Wednesday, March 17, 2010
Abrindo o jogo para quem não entendeu.
No mesmo dia em que fiquei sabendo pelo Blog Pirata Football News que o Corinthians Steamrollers e o Brusque Admirals, até então confirmados por seus presidentes como participantes do Torneio Touchdown 2010, resolveram entrar em outro campeonato, o America Red Lions fez uma entrevista comigo para o site do time. A entrevista é reproduzida aqui no blog:
André José Adler, abre o jogo e conta tudo.
Red Lions:
Antes de tudo gostaria de agradecer a presença no nosso site e dizer que é uma honra te-lo aqui.
Andre José Adler:
A honra é minha de estar num site de campeões.
RL:
Você é uma pessoa, que conhece muito de FA, não só no Brasil, mas pelo mundo todo. Como vê a evolução do esporte em terras tupiniquins e o que falta para o nosso pais ser uma potência no esporte?
Adler:
A evolução vai depender de base. Quando a gente puder ver garotada sem camisas brincando com bola oval como brincam com a bola redonda em praias, parques, playgrounds, na hora do recreio na escola, saberemos que podemos pensar em "potência" no futuro.
Mas o crescimento de football, seja Beach Football, Flag, ou Tackle é impressionante. Há pouco mais de 10 anos, quando eu falava no pessoal jogando no Brasil, seja na Praia de Copacabana, Ibirapuera, ou atrás de um museu em Curitiba, era zoado por colegas na ESPN nos Estados Unidos e hoje ha times pelo país todo.
Fora do Brasil, a minha vivência foi na MAFL, a liga da Hungria, que cresceu durante o período que vivi de 2006 até março de 2009 para 25 times em 3 divisões, e é bom lembrar que é um país pouco menor que Santa Catarina. Uma diferença notável, e pouco depois q saiu da fase de brincadeira, quando times se formaram como o Budapest Cowboys e o Budapest Wolves, já começaram a jogar equipados. Mais fácil a aquisição de equipamentos a custo baixo sendo parte da Comunidade Européia. A Liga está no seu sexto ano e há alguns times bem razoáveis e um ótimo, o Budapest Wolves.
Aqui, começamos a ver alguns jogos equipados de boa qualidade no ano passado, no Torneio Touchdown, acredito na evolução.
RL:
Já que você tocou no assunto. Era o sonho de todos os brasileiro amantes deste esporte maravilhoso, ver um dia um campeonato a nível nacional, com todos os jogadores equipados, como você vê o "saldo" do TT09?
Adler:
Conseguimos chamar um bocado de atenção. Mas não conseguimos atrair ainda um público necessário para podermos ser patrocinados adequadamente. Em termos de qualidade, vimos que temos excelentes RBs em muitos times, mas ainda estamos longe de um jogo aéreo espetacular. Bons bloqueadores apareceram. Técnicos aprenderam, espero, um pouco mais sobre estratégias, Muitos erros foram cometidos tanto em organização, quanto às atitudes em campo. Não é por jogar com full pads que um jogador passa de Clark Kent para Super Homem. E muitas, mas muitas jardas foram perdidas por faltas evitáveis. Mas o saldo do TT 2009... Eu só creio que vou poder avaliar depois dos torneios e campeonatos de 2010.
RL:
Em sua opinião a recém formada LBFA, pode vir a fazer com que o esporte cresça? Ou essa divisão pode vir a ser ruim para o esporte? O que ocasionou esse "racha"?
Adler:
Sabia que não iria escapar de uma pergunta assim. Estava demorando.
Eu posso dar uma resposta diplomática, mas verdadeira. Como você falou, a LBFA é recém formada. Como posso avaliar o que vai de fato fazer para que o esporte cresça? Hoje foi divulgada a diretoria e o presidente da liga é o diretor de comunicações da AFAB, além de técnico, QB, e presidente do Cuiabá Arsenal. Certamente é um bocado de atividades. Claro, Orlando Ferreira Jr., conta na diretoria com o Fernando Boing que já foi presidente da LCFA e poderá com sua experiência de campeonatos ser uma grande força.
Eu fui o Conselheiro do Grupo Gestor em 2009, e acabei tendo que exercer funções mais executivas que previa. Era a única pessoa que não era ligada a nenhum dos times, portanto com foco no TT inteiro. Sou profissional de narração e televisão, mas como já trabalhei em produção de teatro, cinema e comerciais, posso me apaixonar por este aspecto de um projeto também. Isto aconteceu. Conversei muito com o Flavio “Skin” Cárdia sobre melhoramentos para 2010. Apesar de diferenças filosóficas quanto aos caminhos da bola oval nacional, nos damos bem. Baseado nestas conversas e de acordo com o Flávio, propus algumas mudanças, inclusive que o Grupo Gestor fosse transformado para que cada time se representasse individualmente.
Enfim, o Grupo Gestor se reuniu sem meu conhecimento, e no dia seguinte fui comunicado da minha exclusão de um torneio que eu idealizei e batizei. Fui também acusado de cobrar para narrar jogos, e não querer compartilhar as mesmas imagens com uma rede concorrente da rede que me abriu as portas para reportagens sobre o torneio. Nestes momentos as decisões se tornam difíceis. O rompante de raiva é o mais fácil. Mas pensando em todos os jogadores que puderam curtir jogar no TT 2009 eu pensei em quantos mais poderiam ter a mesma chance com um TT 2010. Foi quando busquei o apoio da AFAB, e o encontrando, comecei o projeto do TT 2010 dentro de uma filosofia clara, na qual acredito 100% e está publicada em http://andreadler.blogspot.com/2010/02/filosofia-do-torneio-touchdown.html
RL:
Hoje divulgamos em nosso site, que alguns dos principais nomes que participariam do TT2010, migraram para o campeonato da LBFA. Em sua opinião isso foi uma espécie de "traição"?
Adler:
Quanto aos dois times que haviam confirmado sua presença no Torneio Touchdown e estarão jogando na nova liga. Claro que seus responsáveis poderiam ter tido um comportamento mais claro e correto do que me deixar saber por um blog paulista (que leio um bocado porque costuma ser muito comédia).
Mas passado um momento de decepção pessoal, a minha reflexão é que seus objetivos de desenvolvimento não se coadunam com a filosofia do TT. Um deles já foi substituído por outro de desempenho estadual melhor (não vou anunciar agora, minha vez de um pouco de suspense). O tempo e o desempenho deles em campo e fora na LBFA dirão se o TT perdeu de fato ou se livrou de um abacaxi.
RL:
Vamos dirimir uma polêmica. O Rio de Janeiro Imperadores é ou não é o primeiro Campeão Nacional de F.A.?
Adler:
Hhahahaha O RJ Imperadores foi o melhor time do Brasil em 2009 e eu tive o grande e verdadeiro prazer de entregar para o time o troféu de Campeão do Torneio Touchdown. Entenda, é um time que provou o seu mérito. Agora, quero que fique bem claro que eu insisti que o TT 2009 tivesse o nome que teve não apenas por achar que seria bom como marketing, ou porque TouchDown é meu apelido desde o mIRC, ou pelo meu bordão de "E é tooouchdooooown!", mas como muitos dos presentes na reunião em Sorocaba podem lembrar, eu achava "campeonato brasileiro" pretencioso e genérico para se o nome do torneio de futebol americano. Mas não vou brigar com quem quiser chamar o time de campeão nacional, ou brasileiro. Isto não muda nada na minha vida. Sintam-se justificadamente orgulhosos e sejam felizes!
RL:
Vimos você em alguns bowls por ai a fora, com a presença do Duda Duarte, como surgiu essa parceria?
Adler:
Ah! Duda bate papo comigo no MSN há muito tempo. Mostrou-me vídeos do Reptiles. Citei-o num jogo de NCAA que comentei na Hungria. Sabia que ele tinha narrado no Saquarema Bowl no ano passado e o convidei para repórter de campo no primeiro jogo do Imperadores VS Storm. No segundo, já o convidei para comentarista. É bom ter ao lado um comentarista que conhece o jogo de dentro. Duda tem muito pique, me ouve bastante quando trabalhamos juntos. E foi muito legal fazer o Saqua este ano com ele. Boto fé no seu futuro no microfone. Precisamos de muitos narradores e comentaristas para todos os jogos. Só assim faremos um público que volta e traz mais gente.
RL:
Hoje há algum time capaz de destronar o Imperadores (em ambas as ligas) ou como dizem aqui no RJ, o Império nunca cairá?
Adler:
A chave do Imperadores, e isto todo mundo sabe, é o seu grande elenco que permite muitas escolhas para o Flavio, e o fato do pessoal ter anos de experiência na areia. O Imperadores tem alguns dos melhores jogadores de vários times do Carioca Bowl. Mas não todos, e a mesma receita pode criar outro bolo.
Já quanto aos outros times que já vi, a maioria se baseia em 3 ou 4 talentos individuais para liderar.
Mas... Se eu soubesse quem vai ganhar o Super Bowl não teria vontade de assistir a nenhum jogo da NFL!
RL:
Haverá ou não TT2010?
Adler:
Sinceramente? Hoje de manhã fiquei quase na dúvida porque me senti cansado, mas tantas coisas boas aconteceram em seguida que não vejo porque não haveria! Claro que tem gente fazendo mandinga contra, Mas vários times bons querem e acho que eles têm santo forte!
RL:
Pra finalizar, fica alguma magoa de algum ou de todos os times e dirigentes que migraram para a LBFA?
Adler:
Mágoa eu não tenho de time algum. O mais importante num time para mim são os jogadores e não os dirigentes, E fiz amizade com jogadores em todos os times que conheci. Quero ressalvar que uso "amizade" como simpatia, pois prezo muito os meus verdadeiros amigos que não são de time nenhum.
Quanto aos times que migraram eu não poderia ter mágoa. Cada uma faz a escolha que acha mais acertada para seus objetivos. Eu não sou uma "liga". Não serei uma liga. Sou um cara que acredita num caminho para o crescimento de um esporte que gosto. Não existe a liga do Adler. Algumas pessoas que eu prezava, no entanto, agiram sem gentileza e perderam a admiração que eu tinha por elas. Conduta anti-esportiva fora de um campo... Mas não posso jogar um pano amarelo.
RL:
Gostaria de deixar algum desabafo, recado conselho ou alguma dica para os fãs ou quem quer que seja?
Adler:
E para terminar, já que é o site do Red Lions para quem entreguei seus dois troféus de campeão...
GO Red Lions! A bola é sua!
Data: 05/03/2010 Hora: 20:09:23
Friday, March 12, 2010
Feliz 2010 para a Bola Oval!

Com o começo do Paranaense (e ainda o Gaúcho) neste fim de semana começa a “season” brasileira de 2010. Segundo ano de full pads para vários. Poderíamos dizer que 2009 foi o ano do jogo corrido. Mullet, Manning, Tiagão, Romulo, Miguel, Huck, e Roichman, foram alguns dos nomes (ou apelidos) que ficaram conhecidos por aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar o Torneio Touchdown. Um dos melhores rendimentos por um QB deveu-se também ao talento de corrida do Bernardo Werner, do Gladiators.
Uma das coisas que valerá observar será o desempenho dos QB’s. Muitos tem boa proteção, tanto que alguns até trabalham a maior parte do tempo no shotgun. Alguns dos times mostraram que tem um bom elenco de WR’s também. Vários QB’s jovens, alguns com mais ou menos experiencia mostraram alguns passes sensacionais mesmo tendo sido prato cheio para defensive backs. Mas ainda não apareceu o nosso QB “simbolístico” como na NCAA ou NFL. Muitos passes na base do “se colar, colou” foram lançados.
Menos badalados, os bloqueadores tanto de defesa quanto de ataque da maioria dos times trabalharam com boa qualidade. Um dos maiores dramas foi a quantidade de pontos extras e field goals perdidos. É difícil atrair bons kickers para os nossos times, já que os chutadores de maior talento preferem óbviamente brincar com a bola redonda do que com a oval. Dar uma meia dúzia de chutes por partida com a bola oval não é atraente o bastante. Com isto, muitos tem que dobrar posição num time e atuar também como K. E isto leva vários técnicos a decidir conversões de 2 pontos muitas vezes desnecessárias ou imprudentes.
Falando em dobrar e em técnicos, muitos times tem também ainda está situação de jogadores-técnicos. Claro, isto acontecia até nos primórdios do futebol americano nos Estados Unidos e por vezes com bons resultados. Mas estes heróis tem a mesma desvantagem de um diretor de teatro que é também ator numa peça. O diretor fica sem a visão geral do espetáculo e o o ator não é dirigido. Pessoal tem que ter a genialidade de um Chaplin ou Woody Allen.
Porém um dos problemas mais sérios é a quantidade de faltas.. Muitas vezes times caminharam paulatinamente da redzone para quase a própria endzone presenteando adversários com jardas quilométricas. Nem falo de “false starts/offsides” que são faltas motivadas mais por falta de concentração do que por qualquer outra coisa, mas de “face masks” alguns motivados ainda pela pouca experiencia com capacetes, já outros com sabor de falta pessoal. As faltas pessoais foram as mais custosas e é preciso deixar o machismo latino em segundo plano, contar até 10 e evitar muitas destas faltas pensando no quanto elas podem prejudicar o seu time.
É importante deixar o ufanismo dos full pads para trás, ninguém vira Super Homem com eles. Ir aos treinos e treinar o mais possível e se lembrar que os times que entraram de salto alto em 2009 saíram de havaianas.
Dito isto tudo, pessoalmente eu boto fé na galera e espero um salto de qualidade geral este ano.
A bola é sua!
(publicado originalmente no site Sidelinebrasil)
Tuesday, March 9, 2010
A Aquarela do Erasmo Carlos

Terminei de ler o livro do Erasmo Carlos “Minha Fama de Mau” com o qual me diverti muito. Li ele quase todo no avião indo para Foz do Iguaçu e voltando, faltou um pedaço que lí em casa. O livro é leve como uma aquarela.
Ele fala de muita gente com quem conviví e me trouxe boas lembranças. Inclusive das filmagens de “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” do Roberto Farias, no qual fui 3º assistente de direção, ou sejá pele, ou seja como nos créditos: “contra regra”. Isto porque carregava pra cima e pra baixo a maldita estatueta reproduzindo a Pedra da Gávea, que era importante na trama do filme.

Tenho várias lembranças das filmagens, como o RC sempre mandando o seu secretário comprar coisas legais para a equipe, sempre chocolate para mim, e muitas piadas.... e ele praticando inglês comigo.
Uma das lembranças foi quando a gente tava enfurnado nas Grutas de Maquiné em Minas Gerais. Teve um dia que filmamos 24 hs seguidas para acabar. Eu ia lá fora buscar o pessoal para filmar. O Professor Nakatani, que era um professor genial de aikido e fazia o genio que acabava morto pelo José Lewgoy q era (grandes novidades!) o vilão, estava lá fora jogando cartas com os outros japoneses que eram os asseclas do Lewgoy no filme. Aparecer num filme com Roberto Carlos era tudo que muitos sonhariam. Fui buscar o mestre:
“Vamos lá, professor. Vamos rodar uma cena!”
Ele, com todo o sotaque da terra do sol nascente: “É cena de morte?”
Eu, sorrindo: “Ainda não, é um diálogo com o Lewgoy”.
E ele, meio decepcionado: “Quero morrer logo. Quero voltar pra Rio!”
Outra lembrança, e esta sim bem absurda. Eu estava fazendo claquete, e a cena era gravada com som direto como guia. Era um close da Wanderléa. Eu tinha que segurar a claquete aberta, dizer o numero da sequencia e da cena, bater a claquete e tirar pelo lado. Lembro que era uma posição ultra sem jeito pra esta pequena função. Fiz a primeira claquete e o diretor Roberto Farias me disse que tirei rápido demais. Repetí, e ainda não saiu como ele queria. Na terceira tentativa eu já estava tão nervoso que disse o número da cena e batí a claquete mas ela não fez som... o nariz da Wanderléa ficou preso na claquete. Pelo menos foi uma gargalhada geral. E a Ternurinha não teve o seu nasal machucado com necessidades de Pitangui!
Mas a história que o livro do Erasmo me lembrou é uma que óbviamente não está no livro dele. Naquela época a gente tinha uma turminha muito querida (nos encontramos menos hoje mas nos gostamos igual) que se reunia na casa do Paulinho Mendonça e sua então esposa Maria Alice Langoni. Paulinho através dos anos penetrou mais e mais no cinema brasileiro e hoje ‘é o Diretor Geral do Canal Brasil. Reginaldo Faria, sua então esposa Kátia, Claudio Tovar, Regina, Berilo Faccio (na época assistente do Roberto Farias) e mais outros queridos nos juntávamos e conversávamos e criávamos filmes, peças, músicas.
Mas quando a gente saía e dava de cara com coisas que achávamos caretas, cafonas, quadradas, coisas que faziam parte do kitsch nacional, cantarolávamos “Aquarela do Brasil” como um código da observação. Muitas das nossas brincadeiras foram parar em filmes do Reginaldo, ou nos roteiros que eu escrevia.
Numa filmagem do “Diamante” eu estava no barco com o Erasmo, indo filmar numa ilha. Nesta época o Tremendão já diversificava seu repertório buscando coisas outras que “jovem guarda”. Pois eu passei a viagem inteira convencendo o Erasmo que seria sensacional ele gravar a obra prima de Ary Barroso “Aquarela do Brasil”.
Quando a noite chegou, e eu fui pra casa de Paulinho e Maria Alice e contei que o Erasmo ia gravar a Aquarela, foi um festival de gargalhadas mesmo que ainda um tanto incrédulas. Ele gravou. Foi um grande sucesso e o Erasmo nunca soube que por trás da minha sugestão estava mais uma brincadeira com a nossa turminha.
Depois do filme, só reencontrei o Erasmo nos anos 80 em Nova York, numa noite que Billy Blanco Jr, tocava no City Lights, em Greenwich Village. Ambos tínhamos mais cabelos que não eram ainda brancos. Batemos papos gostosos e nos despedimos com um abraço com o afeto que mantenho no peito até hoje pelo Tremendão.
Friday, March 5, 2010
Bye Bye Johnny, Bye Bye, Alfredo!!

Adolescente, em 1962, eu trabalhava num teleteatro semanal no programa “De Braços Abertos” na TV Continental. O programa era as quartas-feiras e depois eu ficava por lá pra assistir o programa de rock do Carlos Imperial, e geralmente rachava táxi com o Roberto Carlos para voltar para Copacabana. Roberto saltava na Av. Prado Jr. e eu seguia para a Rua Santa Clara onde morava.
Numa destas quartas conhecí la na tv o locutor que tinha talvez a voz mais bonita do Brasil, Paulo Santos. Paulo era famoso pelo seu programa “Em tempo de jazz” na Rádio MEC. E fui assistí-lo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, numa apresentação de “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev composta para narrador e orquestra. O maestro Aaron Copland veio dos Estados Unidos para reger e Paulo Santos foi o narrador.
Ficamos amigos, eu era amarradão em jazz, e ele me dava verdadeiras aulas tocando faixas de sua enorme discoteca. Uma delas, “How High the Moon”, do LP “Ella in Berlin” com Ella Fitzgerald tornou-se uma das minhas favoritas de todos os tempos.
Apesar de estar apenas com 17 anos, meus pais já estavam acostumados que eu chegasse tarde em casa. Fazia teatro já há 4 anos e muitas vezes ia jantar com pessoal de teatro no “La Gondola” ou na “Fiorentina” que eram restaurantes da classe teatral. Copacabana era um bairro seguro.
Numa destas noites, fui com o Paulo Santos na boite “Bottle’s Bar” no Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova e do jazz. Lá conhecí alguns dos melhores músicos e cantores que este país já teve, Johnny Alf, Silvinha Telles, Leny Andrade, Edson Machado, Tião Neto, Luiz Carlos Vinhas, Tenório Jr., Luizinho Eça, Bebeto, Chico Batera e tantos outros.
Passei a ser frequentador assíduo e quando tinha batida do juizado de menores, me escondia no ar refrigerado.A única pessoa próxima da minha idade de quem me lembro lá é o Antonio Bivar, que se tornou depois um autor teatral genial da “contracultura” brasileira dos anos 60. Mas o Bivar, um tanto mais velho que eu, já era maior de idade.
Fiquei amigo do pessoal, e quando eu chegava o Johnny Alf já atacava “Céu e Mar” que de suas muitas composições lindas era a minha favorita. Entre os seus sets entrava um rapaz que vinha de Niterói mandando um tremendo jazz no piano: Sergio Mendes. Johnny e eu batíamos longos papos sobre tudo. Quando não era o Johnny, era a maravilhosa Silvinha Telles, que me dava carona pra casa no fim da noite (ou no começo da manhã).
Virar noite não era incomum para mim nesta época. Lembro-me de um amanhacer na praia quando o Johhny escreveu numa revista a letra de sua canção “Ilusão atoa” com uma linda dedicatória para mim. Em inglês. Eu fazia IBEU e adorava praticar inglês. Ele também. A revista eu perdi, e a dedicatória esqueci. Mas não o sentimento.
Passaram-se os anos e eu só reencontrei o Johnny em São José do Rio Preto, creio que em 2001, quando fui para um IRContro com amigos de lá e ele estava fazendo um show. Depois do show relembramos tempos há muito passados e botamos uns papos em dia.
Lembro que ele ficou muito supreso por eu ter me tornado locutor esportivo, pois tinha me assistido em teatro.
Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida é uma ilha bem distante
Flutuando no oceano na aventura de viver
Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Meus desejos são estrelas pequeninhas
Rebrilhando de alegria por alguém que me quer bem
Geralmente o que a gente quer na vida
É preciso esperar pra acontecer
Felizmente a gente encontra alegria
No carinho e devoção de um bem querer
Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida, vou passando
Meu amor, eu vou amando
E meu barco vou levando a céu e mar
Alfredo José da Silva, que ficou famoso como Johnny Alf (nome adotado num programa do Paulo Santos) não levou seu barco ao mar. Mas certamente o levou para o céu com o seu dom musical que foi um presente... do céu.
R.I.P. Johnny.
Wednesday, March 3, 2010
Times em progresso: Foz do Iguaçu Black Sharks e Corinthians Steamrollers
E a bola oval vai ganhando mais jardas do norte ao sul!
Sunday, February 21, 2010
Porque não quero mais ser nome de troféu.

Tem coisas inesperadas que acontecem na vida da gente. Quando o Orlando Jr. me falou que havia colocado o meu nome no troféu do I Torneio Matogrossense de Futebol Americano em Cuiabá (Os times que disputaram esse torneio formaram na sequência o Cuiabá Arsenal) em 2006, eu agradecí e fiquei surpreso e muito honrado.
Eu estava ainda na minha casa em Bristol, uns 2 ou 3 meses depois da minha última transmissão na ESPN, e como os outros colegas da equipe brasileira cortada, ainda meio chocado e perdido no tempo e no espaço. Pegou muito bem, mas como eu estava físicamente longe foi quase “irreal” na minha percepção. Só quando ví no YouTube o video da reportagem no TVCA Esportes é que acreditei. Por mais maluca que tenha sido a minha reação foi como se o “André José Adler” falado não fosse eu mesmo.
Depois acabei indo para a Hungria, aconteceram as surpresas de acabar comentando NCAA no Sport Klub, envolvimento com a liga de futebol americano de lá, produção de duas temporadas do programa “Touchdown”, e a nao ser por duas reportagens para a ESPN Brasil sobre o Puskas, fiquei completamente fora de cena aqui no Brasil onde eu não vinha desde fevereiro de 2005.
Claro, recebendo mails de fans, scraps no orkut, e sempre ligado na bola oval brasileira. Citando Duda Duarte em jogo da NCAA e o mostrando o Corinthians Steamrollers jogando flag no programa “Touchdown”, E sempre ligado ao pessoal pela Lista Redzone.
Em setembro de 2008, eu estava me preparando para fazer uma visita ao Brasil em outubro e conversando no skype com o meu amigo Fabiano Alves, um dos moderadores da Redzone. Ademir Castro, o Dema do Barigui Crocodiles, havia me convidado para o 1º jogo full pads “a la NFL” do Brasil, que se realizaria em 25 de outubro e eu armei a viagem para estar presente. Fabiano me disse que o SP Storm e o Sorocaba Vipers iriam jogar o 1º jogo de tackle de São Paulo, e que o Mario Lewandoswki, queria aproveitar a minha vinda e chamar o evento de Adler Bowl ou Taça Adler.
O momento em que recebí a placa das mãos de Danilo Müller no Ibirapuera, encarando mil e sei lá pessoas na platéia, com a ESPN, Record, Band Sports, e outras mídias presentes foi de fato incrível. Foi um perfeito substituto ao Oscar que sonhava ganhar quando era ator infantil. Conversei muito, conhecí muita gente de times, o Everaldo Marques, o Paulo Antunes, reví galera que não via há anos e ainda ganhei uma linda camisa do Devilz.
Esta viagem foi um marco na minha vida. Em seguida fui para Joinville onde narrei para o estádio (pela primeira vez na vida) o SC Bowl III entre o Caxias Panzers e o Jaraguá Breakers. A próxima parada foi Rio de Janeiro, visitando parentes e amigos, almoçando com Miguel Lopes e Rodrigo Hermida da AFAB e discutindo novas possibilidades para o futebol americano no Brasil.
Finalmente a ida a Curitiba e o prazer e a honra de narrar o jogo histórico entre o Curitiba Brown Spiders e o Barigui Crocodiles. Silvio Santos Jr. estava lá também e o convidei pra comentar comigo, foi um grande barato! Depois, a reunião ja citada neste blog onde nasceu a semente do Torneio Touchdown, o anúncio da participação de diretores representando vários estados na AFAB, e uma noite de jantar com o time do Spiders e depois drinks com a galera do Crocodiles.
Voltei para a Hungria com a bola oval brasileira na cabeça, depois de contar em Nova York um resumo do que ví por aqui para o Gordon Smeaton, Vice Presidente da NFL International. E voltei com algo mudado dentro de mim. Vontade de fazer mais alguma coisa no Brasil para colaborar para um maior desenvolvimento da bola oval e merecer mais o carinho que recebi por aqui.
O programa “Touchdown” foi um sucesso na Hungria. E logo planejei fazer ele no Brasil de alguma forma, quando se chegasse ao ponto de ter jogos equipados de boa qualidade. Na verdade, o nome Torneio Touchdown me ocorreu para um casamento com um programa, e pela sua despretensão.
Eu já estava apalavrado com Laszlo Toth, presidente da MAFL (a liga húngara), para uma nova temporada do programa em 2009. As edições de 2007 e 2008 levaram mais público para o estádio e os times federados chegariam a 25 em 3 divisões, um fenomeno para um país um pouco menor que o estado de Santa Catarina.
Enquanto isto, o Flavio “Skin” Cardia já estava planejando, com o Mario Lewandovski, fazer um torneio equipado ser uma realidade em 2009. E Flavio me mandou um depoimento no orkut dizendo que queriam a final fosse a Taça Adler II. Distante daqui, não ví porque não principalmente se achassem que ajudaria em marketing de alguma forma, baseado no sucesso do jogo no Ibirapuera.
Com a crise atingindo a economia da Hungria, o patrocínio caiu e foi a deixa para eu dar um salto no escuro e voltar para o Brasil depois de mais de 30 anos, trazendo meus dois cachorros e minhas quinquilharias.
Novamente via Fabiano, que estava ajudando a sistematizar as idéias e formatar um campeonato, recebi convite para participar de sua gestão. Aceitei como Conselheiro.
Cheguei em fins de março e já em abril estava com o Mário em Sorocaba, durante o I Torneio de Seleções, em reunião com representantes de times que assinaram o termo de compromisso de participação.
Depois disto o nosso planejamento do Torneio Touchdown tomou conta de um bocado do meu tempo. Fizemos tudo com muito entusiasmo. Rodei um pouco pelo Brasil fazendo palestras na reunião da ANEFA em Campina Grande, PB e na Clínica do Corinthians em São Paulo, SP.
Chegando junho, Orlando me chama no msn e me dá um link no site do Cuiabá Arsenal para eu ler. Vou e leio:
“Por iniciativa do Running Back Tiagão #37 do Cuiabá Arsenal um novo troféu para o Pantanal Bowl foi criado. A inspiração é o troféu Vince Lombardi, que é entregue à equipe campeã de cada Superbowl. O troféu do Pantanal Bowl foi preparado em madeira. André José Adler. Fundador da lista de discussão REDZONE e ex-narrador da ESPN Internacional, André José Adler é um dos principais incentivadores do Futebol Americano no Brasil e do Cuiabá Arsenal em particular. No primeiro torneio da cidade, que aconteceu em Abril de 2006, Adler emprestou seu nome ao troféu e ajudou na divulgação durante as transmissões das partidas da NFL. Esse torneio foi o embrião do Cuiabá Arsenal e nada mais justo que manter a homenagem ao grande mestre: o troféu do Pantanal Bowl é o Troféu André José Adler.”
Claro que fiquei envaidecido e honrado. Ainda mais sendo iniciativa do Tiagão, um dos melhores jogadores do Brasil. A primeira coisa que fiz foi ligar para o Flavio e para o Mario para contar e dizer que assim não daria mais pé de chamar o troféu do Torneio Touchdown de “Taça Adler”, o que acabaria me facilitando já que além de conselhos aconteceu de eu ter tido um papel muito mais executivo que imaginava no Grupo Gestor, desde intermediar com o RJ Imperadores e o Sorocaba Vipers o adiamento do que seria o 1º jogo do torneio devido à chuvas, quando o Mario estava fora do Brasil, até junto com o Mário conseguir que a final incompleta do torneio se completasse em Sorocaba, graças ao apoio e esforço do Marcos Alexandre do Sorocaba Vipers.
Depois dos telefonemas ao Flavio e ao Mario, rabisquei no site do Cuiabá Arsenal:
“Troféu Xárá
1 Seg, 08 de Junho de 2009 08:05
Eu fiquei sem palavras por um bom tempo quando o Orlando me deixou um recado para ver esta página. No primeiro jogo em Cuiabá, quando a taça teve meu nome, eu estava nos Estados Unidos. E por mais honrado que fiquei na época, a ficha não caiu total. Ano passado, em São Paulo, quando o São Paulo Storm e o Sorocaba Vipers disputaram o primeiro jogo de tackle do estado e chamaram de Adler Bowl, eu vim da Hungria e recebí honrado a placa comemorativa no Ibirapuera cheio. Pareceu que eu estava dentro de um filme.Ontem, quando lí esta notícia, eu fiquei sem palavras por um bom tempo. Um troféu rotativo me lembra hockey, NHL, Stanley Cup. Me enchi de orgulho e mandei o link pra minha família e alguns amigos mais próximos. Orgulhoso e ao mesmo tempo encabulado. Ainda mais que o Pantanal Bowl tem a reputação de ser o torneio mais organizado do Brasil, e eu estarei presente pela primeira vez. Devo ter feito e estar fazendo alguma coisa para estar merecendo isto. Só me dá vontade de fazer mais e colaborar para o crescimento no Brasil de um esporte em cuja essencia eu acredito. Um esporte que dá chances para qualquer um ter o seu lugar num time. Obrigado Orlando. Obrigado Tiagão. Obrigado Cuiaba Arsenal.Confesso também que estou curioso pra saber se o Troféu "Xárá" vai ficar no Mato Grosso este ano, se vai para Brasília, São Paulo ou Rio! Não estarei sem palavras para narrar. Are you ready for some football? I am! André José Adler”.
O Pantanal Bowl foi um barato, e o Arsenal venceu. Eu entreguei o troféu e descobrí que me deu muito mais felicidade entregar um troféu ao campeão, como entreguei desde então aos campeões do Torneio Touchdown 2009, SC Bowl IV, Carioca Bowl X, e Saquarema Bowl VII, do que o troféu ter o meu nome. Principalmente após ter narrado cada jogada das partidas. Espero repetir isto.
Mas após todos os eventos da temporada de 2009 eu fiz um exame de meus sentimentos e pensamentos. Pesei vaidade e ego. Pesei passado, presente, e futuro. Pesei me sentir honrado e me sentir encabulado. E pesei encerrar carreira e continuar ainda na ativa, como estou.
E profundamente grato ao Mario, SP Storm ao Sorocaba Vipers, AFAB, LPFA (apoiadores da Taça Adler), ao Flavio Cardia pela sua intenção, ao Tiagão, Orlando, e ao Cuiabá Arsenal, pelos momentos de emoção, decidi que daqui para a frente não quero mais ser nome de troféu. Não enquanto estiver vivo. Me complica.
Mas quem sabe, a previsão de Chris Calcinari, um dos Vice Presidentes da ESPN, feita no jantar de despedida da equipe brasileira em Bristol ainda se realiza: Ele disse na mesa que estava comigo, Marco Alfaro, Luciana Quaresma e outros: “O André ainda acaba nome de estádio de futebol americano no Brasil, pelo tanto que ele levanta a bandeira aqui na ESPN e na NFL!”.
Um estádio de futebol americano no Brasil? Hmmm... Isto sim, eu gostaria de ver de qualquer maneira. Mesmo que tenha meu nome. Dane-se qualquer modéstia!
De qualquer modo, a homenagem que a AFAB me fez em 2005 me nomeando embaixador, e me presenteando inclusive com um vidrinho com areia da Praia de Copacabana, sem marketing ou presença de mídia, mas com muitos jogadores, família e amigos, já teria me premiado uma carreira.
Eu sei as coisas que fiz, que estou fazendo, e que ainda quero fazer pelo desenvolvimento do futebol americano no Brasil. Por isto, cada vez que vejo uma bola oval em mãos brasileiras eu me sinto recompensado.
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Links relacionados:
http://www.youtube.com/watch?v=na8jdxe_f6E
http://www.youtube.com/watch?v=UWh7XgeHBPc
http://www.youtube.com/watch?v=Ts8grx0p0oQ
http://www.youtube.com/watch?v=5SFGNB21lNQ
http://www.youtube.com/watch?v=OInbiUo2H_g
http://www.youtube.com/watch?v=Cl5eI51mhYI
http://www.touchdown.net/redzone
http://www.youtube.com/watch?v=c_g32uRllc4
http://www.mafl.hu
http://www.sportmedia.hu/amerikaifoci/videok/index.php?nyitott=
http://www.cuiabaarsenal.com.br/pantanal-bowl/pantanal-bowl-iii-2009/pantanal-bowl-ganha-trofeu-de-posse-provisoria.html
Wednesday, February 17, 2010
Carta aberta da AFAB para a Revista ESPN
A Revista ESPN publicou uma matéria excelente sobre o Torneio Touchdown. No entanto há nelas algumas omissões e informações incorretas. Miguel Lopes, Diretor Executivo da AFAB esclarece:
DA: AFAB
AO: EDITOR DA REVISTA ESPN
Em nome da Associação de Futebol Americano do Brasil, venho parabenizar os responsáveis pela revista ESPN pelo excelente trabalho desenvolvido. Um trabalho busca excelência na qualidade da impressão, nas fotos e principalmente isenção e correção de seus textos.
Cabe também agradecer aos senhores pelo espaço dado a pratica do futebol americano no Brasil, a ESPN continua sendo um parceiro fundamental para a divulgação de nossas atividades, garantindo assim o continuo crescimento do esporte no Brasil.
Olhando para a reportagem, “O Nosso Super Bowl” como um parceiro que deseja auxiliar na busca da excelência do trabalho desenvolvido pela revista me sinto na obrigação de corrigir algumas das informações veiculadas nesta reportagem.
Comecemos por esclarecer a idealização do Torneio Touchdown, a primeira vez que tal idéia foi apresentada em publico ocorreu em um evento organizado em Curitiba, onde duas equipes locais, o Crocodiles e o Brown Spiders realizaram sua primeira partida totalmente equipadas. Terminada a partida, foi realizada uma reunião onde estavam presentes representantes da AFAB, das duas equipes, da futura Liga Paranaense, o senhor André José Adler e o senhor Mario Levandowski. Durante esta reunião o senhor André externou sua idéia de desenvolver um torneio envolvendo equipes convidadas as quais deveriam vir de diversos estados e serem capaz de despertar o interesse do publico brasileiro pelo esporte. Imediatamente o senhor Mario se mostrou interessado e juntos começaram a organizar o Torneio Touchdown 2009. Tal fato ocorreu alguns meses antes do Torneio de Seleções, momento no qual mais times foram chamados a participar do Torneio.
Outro ponto que deve ficar claro é que a AFAB sempre procurou apoiar naquilo que lhe foi solicitada, porem toda a responsabilidade e mérito pela organização do Torneio cabe ao Comitê Gestor do Torneio, o qual era formado por representantes de alguns times e o senhor André José Adler. Unicamente para facilitar a comunicação entre o Conselho Gestor e a AFAB mantínhamos um assento como ouvintes no Conselho Gestor. No caso especifico do Torneio de 2009 foi solicitada a AFAB que apoiasse o Torneio nas áreas: arbitral e disciplinar, itens sobre os quais assumimos nossa responsabilidade, porem em momento algum escolhemos ou designamos campos para realização das partidas ou qualquer outro item relativo a organização do evento.
Um ultimo ponto que julgo de grande importância colocar diz respeito na classificação do Torneio como um Campeonato Brasileiro. Seja formal ou seja informalmente vemos tal classificação como totalmente equivocada. Em nosso entendimento um Torneio em que só podem participar equipes convidadas, onde a definição das equipes a serem convidadas e feita por um pequeno grupo de pessoas, onde o Grupo Gestor não tem um representatividade nacional e principalmente por não ser este o objetivo do Torneio. Que fique claro a AFAB apoiou e reconhece a grande contribuição trazida pela realização do Torneio em 2009.
Mais uma vez agradeço o apreço que a ESPN tem com o futebol americano no Brasil e esperamos ter contribuído de forma positiva para o belo trabalho que vem sendo desenvolvido pela Revista ESPN.
Miguel Lopes
Diretor Executivo
Associação de Futebol Americano do Brasil

Os presentes na reunião em Curitiba: De pé comigo: Rodrigo Hermida, Miguel Lopes (AFAB) Nilo Tavares (Barigui Crocodiles), Fernando Boing (LCFA), Adan Rodrigues (Crocodiles), Romenito Siewerdt (Joinville Gladiators), Mário Lewandowski (São Paulo Storm) Agachados: Marcio Alves (Curitiba Brown Spiders), David Pereira (Hurricanes), Rodrigo Proença (Brown Spiders)
DA: AFAB
AO: EDITOR DA REVISTA ESPN
Em nome da Associação de Futebol Americano do Brasil, venho parabenizar os responsáveis pela revista ESPN pelo excelente trabalho desenvolvido. Um trabalho busca excelência na qualidade da impressão, nas fotos e principalmente isenção e correção de seus textos.
Cabe também agradecer aos senhores pelo espaço dado a pratica do futebol americano no Brasil, a ESPN continua sendo um parceiro fundamental para a divulgação de nossas atividades, garantindo assim o continuo crescimento do esporte no Brasil.
Olhando para a reportagem, “O Nosso Super Bowl” como um parceiro que deseja auxiliar na busca da excelência do trabalho desenvolvido pela revista me sinto na obrigação de corrigir algumas das informações veiculadas nesta reportagem.
Comecemos por esclarecer a idealização do Torneio Touchdown, a primeira vez que tal idéia foi apresentada em publico ocorreu em um evento organizado em Curitiba, onde duas equipes locais, o Crocodiles e o Brown Spiders realizaram sua primeira partida totalmente equipadas. Terminada a partida, foi realizada uma reunião onde estavam presentes representantes da AFAB, das duas equipes, da futura Liga Paranaense, o senhor André José Adler e o senhor Mario Levandowski. Durante esta reunião o senhor André externou sua idéia de desenvolver um torneio envolvendo equipes convidadas as quais deveriam vir de diversos estados e serem capaz de despertar o interesse do publico brasileiro pelo esporte. Imediatamente o senhor Mario se mostrou interessado e juntos começaram a organizar o Torneio Touchdown 2009. Tal fato ocorreu alguns meses antes do Torneio de Seleções, momento no qual mais times foram chamados a participar do Torneio.
Outro ponto que deve ficar claro é que a AFAB sempre procurou apoiar naquilo que lhe foi solicitada, porem toda a responsabilidade e mérito pela organização do Torneio cabe ao Comitê Gestor do Torneio, o qual era formado por representantes de alguns times e o senhor André José Adler. Unicamente para facilitar a comunicação entre o Conselho Gestor e a AFAB mantínhamos um assento como ouvintes no Conselho Gestor. No caso especifico do Torneio de 2009 foi solicitada a AFAB que apoiasse o Torneio nas áreas: arbitral e disciplinar, itens sobre os quais assumimos nossa responsabilidade, porem em momento algum escolhemos ou designamos campos para realização das partidas ou qualquer outro item relativo a organização do evento.
Um ultimo ponto que julgo de grande importância colocar diz respeito na classificação do Torneio como um Campeonato Brasileiro. Seja formal ou seja informalmente vemos tal classificação como totalmente equivocada. Em nosso entendimento um Torneio em que só podem participar equipes convidadas, onde a definição das equipes a serem convidadas e feita por um pequeno grupo de pessoas, onde o Grupo Gestor não tem um representatividade nacional e principalmente por não ser este o objetivo do Torneio. Que fique claro a AFAB apoiou e reconhece a grande contribuição trazida pela realização do Torneio em 2009.
Mais uma vez agradeço o apreço que a ESPN tem com o futebol americano no Brasil e esperamos ter contribuído de forma positiva para o belo trabalho que vem sendo desenvolvido pela Revista ESPN.
Miguel Lopes
Diretor Executivo
Associação de Futebol Americano do Brasil

Os presentes na reunião em Curitiba: De pé comigo: Rodrigo Hermida, Miguel Lopes (AFAB) Nilo Tavares (Barigui Crocodiles), Fernando Boing (LCFA), Adan Rodrigues (Crocodiles), Romenito Siewerdt (Joinville Gladiators), Mário Lewandowski (São Paulo Storm) Agachados: Marcio Alves (Curitiba Brown Spiders), David Pereira (Hurricanes), Rodrigo Proença (Brown Spiders)
Sunday, February 14, 2010
A “Hiperbola” Oval Brasileira

Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que incide quando há demasia propositada num conceito expressa, de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma idéia aumentada do autêntico.
Fonte: Wikipedia
O que é mais pretencioso? O pessoal nos Estados Unidos declarar o vencedor do Super Bowl como “Campeão Mundial” num campeonato que envolve apenas um país, ou campeonatos como o da NBB que em 2009 teve a representação de apenas 8 estados, ser o Campeonato Brasileiro de Basquete?
Eu estava relendo alguns artigos publicados em 2009 sobre o Torneio Touchdown, e por mais lisonjeiro que seja, apelidos como “Brasileirão” de Futebol Americano, Nacional de Bola Oval, Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, não expressam a realidade de um torneio com a participação de apenas 6 unidades federativas.
Para que a hiperbóle? Num país com 26 estados e um distrito federal, eu acho que qualquer campeonato para ser considerado o “brasileiro” da modalidade deve ter por baixo a representatividade de ao menos 50% deste nosso imenso país.
Se eu não pensasse assim me sentiria injustiçando o nordeste por exemplo. Como se os esforços e o jogo de mais de 25 times não contassem porque os equipamentos ainda não entraram em jogo por lá. E Manaus? E o resto do Norte?
E o resto do leste e do centro do país?
Acho que o Torneio Touchdown abriu as portas da popularização da bola oval, e de 8 times. Maravilha. Mas estamos apenas começando. Temos mais que melhorar o nível dos jogos, e claro do espetáculo dos eventos. Temos que apoiar todas as iniciativas regionais, na esperança que em poucos anos possamos ter um campeonato de futebol americano tão representativo que possamos com orgulho chamá-lo de “Brasileiro” sem alienar ou ofender estados.
Até lá, vamos promover jogos amistosos, torneios, “bowls”, campeonatos. Até lá eu prefiro chamar o Torneio Touchdown (se preciso for) pelo apelido de Campeonato Pan Estadual de Futebol Americano!
A bola é sua!
André José Adler
PS: Federações estaduais de jiu-jitsu no Brasil:
AC | AL | AP | AM | BA | CE | DF | ES | GO | MG | PA | PB | PR | PE | PI | RJ | RN | RS | RO | RR | SC | SP | SE | TO
Fonte: Wikipedia
Tuesday, February 2, 2010
Filosofia do Torneio Touchdown
Após o sucesso do Torneio Touchdown 2009, que deu a oportunidade para 8 times jogarem pela primeira vez um campeonato multi-estadual, e ajudou a projetar a Bola Oval brasileira à uma visibilidade histórica, o Torneio Touchdown II espera dar mais um passo para a popularização da prática do futebol americano jogado no Brasil, e de seu apelo para o maior número de espectadores possíveis.
Os times pioneiros do ano passado optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.
Criou-se a oportunidade para o Torneio Touchdown 2010 possibilitar a entrada de 8 times que terão a mesma oportunidade de estréia e desenvolvimento que tiveram o Gladiators, Crocodiles, Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, Arsenal, Vipers, Storm, e o campeão RJ Imperadores.
Reconhecendo que a dimensão do Torneio Touchdown requer o apoio administrativo e legitimizador de uma liga, o caminho natural foi levar o TT 2010 para a única liga brasileira de escopo nacional, já reconhecida pelo Ministério dos Esportes e pelos orgãos internacionais de futebol americano, a AFAB.
Assim como a missão da AFAB é o desenvolvimento deste esporte em todos os níveis desde a sua base, e o apoio à todas as iniciativas legítimas que ocorrem no Brasil, a filosofia do Torneio Touchdown é o de criar oportunidades para mais times e ser um momento desta história de um esporte que certamente achará seus próprios caminhos.
Na medida que os campeonatos estaduais vão se desenvolvendo pelo país, a visão de um verdadeiro e representativo campeonato nacional com os campeões de cada estado parece se tornar uma probabilidade futura.
Enquanto não chegamos à um número de times equipados e capazes para um “brasileirão”, ou um modelo Liga da UEFA que seja, o Torneio Touchdown fará sentido criando lado à lado com novos times os jogos e eventos esportivos que ano à ano vao aumentando a atenção para a bola oval.
O Torneio é um “invitational”. Uma vez identificados times de qualidade e boa administração capazes de ter emocionantes rivalidades dentro do campo, e união de esforços fora dele, estes times são convidados.
Bons estádios, transmissão ao vivo pela internet, estátisticas de jogo serão fundamentais para interessar ao público e eventuais patrocinadores.
Entendendo as nossas realidades, qualquer associação de time com clube de futebol, instituição de ensino particular, ou empresas não serão tomadas em conta preconceituosamente, assim como não serão fator determinante de inclusão.
Paralelamente, o Torneio Touchdown apoia todas as iniciativas de formação de novos times no Brasil, e novos torneios, bowls, campeonatos.
Quanto mais... melhor!
Os times pioneiros do ano passado optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.
Criou-se a oportunidade para o Torneio Touchdown 2010 possibilitar a entrada de 8 times que terão a mesma oportunidade de estréia e desenvolvimento que tiveram o Gladiators, Crocodiles, Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, Arsenal, Vipers, Storm, e o campeão RJ Imperadores.
Reconhecendo que a dimensão do Torneio Touchdown requer o apoio administrativo e legitimizador de uma liga, o caminho natural foi levar o TT 2010 para a única liga brasileira de escopo nacional, já reconhecida pelo Ministério dos Esportes e pelos orgãos internacionais de futebol americano, a AFAB.
Assim como a missão da AFAB é o desenvolvimento deste esporte em todos os níveis desde a sua base, e o apoio à todas as iniciativas legítimas que ocorrem no Brasil, a filosofia do Torneio Touchdown é o de criar oportunidades para mais times e ser um momento desta história de um esporte que certamente achará seus próprios caminhos.
Na medida que os campeonatos estaduais vão se desenvolvendo pelo país, a visão de um verdadeiro e representativo campeonato nacional com os campeões de cada estado parece se tornar uma probabilidade futura.
Enquanto não chegamos à um número de times equipados e capazes para um “brasileirão”, ou um modelo Liga da UEFA que seja, o Torneio Touchdown fará sentido criando lado à lado com novos times os jogos e eventos esportivos que ano à ano vao aumentando a atenção para a bola oval.
O Torneio é um “invitational”. Uma vez identificados times de qualidade e boa administração capazes de ter emocionantes rivalidades dentro do campo, e união de esforços fora dele, estes times são convidados.
Bons estádios, transmissão ao vivo pela internet, estátisticas de jogo serão fundamentais para interessar ao público e eventuais patrocinadores.
Entendendo as nossas realidades, qualquer associação de time com clube de futebol, instituição de ensino particular, ou empresas não serão tomadas em conta preconceituosamente, assim como não serão fator determinante de inclusão.
Paralelamente, o Torneio Touchdown apoia todas as iniciativas de formação de novos times no Brasil, e novos torneios, bowls, campeonatos.
Quanto mais... melhor!
Monday, January 11, 2010
Wednesday, December 30, 2009
Sunday, October 11, 2009
Torneio Touchdown pega fogo!
RJ Imperadores derrota o Vipers em Sorocaba por 25-6 no Torneio Touchdown!
O time carioca, que havia perdido na sua estréia por 2 pontos para o SP Storm, e conseguiu depois a revanche por 20-10 em São Paulo, volta agora para o Rio depois de derrotar o Sorocaba Vipers e assumir a liderança da divisão leste por saldo de pontos.
No próximo sábado, 17/10, será disputada a 2a partida entre o Rio de Janeiro Imperadores (2-1) e o Sorocaba Vipers (0-2), desta vez no Estádio Figueira de Melo em São Cristovão. Promete ser muito emocionante, já que o Vipers vai lutar pela sua sobrevivência e o Imperadores pode com mais uma vitória pode práticamente se garantir para as semifinais do Torneio Touchdown. O jogo começa às 14:30 e o ingresso é um kg de alimento não perecível.
Espera-se um grande evento, já que vai ser a última oportunidade que os cariocas terão este ano para ver futebol americano equipado ao vivo em 2009. O jogo vai ser narrado para o estádio por André José Adler, padrinho do torneio, e como novidade terá comentários de Duda Duarte, quarterback do Botafogo Reptiles e reportagem de campo de Jayson Braga, do Blog Sideline.
Brown Spiders consegue revanche sobre o Crocodiles por 20-12!
O Curitiba Brown Spiders, que começou o Torneio Touchdown vencendo o Joinville Gladiators , e perdeu pela primeira vez na sua história para o Barigui Crocodiles por 23-20, foi para a revanche hoje no Clube das Mercês e derrotou o Crocodiles por 20 -12.
Por saldo de pontos passa agora a liderar a Divisão Sul do Torneio e com isto ainda restam esperanças para o Joinville Gladiators (0-2) caso vença os 2 jogos que lhe restam, um contra o Crocodiles (2-1) e o último da temporada contra o Brown Spiders (2-1), se conseguir vitórias tremendamente expressivas em pontos. Também no próximo sábado, 17/10, o Crocodiles viaja para Joinville para o seu último jogo da temporada regular.
O Brown Spiders descansa agora até 7/11 quando receberá o Gladiators na última partida da 1ª temporada do Torneio Touchdown , que terá semifinais e final em novembro
Restam:
17/10/09 Crocodiles @ Gladiators Joinville, SC
17/10/09 Vipers @ Imperadores Rio de Janeiro,
RJ 24/10/09 Tubarões @ Arsenal Cuiabá, MT
31/10/09 Storm @ Vipers Sorocaba, SP
07/11/09 Gladiators @ Brown Spiders Curitiba, PR
O time carioca, que havia perdido na sua estréia por 2 pontos para o SP Storm, e conseguiu depois a revanche por 20-10 em São Paulo, volta agora para o Rio depois de derrotar o Sorocaba Vipers e assumir a liderança da divisão leste por saldo de pontos.
No próximo sábado, 17/10, será disputada a 2a partida entre o Rio de Janeiro Imperadores (2-1) e o Sorocaba Vipers (0-2), desta vez no Estádio Figueira de Melo em São Cristovão. Promete ser muito emocionante, já que o Vipers vai lutar pela sua sobrevivência e o Imperadores pode com mais uma vitória pode práticamente se garantir para as semifinais do Torneio Touchdown. O jogo começa às 14:30 e o ingresso é um kg de alimento não perecível.
Espera-se um grande evento, já que vai ser a última oportunidade que os cariocas terão este ano para ver futebol americano equipado ao vivo em 2009. O jogo vai ser narrado para o estádio por André José Adler, padrinho do torneio, e como novidade terá comentários de Duda Duarte, quarterback do Botafogo Reptiles e reportagem de campo de Jayson Braga, do Blog Sideline.
Brown Spiders consegue revanche sobre o Crocodiles por 20-12!
O Curitiba Brown Spiders, que começou o Torneio Touchdown vencendo o Joinville Gladiators , e perdeu pela primeira vez na sua história para o Barigui Crocodiles por 23-20, foi para a revanche hoje no Clube das Mercês e derrotou o Crocodiles por 20 -12.
Por saldo de pontos passa agora a liderar a Divisão Sul do Torneio e com isto ainda restam esperanças para o Joinville Gladiators (0-2) caso vença os 2 jogos que lhe restam, um contra o Crocodiles (2-1) e o último da temporada contra o Brown Spiders (2-1), se conseguir vitórias tremendamente expressivas em pontos. Também no próximo sábado, 17/10, o Crocodiles viaja para Joinville para o seu último jogo da temporada regular.
O Brown Spiders descansa agora até 7/11 quando receberá o Gladiators na última partida da 1ª temporada do Torneio Touchdown , que terá semifinais e final em novembro
Restam:
17/10/09 Crocodiles @ Gladiators Joinville, SC
17/10/09 Vipers @ Imperadores Rio de Janeiro,
RJ 24/10/09 Tubarões @ Arsenal Cuiabá, MT
31/10/09 Storm @ Vipers Sorocaba, SP
07/11/09 Gladiators @ Brown Spiders Curitiba, PR
Wednesday, September 23, 2009
ESPN: The Book is on the Table - Torneio Touchdown
Joinville Gladiators @ Barigui Crocodiles
RJ Imperadores @ São Paulo Storm
Barigui Crocodiles @ Curitiba Brown Spiders
Saturday, September 12, 2009
Placar Torneio Touchdown: Barigui Crocodiles 31 Joinville Gladiators 21
photo by Hamilton Zambiancki
Com a vitória o Crocodiles aumenta a sua liderança para 2-0 na divisão sul e se prepara para o segundo jogo, agora como mandante, contra o Curitiba Brown Spiders que vai buscar uma revanche da derrota de 23-20 do seu prmeiro confronto. O jogo será em 03/10/09 em Curitiba. O Joinville Gladiators, que perdeu o jogo da primeira rodada do torneio para o Curitiba Brown Spiders por 21-8, buscará uma primeira vitória no seu reencontro com o Crocodiles em 17/10/09 em Joinville.
A 7a rodada do Torneio Touchdown será disputada em São Paulo, em 26/09/09, quando O RJ Imperadores vai tentar a revanche contra o SP Storm, após a derrota de 15 a 13 no Estádio do São Cristovão no Rio.
Thursday, August 20, 2009
Wednesday, August 19, 2009
Tuesday, August 4, 2009
Friday, July 31, 2009
Torneio Touchdown, a hora e a vez da bola oval brasileira.

No começo havia a TV por assinatura e haviam fans da National Football League no Brasil. A Lista Redzone, hoje com 2500 associados, era o único ponto de encontro possível para os fans do esporte conversarem sobre a bola oval e alguns sobre o seu desejo de se encontrarem para jogar também...
Com o pioneirismo dos times do Carioca Bowl e da Liga Flag de São Paulo o número de praticantes no Brasil todo cresceu. E cresceu também o sonho de se jogar futebol americano da maneira mais completa.
Levou uma década, mas o futebol americano com equipamento completo dá agora o seu maior passo no Brasil. Espectadores em 7 cidades brasileiras terão a oportunidade de assistirem em estádios o que antes só era possivel ver na televisão.
As mesmas ombreiras e capacetes com os quais muitos se acostumaram a ver jogadores do New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Dallas Cowboys, San Francisco 49ers e os outros 28 times da NFL serão usados em campos no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Sorocaba, Joinville e Cuiabá.
Só que estes equipamentos estarão sendo usados por atletas do Cuiabá Arsenal, Joinville Gladiators, Sorocaba Vipers, Barigui Crocodiles, Curitiba Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, São Paulo Storm e RJ Imperadores.
Desde a primeira vez que uma bola oval foi lançada no Brasil, os amantes do esporte sonham com um campeonato nacional, organizado e estruturado. Com o crescimento do esporte e a visibilidade que foi atingida com jogos por todo território brasileiro, o momento para que a idéia fosse concretizada finalmente chegou.
O Torneio Touchdown, como foi batizado pelo seu “padrinho” e conselheiro André José Adler, o narrador esportivo fundador da Lista Redzone, será realizado com capacetes e ombreiras, e todos os seus jogos terão uma infra-estrutura mínima para conseguir atrair público, mídia e futuros patrocinadores. Os times,divididos em Divisões Regionais, disputam o Título de Divisão em dois turnos, com jogos em casa e fora de casa. Os melhores colocados disputam as Finais, em sede rotativa. Em 2009 as Finais serão em São Paulo.
Os times que foram convidados à participar tem os seus nomes já reconhecidos no cenário nacional e já mostraram ter a capacidade de organizar jogos em suas cidade e /ou realizar viagens para fora do seu estado. Vamos conhecê-los um pouco mais, em ordem alfabética.
Barigui Crocodiles: No ano de 2003 um grupo de amigos, apaixonados pela bola oval, resolveram acreditar num sonho de montar um time de futebol americano. O sonho foi ainda mais longe, quando uma estrutura voltada para a organização, acabou ajudando o grupo de jovens à fundar o Barigui Crocodiles.
O nome do time foi escolhido em função do local que o time realiza seus treinos, o Parque Barigui, e pela derivação da lenda do jacaré que habita o lago do parque em Curitiba. Em cinco anos de existência, o Barigui Crocodiles já participou de importantes torneios, mas o grande feito da equipe, aconteceu no Uruguai, quando enfrentou o Emperadores de Montevidéu, até então campeão nacional daquele país. Depois de um brilhante desempenho no Pantanal Bowl III, o Barigui (“Croco” para os íntimos) está pronto para mostrar seus dentes no Torneio Touchdown.
Cuiabá Arsenal: O Cuiabá Arsenal foi fundado em Abril de 2006 pelo grupo de amigos que praticava Futebol Americano no campo da UFMT. O nome foi escolhido em homenagem ao Arsenal de Guerra, prédio histórico de Cuiabá que hoje é um centro cultural mantido pelo SESC. A primeira partida foi em 16/06/2006 contra o Tubarões do Cerrado em Cuiabá. Vitória do Arsenal por 30 a 8. Em Setembro de 2006 a equipe enfrentou o Ponta Grossa Black Knights, o Curitiba Brown Spiders e o Jaraguá Breakers na casa dos adversários, naquela que foi a primeira grande aventura do time. A primeira competição foi disputada em Abril de 2007 em Brasília. Desde então foram seis Bowls com quatro conquistas: Pantanal Bowl I (2007), II Torneio Capital (2008), Sorocaba Bowl I (2008) e Pantanal Bowl III (2009). A equipe enviou sete jogadores para a Seleção Brasileira que enfrentou o Uruguai em Montevidéu em Novembro de 2007 além do Coordenador Ofensivo; em 2008 foram quatro joadores convocados. O Cuiabá Arsenal está totalmente equipado e se orgulha de organizar o Pantanal Bowl, que é considerada a competição mais bem organizada do país, um parâmetro desejável para todos no Torneio Touchdown.
Curitiba Brown Spiders: O Curitiba Brown Spiders surgiu em 2001, a partir da iniciativa de um fã de futebol americano que tinha grande interesse em praticar o esporte, mas não conhecia um time em sua cidade. Durante a transmissão de uma partida da NFL, Rafael Bruzamolin enviou recados para pessoas em Curitiba que gostassem de bola oval. Disse que estaria, em determinado dia e horário, em um gramado atrás do atual Museu Oscar Niemeyer, à espera de adeptos do esporte. A idéia funcionou, cerca de quatro futuros jogadores se comprometeram a voltar todo final de semana e montar um time. O time foi batizado com a tradução para inglês de “aranha-marrom”, um aracnídeo típico da região de Curitiba, portadora de um veneno extremamente poderoso. Pouco tempo depois da formação da equipe, o Curitiba Brown Spiders passou a disputar amistosos contra times do Paraná e Santa Catarina. Em 2005 e 2006, participou do torneio Sul Bowl e foi campeão das duas edições. Até hoje, o Curitiba Brown Spiders permanece invicto. Em toda a sua história, dois empates são os piores resultados. Em outubro de 2008, o Brown Spiders enfrentou o Barigui Crocodiles no que seria o primeiro jogo de futebol americano com equipamentos de proteção oficiais – semelhantes aos usados nos Estados Unidos – em território brasileiro, com vasta cobertura da imprensa regional, nacional e especializada, e platéia de 2,5 mil pessoas. Terá um impacto grande no Torneio Touchdown.
Joinville Gladiators: O futebol americano tem uma longa história em Santa Catarina, mas apenas em 1998, na praia de Balneário Camboriú, o Joinville Panzers realizou seu primeiro jogo contra um time formado por atletas de fora de Joinville. Desde então aquele time teve apenas uma derrota em 100 jogos oficiais e venceu os 3 Campeonatos Catarinenses além de 6 outros títulos. Após a saída de vários jogadores do Panzers , muitos se reuniram e montaram uma nova equipe chamada Gladiators Football Team. Fundado em 12 de outubro 2008, o novo time de Joinville, treina desde o início de novembro de 2008. O Gladiators, completamente equipado, se prepara uma grande estréia em campeonato mesmo sendo o “caçula” no Torneio Touchdown.
RJ Imperadores: Para suprir os anseios dos jogadores de Futebol Americano do Rio de Janeiro, foi fundado, em janeiro de 2008, por Flávio “Skin” Cardia, o primeiro time de grama da cidade, que, em homenagem ao bicentenário da chegada da família real ao Brasil (1808-2008), recebeu o nome de Rio de Janeiro Imperadores, e como sede de treinamento o time usará a segunda casa de Dom João, durante sua permanência no Rio de Janeiro, a Quinta da Boa Vista. Atualmente o Estado do Rio conta com aproximadamente 16 times de futebol americano, porém como todos jogam na areia, foi criado o Rio de Janeiro Imperadores, que representou Rio no Sorocaba Bowl. O time conta com um elenco muito forte, já que o Estado do Rio é o que mais possui praticantes do esporte no país, formando uma verdadeira “seleção carioca”, e com uma comissão técnica formada por pessoas com grande experiência no esporte, tendo muitos títulos cariocas no currículo, e está pronto para imperar no Torneio Touchdown.
São Paulo Storm: O São Paulo Storm nasceu quando os amigos Henrique Cunha, Fernando “Gordo” Lanzieri, Vinicius “Tails” Gaspar e Vitor Verniz resolveram sair do SP Tigers no meio de 2006 para formar um novo time.
Quando os irmãos Erick e Ricardo Galache se juntaram ao grupo, o designer gráfico Ricardo mostrou aos demais uma nuvem nervosa com uma bola de futebol americano debaixo dos braços em um dia chuvoso em São Paulo, foi daí que surgiu o nome Storm. Ainda em 2006 foram chegando peças importantes para a fundação do time, Mario Lewandowski (atual presidente), Marcio Oliveira, Rafael Annaruma, Renato “Spy” Grassiotto e Leonardo Sardinha (Atual Coordenador de Ataque), o time se organizava para jogar no ano seguinte.
Em 2007, o time participou do Campeonato de Flag da Liga Paulista (LPFA) , perdendo nos playoffs, enquanto vários dos seus jogadores adquiriam experiência jogando dois dos mais importantes campeonatos de futebol americano de grama do país, o Torneio Capital (Brasília) e o Pantanal Bowl (Cuiabá). No final do ano dois atletas foram selecionados para a 1a Seleção Brasileira de Futebol Americano. Em 2008, o Storm resolveu entrar com tudo na estruturação do time para jogar exclusivamente o futebol americano de grama com equipamento completo . Seletivas foram organizadas e equipamentos adquiridos. O elenco cresceu e se fortaleceu, o time fez 7 partidas no ano, participando da Taça Adler, onde foi campeão, e do Sorocaba Bowl. Os jogadores de linha ofensiva Dhiego Taylor e Danilo Muller foram chamados para a Seleção Brasileira. No começo de 2009 o Storm foi base da Seleção Paulista campeã Brasileira no Torneio de Seleções realizado em Sorocaba. O atual elenco possui mais de 60 atletas, um grupo experiente, forte, promete fazer bonito no Torneio Touchdown.
Sorocaba Vipers: Time fundado em 5 de Agosto de 2006. No ano de 2007 disputou 3 campeonatos e se sagrou campeão de forma invicta nos 3 torneios (Torneio Inegração de Flag-2007 ,1ª Taça Brasil de Flag ,Liga Flag 2007).Em 2008 o time se focou na modalidade tackle sendo convidada para participar do II Torneio da Capital em Brasília, ficando com a 3ª colocação do Torneio, ficando conhecido no cenário nacional do futebol americano.Ainda em 2008 o Sorocaba Vipers organizou o Sorocaba Bowl (Etapa do Circuito Brasileiro de F.A), o 1º campeonato da modalidade tackle realizado no estado de São Paulo , sendo considerado uns dos torneios mais bem organizados já realizado no Brasil.
Em 2009 Sorocaba foi a casa do 1º Torneio de Seleções disputado na modalidade Tackle Full Pad (Equipamento Completo) o primeiro realizado no Brasil onde a Seleção Paulista se sagrou Campeã contendo em seu elenco 10 jogadores do Sorocaba Vipers. Desde o começo do ano a equipe vem focada e se equipando para a disputa do Torneio Touchdown
Tubarões do Cerrado: O Tubarões do Cerrado nasceu de um grupo de fãs de Futebol Americano de Brasília que se conheceram pelo Orkut e resolveram organizar as primeiras peladas nos gramados da Esplanada dos Ministérios, isso no ano de 2004. A primeira partida da equipe aconteceu em Junho de 2006 em Cuiabá. Depois de 20 horas de viagem a equipe com apenas 18 jogadores perdeu para um Arsenal completo, com mais de 40 jogadores, pelo placar de 30 a 8. Nascia ali uma das maiores rivalidades do esporte no Brasil. Em Novembro de 2006 o Tubarões recebeu o Arsenal em seus domínios e deu o troco, vencendo a partida por 14 a 12, com a defesa tendo uma apresentação muito boa. Em Abril de 2007 o Tubarões organizou o I Torneio Capital de Futebol Americano. Venceu as três partidas e conquistou o torneio de forma invicta O II Torneio Capital aconteceu em Abril de 2008 e o Tubarões conquistou o segundo lugar. Este ano o Tubarões que já se encontrou com o Arsenal no Pantanal Bowl III, irá enfrentá-lo em dois jogos do Torneio Touchdown, sendo que um deles será dentro do III Torneio Capital, ou “Brasília Bowl” para os íntimos. O primeiro nome da equipe foi Brasília Sharks. O nome Tubarões do Cerrado nasceu de uma brincadeira que um colega de trabalho do Leandro Barreto fez com ele.
As regras pelas quais se regerá o Torneio Touchdown são as do Manual de Regras do Futebol Americano de Grama, revisadas e aprovadas pela Comissão de Arbitragem da Associação de Futebol Americano e Bandeira do Brasil (AFAB) e pela Comissão de Arbitragem da Associação Nordestina de Futebol Americano (ANEFA) em Julho de 2009. Para quem já assistiu jogos de College Football na televisão, disputado sob as regras da NCAA, tudo será muito familiar.
A bola é sua!
Esta é a tabela da temporada regular:
Data Partida Local
09/08/09 Brown Spiders @ Gladiators Joinville, SC
15/08/09 Vipers @ Storm São Paulo, SP
22/08/09 Crocodiles @ Brown Spiders Curitiba, PR
29/08/09 Storm @ Imperadores Rio de Janeiro, RJ
05/09/09 Arsenal @ Tubarões Brasília, DF
12/09/09 Gladiators @ Crocodiles Curitiba, PR
26/09/09 Imperadores @ Storm São Paulo, SP
03/10/09 Brown Spiders @ Crocodiles Curitiba, PR
10/10/09 Imperadores @ Vipers Sorocaba, SP
17/10/09 Crocodiles @ Gladiators Joinville, SC
17/10/09 Vipers @ Imperadores Rio de Janeiro, RJ
24/10/09 Tubarões @ Arsenal Cuiabá, MT
31/10/09 Storm @ Vipers Sorocaba, SP
07/11/09 Gladiators @ Brown Spiders Curitiba, PR
O site oficial do Torneio Touchdown é www.touchdown.net
A comunidade no orkut é http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=88148589
O Twitter é http://twitter.com/T_Touchdown09
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