Friday, March 12, 2010

Feliz 2010 para a Bola Oval!


Com o começo do Paranaense (e ainda o Gaúcho) neste fim de semana começa a “season” brasileira de 2010. Segundo ano de full pads para vários. Poderíamos dizer que 2009 foi o ano do jogo corrido. Mullet, Manning, Tiagão, Romulo, Miguel, Huck, e Roichman, foram alguns dos nomes (ou apelidos) que ficaram conhecidos por aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar o Torneio Touchdown. Um dos melhores rendimentos por um QB deveu-se também ao talento de corrida do Bernardo Werner, do Gladiators.

Uma das coisas que valerá observar será o desempenho dos QB’s. Muitos tem boa proteção, tanto que alguns até trabalham a maior parte do tempo no shotgun. Alguns dos times mostraram que tem um bom elenco de WR’s também. Vários QB’s jovens, alguns com mais ou menos experiencia mostraram alguns passes sensacionais mesmo tendo sido prato cheio para defensive backs. Mas ainda não apareceu o nosso QB “simbolístico” como na NCAA ou NFL. Muitos passes na base do “se colar, colou” foram lançados.

Menos badalados, os bloqueadores tanto de defesa quanto de ataque da maioria dos times trabalharam com boa qualidade. Um dos maiores dramas foi a quantidade de pontos extras e field goals perdidos. É difícil atrair bons kickers para os nossos times, já que os chutadores de maior talento preferem óbviamente brincar com a bola redonda do que com a oval. Dar uma meia dúzia de chutes por partida com a bola oval não é atraente o bastante. Com isto, muitos tem que dobrar posição num time e atuar também como K. E isto leva vários técnicos a decidir conversões de 2 pontos muitas vezes desnecessárias ou imprudentes.

Falando em dobrar e em técnicos, muitos times tem também ainda está situação de jogadores-técnicos. Claro, isto acontecia até nos primórdios do futebol americano nos Estados Unidos e por vezes com bons resultados. Mas estes heróis tem a mesma desvantagem de um diretor de teatro que é também ator numa peça. O diretor fica sem a visão geral do espetáculo e o o ator não é dirigido. Pessoal tem que ter a genialidade de um Chaplin ou Woody Allen.

Porém um dos problemas mais sérios é a quantidade de faltas.. Muitas vezes times caminharam paulatinamente da redzone para quase a própria endzone presenteando adversários com jardas quilométricas. Nem falo de “false starts/offsides” que são faltas motivadas mais por falta de concentração do que por qualquer outra coisa, mas de “face masks” alguns motivados ainda pela pouca experiencia com capacetes, já outros com sabor de falta pessoal. As faltas pessoais foram as mais custosas e é preciso deixar o machismo latino em segundo plano, contar até 10 e evitar muitas destas faltas pensando no quanto elas podem prejudicar o seu time.

É importante deixar o ufanismo dos full pads para trás, ninguém vira Super Homem com eles. Ir aos treinos e treinar o mais possível e se lembrar que os times que entraram de salto alto em 2009 saíram de havaianas.

Dito isto tudo, pessoalmente eu boto fé na galera e espero um salto de qualidade geral este ano.

A bola é sua!

(publicado originalmente no site Sidelinebrasil)

3 comments:

Barbon said...

Ótimo ponto de vista.. imparcial.. falando das coisas boas e ruins.. espero que todos leiam isso!!

E que nosso Futebol Americano só cresça nesse segundo ano!!!

Braza said...

Boa análise!

Só discordo qto a análise do FG e PATs.

Acho que o baixo aproveitamento nos chutes não se dá pela falta de qualidade dos Ks. Creio que grande parte dos jogadores de football jogam tb o futebol... O grande problema é a qualidade dos LS. O long Snapper é responsável por um passe longo, rapido e certeiro. Os pontos sao perdidos principalmente por bloqueios, os quais ocorreram pela lentidão da execução do lance por parte do time chutador.. Essa é minha análise!

Espero agora uma análisa da defesas Adler! hehehe

Abração

WhiteWolff #75 LG said...

Como Sempre Show Adler....

Excenlente pondo de interceptação do assunto... acho que uma antenção do pessoal a estas dicas pode deixar as coisas melhores para os times!!!!

Parabéns

1st Down!

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