçando e treinando pesado para esta estréia, o que você espera desta partida?

Um bom duelo! Espero um jogo com muitos pontos, fair play, espírito esportivo, e um show para quem estiver assistindo. São os únicos dos 7 times do TT que vão estreiar com equipamentos. Talvez um pouco mais de erros do que o habitual pela novidade de disputarem full pads. Mas acredito que vai ser um ótimo jogo e mais um capítulo marcante na história do futebol americano no Brasil.

*O que acha que será diferente da estréia do TT no ano passado?

O jogo programado para a estréia, que seria Imperadores vs Vipers teve que ser cancelado por chuvas terríveis que castigaram Sorocaba. E ninguém ainda tinha ouvido falar muito no Torneio Touchdown. O TT 2009 foi bem experimental e foi deslanchando aos poucos. Conseguimos bastante expêriencia. Este ano estreiamos com o impacto de mostrar pela primeira vez no Espírito Santo o esporte jogado com a plenitude necessária. O time anfitrião teve tempo bastante para preparar-se como tal, o anfitrião. Isto deve aparecer. E será diferente também para mim, pois este ano narro a estréia!

*Hoje o FA está sendo cada vez mais assistido pelas pessoas e o público vem aumentando nos jogos. A equipe capixaba terá o privilégio de ser a sede da estréia do TT 2010 e sabemos que você está em contato direto com os organizadores do evento. Qual sua expectativa para o evento?

No jogo haverá um vencedor e um perdedor. Isto só saberemos depois. No evento todos serão vencedores pela conquista. Muitos membros do Tritões estão trabalhando muito em vários aspectos da organização. Acho que todos se sentirão realizados e orgulhosos de suas contribuições para o evento. Acho também que o evento dará a todos nós também uma aula para um show igual ou maior no dia 30 de outubro quando o São Paulo Spartans chegará em Vila Velha na véspera do Halloween..... Halloween Bowl?

*Para finalizar, qual sua mensagem para os capixabas, atletas ou não, para esta grande festa a ser realizada no dia 21?

Eu tive o prazer de conviver com alguns capixabas que se projetaram no Brasil: Roberto Carlos, Carlos Imperial, Claudio Tovar, Nara Leão, Stênio Garcia, Rubem Braga. Com alguns até trabalhei. Agora é a hora e a vez de começar a mostrar para o resto do país que o capixaba pode também projetar a bola oval. A festa será grande para o público que vai descobrir mais esta ótima opção de lazer no fim de semana. Espero que isto possa também beneficiar a Liga Espiritossantense, o Spartans, o White Sharks, o Antares e Red Eagles, times que disputam o estadual. O pessoal que está organizando, são os voluntários e colaboradores certamente ficarão orgulhosos pela sua participação. Pessoalmente, eu já considero abrir o Torneio Touchdown no Espírito Santo uma grande...vitória!

André José Adler – Organizador do Torneio Touchdown

Monday, July 26, 2010

UM CAMPEONATO BRASILEIRO PARA O FUTEBOL AMERICANO.





Desde o ano passado, mais e mais brasileiros vem descobrindo as suas habilidades com a bola oval. E mais times vão se equipando pelo país, à custa de muitos esforços e gastos pessoais e formando suas torcidas.

O interessante é que o futebol americano foi introduzido pela televisão no Brasil, diferentemente do futebol trazido da Inglaterra em 1894 por Charles Miller ao incluir na sua bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol e uma bomba de encher bolas.

Nem quando Augusto Shaw introduziu o basquete no Brasil, na Associação Atlética Mackenzie de São Paulo, em 1896 havia outra fonte de divulgação que a própria prática de um esporte novo.

Tendo alguns jogos transmitidos pela TV Tupi em 1969, a NFL teve transmissões na Rede Bandeirantes já nos anos 90 e todas as temporadas das liga profissional americana passaram a ter cobertura completa na ESPN (assim como algumas universitárias). A BandSports contribui também desde meados da década de 2000 para que mais pessoas entendam a riqueza e as possibilidades deste esporte, aparentemente violento e moroso para a maioria.

Em 1998, André José Adler (então narrador da ESPN Internacional), interessado em aproximar uns dos outros os então poucos fans declarados da NFL, fundou uma lista de discussão sobre a bola oval na internet, a Lista Redzone, e os fans da National Football League no Brasil passaram a ter um ponto de encontro para conversarem sobre a bola oval e alguns sobre o seu desejo de se encontrarem para jogar também.

Percebendo que o futebol americano é um esporte de inclusão, permitindo que pessoas de habilidades e biotipos diversos participem democráticamente num esporte de equipe, Adler aproveitou o microfone da ESPN para divulgar as notícias dos primeiros esforços organizados no Brasil, em todos os jogos transmitidos em português dos Estados Unidos até 2006. Foi assim que nomes como Carioca Bowl e Liga Flag de São Paulo começaram a ser falados. Também no exterior, quando Adler veio fazer uma reportagem para o “NFL Blast”, um programa da liga americana que era exibido em mais de 100 países.

O PIONEIRO.


Desde a primeira vez que uma bola oval foi lançada no Brasil, os amantes do esporte sonhavam com um campeonato nacional, organizado e estruturado. Levou uma década, mas o futebol americano com equipamento completo deu em 2009 o seu maior passo no Brasil. Espectadores em 7 cidades tiveram a oportunidade de assistir em estádios o que antes só era possivel ver na televisão.


As mesmas ombreiras e capacetes com os quais muitos se acostumaram a ver jogadores do New Orleans Saints, Pittsburgh Steelers, Dallas Cowboys, San Francisco 49ers e os outros times da NFL foram usadas em campos no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Sorocaba, Joinville e Cuiabá no Torneio Touchdown .


Em 2009 O Cuiabá Arsenal, Joinville Gladiators, Sorocaba Vipers, Barigui Crocodiles, Curitiba Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, São Paulo Storm e RJ Imperadores (Campeão do Torneio Touchdown 2009) foram lançados no panorama nacional com cobertura de mídia das redes de televisão aberta e por assinatura e pela imprensa escrita do país.

Enquanto estes times já fundaram uma liga própria para disputarem um novo campeonato multi-estadual, novamente, em 2010, o Torneio Touchdown revelará times de 7 cidades brasileiras nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e, pela primeira vez na história, no Espírito Santo.


EM 2010 O CAMINHO ABERTO DA BOLA OVAL BRASILEIRA.


Este ano será a hora e a vez do Tritões-Cavaliers, Rio de Janeiro Patriotas, São Paulo Spartans, Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, São José Istepôs e Jaraguá do Sul Breakers debutarem num campeonato nacional.


Estas foram as equipes convidadas para o Torneio Touchdown 2010, que foi batizado pelo seu “padrinho” e conselheiro de 2009 André José Adler. Adler este ano assumiu a coordenação do torneio como seu diretor, continuando o seu sonho de ampliar a prática do esporte de equipe mais inclusivo de todos..
O Torneio Touchdown contará este ano com a chancela administrativa da AFAB, a Associação de Futebol Americano do Brasil, a única liga brasileira da modalidade reconhecida no país pelo Ministério dos Esportes e internacionalmente pela IFAF (International Federation of American Football), e pela PAFAF (Pan-American Federation of American Footbal).


As regras pelas quais novamente se regerá o Torneio Touchdown são as aprovadas pela Comissão de Arbitragem da AFAB e baseadas em versão das regras da IFAF. Para quem já assistiu jogos de College Football na televisão, disputado sob as regras da NCAA, tudo será muito familiar. Há ainda a vantagem da “Mercy Rule”, regra introduzida no futebol americano do Brasil por Adler, pela qual se um time está perdendo por 30 pontos ou mais no 4º quarto, o cronômetro não pára evitando entre outras coisas um espetáculo arrastado.

fonte: Touchdown Net

Monday, July 19, 2010

Deu zebra na cabeça!



Tem notícias que alegram todo mundo que entende algumas das maiores dificuldades do futebol americano no Brasil. Para quem leu aqui anteriormente o artigo Zebras no Purgatório e em seguida um email do Marcelo Sampaio para a Lista Redzone que publiquei aqui no blog, entenderá melhor a minha alegria com a nota abaixo.

Nesse domingo cinco novos árbitros fizeram o curso de arbitragem em Belo Horizonte e foram aprovados na prova de qualificação. Segundo Marcelo Sampaio (instrutor e colunista da SideLine) o treinamento não foi difícil pois os "aspirantes" já conheciam bastante do esporte. "Foi necessário apenas tirar alguns vícios típicos de jogadores mas são todos bastante capazes e estão prontos para arbitrar jogos de alto nível tais como os do Torneio Touchdown e da LBFA" comentou Marcelo.

Para saber como os árbitros se comportariam dentro de campo eles foram avaliados com perguntas teóricas, situações práticas e algumas perguntas sobre a mecânica dos árbitros e chaves de arbitragem.

Os novos árbitros foram divididos conforme a sua experiência arbitrando jogos em Minas e seu desempenho na prova. A lista dos novos árbitros e suas habilitações são:

Eduardo Mucelli habilitado para Umpire, back judge, linesman e line judge
Eugênio Levi habilitado para Umpire, back judge, linesman e line judge
Kayllon Rogger Nunes habilitado para Umpire, back judge,linesman e line judge
Lorenço Oliveira Gonçalves habilitado para linesman e line judge
Tomás Brandão habilitado para back judge

Marcelo acredita que o ideal é que os novos árbitros sejam mesclados com árbitros mais experientes nos jogos para que possam ter mais experiência de campo. Pessoalmente, acho que devem estar acompanhando jogos na sideline mesmo quando não apitarem pois farão observações valiosas para o futuro!

Boa sorte aos novos árbitros! A bola é sua!

Monday, July 12, 2010

Covardia contra narrador!

Abaixo, texto extraído do portal FutebolSC, publicado às 20h57 deste sábado, dia 10 de julho:

Filho do presidente da FCF agride narrador

Delfinzinho invadiu a cabine de rádio após a final da Copa SC e agrediu o jornalista Rodrigo Santos

O sábado não foi só de festa para o Brusque na Arena Joinville. Logo após o apito final do árbitro no jogo que rendeu o título da Copa Santa Catarina ao time do Vale, o filho do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Neto, invadiu a cabine da Rádio Cidade e agrediu o narrador Rodrigo Santos.
Rodrigo Santos (foto) estava no ar quando Delfinzinho, como é conhecido o filho do presidente da FCF, invadiu a cabine a socos, chutes e cadeiradas, interrompendo a transmissão da rádio de Brusque.

“O filho do Delfim abriu a porta, entrou com quatro, cinco marmanjos e só entrou falando: ‘Quem é o Rodrigo?’ E entrou agredindo. Os caras começaram agredindo o cara. Só parou tudo porque conseguimos empurrar os caras pra fora e ficamos segurando a porta. É ridículo um cara desses estar solto na rua”, contou o jornalista Maurício Haas, que estava presente na cabine.

Logo após a agressão, Delfinzinho fugiu e os paramédicos atenderam Rodrigo Santos. O quadro do jornalista é estável e ele foi levado consciente para o hospital fazer exames de raio-x.


Isto não deve ficar impune!

Uma foto mais CHOCANTE...

LEIA MAIS:
http://www.papofc.com.br/2010/07/ex-preso-agride-narrador-rodrigo-santos.html
http://www.blogdorodrigo.org/2010/07/quem-e-o-rodrigo.html

Monday, June 21, 2010

É Fantástico!

Ontem a noite eu estava no bar do hotel aqui em Santa Maria, de papo com um pessoal da equipe do filme “O Carteiro” curtindo véspera de aniversário na boa, quando recebí aqui no RS um telefonema de um amigo do ES me falando da reportagem do “Fantástico” sobre um escandalo no futebol americano. Um time de Belo Horizonte vendendo rifas de prostitutas para arrecadar fundos para a sua equipe. Não tendo entendido claramente ele pensou que era o Minas Locomotiva.

Chocado com o absurdo e baixaria, fiquei espantado pois as poucas pessoas que conheci pessoalmente do Locomotiva me pareceram sérias e dedicadas e em vias de participar pela primeira vez de um campeonato interestadual equipado não usariam tal baixaria para se preparar.

Após assistir a matéria no Youtube, recebi para meu relativo alívio e transcrevo logo a nota de esclarecimento do time:

“Diante dos fatos lamentáveis, denunciados neste domingo (20) pelo Fantástico, segue a nota oficial e na íntegra enviada pelo Minas Locomotiva, esclarecendo os fatos levantados durante a reportagem.

"No domingo, dia 20 de junho, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria denunciando a venda de rifas, cujo prêmio seria um programa com uma garota de programa, por uma equipe de futebol americano de Belo Horizonte. Esta equipe trata-se do BH Miners, equipe criada há pouco tempo.
A diretoria da Associação Social Minas Locomotiva vem por meio desta nota esclarecer que não possui nenhum vínculo com a equipe BH Miners.

A equipe do Minas Locomotiva foi criada a mais de 3 anos e possui uma história de seriedade na prática esportiva do futebol americano. A Associação conta com um estatuto aprovado por lei e um corpo diretor responsável e atuante, que prima pelo cumprimento dos padrões éticos.
Repudiamos veementemente a atitude tomada pela outra equipe. Atitude essa que contradiz, além da legislação vigente, o ideal do esporte. Este tipo de iniciativa nunca seria adotado pela Associação Social Minas Locomotiva, reconhecida na cidade de Belo Horizonte também por sua atuação na área social, cumprindo seu papel de entidade agregadora e promotora da cidadania.

Esperamos que através desta nota pudéssemos esclarecer à imprensa e ao público em geral que este se tratou de um fato isolado, de um grupo de pessoas irresponsáveis, que nada reflete o ideal daqueles que lutam pela promoção do Futebol Americano no Brasil".

Raphael Lúcio Reis dos Santos
Presidente da Associação Social Minas Locomotiva”


Pessoas que são tão baixas (e burras!) que são capazes para apelar para este tipo de artimanhas para arrecadar fundos não merecem um lugar neste esporte que tantos de nós nos esforçamos para difundir e conquistar um lugar e respeito no universo do esporte amador brasileiro.

Tanto as pessoas que criam uma rifa destas, quanto as que compram a rifa, devem ter problemas sérios. Cafetinagem não é esporte.. E qualquer punição legal ou moral que vierem a receber será merecida.

Em artigo anterior neste blog eu já escreví: “O oportunismo de quem só quiser tirar uma “lasquinha” deve ser detectado e evitado. Quem não quiser jogar limpo faça o favor de não atrapalhar o jogo.”

Tem sempre gente preparando “jogadas” não para ganhar jardas mas um dinheiro fácil e é preciso contínuo cuidado, pois infelizmente creio que mais vem por aí.

A denúncia do Fantástico poderia ser um excelente alerta não fosse o imediatismo malévolo de deixar no ar a voz de uma mulher (dita como mãe de algum jogador, mas falando com clareza que poderia dar-lhe uma vaga como dubladora) dizendo “... para onde nossos filhos estão indo?”.

Se o Fantástico fosse um pouco mais fantástico e buscasse outros angulos sobre o futebol americano, muitos de nós poderiámos responder a pergunta dizendo:

Alguns estão no caminho errado, talvez refletindo a sua formação familiar ou não, mas mutos mais estão indo treinar árduamente para praticar um esporte que exige tremenda preparação física e mental, estão juntando parte de suas mesadas ou salário para pagar mensalidades nos seus times não patrocinados ou subvencionados (ou para comprar caríssimos equipamentos que um governo conivente com falcatruas de monta que ainda insiste em taxar e complicar a importação de equipamento), estão se esforçando para conseguir campos para praticar o esporte indicutívelmente democrático. E se esforçando para conseguir espaço na mídia para promover o esporte que amam, que apesar de modestamente divulgado nas redes de tv abertas e um pouco mais generosamente nas de assinatura, ainda não mereceu um olhar apropriado do global “show da vida”.

Seria fantástico se o Fantástico fizesse uma matéria com as pessoas do bem que se esforçam para implantar o futebol americano que já se joga do Amazonas ao Rio Grande do Sul, de Mato Grosso ao Espírito Santo, passando – é claro – por Minas Gerais!

Sugira ao Fantástico ser de fato... fantástico!
http://falecomaredeglobo.globo.com/

Monday, June 7, 2010

Nova Tabela do Torneio Touchdown


Apesar de nossa publicação anterior, mas entendendo as dificuldades de uma liga estreiante com um calendário que prevê mais de 40 jogos envolvendo 14 times em elaborar uma tabela sem coincidência de datas ou cidades nas semanas em que o Torneio Touchdown será realizado no segundo semestre, e mais ainda tendo em mente o maior sucesso possível para a bola oval brasileira junto aos seus torcedores e público em potencial, decidimos remanejar a tabela do TT.

Dando uma mostra de sacrifício e espírito esportivo, os 7 times do Torneio Touchdown concordaram com a seguinte nova tabela.

Os jogos foram agora reprogramados evitando serem realizados sequer nos mesmos estados onde haverão simultanêamente jogos da nova liga, a LBFA, com apenas dois jogos sendo realizados em mesmos estados, mas em cidades distantes.

A bola é nossa!


TORNEIO TOUCHDOWN 2010
TABELA DE JOGOS (update)



21 de agosto Rio de Janeiro @ Tritões-Cavaliers Vila Velha, ES
28 de agosto São José Istepôs @ Curitiba Hurricanes Curitiba, PR
4 de setembro PGPhantoms@ Jaraguá Breakers Jaraguá do Sul, SC
11 de setembro SP Spartans@ Rio de Janeiro Patriotas Rio de Janeiro, RJ
18 de setembro Curitiba Hurricanes@São José Istepôs São José, SC
26 de setembro Jaraguá Breakers@ PG Phantoms Ponta Grossa, PR
2 de outubro Tritões-Cavaliers @ São Paulo Spartans São Paulo, SP
9 de outubro Jaraguá Breakers@ Curitiba Hurricanes Curitiba, PR
16 de outubro Tritões- Cavaliers @ RJ Patriotas Rio de Janeiro, RJ
24 de outubro São José Istepôs @ PG Phantoms Ponta Grossa, PR
30 de outubro São Paulo Spartans@ Tritões-Cavaliers Vila Velha, ES
6 de novembro Curitiba Hurricanes @ Jaraguá Breakers Jaraguá do Sul, SC
13 de novembro Ponta Grossa Phantoms @ SJ Istepôs São José, SC
20 de novembro RJ Patriotas @ São Paulo Spartans São Paulo, SP
27 de novembro Semifinal I
28 de novembro Semifinal II
4 de dezembro Descanso
11 de dezembro Final do Torneio Touchdown

Thursday, June 3, 2010

Vince Lombardi sabia das coisas!


Vince Lombardi, o grande técnico do Green Bay Packers, vencedor das duas primeiras edições do Super Bowl, e nome do seu troféu, pensou em ser padre e foi estudar para isto aos 15 anos. Dois anos depois percebeu que não era a sua vocação e mudou de colégio entrando logo para o time de futebol americano.

Consta que ele sempre continuou sendo um católico devoto, mas a sua religiosidade apareceu mais no modo como sempre lidou com o esporte. Há muitos pensamentos interessantes dele que ficaram como legado, mas um que me chamou atenção enquanto reflito sobre o momento da bola oval no Brasil aqui num hotel gaúcho em Santa Maria, num intervalo de filmagens de “O Carteiro” foi:

“Comprometimento individual à um esforço de grupo – é isto que faz um time funcionar, uma empresa funcionar, uma sociedade funcionar, uma civilização funcionar.”


Antes da fundação da NFL em 1920, o futebol americano já fazia parte da associação que seria depois a atual NCAA, nascida de reuniões entre presidentes de instituições universitárias, convocadas em 1906 pelo Presidente Theodore Roosevelt após seu filho Ted quebrar o nariz jogando futebol americano. Seu objetivo era tornar os esportes amadores mais seguros e organizados.

Por enquanto, todos nós que lidamos com o futebol americano no Brasil estamos lidando com um esporte ainda bastardo no próprio universo oficial do esporte amador brasileiro. E sem um comprometimento individual para o sucesso dele como um todo ele não pode funcionar.

E este compromentimento não pode ser apenas com uma posição de atleta ou dirigente de um time, dirigente de uma liga ou associação, mas com o panorama total, o futuro da bola oval no país.

E para isto, tudo conta. A performance no campo e fora dele. Ética é o conceito básico. Para as faltas que ocorrem dentro do jogo existem os panos amarelos. Perde-se jardas. Mas para as faltas que ocorrem fora do jogo em si não há panos amarelos e podemos perder muito mais que jardas.


Precisamos resistir ao imediatismo, controlar nossos humores (coisas que de quando em quando eu mesmo tenho que me lembrar) ou buscar meramente um culpado para apontar o dedo, quanto ocorre um revez.

Após adquirir os caros equipamentos para jogar, a maior dificuldade que temos é a de conseguir bons estádios, adequados para o jogo e para o entretenimento de um público que temos que conquistar e não o conquistaremos apenas com reportagens nos jornais, rádios, televisões abertas ou por assinatura.

Portanto, cabe a cada um de nós cuidar de um estádio conseguido com a religiosidade que se deve cuidar de um templo. É nele que praticamos e divulgamos de fato o esporte.Tratar cada adversário como o rival que queremos vencer, mas o parceiro sem o qual não podemos exercer a atividade que amamos. Uma responsabilidade assumida sem o tempo ou competência para cumpri-la pode ser um egoísmo custoso para todos.

2010 está sendo, e será mais ainda no segundo semestre, o ano chave para a consolidação da bola oval. Não contamos mais com o fator “novidade” do jogo equipado que tanta publicidade rendeu com o Torneio Touchdown 2009. Qualquer promoção virá pela realidade do que for feito. O que é ruim para cada um será ruim para todos. E a vida não se resolve no orkut.

O oportunismo de quem só quiser tirar uma “lasquinha” deve ser detectado e evitado. Quem não quiser jogar limpo faça o favor de não atrapalhar o jogo.

Vince Lombardi disse também:

“Pessoas que trabalharem juntas vencerão, seja contra defesas de football complexas, ou os problemas da sociedade moderna”.

A bola é sua!

Saturday, May 29, 2010

Filmagens de "O Carteiro"



Reginaldo Faria, mandando muito na direção, acompanhando uma cena comigo e Anselmo Vasconcellos.

Está sendo uma experiencia muito interessante trabalhar como ator depois de tantos anos.

Veja mais fotos!

Wednesday, May 26, 2010

Bah, a Bola Oval tá em toda parte!


Por mais envolvimento com os times já disputando campeonatos equipados, me dá um prazer especial ter a oportunidade de conhecer o pessoal que está jogando com a bola oval sem os pads e helmets, mas o mais puro entusiasmo. Foi assim neste fm de semana quando aproveitei a estadia no Rio Grande do Sul, e conheci Fransisco, Matheus, Rossato, Anderson, Augusto, Guilherme. Fernando, Lucas. Vinicius, William, Marlon, Luciano e Davi, integrantes do Santa Maria Soldiers, com direito a churrasco e muito papo.

O Soldiers ainda não sentiu o gosto da vitória, mas o entusiasmo do time pelo futebol americano já é uma vitória em si.

Junto com o Pumpkins e o Bulls de Porto Alegre, o Chacais de Santa Cruz, o Esteio Buriers e o Bagé Baguals, o Santa Maria Soldiers participa do Gaúcho Bowl. Este ano será a semente para o crescimento da bola oval gaudéria em campeonato organizado, e se o exemplo de Santa Catarina e Paraná mostra alguma coisa, podemos acreditar que a bola oval vai explodir mais ainda no sul do país.

Vale a pena ficar de olho, bah!

Making of O Carteiro



Primeiras fotos do filme do Reginaldo Faria que estamos rodando em Vale Vêneto, no Rio Grande do Sul!

Saturday, May 15, 2010

Língua negra impede realização de clássico pelo Carioca Bowl

Fotos: Nat Soares/FeFARJ

Quando recebi o release da FeFARJ que publicarei na íntegra abaixo, e ví o título no email. me assustei pensando que "Língua Negra" fosse a alcunha de alguma gang, ou mesmo da Cosa Nostra ou Máfia Russa. Mas qual seria a entidade tão malévola que impediria um jogo na praia?

Dois trechos do release chamaram a minha atenção.
Apesar de se tratar de um esporte amador, em que os atletas bancam sua própria participação e lutam por mais recursos, Lynho sugeriu uma parceria com a prefeitura para cuidar das praias que recebem jogos


Neste ano e pouco no Brasil já me decepcionei com atitudes mesquinhas inesperadas, até mesmo dentro do universo do futebol americano, mas ao mesmo tempo tive e tenho agradáveis surpresas com a consciência de cidadania de gente como o Lynho.

O outro trecho foi este:
Além disso, a areia ainda tinha pedaços de metal e lixo restantes da armação da estrutura para o show religioso “Dia da Decisão”, do último dia 21 de abril. Sinal do descaso do governo com a Enseada de Botafogo, um dos mais belos cartões postais da cidade.


Eu acho, discordem se quiserem, que seria uma decisão de grande religiosidade dos organizadores do show, certamente de fundos de caixa mais amplos que os times de futebol americano que jogam nas praias cariocas, se decidissem ajudar a prefeitura a limpar o lixo deixado pelo seu show. Ou será que preservar o maior bem divino, a natureza, não está mais na lista dos homens de fé?

E agora, o release da FeFARJ:

O jogo mais aguardado do XI Carioca Bowl – Campeonato Carioca de Futebol Americano de Praia foi adiado. O reencontro entre o Piratas de Copacabana e o América Red Lions, finalistas em 2009, marcado para este sábado (15 de maio), teve de ser cancelado por conta de uma língua negra na praia de Botafogo, que deixou o campo escolhido para a partida sem condições de jogo. Não é a primeira vez que um jogo do campeonato teve de ser remarcado por conta das más condições da praia.

Os jogadores de ambos os times compareceram à praia e armaram o campo para jogar, mas os árbitros notaram a língua negra invadindo a área do campo. Além disso, a areia ainda tinha pedaços de metal e lixo restantes da armação da estrutura para o show religioso “Dia da Decisão”, do último dia 21 de abril. Sinal do descaso do governo com a Enseada de Botafogo, um dos mais belos cartões postais da cidade.

“Cancelamos devido à língua negra. Algumas poças não secaram, e tinha muito lixo. Podia ser prejudicial para os atletas, tanto pelo risco de lesão quanto por risco de contaminação com alguma doença, se engolissem aquela areia”, disse o referee (árbitro principal) do jogo, Merlin Calazans. “Não quisemos botar a integridade física dos atletas em risco. Uma decisão foi tomada em conjunto entre os times e a arbitragem para que o jogo fosse cancelado e adiado”, disse Carlos Januário, o Lynho, diretor de esportes da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro (FeFARJ).

Os jogos da primeira rodada do campeonato também tiveram que ser adiados porque as praias de Botafogo e Icaraí se apresentaram sem condições, após as fortes chuvas que caíram no estado no início de abril. Desde antes das chuvas, porém, a língua negra ocupa parte da praia de Botafogo. Apesar de se tratar de um esporte amador, em que os atletas bancam sua própria participação e lutam por mais recursos, Lynho sugeriu uma parceria com a prefeitura para cuidar das praias que recebem jogos. “O esporte está crescendo e precisamos cada vez mais de campos. Acho que podemos fazer algo junto a eles para termos sempre alguém cuidando das praias”, disse o diretor de esportes.

A partida será remarcada posteriormente. O outro jogo deste sábado, entre Rio de Janeiro Sharks e Copacabana Titãs, transcorreu normalmente, com vitória do Titãs por 26 a 14. No domingo (16 de maio), o Ipanema Tatuís enfrenta o Rio Islanders em Botafogo, e o Niterói Corsários recebe o Botafogo Reptiles em Icaraí, ambos os jogos às 15h (horário de Brasília).

Fonte: Assessoria de Imprensa da FeFARJ

Tuesday, May 11, 2010

Vamos fazer uma festa? Que tal um All Star da Bola Oval?

Antes de escrever eu já espero uns comentários pedradas (anônimos e fakes eu breco como sempre), mas talvez tenha gente o bastante que goste da idéia.

Até aqui, os torneios de 3 dias prestaram um serviço extraordinário para a bola oval brasileira. Pantanal Bowl, Sorocaba Bowl, Torneio Capital, Torneio de Seleções, e outros que se não me ocorrem no momento não significam menos.

Mas é claro que neste último ano o futebol americano deu um salto no Brasil. E com o advento do Torneio Touchdown no ano passado, e já com a sua segunda edição e o Campeonato da LBFA programados para este ano, o salto promete ser muito maior.

Os estaduais de calendário como os da FPFA, FCFA, e LBFA que estão em transcurso também terão um grande peso no balanço de 2010.

Sei que o nordeste também está preparando algumas novidades, e o desempenho da Seleção Paraíbana no TS nestes dois últimos anos mostrou q há uma força tropical vindo aí.

Embora ainda não tenha visto uma performance de conjunto que eu possa honestamente classificar como espetacular, já ví jogadas espetaculares de ataque e defesa em muitos jogos.

Em nenhum momento minimizo torneios de flag, beach, ou mesmo não equipados que se realizam em feriados que emendam com fins de semana.. Pessoalmente narrei a final do Saquarema Bowl e gostei muito.

Mas a idéia não sai da minha cabeça. Que tal fazer um All Star Brasileiro (Pro Bowl é pra profissionais...) Um evento em janeiro, após todos os nossos campeonatos, quando os playoffs da NFL estão bombando e a mídia está mais ligada em bola oval.

Acho que seria um jogo de exibição muito divertido e que poderia comemorar os esforços de todos e atrair um bom público.

Quando pensei nisto, pensei num evento sob a chancela da AFAB, com jogadores recomendados pelas ligas estaduais, pelo TT e pela LBFA.

Após recomendados, eles seriam votados pela internet em site a ser determinado. Claro que quem tem mais amigos pode ser mais votado. Mas vivemos no país do BBB e, gostemos ou não, ele faz sucesso.

Os times seria divididos em duas chaves, e pela lógica do momento São Paulo seria o divisor geográfico das chaves.

Para dar oportunidades para muitos, poderia até have um revezamento de posições à cada quarto do jogo (exemplo: 1 QB por período, etc).

Bem, a idéia esta’lançada. Agora...

A bola é sua!


REVISÃO

PS: Depois de 100 visitas adicionei:
Comunidade do All Star no Orkut

Thursday, April 29, 2010

Email de um árbitro que ama o que faz!

Postado na Lista Redzone, como resultado do artigo anterior aqui do blog Zebras no Purgatório. Estas coisas me fazem continuar acreditando no futebol americano no Brasil:

Adler,
> Quero reiterar a minha posição aqui sobre a arbitragem. Sou árbitro de
> futebol americano a 1 ano apesar de estudar as regras do jogo intensamente
> por mais de 3 anos.
> Para começar queria dizer que ser árbitro tras uma adrenalina fantástica.
> Você tem que estar ligado na sua chave de arbitragem, decidir sobre a
> aplicação da regra em frações de segundo e ficar sempre atento para que o
> clima seja "amistoso" em um jogo de contato.
> Nesse fim de semana fui referre da partida entre Minas Locomotiva e
> Tubarões. A equipe de árbitros tinha alguns novatos em arbitragem e, no
> intervalo, perguntei a um deles o que estava achando da experiencia. Ele me
> disse que era legal mas não estava sentindo a adrenalina de que eu havia
> falado. Fui direto com ele: Então você está sendo um péssimo árbitro. Ora,
> em um jogo de soccer a atividade acontece normalmente onde a bola está. Já
> em um jogo de FA a atividade está em qualquer lugar do campo e pode influir
> na jogada. Ficar atento é importantíssimo. As regras são muitas, o espaço
> para interpretação também e o árbitro está alí, no meio de tudo tomando
> decisões a cada fração de segundos.
> Mais um detalhe. Nessas andanças vejo que realmente temos muitos
> candidatos a árbitros completamente despreparados no Brasil. Aqui em Minas
> estamos indo para a segunda clínica de arbitragem e considero que temos pelo
> menos 4 árbitros realmente preparados para entrar em campo em uma partida.Eu
> sei que é pouco mas sei que isso tende a aumentar. Temos um bom material
> para preparar árbitros. Eu pessoalmente estou sempre estudando não só as
> regras da IFAF mas em grupos de discussão de árbitros americanos. Tenho
> equipamento completo que inclui o microfone sem fio padrão da NCAA,down
> counter, flags, bean bag etc.. Com tudo isso quero deixar apenas uma
> mensagem. Árbitros, PREPAREM-SE!!! Sem nós não há jogo. Sem nós o esporte
> pode se transformar de um campo de batalha para um campo de guerra. E aos
> organizadores dos dois torneios. Infelizmente investir agora será
> necessário. Como nem todos os estados tem bons árbitros buscar alternativas
> em outros estados será necessário. Mas pelo amor de Deus, esqueçam a idéia
> de que jogadores com algum conhecimento de regra podem ser árbitros porque
> não podem. Arbitrar é mais do que conhecer regras, é conhecer as chaves,
> conhecer mecânica, briefing e debriefing.
> Bom, já desabafei. Aos estados que estejam querendo criar SERIAMENTE uma
> comissão de arbitragem ponho a disposição o que fiz nesse tempo todo. Tenho
> uma clínica de arbitragem com pelo menos 250 slides (divididos em regras,
> mecanica, chaves, reuniões de briefing, debriefing). Tenho também alguns
> documentos em inglês que pretendo traduzir ainda no primeiro semestre sobre
> arbitragem, algumas apresentações usadas nas federações de árbitros
> americanas entre outras coisas. Disponibilizo-me inclusive em ir ao estado
> para ministrar a clínica sem nenhum custo (apenas o de locomoção e
> hospedagem, é claro)
> Para terminar gostaria de saber se os dois grandes torneios que estão
> começando no Brasil criarão seu próprio conselho arbitral. Acho isso muito
> importante por ser essa a instância decisória no que diz respeito a
> disciplina.
>
> Abraços a todos.
> Marcelo Sampaio
> Árbitro Futebol Americano.


A Redzone é a maior e mais antiga lista brasileira de discussão de futebol americano. Se você gosta de assistir a jogos da NFL ou pratica alguma modalidade de futebol americano (flag, beach etc...), junte-se à nós! O objetivo da lista é promover amizades e um bate-papo legal sobre esse esporte cada vez mais popular no Brasil. Um espaço onde os iniciantes são muito bem-vindos! O nosso assunto é a bola oval

Se você ainda não é um dos 2533 associados da Lista Redzone, o caminho é www.touchdown.net/redzone.

Friday, April 23, 2010

Zebras no Purgatório


Como amar a arbitragem e como amar arbitrar? Estas são duas perguntas que estão na minha cabeça últimamente. Nestes 13 meses que estou no Brasil o futebol americano mostrou um crescimento extraordinário. Tem gente jogando de uma ponta à outra deste imenso país. Full pads virou febre com o Torneio de Seleções de 2009, e o termômetro foi para o vermelho com o Torneio Touchdown 2009. Este ano, com a LBFA, liga descendente do TT 2009, e com os "Sete Samurais", os novos times do Torneio Touchdown 2010, prevê-se um número de jogos inédito na historia da bola oval no país. E se a gente adicionar o Carioca Bowl, os jogos de Flag, os campeonatos estaduais estruturados como o paulista, parananese, catarinense, o campeonato gaúcho, os nordestinos, os Bowls curtos, e tantos mais amistosos por aí, podemos estar certos que este ainda novo esporte amador tem centenas de amantes. Mas eles são os jogadores e técnicos.

E árbitros para estes jogos todos? Jogar é divertido. O que se pode fazer para tornar a arbitragem mais atraente? O que se pode fazer para melhorar o nível de arbitragem no Brasil e aumentar o número de árbitros? O tema voltou a ocupar meus pensamentos após voltar de Timbó, Santa Catarina, onde fui narrar o Torneio Bruiser Kickoff, uma ótima idéia e uma maratona de 8 jogos de tempo reduzido com todos os times que participarão do campeonato catarinense deste ano, e notar erros de arbitragem indo desde o atendimento de pedido de video replay (que ainda não consta em nenhum regulamento nosso por razões óbvias) até manter o erro visto claramente no replay. Os gestos, os sinais de juiz parecem ter saído de moda ou o pessoal tem artitre e não quer usar os braços. Não creio que seja encabulamento de parecer um açucareiro ao indicar um offside...

Nos jogos que narrei pessoalmente nos estádios pelo Brasil, sempre ressalto a importância dos árbitros e os anuncio quando consigo o fornecimento dos seus nomes. Como diz Allyson Luiz, do Ponta Negra Bulls e Presidente da ANEFA, “Temos a cultura do soccer que árbitro já entra em campo como ladrão e fdp, mas temos que sempre incentivar o respeito a arbitragem mesmo nos erros como é feito no Rugby. Sempre respeitar, levando em consideração que ela quer sempre fazer o melhor e sempre preservar os jogadores.”

Tendo narrado muitas centenas de jogos da NFL e da NCAA, e acompanhado o futebol americano amador europeu e brasileiro, eu tenho o entendimento da necessidade deste respeito. Mesmo quando percebo erros eu me controlo para não interferir no que está acontecendo no campo, pois sei que há um regulamento para isto. O que não significa que depois de uma partida eu não pense em todos os aspectos que podem melhorar a prática da bola oval no Brasil. Disto veio o meu pitaco introduzindo a “Mercy Rule” (regra pela qual o relógio não pára se um time estiver perdendo por 30 pontos ou mais no 4º quarto) no TT 2009 para manter os jogos mais interessantes e preservar os jogadores. Após ter visto o seu valor na Hungria, me tornei partidário dela e a recomendo direto.

Conversei este dias sobre arbitragem com algumas das pessoas que são chaves no nosso futebol americano além do Alysson Luiz: Fernando Boing, do Joinville Gladiators, com sua longa experiência desde o Panzers, ex-Presidente da Liga (hoje Federação) Catarinense, Rodrigo Proença, Presidente do Curitiba Brown Spiders e Vice da FPFA, Daniel Miura, que em seus muitos anos de FA já atuou no Sâo Paulo Sharks, no Silver Bullets e é DC do São Paulo Storm e Presidente da LPFA, Everton Gnewuch, Presidente do Jaraguá do Sul Breakers, Gerard Jr., Presidente do Barigui Crocodiles, Bruno Araujo, Coach, Presidente do Vila Velha Tritões, Alexey Osatchuk, Presidente do Ponta Grossa Phantoms, e Julio Schumacher, ex-QB do Brusque Admirals, com muita experiencia em arbitragem e meu ótimo parceiro na cobertura do recente torneio em Timbó.

“Para ser um bom árbitro deve conhecer bem as regras e o esporte, óbvio, porém deve-se preocupar em não querer ser a estrela principal e aparecer nos jogos, e isso é muito complicado, visto que quem apita são pessoas sem nenhum preparo para tal, que vão por amor ao esporte ou por obrigação (pela sua equipe) ou até mesmo para "quebrar um galho" ou ver o jogo mais de perto”, diz Bruno Araujo. E de fato, é importante que o poder não suba a cabeça. Já que a maioria dos nosso árbitros são jogadores, o equilíbrio é fundamental para não haver nenhum revanchismo sobre algum jogo anterior, e ser tão conciliador quanto possível no trato para não forçar insultos que se tornam faltas pessoais que podem acarretar em expulsão do jogador. Como diz Julio Schumacher “A arbitragem não precisa fazer showzinhos, se vestir de palhaço para apitar uma partida. Para a arbitragem ser mais atraente, é necessário simplesmente que o árbitro assinale as faltas e ponto final”.


Idéias não faltam. Gerard Jr. acredita em “investir em cursos preparatórios com estudantes de educação física e remunerar os árbitros pra que eles se sintam atraídos a aprender e apitar”. Fernando Boing complementa que ais pessoas se interessarão em arbitrar se “puderem, participando de treinamentos de football oficial das ligas estaduais, terem estas horas abatidas de suas horas obrigatórias extra curriculares”.

O incentivo financeiro, com o qual pessoalmente concordo apesar dos fundos ainda limitados que a maioria dos times possui, parece ser um fator onde quase todos estão de acordo. Rodrigo Proença acredita no reconhecimento financeiro dos árbitros: “e claro, ressarcimento de suas despesas de transporte e alimentação para os jogos. O FA no Brasil ainda é amador e muitos jogadores ainda tem que investir no seu time. Para os árbitros a situação não deve ser esta. Eles devem ser reconhecidos pelo trabalho e também acho interessante a criação de programas de avaliação e reconhecimento dos melhores que atuaram na temporada”. Outro que abraça a noção é Alysson Luiz: “Devemos incentivar sempre o pagamento de uma boa taxa para a arbitragem porque assim poderemos cobrar dos mesmos saber cada vez mais das regras e dessa forma iriamos atrair pessoas de fora do esporte como estudantes de Ed. Fisica”. Novamente Schumacher:”uma coisa que atrairia os árbitros, seria pagar pelo serviço. Claro que nenhuma das federações esbanja dinheiro para pagar bem aos árbitros... mas tem gente que precisa de dinheiro e gosta do esporte. Qualquer 50 reais ja ajudaria e muito essas pessoas... E para ser juiz, não adianta apitar forçado... tem que ao menos gostar do que está fazendo.” Daniel Miura é mais conclusivo: “...não tem segredo. Tem que pagar bem”.

O que ninguém discorda é da importância de melhorar o nível independentemente de recompensas. “Acho que um pequeno cachê pode atrair mais gente interessada em apitar, porém não irá melhorar a qualidade da arbitragem. Alguns campeonatos dão penalidades para os ábitros que faltam ou chegam atrasados, mas isso também não melhora a qualidade e não motiva ninguem à apitar. Apitar, será sempre uma obrigação e não um divertimento. Cabe à pessoa saber disso e deixar alguém com mais vontade de ajudar do que ele que não quer ou não acha legal. Se pagarem bem para alguém perder 3 a 4hs apitando, quem sabe será mais atrativo. Mas volto a repetir, não melhorará o nível da arbitragem”, diz Bruno Araujo.


A importância dos homens de camisas de zebras é fundamental não só para os resultados mas para o andamento das partidas. Ninguém imagina quantas vezes eu daria um “delay of game” para árbitros que se juntam no huddle por tempo excessivo e acabam tirando um jogo do seu rítmo e tornando-o chato. Afinal, como diz Everton Gnewuch, faz parte da função do juiz “mostrar ao público aquilo que o esporte representa, não só pancadas, pancadas e pancadas. Apresentar o lado mais técnico possível do esporte, a estratégia e a atenção necessária, aonde uma jogada incrível necessita da boa conduta e atenção dos jogadores que a executam. Mostar o show de raciocínio que o esporte exige e sua disciplina incomparável”.

Mais algumas sugestões do pessoal: para melhorar:

Alexey Osatchuck: “acho que apitar o maior número de jogos possivel... isso é pratica e não teoria... eu acho que só com a pratica para ficarem bons, o problema que não temos um número expressivo de jogos para isso, pois há o problema de deslocamento dos times e dos árbitros”.
• Rodrigo Proença: “Promover clínicas e treinamentos com apoio de universidades, utilizando-se de situações de jogos e interpretação de regras. E claro, colocando eles para apitarem mais e mais.
Everton Gnewuch: “Tornar o esporte de conhecimento da maior parte da população, principalmente aonde existem Franquias. Tornar um gosto pelo esporte é colocá-lo na linha do profissionalismo”.
Daniel Miura: “O nível só vai melhorar na hora em que tivermos cursos de capacitação sérios e que paremos de procurar juízes nas bases dos fãs do esporte. Digo isso porque o foco tem que ser aqueles que fazem da arbitragem um ganha pão e não uma diversão. lugar de fã é na arquibancada”.
Bruno Araujo: “Clínicas de arbitragem funcionam um pouco para tirar dúvidas de quem já conhece, porém o nível melhorará à medida que vão havendo mais jogos e as pessoas vão aprendendo a errar menos. Para mim, árbitro é quem nem jogador, aprende jogando...no caso, apitando”.
Fernando Boing: “Fortalecimento e maior comprometimento da AFAB.Criação das ligas estaduais, fortalecimento das existentes e campeonatos estaduais regulares. Padronização e utilização de uma única regra em todo o território nacional. Video aulas para os iniciantes e árbitros que já arbitram se reciclarem”.
Julio Schumacher: “Para ser árbitro, primeiramente a pessoa tem que entender muito bem o esporte. Não dá pra ser qualquer jogador do time, fazer um curso básico e ja apitar. Infelizmente, hoje temos poucas pessoas capazes em cada time que conhecem todas as regras e etc. Para isso melhorar, tem que ser feitos cursos de capacitaçao muito mais técnicos do que foi a prova de 10 questões feitas pela AFAB no ano passado. Tem que ser realizado uma espécie de "training camp" para os árbitros... usando as imagens dos jogos gravados aqui no Brasil... e até comparar com os jogos da NFL, principalmente para ver a agilidade e quão importante é o árbitro para o andamento do jogo".


Encerrando, mesmo sabendo que ainda devemos demorar para tirar os zebras do purgatório, quero que todo mundo que apita jogos aqui no Brasil saiba o quanto sou grato aos seus esforços, com seus erros e acertos, em prol desta bola oval que tanto amamos. Acho que é hora de todos os amantes do futebol americano brasileiro doarem do seu tempo. A AFAB, a ANEFA, assim como as ligas e associações e federações do resto do país não são geridas por profissionais, mas pessoas que doam o seu tempo tirado de seus empregos e famílias. Todos devemos respeitar e valorizar isto muito. Mas quem não puder doar, deixe espaço para quem o queira e possa. É preciso tempo e trabalho para organizar e levar em frente as boas idéias conversadas aqui. É preciso ter muita vontade. E liderança.

Fica ainda uma sugestão. Por que não AS zebras? Já temos mulheres jogando e são todas pioneiras. Algumas conhecem o esporte o bastante para entrarem em arbitragem. Vamos lá, mulherada! Claro que na primeira paquera de jogador no campo será hora de abrir os braços em cruz e dar uma conduta anti-esportiva no abusado!!!

No mais, é como conclui o Julinho Schumacher” Não pode é complicar o jogo. Assinalar o que viu e segue o jogo quanto menos a arbitragem aparecer, melhor”!




A reprodução deste artigo é permitida e encorajada com o crédito do autor: André José Adler

Tuesday, April 13, 2010

Sangue bom!

O Rio de Janeiro Imperadores Football convoca todos os seus jogadores, fãs e amigos em geral do futebol americano ou não para participarem de uma campanha de doação de sangue para ajudar as vítimas das tempestades no Rio!!

Mostre que você é sangue bom!!

Wednesday, March 17, 2010

Times do Torneio Touchdown 2010 em duelo no Paranaense

Times do Torneio Touchdown 2010 em duelo no Paranaense

Abrindo o jogo para quem não entendeu.


No mesmo dia em que fiquei sabendo pelo Blog Pirata Football News que o Corinthians Steamrollers e o Brusque Admirals, até então confirmados por seus presidentes como participantes do Torneio Touchdown 2010, resolveram entrar em outro campeonato, o America Red Lions fez uma entrevista comigo para o site do time. A entrevista é reproduzida aqui no blog:

André José Adler, abre o jogo e conta tudo.

Red Lions:
Antes de tudo gostaria de agradecer a presença no nosso site e dizer que é uma honra te-lo aqui.

Andre José Adler:
A honra é minha de estar num site de campeões.

RL:
Você é uma pessoa, que conhece muito de FA, não só no Brasil, mas pelo mundo todo. Como vê a evolução do esporte em terras tupiniquins e o que falta para o nosso pais ser uma potência no esporte?

Adler:
A evolução vai depender de base. Quando a gente puder ver garotada sem camisas brincando com bola oval como brincam com a bola redonda em praias, parques, playgrounds, na hora do recreio na escola, saberemos que podemos pensar em "potência" no futuro.

Mas o crescimento de football, seja Beach Football, Flag, ou Tackle é impressionante. Há pouco mais de 10 anos, quando eu falava no pessoal jogando no Brasil, seja na Praia de Copacabana, Ibirapuera, ou atrás de um museu em Curitiba, era zoado por colegas na ESPN nos Estados Unidos e hoje ha times pelo país todo.

Fora do Brasil, a minha vivência foi na MAFL, a liga da Hungria, que cresceu durante o período que vivi de 2006 até março de 2009 para 25 times em 3 divisões, e é bom lembrar que é um país pouco menor que Santa Catarina. Uma diferença notável, e pouco depois q saiu da fase de brincadeira, quando times se formaram como o Budapest Cowboys e o Budapest Wolves, já começaram a jogar equipados. Mais fácil a aquisição de equipamentos a custo baixo sendo parte da Comunidade Européia. A Liga está no seu sexto ano e há alguns times bem razoáveis e um ótimo, o Budapest Wolves.

Aqui, começamos a ver alguns jogos equipados de boa qualidade no ano passado, no Torneio Touchdown, acredito na evolução.

RL:
Já que você tocou no assunto. Era o sonho de todos os brasileiro amantes deste esporte maravilhoso, ver um dia um campeonato a nível nacional, com todos os jogadores equipados, como você vê o "saldo" do TT09?

Adler:
Conseguimos chamar um bocado de atenção. Mas não conseguimos atrair ainda um público necessário para podermos ser patrocinados adequadamente. Em termos de qualidade, vimos que temos excelentes RBs em muitos times, mas ainda estamos longe de um jogo aéreo espetacular. Bons bloqueadores apareceram. Técnicos aprenderam, espero, um pouco mais sobre estratégias, Muitos erros foram cometidos tanto em organização, quanto às atitudes em campo. Não é por jogar com full pads que um jogador passa de Clark Kent para Super Homem. E muitas, mas muitas jardas foram perdidas por faltas evitáveis. Mas o saldo do TT 2009... Eu só creio que vou poder avaliar depois dos torneios e campeonatos de 2010.

RL:
Em sua opinião a recém formada LBFA, pode vir a fazer com que o esporte cresça? Ou essa divisão pode vir a ser ruim para o esporte? O que ocasionou esse "racha"?

Adler:
Sabia que não iria escapar de uma pergunta assim. Estava demorando.

Eu posso dar uma resposta diplomática, mas verdadeira. Como você falou, a LBFA é recém formada. Como posso avaliar o que vai de fato fazer para que o esporte cresça? Hoje foi divulgada a diretoria e o presidente da liga é o diretor de comunicações da AFAB, além de técnico, QB, e presidente do Cuiabá Arsenal. Certamente é um bocado de atividades. Claro, Orlando Ferreira Jr., conta na diretoria com o Fernando Boing que já foi presidente da LCFA e poderá com sua experiência de campeonatos ser uma grande força.

Eu fui o Conselheiro do Grupo Gestor em 2009, e acabei tendo que exercer funções mais executivas que previa. Era a única pessoa que não era ligada a nenhum dos times, portanto com foco no TT inteiro. Sou profissional de narração e televisão, mas como já trabalhei em produção de teatro, cinema e comerciais, posso me apaixonar por este aspecto de um projeto também. Isto aconteceu. Conversei muito com o Flavio “Skin” Cárdia sobre melhoramentos para 2010. Apesar de diferenças filosóficas quanto aos caminhos da bola oval nacional, nos damos bem. Baseado nestas conversas e de acordo com o Flávio, propus algumas mudanças, inclusive que o Grupo Gestor fosse transformado para que cada time se representasse individualmente.

Enfim, o Grupo Gestor se reuniu sem meu conhecimento, e no dia seguinte fui comunicado da minha exclusão de um torneio que eu idealizei e batizei. Fui também acusado de cobrar para narrar jogos, e não querer compartilhar as mesmas imagens com uma rede concorrente da rede que me abriu as portas para reportagens sobre o torneio. Nestes momentos as decisões se tornam difíceis. O rompante de raiva é o mais fácil. Mas pensando em todos os jogadores que puderam curtir jogar no TT 2009 eu pensei em quantos mais poderiam ter a mesma chance com um TT 2010. Foi quando busquei o apoio da AFAB, e o encontrando, comecei o projeto do TT 2010 dentro de uma filosofia clara, na qual acredito 100% e está publicada em http://andreadler.blogspot.com/2010/02/filosofia-do-torneio-touchdown.html

RL:
Hoje divulgamos em nosso site, que alguns dos principais nomes que participariam do TT2010, migraram para o campeonato da LBFA. Em sua opinião isso foi uma espécie de "traição"?

Adler:
Quanto aos dois times que haviam confirmado sua presença no Torneio Touchdown e estarão jogando na nova liga. Claro que seus responsáveis poderiam ter tido um comportamento mais claro e correto do que me deixar saber por um blog paulista (que leio um bocado porque costuma ser muito comédia).

Mas passado um momento de decepção pessoal, a minha reflexão é que seus objetivos de desenvolvimento não se coadunam com a filosofia do TT. Um deles já foi substituído por outro de desempenho estadual melhor (não vou anunciar agora, minha vez de um pouco de suspense). O tempo e o desempenho deles em campo e fora na LBFA dirão se o TT perdeu de fato ou se livrou de um abacaxi.

RL:
Vamos dirimir uma polêmica. O Rio de Janeiro Imperadores é ou não é o primeiro Campeão Nacional de F.A.?

Adler:
Hhahahaha O RJ Imperadores foi o melhor time do Brasil em 2009 e eu tive o grande e verdadeiro prazer de entregar para o time o troféu de Campeão do Torneio Touchdown. Entenda, é um time que provou o seu mérito. Agora, quero que fique bem claro que eu insisti que o TT 2009 tivesse o nome que teve não apenas por achar que seria bom como marketing, ou porque TouchDown é meu apelido desde o mIRC, ou pelo meu bordão de "E é tooouchdooooown!", mas como muitos dos presentes na reunião em Sorocaba podem lembrar, eu achava "campeonato brasileiro" pretencioso e genérico para se o nome do torneio de futebol americano. Mas não vou brigar com quem quiser chamar o time de campeão nacional, ou brasileiro. Isto não muda nada na minha vida. Sintam-se justificadamente orgulhosos e sejam felizes!

RL:
Vimos você em alguns bowls por ai a fora, com a presença do Duda Duarte, como surgiu essa parceria?

Adler:
Ah! Duda bate papo comigo no MSN há muito tempo. Mostrou-me vídeos do Reptiles. Citei-o num jogo de NCAA que comentei na Hungria. Sabia que ele tinha narrado no Saquarema Bowl no ano passado e o convidei para repórter de campo no primeiro jogo do Imperadores VS Storm. No segundo, já o convidei para comentarista. É bom ter ao lado um comentarista que conhece o jogo de dentro. Duda tem muito pique, me ouve bastante quando trabalhamos juntos. E foi muito legal fazer o Saqua este ano com ele. Boto fé no seu futuro no microfone. Precisamos de muitos narradores e comentaristas para todos os jogos. Só assim faremos um público que volta e traz mais gente.

RL:
Hoje há algum time capaz de destronar o Imperadores (em ambas as ligas) ou como dizem aqui no RJ, o Império nunca cairá?

Adler:
A chave do Imperadores, e isto todo mundo sabe, é o seu grande elenco que permite muitas escolhas para o Flavio, e o fato do pessoal ter anos de experiência na areia. O Imperadores tem alguns dos melhores jogadores de vários times do Carioca Bowl. Mas não todos, e a mesma receita pode criar outro bolo.

Já quanto aos outros times que já vi, a maioria se baseia em 3 ou 4 talentos individuais para liderar.

Mas... Se eu soubesse quem vai ganhar o Super Bowl não teria vontade de assistir a nenhum jogo da NFL!

RL:
Haverá ou não TT2010?

Adler:
Sinceramente? Hoje de manhã fiquei quase na dúvida porque me senti cansado, mas tantas coisas boas aconteceram em seguida que não vejo porque não haveria! Claro que tem gente fazendo mandinga contra, Mas vários times bons querem e acho que eles têm santo forte!

RL:
Pra finalizar, fica alguma magoa de algum ou de todos os times e dirigentes que migraram para a LBFA?

Adler:
Mágoa eu não tenho de time algum. O mais importante num time para mim são os jogadores e não os dirigentes, E fiz amizade com jogadores em todos os times que conheci. Quero ressalvar que uso "amizade" como simpatia, pois prezo muito os meus verdadeiros amigos que não são de time nenhum.

Quanto aos times que migraram eu não poderia ter mágoa. Cada uma faz a escolha que acha mais acertada para seus objetivos. Eu não sou uma "liga". Não serei uma liga. Sou um cara que acredita num caminho para o crescimento de um esporte que gosto. Não existe a liga do Adler. Algumas pessoas que eu prezava, no entanto, agiram sem gentileza e perderam a admiração que eu tinha por elas. Conduta anti-esportiva fora de um campo... Mas não posso jogar um pano amarelo.

RL:
Gostaria de deixar algum desabafo, recado conselho ou alguma dica para os fãs ou quem quer que seja?

Adler:
E para terminar, já que é o site do Red Lions para quem entreguei seus dois troféus de campeão...
GO Red Lions! A bola é sua!



Data: 05/03/2010 Hora: 20:09:23

Friday, March 12, 2010

Feliz 2010 para a Bola Oval!


Com o começo do Paranaense (e ainda o Gaúcho) neste fim de semana começa a “season” brasileira de 2010. Segundo ano de full pads para vários. Poderíamos dizer que 2009 foi o ano do jogo corrido. Mullet, Manning, Tiagão, Romulo, Miguel, Huck, e Roichman, foram alguns dos nomes (ou apelidos) que ficaram conhecidos por aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar o Torneio Touchdown. Um dos melhores rendimentos por um QB deveu-se também ao talento de corrida do Bernardo Werner, do Gladiators.

Uma das coisas que valerá observar será o desempenho dos QB’s. Muitos tem boa proteção, tanto que alguns até trabalham a maior parte do tempo no shotgun. Alguns dos times mostraram que tem um bom elenco de WR’s também. Vários QB’s jovens, alguns com mais ou menos experiencia mostraram alguns passes sensacionais mesmo tendo sido prato cheio para defensive backs. Mas ainda não apareceu o nosso QB “simbolístico” como na NCAA ou NFL. Muitos passes na base do “se colar, colou” foram lançados.

Menos badalados, os bloqueadores tanto de defesa quanto de ataque da maioria dos times trabalharam com boa qualidade. Um dos maiores dramas foi a quantidade de pontos extras e field goals perdidos. É difícil atrair bons kickers para os nossos times, já que os chutadores de maior talento preferem óbviamente brincar com a bola redonda do que com a oval. Dar uma meia dúzia de chutes por partida com a bola oval não é atraente o bastante. Com isto, muitos tem que dobrar posição num time e atuar também como K. E isto leva vários técnicos a decidir conversões de 2 pontos muitas vezes desnecessárias ou imprudentes.

Falando em dobrar e em técnicos, muitos times tem também ainda está situação de jogadores-técnicos. Claro, isto acontecia até nos primórdios do futebol americano nos Estados Unidos e por vezes com bons resultados. Mas estes heróis tem a mesma desvantagem de um diretor de teatro que é também ator numa peça. O diretor fica sem a visão geral do espetáculo e o o ator não é dirigido. Pessoal tem que ter a genialidade de um Chaplin ou Woody Allen.

Porém um dos problemas mais sérios é a quantidade de faltas.. Muitas vezes times caminharam paulatinamente da redzone para quase a própria endzone presenteando adversários com jardas quilométricas. Nem falo de “false starts/offsides” que são faltas motivadas mais por falta de concentração do que por qualquer outra coisa, mas de “face masks” alguns motivados ainda pela pouca experiencia com capacetes, já outros com sabor de falta pessoal. As faltas pessoais foram as mais custosas e é preciso deixar o machismo latino em segundo plano, contar até 10 e evitar muitas destas faltas pensando no quanto elas podem prejudicar o seu time.

É importante deixar o ufanismo dos full pads para trás, ninguém vira Super Homem com eles. Ir aos treinos e treinar o mais possível e se lembrar que os times que entraram de salto alto em 2009 saíram de havaianas.

Dito isto tudo, pessoalmente eu boto fé na galera e espero um salto de qualidade geral este ano.

A bola é sua!

(publicado originalmente no site Sidelinebrasil)