Thursday, March 15, 2007

Muitas verdades são inconvenientes...

Assistí em DVD, o documentário vencedor do Oscar este ano, “Uma Verdade Inconveniente”. A minha admiração pelo ex-vice presidente americano não pára de crescer através dos anos. Acho que viveríamos tempos melhores no nosso planeta se George W. Bush tivesse falhado no vudú eleitoral judiciário da Flórida.

Mas isto foi no começo deste século e Al Gore pensa e nos faz pensar mais à frente. A ficha tem que cair para todo mundo ou o mundo não terá fichas para levar o jogo muito mais adiante. O melhor de tudo isto é que cada um de nós pode fazer alguma coisa para reduzir o super-aquecimento global. E eu vou prestar mais atenção no meu cotidiano para ver o que eu posso fazer de minha parte.

O título do filme não poderia ter sido melhor escolhido. Por que quem quer lidar com o que é inconveniente? O inconveniente é chato. Tem que ser lembrado em horas confortáveis, todo mundo já lida com tantas coisas desconfortáveis sem opção.

A outra coisa é que um comportamento mais responsável com o meio-ambiente não traz uma gratificação instantanêa. É cuidar do futuro, e mais do que tentar evitar os furacões e tsunamis mais próximos, é pensar 50 anos pra frente. E para a galera da minha geração que não tem mais 50 anos pela frente é um exercício para beneficiar um planeta que já teremos deixado.

Depois de ver o filme é difícil evitar, no entanto, o pensamento de que é um crime não fazer absolutamente nada pessoalmente. É quase como cometer um genocídio com as crianças de hoje e seus filhos.

Em 1989, eu tive o privilégio de fazer a voz de Chico Mendes em inglês para o documentário “Voice of the Amazon” de Miranda Smith. Um trabalho do qual me orgulho em ter participado, e que foi exibido na TBS e na TNT. O filme é narrado pela vencedora do Oscar de atriz coadjuvante de 1984, Linda Hunt. Eu já tinha tido o prazer de conhecê-la anteriormente através da autora teatral inglesa Caryl Churchill.

Conto isto porque hoje me lembrei muito deste filme sobre o herói brasileiro. Al Gore, então Senador, participa dele com depoimentos. Gore homenageia Chico Mendes. Ele nunca perdeu uma oportunidade para reconhecer os melhores esforços pelo o bem estar coletivo.

Uma coisa que não pude deixar de notar foi como ele está absolutamente confortável com a camera. Inclusive com as tiradas de humor. Na campanha presidencial ele geralmente quebrava a cara quando tentava ser engraçado, e tentava criar diversas imagens de si para ver qual agradaria. Para mim a tirada mais engraçada do filme é quando ele se apresenta e diz que ele costumava ser “o próximo presidente dos Estados Unidos”!

Pois é. Se ele tivesse sido eu acho que o mundo estaria menos poluído. E a política americana também.

2 comments:

Pedro said...

falando em aquecimento global, li um artigo do James Lovelock, procura por esse nome e lê a respeito. É assustador, tou começando a me interessar MUITO pelo assunto. Já tou até pensando em como eu posso ajudar a longo prazo hahaha

Anonymous said...

andrézinho, fale do que nos interessa no seu blog, conte historinhas, assuntos do cotidiano político já tem comentadores demais...relaxa, conta outra andré? ficção, ficção...ninguém quer mais saber dessa vergonheira que esses políticos, todos eles, são protagonistas, as pessoas querem viajar, querem sair do ar, portanto FICÇÃO!!!vc é capaz, é engraçado, escreve, pode escrever aí no fim do mundo, aproveita...FICÇÃO...a biografia num mundo de biografias fica cada vez menor...biopgrafia hoje em dia é documentario com pesquisa, é A Rainha...ficar contando de si é bacana um pouquinho cumpadre...FICÇÃO, cade a tua?