Saturday, May 29, 2010

Filmagens de "O Carteiro"



Reginaldo Faria, mandando muito na direção, acompanhando uma cena comigo e Anselmo Vasconcellos.

Está sendo uma experiencia muito interessante trabalhar como ator depois de tantos anos.

Veja mais fotos!

Wednesday, May 26, 2010

Bah, a Bola Oval tá em toda parte!


Por mais envolvimento com os times já disputando campeonatos equipados, me dá um prazer especial ter a oportunidade de conhecer o pessoal que está jogando com a bola oval sem os pads e helmets, mas o mais puro entusiasmo. Foi assim neste fm de semana quando aproveitei a estadia no Rio Grande do Sul, e conheci Fransisco, Matheus, Rossato, Anderson, Augusto, Guilherme. Fernando, Lucas. Vinicius, William, Marlon, Luciano e Davi, integrantes do Santa Maria Soldiers, com direito a churrasco e muito papo.

O Soldiers ainda não sentiu o gosto da vitória, mas o entusiasmo do time pelo futebol americano já é uma vitória em si.

Junto com o Pumpkins e o Bulls de Porto Alegre, o Chacais de Santa Cruz, o Esteio Buriers e o Bagé Baguals, o Santa Maria Soldiers participa do Gaúcho Bowl. Este ano será a semente para o crescimento da bola oval gaudéria em campeonato organizado, e se o exemplo de Santa Catarina e Paraná mostra alguma coisa, podemos acreditar que a bola oval vai explodir mais ainda no sul do país.

Vale a pena ficar de olho, bah!

Making of O Carteiro



Primeiras fotos do filme do Reginaldo Faria que estamos rodando em Vale Vêneto, no Rio Grande do Sul!

Saturday, May 15, 2010

Língua negra impede realização de clássico pelo Carioca Bowl

Fotos: Nat Soares/FeFARJ

Quando recebi o release da FeFARJ que publicarei na íntegra abaixo, e ví o título no email. me assustei pensando que "Língua Negra" fosse a alcunha de alguma gang, ou mesmo da Cosa Nostra ou Máfia Russa. Mas qual seria a entidade tão malévola que impediria um jogo na praia?

Dois trechos do release chamaram a minha atenção.
Apesar de se tratar de um esporte amador, em que os atletas bancam sua própria participação e lutam por mais recursos, Lynho sugeriu uma parceria com a prefeitura para cuidar das praias que recebem jogos


Neste ano e pouco no Brasil já me decepcionei com atitudes mesquinhas inesperadas, até mesmo dentro do universo do futebol americano, mas ao mesmo tempo tive e tenho agradáveis surpresas com a consciência de cidadania de gente como o Lynho.

O outro trecho foi este:
Além disso, a areia ainda tinha pedaços de metal e lixo restantes da armação da estrutura para o show religioso “Dia da Decisão”, do último dia 21 de abril. Sinal do descaso do governo com a Enseada de Botafogo, um dos mais belos cartões postais da cidade.


Eu acho, discordem se quiserem, que seria uma decisão de grande religiosidade dos organizadores do show, certamente de fundos de caixa mais amplos que os times de futebol americano que jogam nas praias cariocas, se decidissem ajudar a prefeitura a limpar o lixo deixado pelo seu show. Ou será que preservar o maior bem divino, a natureza, não está mais na lista dos homens de fé?

E agora, o release da FeFARJ:

O jogo mais aguardado do XI Carioca Bowl – Campeonato Carioca de Futebol Americano de Praia foi adiado. O reencontro entre o Piratas de Copacabana e o América Red Lions, finalistas em 2009, marcado para este sábado (15 de maio), teve de ser cancelado por conta de uma língua negra na praia de Botafogo, que deixou o campo escolhido para a partida sem condições de jogo. Não é a primeira vez que um jogo do campeonato teve de ser remarcado por conta das más condições da praia.

Os jogadores de ambos os times compareceram à praia e armaram o campo para jogar, mas os árbitros notaram a língua negra invadindo a área do campo. Além disso, a areia ainda tinha pedaços de metal e lixo restantes da armação da estrutura para o show religioso “Dia da Decisão”, do último dia 21 de abril. Sinal do descaso do governo com a Enseada de Botafogo, um dos mais belos cartões postais da cidade.

“Cancelamos devido à língua negra. Algumas poças não secaram, e tinha muito lixo. Podia ser prejudicial para os atletas, tanto pelo risco de lesão quanto por risco de contaminação com alguma doença, se engolissem aquela areia”, disse o referee (árbitro principal) do jogo, Merlin Calazans. “Não quisemos botar a integridade física dos atletas em risco. Uma decisão foi tomada em conjunto entre os times e a arbitragem para que o jogo fosse cancelado e adiado”, disse Carlos Januário, o Lynho, diretor de esportes da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro (FeFARJ).

Os jogos da primeira rodada do campeonato também tiveram que ser adiados porque as praias de Botafogo e Icaraí se apresentaram sem condições, após as fortes chuvas que caíram no estado no início de abril. Desde antes das chuvas, porém, a língua negra ocupa parte da praia de Botafogo. Apesar de se tratar de um esporte amador, em que os atletas bancam sua própria participação e lutam por mais recursos, Lynho sugeriu uma parceria com a prefeitura para cuidar das praias que recebem jogos. “O esporte está crescendo e precisamos cada vez mais de campos. Acho que podemos fazer algo junto a eles para termos sempre alguém cuidando das praias”, disse o diretor de esportes.

A partida será remarcada posteriormente. O outro jogo deste sábado, entre Rio de Janeiro Sharks e Copacabana Titãs, transcorreu normalmente, com vitória do Titãs por 26 a 14. No domingo (16 de maio), o Ipanema Tatuís enfrenta o Rio Islanders em Botafogo, e o Niterói Corsários recebe o Botafogo Reptiles em Icaraí, ambos os jogos às 15h (horário de Brasília).

Fonte: Assessoria de Imprensa da FeFARJ

Tuesday, May 11, 2010

Vamos fazer uma festa? Que tal um All Star da Bola Oval?

Antes de escrever eu já espero uns comentários pedradas (anônimos e fakes eu breco como sempre), mas talvez tenha gente o bastante que goste da idéia.

Até aqui, os torneios de 3 dias prestaram um serviço extraordinário para a bola oval brasileira. Pantanal Bowl, Sorocaba Bowl, Torneio Capital, Torneio de Seleções, e outros que se não me ocorrem no momento não significam menos.

Mas é claro que neste último ano o futebol americano deu um salto no Brasil. E com o advento do Torneio Touchdown no ano passado, e já com a sua segunda edição e o Campeonato da LBFA programados para este ano, o salto promete ser muito maior.

Os estaduais de calendário como os da FPFA, FCFA, e LBFA que estão em transcurso também terão um grande peso no balanço de 2010.

Sei que o nordeste também está preparando algumas novidades, e o desempenho da Seleção Paraíbana no TS nestes dois últimos anos mostrou q há uma força tropical vindo aí.

Embora ainda não tenha visto uma performance de conjunto que eu possa honestamente classificar como espetacular, já ví jogadas espetaculares de ataque e defesa em muitos jogos.

Em nenhum momento minimizo torneios de flag, beach, ou mesmo não equipados que se realizam em feriados que emendam com fins de semana.. Pessoalmente narrei a final do Saquarema Bowl e gostei muito.

Mas a idéia não sai da minha cabeça. Que tal fazer um All Star Brasileiro (Pro Bowl é pra profissionais...) Um evento em janeiro, após todos os nossos campeonatos, quando os playoffs da NFL estão bombando e a mídia está mais ligada em bola oval.

Acho que seria um jogo de exibição muito divertido e que poderia comemorar os esforços de todos e atrair um bom público.

Quando pensei nisto, pensei num evento sob a chancela da AFAB, com jogadores recomendados pelas ligas estaduais, pelo TT e pela LBFA.

Após recomendados, eles seriam votados pela internet em site a ser determinado. Claro que quem tem mais amigos pode ser mais votado. Mas vivemos no país do BBB e, gostemos ou não, ele faz sucesso.

Os times seria divididos em duas chaves, e pela lógica do momento São Paulo seria o divisor geográfico das chaves.

Para dar oportunidades para muitos, poderia até have um revezamento de posições à cada quarto do jogo (exemplo: 1 QB por período, etc).

Bem, a idéia esta’lançada. Agora...

A bola é sua!


REVISÃO

PS: Depois de 100 visitas adicionei:
Comunidade do All Star no Orkut

Thursday, April 29, 2010

Email de um árbitro que ama o que faz!

Postado na Lista Redzone, como resultado do artigo anterior aqui do blog Zebras no Purgatório. Estas coisas me fazem continuar acreditando no futebol americano no Brasil:

Adler,
> Quero reiterar a minha posição aqui sobre a arbitragem. Sou árbitro de
> futebol americano a 1 ano apesar de estudar as regras do jogo intensamente
> por mais de 3 anos.
> Para começar queria dizer que ser árbitro tras uma adrenalina fantástica.
> Você tem que estar ligado na sua chave de arbitragem, decidir sobre a
> aplicação da regra em frações de segundo e ficar sempre atento para que o
> clima seja "amistoso" em um jogo de contato.
> Nesse fim de semana fui referre da partida entre Minas Locomotiva e
> Tubarões. A equipe de árbitros tinha alguns novatos em arbitragem e, no
> intervalo, perguntei a um deles o que estava achando da experiencia. Ele me
> disse que era legal mas não estava sentindo a adrenalina de que eu havia
> falado. Fui direto com ele: Então você está sendo um péssimo árbitro. Ora,
> em um jogo de soccer a atividade acontece normalmente onde a bola está. Já
> em um jogo de FA a atividade está em qualquer lugar do campo e pode influir
> na jogada. Ficar atento é importantíssimo. As regras são muitas, o espaço
> para interpretação também e o árbitro está alí, no meio de tudo tomando
> decisões a cada fração de segundos.
> Mais um detalhe. Nessas andanças vejo que realmente temos muitos
> candidatos a árbitros completamente despreparados no Brasil. Aqui em Minas
> estamos indo para a segunda clínica de arbitragem e considero que temos pelo
> menos 4 árbitros realmente preparados para entrar em campo em uma partida.Eu
> sei que é pouco mas sei que isso tende a aumentar. Temos um bom material
> para preparar árbitros. Eu pessoalmente estou sempre estudando não só as
> regras da IFAF mas em grupos de discussão de árbitros americanos. Tenho
> equipamento completo que inclui o microfone sem fio padrão da NCAA,down
> counter, flags, bean bag etc.. Com tudo isso quero deixar apenas uma
> mensagem. Árbitros, PREPAREM-SE!!! Sem nós não há jogo. Sem nós o esporte
> pode se transformar de um campo de batalha para um campo de guerra. E aos
> organizadores dos dois torneios. Infelizmente investir agora será
> necessário. Como nem todos os estados tem bons árbitros buscar alternativas
> em outros estados será necessário. Mas pelo amor de Deus, esqueçam a idéia
> de que jogadores com algum conhecimento de regra podem ser árbitros porque
> não podem. Arbitrar é mais do que conhecer regras, é conhecer as chaves,
> conhecer mecânica, briefing e debriefing.
> Bom, já desabafei. Aos estados que estejam querendo criar SERIAMENTE uma
> comissão de arbitragem ponho a disposição o que fiz nesse tempo todo. Tenho
> uma clínica de arbitragem com pelo menos 250 slides (divididos em regras,
> mecanica, chaves, reuniões de briefing, debriefing). Tenho também alguns
> documentos em inglês que pretendo traduzir ainda no primeiro semestre sobre
> arbitragem, algumas apresentações usadas nas federações de árbitros
> americanas entre outras coisas. Disponibilizo-me inclusive em ir ao estado
> para ministrar a clínica sem nenhum custo (apenas o de locomoção e
> hospedagem, é claro)
> Para terminar gostaria de saber se os dois grandes torneios que estão
> começando no Brasil criarão seu próprio conselho arbitral. Acho isso muito
> importante por ser essa a instância decisória no que diz respeito a
> disciplina.
>
> Abraços a todos.
> Marcelo Sampaio
> Árbitro Futebol Americano.


A Redzone é a maior e mais antiga lista brasileira de discussão de futebol americano. Se você gosta de assistir a jogos da NFL ou pratica alguma modalidade de futebol americano (flag, beach etc...), junte-se à nós! O objetivo da lista é promover amizades e um bate-papo legal sobre esse esporte cada vez mais popular no Brasil. Um espaço onde os iniciantes são muito bem-vindos! O nosso assunto é a bola oval

Se você ainda não é um dos 2533 associados da Lista Redzone, o caminho é www.touchdown.net/redzone.

Friday, April 23, 2010

Zebras no Purgatório


Como amar a arbitragem e como amar arbitrar? Estas são duas perguntas que estão na minha cabeça últimamente. Nestes 13 meses que estou no Brasil o futebol americano mostrou um crescimento extraordinário. Tem gente jogando de uma ponta à outra deste imenso país. Full pads virou febre com o Torneio de Seleções de 2009, e o termômetro foi para o vermelho com o Torneio Touchdown 2009. Este ano, com a LBFA, liga descendente do TT 2009, e com os "Sete Samurais", os novos times do Torneio Touchdown 2010, prevê-se um número de jogos inédito na historia da bola oval no país. E se a gente adicionar o Carioca Bowl, os jogos de Flag, os campeonatos estaduais estruturados como o paulista, parananese, catarinense, o campeonato gaúcho, os nordestinos, os Bowls curtos, e tantos mais amistosos por aí, podemos estar certos que este ainda novo esporte amador tem centenas de amantes. Mas eles são os jogadores e técnicos.

E árbitros para estes jogos todos? Jogar é divertido. O que se pode fazer para tornar a arbitragem mais atraente? O que se pode fazer para melhorar o nível de arbitragem no Brasil e aumentar o número de árbitros? O tema voltou a ocupar meus pensamentos após voltar de Timbó, Santa Catarina, onde fui narrar o Torneio Bruiser Kickoff, uma ótima idéia e uma maratona de 8 jogos de tempo reduzido com todos os times que participarão do campeonato catarinense deste ano, e notar erros de arbitragem indo desde o atendimento de pedido de video replay (que ainda não consta em nenhum regulamento nosso por razões óbvias) até manter o erro visto claramente no replay. Os gestos, os sinais de juiz parecem ter saído de moda ou o pessoal tem artitre e não quer usar os braços. Não creio que seja encabulamento de parecer um açucareiro ao indicar um offside...

Nos jogos que narrei pessoalmente nos estádios pelo Brasil, sempre ressalto a importância dos árbitros e os anuncio quando consigo o fornecimento dos seus nomes. Como diz Allyson Luiz, do Ponta Negra Bulls e Presidente da ANEFA, “Temos a cultura do soccer que árbitro já entra em campo como ladrão e fdp, mas temos que sempre incentivar o respeito a arbitragem mesmo nos erros como é feito no Rugby. Sempre respeitar, levando em consideração que ela quer sempre fazer o melhor e sempre preservar os jogadores.”

Tendo narrado muitas centenas de jogos da NFL e da NCAA, e acompanhado o futebol americano amador europeu e brasileiro, eu tenho o entendimento da necessidade deste respeito. Mesmo quando percebo erros eu me controlo para não interferir no que está acontecendo no campo, pois sei que há um regulamento para isto. O que não significa que depois de uma partida eu não pense em todos os aspectos que podem melhorar a prática da bola oval no Brasil. Disto veio o meu pitaco introduzindo a “Mercy Rule” (regra pela qual o relógio não pára se um time estiver perdendo por 30 pontos ou mais no 4º quarto) no TT 2009 para manter os jogos mais interessantes e preservar os jogadores. Após ter visto o seu valor na Hungria, me tornei partidário dela e a recomendo direto.

Conversei este dias sobre arbitragem com algumas das pessoas que são chaves no nosso futebol americano além do Alysson Luiz: Fernando Boing, do Joinville Gladiators, com sua longa experiência desde o Panzers, ex-Presidente da Liga (hoje Federação) Catarinense, Rodrigo Proença, Presidente do Curitiba Brown Spiders e Vice da FPFA, Daniel Miura, que em seus muitos anos de FA já atuou no Sâo Paulo Sharks, no Silver Bullets e é DC do São Paulo Storm e Presidente da LPFA, Everton Gnewuch, Presidente do Jaraguá do Sul Breakers, Gerard Jr., Presidente do Barigui Crocodiles, Bruno Araujo, Coach, Presidente do Vila Velha Tritões, Alexey Osatchuk, Presidente do Ponta Grossa Phantoms, e Julio Schumacher, ex-QB do Brusque Admirals, com muita experiencia em arbitragem e meu ótimo parceiro na cobertura do recente torneio em Timbó.

“Para ser um bom árbitro deve conhecer bem as regras e o esporte, óbvio, porém deve-se preocupar em não querer ser a estrela principal e aparecer nos jogos, e isso é muito complicado, visto que quem apita são pessoas sem nenhum preparo para tal, que vão por amor ao esporte ou por obrigação (pela sua equipe) ou até mesmo para "quebrar um galho" ou ver o jogo mais de perto”, diz Bruno Araujo. E de fato, é importante que o poder não suba a cabeça. Já que a maioria dos nosso árbitros são jogadores, o equilíbrio é fundamental para não haver nenhum revanchismo sobre algum jogo anterior, e ser tão conciliador quanto possível no trato para não forçar insultos que se tornam faltas pessoais que podem acarretar em expulsão do jogador. Como diz Julio Schumacher “A arbitragem não precisa fazer showzinhos, se vestir de palhaço para apitar uma partida. Para a arbitragem ser mais atraente, é necessário simplesmente que o árbitro assinale as faltas e ponto final”.


Idéias não faltam. Gerard Jr. acredita em “investir em cursos preparatórios com estudantes de educação física e remunerar os árbitros pra que eles se sintam atraídos a aprender e apitar”. Fernando Boing complementa que ais pessoas se interessarão em arbitrar se “puderem, participando de treinamentos de football oficial das ligas estaduais, terem estas horas abatidas de suas horas obrigatórias extra curriculares”.

O incentivo financeiro, com o qual pessoalmente concordo apesar dos fundos ainda limitados que a maioria dos times possui, parece ser um fator onde quase todos estão de acordo. Rodrigo Proença acredita no reconhecimento financeiro dos árbitros: “e claro, ressarcimento de suas despesas de transporte e alimentação para os jogos. O FA no Brasil ainda é amador e muitos jogadores ainda tem que investir no seu time. Para os árbitros a situação não deve ser esta. Eles devem ser reconhecidos pelo trabalho e também acho interessante a criação de programas de avaliação e reconhecimento dos melhores que atuaram na temporada”. Outro que abraça a noção é Alysson Luiz: “Devemos incentivar sempre o pagamento de uma boa taxa para a arbitragem porque assim poderemos cobrar dos mesmos saber cada vez mais das regras e dessa forma iriamos atrair pessoas de fora do esporte como estudantes de Ed. Fisica”. Novamente Schumacher:”uma coisa que atrairia os árbitros, seria pagar pelo serviço. Claro que nenhuma das federações esbanja dinheiro para pagar bem aos árbitros... mas tem gente que precisa de dinheiro e gosta do esporte. Qualquer 50 reais ja ajudaria e muito essas pessoas... E para ser juiz, não adianta apitar forçado... tem que ao menos gostar do que está fazendo.” Daniel Miura é mais conclusivo: “...não tem segredo. Tem que pagar bem”.

O que ninguém discorda é da importância de melhorar o nível independentemente de recompensas. “Acho que um pequeno cachê pode atrair mais gente interessada em apitar, porém não irá melhorar a qualidade da arbitragem. Alguns campeonatos dão penalidades para os ábitros que faltam ou chegam atrasados, mas isso também não melhora a qualidade e não motiva ninguem à apitar. Apitar, será sempre uma obrigação e não um divertimento. Cabe à pessoa saber disso e deixar alguém com mais vontade de ajudar do que ele que não quer ou não acha legal. Se pagarem bem para alguém perder 3 a 4hs apitando, quem sabe será mais atrativo. Mas volto a repetir, não melhorará o nível da arbitragem”, diz Bruno Araujo.


A importância dos homens de camisas de zebras é fundamental não só para os resultados mas para o andamento das partidas. Ninguém imagina quantas vezes eu daria um “delay of game” para árbitros que se juntam no huddle por tempo excessivo e acabam tirando um jogo do seu rítmo e tornando-o chato. Afinal, como diz Everton Gnewuch, faz parte da função do juiz “mostrar ao público aquilo que o esporte representa, não só pancadas, pancadas e pancadas. Apresentar o lado mais técnico possível do esporte, a estratégia e a atenção necessária, aonde uma jogada incrível necessita da boa conduta e atenção dos jogadores que a executam. Mostar o show de raciocínio que o esporte exige e sua disciplina incomparável”.

Mais algumas sugestões do pessoal: para melhorar:

Alexey Osatchuck: “acho que apitar o maior número de jogos possivel... isso é pratica e não teoria... eu acho que só com a pratica para ficarem bons, o problema que não temos um número expressivo de jogos para isso, pois há o problema de deslocamento dos times e dos árbitros”.
• Rodrigo Proença: “Promover clínicas e treinamentos com apoio de universidades, utilizando-se de situações de jogos e interpretação de regras. E claro, colocando eles para apitarem mais e mais.
Everton Gnewuch: “Tornar o esporte de conhecimento da maior parte da população, principalmente aonde existem Franquias. Tornar um gosto pelo esporte é colocá-lo na linha do profissionalismo”.
Daniel Miura: “O nível só vai melhorar na hora em que tivermos cursos de capacitação sérios e que paremos de procurar juízes nas bases dos fãs do esporte. Digo isso porque o foco tem que ser aqueles que fazem da arbitragem um ganha pão e não uma diversão. lugar de fã é na arquibancada”.
Bruno Araujo: “Clínicas de arbitragem funcionam um pouco para tirar dúvidas de quem já conhece, porém o nível melhorará à medida que vão havendo mais jogos e as pessoas vão aprendendo a errar menos. Para mim, árbitro é quem nem jogador, aprende jogando...no caso, apitando”.
Fernando Boing: “Fortalecimento e maior comprometimento da AFAB.Criação das ligas estaduais, fortalecimento das existentes e campeonatos estaduais regulares. Padronização e utilização de uma única regra em todo o território nacional. Video aulas para os iniciantes e árbitros que já arbitram se reciclarem”.
Julio Schumacher: “Para ser árbitro, primeiramente a pessoa tem que entender muito bem o esporte. Não dá pra ser qualquer jogador do time, fazer um curso básico e ja apitar. Infelizmente, hoje temos poucas pessoas capazes em cada time que conhecem todas as regras e etc. Para isso melhorar, tem que ser feitos cursos de capacitaçao muito mais técnicos do que foi a prova de 10 questões feitas pela AFAB no ano passado. Tem que ser realizado uma espécie de "training camp" para os árbitros... usando as imagens dos jogos gravados aqui no Brasil... e até comparar com os jogos da NFL, principalmente para ver a agilidade e quão importante é o árbitro para o andamento do jogo".


Encerrando, mesmo sabendo que ainda devemos demorar para tirar os zebras do purgatório, quero que todo mundo que apita jogos aqui no Brasil saiba o quanto sou grato aos seus esforços, com seus erros e acertos, em prol desta bola oval que tanto amamos. Acho que é hora de todos os amantes do futebol americano brasileiro doarem do seu tempo. A AFAB, a ANEFA, assim como as ligas e associações e federações do resto do país não são geridas por profissionais, mas pessoas que doam o seu tempo tirado de seus empregos e famílias. Todos devemos respeitar e valorizar isto muito. Mas quem não puder doar, deixe espaço para quem o queira e possa. É preciso tempo e trabalho para organizar e levar em frente as boas idéias conversadas aqui. É preciso ter muita vontade. E liderança.

Fica ainda uma sugestão. Por que não AS zebras? Já temos mulheres jogando e são todas pioneiras. Algumas conhecem o esporte o bastante para entrarem em arbitragem. Vamos lá, mulherada! Claro que na primeira paquera de jogador no campo será hora de abrir os braços em cruz e dar uma conduta anti-esportiva no abusado!!!

No mais, é como conclui o Julinho Schumacher” Não pode é complicar o jogo. Assinalar o que viu e segue o jogo quanto menos a arbitragem aparecer, melhor”!




A reprodução deste artigo é permitida e encorajada com o crédito do autor: André José Adler

Tuesday, April 13, 2010

Sangue bom!

O Rio de Janeiro Imperadores Football convoca todos os seus jogadores, fãs e amigos em geral do futebol americano ou não para participarem de uma campanha de doação de sangue para ajudar as vítimas das tempestades no Rio!!

Mostre que você é sangue bom!!

Wednesday, March 17, 2010

Times do Torneio Touchdown 2010 em duelo no Paranaense

Times do Torneio Touchdown 2010 em duelo no Paranaense

Abrindo o jogo para quem não entendeu.


No mesmo dia em que fiquei sabendo pelo Blog Pirata Football News que o Corinthians Steamrollers e o Brusque Admirals, até então confirmados por seus presidentes como participantes do Torneio Touchdown 2010, resolveram entrar em outro campeonato, o America Red Lions fez uma entrevista comigo para o site do time. A entrevista é reproduzida aqui no blog:

André José Adler, abre o jogo e conta tudo.

Red Lions:
Antes de tudo gostaria de agradecer a presença no nosso site e dizer que é uma honra te-lo aqui.

Andre José Adler:
A honra é minha de estar num site de campeões.

RL:
Você é uma pessoa, que conhece muito de FA, não só no Brasil, mas pelo mundo todo. Como vê a evolução do esporte em terras tupiniquins e o que falta para o nosso pais ser uma potência no esporte?

Adler:
A evolução vai depender de base. Quando a gente puder ver garotada sem camisas brincando com bola oval como brincam com a bola redonda em praias, parques, playgrounds, na hora do recreio na escola, saberemos que podemos pensar em "potência" no futuro.

Mas o crescimento de football, seja Beach Football, Flag, ou Tackle é impressionante. Há pouco mais de 10 anos, quando eu falava no pessoal jogando no Brasil, seja na Praia de Copacabana, Ibirapuera, ou atrás de um museu em Curitiba, era zoado por colegas na ESPN nos Estados Unidos e hoje ha times pelo país todo.

Fora do Brasil, a minha vivência foi na MAFL, a liga da Hungria, que cresceu durante o período que vivi de 2006 até março de 2009 para 25 times em 3 divisões, e é bom lembrar que é um país pouco menor que Santa Catarina. Uma diferença notável, e pouco depois q saiu da fase de brincadeira, quando times se formaram como o Budapest Cowboys e o Budapest Wolves, já começaram a jogar equipados. Mais fácil a aquisição de equipamentos a custo baixo sendo parte da Comunidade Européia. A Liga está no seu sexto ano e há alguns times bem razoáveis e um ótimo, o Budapest Wolves.

Aqui, começamos a ver alguns jogos equipados de boa qualidade no ano passado, no Torneio Touchdown, acredito na evolução.

RL:
Já que você tocou no assunto. Era o sonho de todos os brasileiro amantes deste esporte maravilhoso, ver um dia um campeonato a nível nacional, com todos os jogadores equipados, como você vê o "saldo" do TT09?

Adler:
Conseguimos chamar um bocado de atenção. Mas não conseguimos atrair ainda um público necessário para podermos ser patrocinados adequadamente. Em termos de qualidade, vimos que temos excelentes RBs em muitos times, mas ainda estamos longe de um jogo aéreo espetacular. Bons bloqueadores apareceram. Técnicos aprenderam, espero, um pouco mais sobre estratégias, Muitos erros foram cometidos tanto em organização, quanto às atitudes em campo. Não é por jogar com full pads que um jogador passa de Clark Kent para Super Homem. E muitas, mas muitas jardas foram perdidas por faltas evitáveis. Mas o saldo do TT 2009... Eu só creio que vou poder avaliar depois dos torneios e campeonatos de 2010.

RL:
Em sua opinião a recém formada LBFA, pode vir a fazer com que o esporte cresça? Ou essa divisão pode vir a ser ruim para o esporte? O que ocasionou esse "racha"?

Adler:
Sabia que não iria escapar de uma pergunta assim. Estava demorando.

Eu posso dar uma resposta diplomática, mas verdadeira. Como você falou, a LBFA é recém formada. Como posso avaliar o que vai de fato fazer para que o esporte cresça? Hoje foi divulgada a diretoria e o presidente da liga é o diretor de comunicações da AFAB, além de técnico, QB, e presidente do Cuiabá Arsenal. Certamente é um bocado de atividades. Claro, Orlando Ferreira Jr., conta na diretoria com o Fernando Boing que já foi presidente da LCFA e poderá com sua experiência de campeonatos ser uma grande força.

Eu fui o Conselheiro do Grupo Gestor em 2009, e acabei tendo que exercer funções mais executivas que previa. Era a única pessoa que não era ligada a nenhum dos times, portanto com foco no TT inteiro. Sou profissional de narração e televisão, mas como já trabalhei em produção de teatro, cinema e comerciais, posso me apaixonar por este aspecto de um projeto também. Isto aconteceu. Conversei muito com o Flavio “Skin” Cárdia sobre melhoramentos para 2010. Apesar de diferenças filosóficas quanto aos caminhos da bola oval nacional, nos damos bem. Baseado nestas conversas e de acordo com o Flávio, propus algumas mudanças, inclusive que o Grupo Gestor fosse transformado para que cada time se representasse individualmente.

Enfim, o Grupo Gestor se reuniu sem meu conhecimento, e no dia seguinte fui comunicado da minha exclusão de um torneio que eu idealizei e batizei. Fui também acusado de cobrar para narrar jogos, e não querer compartilhar as mesmas imagens com uma rede concorrente da rede que me abriu as portas para reportagens sobre o torneio. Nestes momentos as decisões se tornam difíceis. O rompante de raiva é o mais fácil. Mas pensando em todos os jogadores que puderam curtir jogar no TT 2009 eu pensei em quantos mais poderiam ter a mesma chance com um TT 2010. Foi quando busquei o apoio da AFAB, e o encontrando, comecei o projeto do TT 2010 dentro de uma filosofia clara, na qual acredito 100% e está publicada em http://andreadler.blogspot.com/2010/02/filosofia-do-torneio-touchdown.html

RL:
Hoje divulgamos em nosso site, que alguns dos principais nomes que participariam do TT2010, migraram para o campeonato da LBFA. Em sua opinião isso foi uma espécie de "traição"?

Adler:
Quanto aos dois times que haviam confirmado sua presença no Torneio Touchdown e estarão jogando na nova liga. Claro que seus responsáveis poderiam ter tido um comportamento mais claro e correto do que me deixar saber por um blog paulista (que leio um bocado porque costuma ser muito comédia).

Mas passado um momento de decepção pessoal, a minha reflexão é que seus objetivos de desenvolvimento não se coadunam com a filosofia do TT. Um deles já foi substituído por outro de desempenho estadual melhor (não vou anunciar agora, minha vez de um pouco de suspense). O tempo e o desempenho deles em campo e fora na LBFA dirão se o TT perdeu de fato ou se livrou de um abacaxi.

RL:
Vamos dirimir uma polêmica. O Rio de Janeiro Imperadores é ou não é o primeiro Campeão Nacional de F.A.?

Adler:
Hhahahaha O RJ Imperadores foi o melhor time do Brasil em 2009 e eu tive o grande e verdadeiro prazer de entregar para o time o troféu de Campeão do Torneio Touchdown. Entenda, é um time que provou o seu mérito. Agora, quero que fique bem claro que eu insisti que o TT 2009 tivesse o nome que teve não apenas por achar que seria bom como marketing, ou porque TouchDown é meu apelido desde o mIRC, ou pelo meu bordão de "E é tooouchdooooown!", mas como muitos dos presentes na reunião em Sorocaba podem lembrar, eu achava "campeonato brasileiro" pretencioso e genérico para se o nome do torneio de futebol americano. Mas não vou brigar com quem quiser chamar o time de campeão nacional, ou brasileiro. Isto não muda nada na minha vida. Sintam-se justificadamente orgulhosos e sejam felizes!

RL:
Vimos você em alguns bowls por ai a fora, com a presença do Duda Duarte, como surgiu essa parceria?

Adler:
Ah! Duda bate papo comigo no MSN há muito tempo. Mostrou-me vídeos do Reptiles. Citei-o num jogo de NCAA que comentei na Hungria. Sabia que ele tinha narrado no Saquarema Bowl no ano passado e o convidei para repórter de campo no primeiro jogo do Imperadores VS Storm. No segundo, já o convidei para comentarista. É bom ter ao lado um comentarista que conhece o jogo de dentro. Duda tem muito pique, me ouve bastante quando trabalhamos juntos. E foi muito legal fazer o Saqua este ano com ele. Boto fé no seu futuro no microfone. Precisamos de muitos narradores e comentaristas para todos os jogos. Só assim faremos um público que volta e traz mais gente.

RL:
Hoje há algum time capaz de destronar o Imperadores (em ambas as ligas) ou como dizem aqui no RJ, o Império nunca cairá?

Adler:
A chave do Imperadores, e isto todo mundo sabe, é o seu grande elenco que permite muitas escolhas para o Flavio, e o fato do pessoal ter anos de experiência na areia. O Imperadores tem alguns dos melhores jogadores de vários times do Carioca Bowl. Mas não todos, e a mesma receita pode criar outro bolo.

Já quanto aos outros times que já vi, a maioria se baseia em 3 ou 4 talentos individuais para liderar.

Mas... Se eu soubesse quem vai ganhar o Super Bowl não teria vontade de assistir a nenhum jogo da NFL!

RL:
Haverá ou não TT2010?

Adler:
Sinceramente? Hoje de manhã fiquei quase na dúvida porque me senti cansado, mas tantas coisas boas aconteceram em seguida que não vejo porque não haveria! Claro que tem gente fazendo mandinga contra, Mas vários times bons querem e acho que eles têm santo forte!

RL:
Pra finalizar, fica alguma magoa de algum ou de todos os times e dirigentes que migraram para a LBFA?

Adler:
Mágoa eu não tenho de time algum. O mais importante num time para mim são os jogadores e não os dirigentes, E fiz amizade com jogadores em todos os times que conheci. Quero ressalvar que uso "amizade" como simpatia, pois prezo muito os meus verdadeiros amigos que não são de time nenhum.

Quanto aos times que migraram eu não poderia ter mágoa. Cada uma faz a escolha que acha mais acertada para seus objetivos. Eu não sou uma "liga". Não serei uma liga. Sou um cara que acredita num caminho para o crescimento de um esporte que gosto. Não existe a liga do Adler. Algumas pessoas que eu prezava, no entanto, agiram sem gentileza e perderam a admiração que eu tinha por elas. Conduta anti-esportiva fora de um campo... Mas não posso jogar um pano amarelo.

RL:
Gostaria de deixar algum desabafo, recado conselho ou alguma dica para os fãs ou quem quer que seja?

Adler:
E para terminar, já que é o site do Red Lions para quem entreguei seus dois troféus de campeão...
GO Red Lions! A bola é sua!



Data: 05/03/2010 Hora: 20:09:23

Friday, March 12, 2010

Feliz 2010 para a Bola Oval!


Com o começo do Paranaense (e ainda o Gaúcho) neste fim de semana começa a “season” brasileira de 2010. Segundo ano de full pads para vários. Poderíamos dizer que 2009 foi o ano do jogo corrido. Mullet, Manning, Tiagão, Romulo, Miguel, Huck, e Roichman, foram alguns dos nomes (ou apelidos) que ficaram conhecidos por aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar o Torneio Touchdown. Um dos melhores rendimentos por um QB deveu-se também ao talento de corrida do Bernardo Werner, do Gladiators.

Uma das coisas que valerá observar será o desempenho dos QB’s. Muitos tem boa proteção, tanto que alguns até trabalham a maior parte do tempo no shotgun. Alguns dos times mostraram que tem um bom elenco de WR’s também. Vários QB’s jovens, alguns com mais ou menos experiencia mostraram alguns passes sensacionais mesmo tendo sido prato cheio para defensive backs. Mas ainda não apareceu o nosso QB “simbolístico” como na NCAA ou NFL. Muitos passes na base do “se colar, colou” foram lançados.

Menos badalados, os bloqueadores tanto de defesa quanto de ataque da maioria dos times trabalharam com boa qualidade. Um dos maiores dramas foi a quantidade de pontos extras e field goals perdidos. É difícil atrair bons kickers para os nossos times, já que os chutadores de maior talento preferem óbviamente brincar com a bola redonda do que com a oval. Dar uma meia dúzia de chutes por partida com a bola oval não é atraente o bastante. Com isto, muitos tem que dobrar posição num time e atuar também como K. E isto leva vários técnicos a decidir conversões de 2 pontos muitas vezes desnecessárias ou imprudentes.

Falando em dobrar e em técnicos, muitos times tem também ainda está situação de jogadores-técnicos. Claro, isto acontecia até nos primórdios do futebol americano nos Estados Unidos e por vezes com bons resultados. Mas estes heróis tem a mesma desvantagem de um diretor de teatro que é também ator numa peça. O diretor fica sem a visão geral do espetáculo e o o ator não é dirigido. Pessoal tem que ter a genialidade de um Chaplin ou Woody Allen.

Porém um dos problemas mais sérios é a quantidade de faltas.. Muitas vezes times caminharam paulatinamente da redzone para quase a própria endzone presenteando adversários com jardas quilométricas. Nem falo de “false starts/offsides” que são faltas motivadas mais por falta de concentração do que por qualquer outra coisa, mas de “face masks” alguns motivados ainda pela pouca experiencia com capacetes, já outros com sabor de falta pessoal. As faltas pessoais foram as mais custosas e é preciso deixar o machismo latino em segundo plano, contar até 10 e evitar muitas destas faltas pensando no quanto elas podem prejudicar o seu time.

É importante deixar o ufanismo dos full pads para trás, ninguém vira Super Homem com eles. Ir aos treinos e treinar o mais possível e se lembrar que os times que entraram de salto alto em 2009 saíram de havaianas.

Dito isto tudo, pessoalmente eu boto fé na galera e espero um salto de qualidade geral este ano.

A bola é sua!

(publicado originalmente no site Sidelinebrasil)

Tuesday, March 9, 2010

A Aquarela do Erasmo Carlos


Terminei de ler o livro do Erasmo Carlos “Minha Fama de Mau” com o qual me diverti muito. Li ele quase todo no avião indo para Foz do Iguaçu e voltando, faltou um pedaço que lí em casa. O livro é leve como uma aquarela.

Ele fala de muita gente com quem conviví e me trouxe boas lembranças. Inclusive das filmagens de “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” do Roberto Farias, no qual fui 3º assistente de direção, ou sejá pele, ou seja como nos créditos: “contra regra”. Isto porque carregava pra cima e pra baixo a maldita estatueta reproduzindo a Pedra da Gávea, que era importante na trama do filme.

Tenho várias lembranças das filmagens, como o RC sempre mandando o seu secretário comprar coisas legais para a equipe, sempre chocolate para mim, e muitas piadas.... e ele praticando inglês comigo.

Uma das lembranças foi quando a gente tava enfurnado nas Grutas de Maquiné em Minas Gerais. Teve um dia que filmamos 24 hs seguidas para acabar. Eu ia lá fora buscar o pessoal para filmar. O Professor Nakatani, que era um professor genial de aikido e fazia o genio que acabava morto pelo José Lewgoy q era (grandes novidades!) o vilão, estava lá fora jogando cartas com os outros japoneses que eram os asseclas do Lewgoy no filme. Aparecer num filme com Roberto Carlos era tudo que muitos sonhariam. Fui buscar o mestre:

“Vamos lá, professor. Vamos rodar uma cena!”

Ele, com todo o sotaque da terra do sol nascente: “É cena de morte?”

Eu, sorrindo: “Ainda não, é um diálogo com o Lewgoy”.

E ele, meio decepcionado: “Quero morrer logo. Quero voltar pra Rio!”

Outra lembrança, e esta sim bem absurda. Eu estava fazendo claquete, e a cena era gravada com som direto como guia. Era um close da Wanderléa. Eu tinha que segurar a claquete aberta, dizer o numero da sequencia e da cena, bater a claquete e tirar pelo lado. Lembro que era uma posição ultra sem jeito pra esta pequena função. Fiz a primeira claquete e o diretor Roberto Farias me disse que tirei rápido demais. Repetí, e ainda não saiu como ele queria. Na terceira tentativa eu já estava tão nervoso que disse o número da cena e batí a claquete mas ela não fez som... o nariz da Wanderléa ficou preso na claquete. Pelo menos foi uma gargalhada geral. E a Ternurinha não teve o seu nasal machucado com necessidades de Pitangui!

Mas a história que o livro do Erasmo me lembrou é uma que óbviamente não está no livro dele. Naquela época a gente tinha uma turminha muito querida (nos encontramos menos hoje mas nos gostamos igual) que se reunia na casa do Paulinho Mendonça e sua então esposa Maria Alice Langoni. Paulinho através dos anos penetrou mais e mais no cinema brasileiro e hoje ‘é o Diretor Geral do Canal Brasil. Reginaldo Faria, sua então esposa Kátia, Claudio Tovar, Regina, Berilo Faccio (na época assistente do Roberto Farias) e mais outros queridos nos juntávamos e conversávamos e criávamos filmes, peças, músicas.

Mas quando a gente saía e dava de cara com coisas que achávamos caretas, cafonas, quadradas, coisas que faziam parte do kitsch nacional, cantarolávamos “Aquarela do Brasil” como um código da observação. Muitas das nossas brincadeiras foram parar em filmes do Reginaldo, ou nos roteiros que eu escrevia.

Numa filmagem do “Diamante” eu estava no barco com o Erasmo, indo filmar numa ilha. Nesta época o Tremendão já diversificava seu repertório buscando coisas outras que “jovem guarda”. Pois eu passei a viagem inteira convencendo o Erasmo que seria sensacional ele gravar a obra prima de Ary Barroso “Aquarela do Brasil”.

Quando a noite chegou, e eu fui pra casa de Paulinho e Maria Alice e contei que o Erasmo ia gravar a Aquarela, foi um festival de gargalhadas mesmo que ainda um tanto incrédulas. Ele gravou. Foi um grande sucesso e o Erasmo nunca soube que por trás da minha sugestão estava mais uma brincadeira com a nossa turminha.

Depois do filme, só reencontrei o Erasmo nos anos 80 em Nova York, numa noite que Billy Blanco Jr, tocava no City Lights, em Greenwich Village. Ambos tínhamos mais cabelos que não eram ainda brancos. Batemos papos gostosos e nos despedimos com um abraço com o afeto que mantenho no peito até hoje pelo Tremendão.

Friday, March 5, 2010

Bye Bye Johnny, Bye Bye, Alfredo!!



Adolescente, em 1962, eu trabalhava num teleteatro semanal no programa “De Braços Abertos” na TV Continental. O programa era as quartas-feiras e depois eu ficava por lá pra assistir o programa de rock do Carlos Imperial, e geralmente rachava táxi com o Roberto Carlos para voltar para Copacabana. Roberto saltava na Av. Prado Jr. e eu seguia para a Rua Santa Clara onde morava.

Numa destas quartas conhecí la na tv o locutor que tinha talvez a voz mais bonita do Brasil, Paulo Santos. Paulo era famoso pelo seu programa “Em tempo de jazz” na Rádio MEC. E fui assistí-lo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, numa apresentação de “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev composta para narrador e orquestra. O maestro Aaron Copland veio dos Estados Unidos para reger e Paulo Santos foi o narrador.

Ficamos amigos, eu era amarradão em jazz, e ele me dava verdadeiras aulas tocando faixas de sua enorme discoteca. Uma delas, “How High the Moon”, do LP “Ella in Berlin” com Ella Fitzgerald tornou-se uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Apesar de estar apenas com 17 anos, meus pais já estavam acostumados que eu chegasse tarde em casa. Fazia teatro já há 4 anos e muitas vezes ia jantar com pessoal de teatro no “La Gondola” ou na “Fiorentina” que eram restaurantes da classe teatral. Copacabana era um bairro seguro.

Numa destas noites, fui com o Paulo Santos na boite “Bottle’s Bar” no Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova e do jazz. Lá conhecí alguns dos melhores músicos e cantores que este país já teve, Johnny Alf, Silvinha Telles, Leny Andrade, Edson Machado, Tião Neto, Luiz Carlos Vinhas, Tenório Jr., Luizinho Eça, Bebeto, Chico Batera e tantos outros.

Passei a ser frequentador assíduo e quando tinha batida do juizado de menores, me escondia no ar refrigerado.A única pessoa próxima da minha idade de quem me lembro lá é o Antonio Bivar, que se tornou depois um autor teatral genial da “contracultura” brasileira dos anos 60. Mas o Bivar, um tanto mais velho que eu, já era maior de idade.

Fiquei amigo do pessoal, e quando eu chegava o Johnny Alf já atacava “Céu e Mar” que de suas muitas composições lindas era a minha favorita. Entre os seus sets entrava um rapaz que vinha de Niterói mandando um tremendo jazz no piano: Sergio Mendes. Johnny e eu batíamos longos papos sobre tudo. Quando não era o Johnny, era a maravilhosa Silvinha Telles, que me dava carona pra casa no fim da noite (ou no começo da manhã).

Virar noite não era incomum para mim nesta época. Lembro-me de um amanhacer na praia quando o Johhny escreveu numa revista a letra de sua canção “Ilusão atoa” com uma linda dedicatória para mim. Em inglês. Eu fazia IBEU e adorava praticar inglês. Ele também. A revista eu perdi, e a dedicatória esqueci. Mas não o sentimento.

Passaram-se os anos e eu só reencontrei o Johnny em São José do Rio Preto, creio que em 2001, quando fui para um IRContro com amigos de lá e ele estava fazendo um show. Depois do show relembramos tempos há muito passados e botamos uns papos em dia.
Lembro que ele ficou muito supreso por eu ter me tornado locutor esportivo, pois tinha me assistido em teatro.

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida é uma ilha bem distante
Flutuando no oceano na aventura de viver

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Meus desejos são estrelas pequeninhas
Rebrilhando de alegria por alguém que me quer bem

Geralmente o que a gente quer na vida
É preciso esperar pra acontecer
Felizmente a gente encontra alegria
No carinho e devoção de um bem querer

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida, vou passando
Meu amor, eu vou amando
E meu barco vou levando a céu e mar


Alfredo José da Silva, que ficou famoso como Johnny Alf (nome adotado num programa do Paulo Santos) não levou seu barco ao mar. Mas certamente o levou para o céu com o seu dom musical que foi um presente... do céu.

R.I.P. Johnny.

Sunday, February 21, 2010

Porque não quero mais ser nome de troféu.


Tem coisas inesperadas que acontecem na vida da gente. Quando o Orlando Jr. me falou que havia colocado o meu nome no troféu do I Torneio Matogrossense de Futebol Americano em Cuiabá (Os times que disputaram esse torneio formaram na sequência o Cuiabá Arsenal) em 2006, eu agradecí e fiquei surpreso e muito honrado.

Eu estava ainda na minha casa em Bristol, uns 2 ou 3 meses depois da minha última transmissão na ESPN, e como os outros colegas da equipe brasileira cortada, ainda meio chocado e perdido no tempo e no espaço. Pegou muito bem, mas como eu estava físicamente longe foi quase “irreal” na minha percepção. Só quando ví no YouTube o video da reportagem no TVCA Esportes é que acreditei. Por mais maluca que tenha sido a minha reação foi como se o “André José Adler” falado não fosse eu mesmo.

Depois acabei indo para a Hungria, aconteceram as surpresas de acabar comentando NCAA no Sport Klub, envolvimento com a liga de futebol americano de lá, produção de duas temporadas do programa “Touchdown”, e a nao ser por duas reportagens para a ESPN Brasil sobre o Puskas, fiquei completamente fora de cena aqui no Brasil onde eu não vinha desde fevereiro de 2005.

Claro, recebendo mails de fans, scraps no orkut, e sempre ligado na bola oval brasileira. Citando Duda Duarte em jogo da NCAA e o mostrando o Corinthians Steamrollers jogando flag no programa “Touchdown”, E sempre ligado ao pessoal pela Lista Redzone.

Em setembro de 2008, eu estava me preparando para fazer uma visita ao Brasil em outubro e conversando no skype com o meu amigo Fabiano Alves, um dos moderadores da Redzone. Ademir Castro, o Dema do Barigui Crocodiles, havia me convidado para o 1º jogo full pads “a la NFL” do Brasil, que se realizaria em 25 de outubro e eu armei a viagem para estar presente. Fabiano me disse que o SP Storm e o Sorocaba Vipers iriam jogar o 1º jogo de tackle de São Paulo, e que o Mario Lewandoswki, queria aproveitar a minha vinda e chamar o evento de Adler Bowl ou Taça Adler.

O momento em que recebí a placa das mãos de Danilo Müller no Ibirapuera, encarando mil e sei lá pessoas na platéia, com a ESPN, Record, Band Sports, e outras mídias presentes foi de fato incrível. Foi um perfeito substituto ao Oscar que sonhava ganhar quando era ator infantil. Conversei muito, conhecí muita gente de times, o Everaldo Marques, o Paulo Antunes, reví galera que não via há anos e ainda ganhei uma linda camisa do Devilz.

Esta viagem foi um marco na minha vida. Em seguida fui para Joinville onde narrei para o estádio (pela primeira vez na vida) o SC Bowl III entre o Caxias Panzers e o Jaraguá Breakers. A próxima parada foi Rio de Janeiro, visitando parentes e amigos, almoçando com Miguel Lopes e Rodrigo Hermida da AFAB e discutindo novas possibilidades para o futebol americano no Brasil.

Finalmente a ida a Curitiba e o prazer e a honra de narrar o jogo histórico entre o Curitiba Brown Spiders e o Barigui Crocodiles. Silvio Santos Jr. estava lá também e o convidei pra comentar comigo, foi um grande barato! Depois, a reunião ja citada neste blog onde nasceu a semente do Torneio Touchdown, o anúncio da participação de diretores representando vários estados na AFAB, e uma noite de jantar com o time do Spiders e depois drinks com a galera do Crocodiles.

Voltei para a Hungria com a bola oval brasileira na cabeça, depois de contar em Nova York um resumo do que ví por aqui para o Gordon Smeaton, Vice Presidente da NFL International. E voltei com algo mudado dentro de mim. Vontade de fazer mais alguma coisa no Brasil para colaborar para um maior desenvolvimento da bola oval e merecer mais o carinho que recebi por aqui.

O programa “Touchdown” foi um sucesso na Hungria. E logo planejei fazer ele no Brasil de alguma forma, quando se chegasse ao ponto de ter jogos equipados de boa qualidade. Na verdade, o nome Torneio Touchdown me ocorreu para um casamento com um programa, e pela sua despretensão.

Eu já estava apalavrado com Laszlo Toth, presidente da MAFL (a liga húngara), para uma nova temporada do programa em 2009. As edições de 2007 e 2008 levaram mais público para o estádio e os times federados chegariam a 25 em 3 divisões, um fenomeno para um país um pouco menor que o estado de Santa Catarina.

Enquanto isto, o Flavio “Skin” Cardia já estava planejando, com o Mario Lewandovski, fazer um torneio equipado ser uma realidade em 2009. E Flavio me mandou um depoimento no orkut dizendo que queriam a final fosse a Taça Adler II. Distante daqui, não ví porque não principalmente se achassem que ajudaria em marketing de alguma forma, baseado no sucesso do jogo no Ibirapuera.

Com a crise atingindo a economia da Hungria, o patrocínio caiu e foi a deixa para eu dar um salto no escuro e voltar para o Brasil depois de mais de 30 anos, trazendo meus dois cachorros e minhas quinquilharias.

Novamente via Fabiano, que estava ajudando a sistematizar as idéias e formatar um campeonato, recebi convite para participar de sua gestão. Aceitei como Conselheiro.

Cheguei em fins de março e já em abril estava com o Mário em Sorocaba, durante o I Torneio de Seleções, em reunião com representantes de times que assinaram o termo de compromisso de participação.

Depois disto o nosso planejamento do Torneio Touchdown tomou conta de um bocado do meu tempo. Fizemos tudo com muito entusiasmo. Rodei um pouco pelo Brasil fazendo palestras na reunião da ANEFA em Campina Grande, PB e na Clínica do Corinthians em São Paulo, SP.

Chegando junho, Orlando me chama no msn e me dá um link no site do Cuiabá Arsenal para eu ler. Vou e leio:
“Por iniciativa do Running Back Tiagão #37 do Cuiabá Arsenal um novo troféu para o Pantanal Bowl foi criado. A inspiração é o troféu Vince Lombardi, que é entregue à equipe campeã de cada Superbowl. O troféu do Pantanal Bowl foi preparado em madeira. André José Adler. Fundador da lista de discussão REDZONE e ex-narrador da ESPN Internacional, André José Adler é um dos principais incentivadores do Futebol Americano no Brasil e do Cuiabá Arsenal em particular. No primeiro torneio da cidade, que aconteceu em Abril de 2006, Adler emprestou seu nome ao troféu e ajudou na divulgação durante as transmissões das partidas da NFL. Esse torneio foi o embrião do Cuiabá Arsenal e nada mais justo que manter a homenagem ao grande mestre: o troféu do Pantanal Bowl é o Troféu André José Adler.”

Claro que fiquei envaidecido e honrado. Ainda mais sendo iniciativa do Tiagão, um dos melhores jogadores do Brasil. A primeira coisa que fiz foi ligar para o Flavio e para o Mario para contar e dizer que assim não daria mais pé de chamar o troféu do Torneio Touchdown de “Taça Adler”, o que acabaria me facilitando já que além de conselhos aconteceu de eu ter tido um papel muito mais executivo que imaginava no Grupo Gestor, desde intermediar com o RJ Imperadores e o Sorocaba Vipers o adiamento do que seria o 1º jogo do torneio devido à chuvas, quando o Mario estava fora do Brasil, até junto com o Mário conseguir que a final incompleta do torneio se completasse em Sorocaba, graças ao apoio e esforço do Marcos Alexandre do Sorocaba Vipers.

Depois dos telefonemas ao Flavio e ao Mario, rabisquei no site do Cuiabá Arsenal:
“Troféu Xárá

1 Seg, 08 de Junho de 2009 08:05

Eu fiquei sem palavras por um bom tempo quando o Orlando me deixou um recado para ver esta página. No primeiro jogo em Cuiabá, quando a taça teve meu nome, eu estava nos Estados Unidos. E por mais honrado que fiquei na época, a ficha não caiu total. Ano passado, em São Paulo, quando o São Paulo Storm e o Sorocaba Vipers disputaram o primeiro jogo de tackle do estado e chamaram de Adler Bowl, eu vim da Hungria e recebí honrado a placa comemorativa no Ibirapuera cheio. Pareceu que eu estava dentro de um filme.Ontem, quando lí esta notícia, eu fiquei sem palavras por um bom tempo. Um troféu rotativo me lembra hockey, NHL, Stanley Cup. Me enchi de orgulho e mandei o link pra minha família e alguns amigos mais próximos. Orgulhoso e ao mesmo tempo encabulado. Ainda mais que o Pantanal Bowl tem a reputação de ser o torneio mais organizado do Brasil, e eu estarei presente pela primeira vez. Devo ter feito e estar fazendo alguma coisa para estar merecendo isto. Só me dá vontade de fazer mais e colaborar para o crescimento no Brasil de um esporte em cuja essencia eu acredito. Um esporte que dá chances para qualquer um ter o seu lugar num time. Obrigado Orlando. Obrigado Tiagão. Obrigado Cuiaba Arsenal.Confesso também que estou curioso pra saber se o Troféu "Xárá" vai ficar no Mato Grosso este ano, se vai para Brasília, São Paulo ou Rio! Não estarei sem palavras para narrar. Are you ready for some football? I am! André José Adler”.


O Pantanal Bowl foi um barato, e o Arsenal venceu. Eu entreguei o troféu e descobrí que me deu muito mais felicidade entregar um troféu ao campeão, como entreguei desde então aos campeões do Torneio Touchdown 2009, SC Bowl IV, Carioca Bowl X, e Saquarema Bowl VII, do que o troféu ter o meu nome. Principalmente após ter narrado cada jogada das partidas. Espero repetir isto.

Mas após todos os eventos da temporada de 2009 eu fiz um exame de meus sentimentos e pensamentos. Pesei vaidade e ego. Pesei passado, presente, e futuro. Pesei me sentir honrado e me sentir encabulado. E pesei encerrar carreira e continuar ainda na ativa, como estou.

E profundamente grato ao Mario, SP Storm ao Sorocaba Vipers, AFAB, LPFA (apoiadores da Taça Adler), ao Flavio Cardia pela sua intenção, ao Tiagão, Orlando, e ao Cuiabá Arsenal, pelos momentos de emoção, decidi que daqui para a frente não quero mais ser nome de troféu. Não enquanto estiver vivo. Me complica.

Mas quem sabe, a previsão de Chris Calcinari, um dos Vice Presidentes da ESPN, feita no jantar de despedida da equipe brasileira em Bristol ainda se realiza: Ele disse na mesa que estava comigo, Marco Alfaro, Luciana Quaresma e outros: “O André ainda acaba nome de estádio de futebol americano no Brasil, pelo tanto que ele levanta a bandeira aqui na ESPN e na NFL!”.

Um estádio de futebol americano no Brasil? Hmmm... Isto sim, eu gostaria de ver de qualquer maneira. Mesmo que tenha meu nome. Dane-se qualquer modéstia!

De qualquer modo, a homenagem que a AFAB me fez em 2005 me nomeando embaixador, e me presenteando inclusive com um vidrinho com areia da Praia de Copacabana, sem marketing ou presença de mídia, mas com muitos jogadores, família e amigos, já teria me premiado uma carreira.

Eu sei as coisas que fiz, que estou fazendo, e que ainda quero fazer pelo desenvolvimento do futebol americano no Brasil. Por isto, cada vez que vejo uma bola oval em mãos brasileiras eu me sinto recompensado.


Links relacionados:
http://www.youtube.com/watch?v=na8jdxe_f6E
http://www.youtube.com/watch?v=UWh7XgeHBPc
http://www.youtube.com/watch?v=Ts8grx0p0oQ
http://www.youtube.com/watch?v=5SFGNB21lNQ
http://www.youtube.com/watch?v=OInbiUo2H_g
http://www.youtube.com/watch?v=Cl5eI51mhYI
http://www.touchdown.net/redzone
http://www.youtube.com/watch?v=c_g32uRllc4
http://www.mafl.hu
http://www.sportmedia.hu/amerikaifoci/videok/index.php?nyitott=
http://www.cuiabaarsenal.com.br/pantanal-bowl/pantanal-bowl-iii-2009/pantanal-bowl-ganha-trofeu-de-posse-provisoria.html

Wednesday, February 17, 2010

Carta aberta da AFAB para a Revista ESPN

A Revista ESPN publicou uma matéria excelente sobre o Torneio Touchdown. No entanto há nelas algumas omissões e informações incorretas. Miguel Lopes, Diretor Executivo da AFAB esclarece:

DA: AFAB
AO: EDITOR DA REVISTA ESPN
Em nome da Associação de Futebol Americano do Brasil, venho parabenizar os responsáveis pela revista ESPN pelo excelente trabalho desenvolvido. Um trabalho busca excelência na qualidade da impressão, nas fotos e principalmente isenção e correção de seus textos.

Cabe também agradecer aos senhores pelo espaço dado a pratica do futebol americano no Brasil, a ESPN continua sendo um parceiro fundamental para a divulgação de nossas atividades, garantindo assim o continuo crescimento do esporte no Brasil.

Olhando para a reportagem, “O Nosso Super Bowl” como um parceiro que deseja auxiliar na busca da excelência do trabalho desenvolvido pela revista me sinto na obrigação de corrigir algumas das informações veiculadas nesta reportagem.

Comecemos por esclarecer a idealização do Torneio Touchdown, a primeira vez que tal idéia foi apresentada em publico ocorreu em um evento organizado em Curitiba, onde duas equipes locais, o Crocodiles e o Brown Spiders realizaram sua primeira partida totalmente equipadas. Terminada a partida, foi realizada uma reunião onde estavam presentes representantes da AFAB, das duas equipes, da futura Liga Paranaense, o senhor André José Adler e o senhor Mario Levandowski. Durante esta reunião o senhor André externou sua idéia de desenvolver um torneio envolvendo equipes convidadas as quais deveriam vir de diversos estados e serem capaz de despertar o interesse do publico brasileiro pelo esporte. Imediatamente o senhor Mario se mostrou interessado e juntos começaram a organizar o Torneio Touchdown 2009. Tal fato ocorreu alguns meses antes do Torneio de Seleções, momento no qual mais times foram chamados a participar do Torneio.

Outro ponto que deve ficar claro é que a AFAB sempre procurou apoiar naquilo que lhe foi solicitada, porem toda a responsabilidade e mérito pela organização do Torneio cabe ao Comitê Gestor do Torneio, o qual era formado por representantes de alguns times e o senhor André José Adler. Unicamente para facilitar a comunicação entre o Conselho Gestor e a AFAB mantínhamos um assento como ouvintes no Conselho Gestor. No caso especifico do Torneio de 2009 foi solicitada a AFAB que apoiasse o Torneio nas áreas: arbitral e disciplinar, itens sobre os quais assumimos nossa responsabilidade, porem em momento algum escolhemos ou designamos campos para realização das partidas ou qualquer outro item relativo a organização do evento.

Um ultimo ponto que julgo de grande importância colocar diz respeito na classificação do Torneio como um Campeonato Brasileiro. Seja formal ou seja informalmente vemos tal classificação como totalmente equivocada. Em nosso entendimento um Torneio em que só podem participar equipes convidadas, onde a definição das equipes a serem convidadas e feita por um pequeno grupo de pessoas, onde o Grupo Gestor não tem um representatividade nacional e principalmente por não ser este o objetivo do Torneio. Que fique claro a AFAB apoiou e reconhece a grande contribuição trazida pela realização do Torneio em 2009.

Mais uma vez agradeço o apreço que a ESPN tem com o futebol americano no Brasil e esperamos ter contribuído de forma positiva para o belo trabalho que vem sendo desenvolvido pela Revista ESPN.


Miguel Lopes
Diretor Executivo
Associação de Futebol Americano do Brasil



Os presentes na reunião em Curitiba: De pé comigo: Rodrigo Hermida, Miguel Lopes (AFAB) Nilo Tavares (Barigui Crocodiles), Fernando Boing (LCFA), Adan Rodrigues (Crocodiles), Romenito Siewerdt (Joinville Gladiators), Mário Lewandowski (São Paulo Storm) Agachados: Marcio Alves (Curitiba Brown Spiders), David Pereira (Hurricanes), Rodrigo Proença (Brown Spiders)

Sunday, February 14, 2010

A “Hiperbola” Oval Brasileira






Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que incide quando há demasia propositada num conceito expressa, de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma idéia aumentada do autêntico.
Fonte: Wikipedia





O que é mais pretencioso? O pessoal nos Estados Unidos declarar o vencedor do Super Bowl como “Campeão Mundial” num campeonato que envolve apenas um país, ou campeonatos como o da NBB que em 2009 teve a representação de apenas 8 estados, ser o Campeonato Brasileiro de Basquete?

Eu estava relendo alguns artigos publicados em 2009 sobre o Torneio Touchdown, e por mais lisonjeiro que seja, apelidos como “Brasileirão” de Futebol Americano, Nacional de Bola Oval, Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, não expressam a realidade de um torneio com a participação de apenas 6 unidades federativas.

Para que a hiperbóle? Num país com 26 estados e um distrito federal, eu acho que qualquer campeonato para ser considerado o “brasileiro” da modalidade deve ter por baixo a representatividade de ao menos 50% deste nosso imenso país.

Se eu não pensasse assim me sentiria injustiçando o nordeste por exemplo. Como se os esforços e o jogo de mais de 25 times não contassem porque os equipamentos ainda não entraram em jogo por lá. E Manaus? E o resto do Norte?
E o resto do leste e do centro do país?

Acho que o Torneio Touchdown abriu as portas da popularização da bola oval, e de 8 times. Maravilha. Mas estamos apenas começando. Temos mais que melhorar o nível dos jogos, e claro do espetáculo dos eventos. Temos que apoiar todas as iniciativas regionais, na esperança que em poucos anos possamos ter um campeonato de futebol americano tão representativo que possamos com orgulho chamá-lo de “Brasileiro” sem alienar ou ofender estados.

Até lá, vamos promover jogos amistosos, torneios, “bowls”, campeonatos. Até lá eu prefiro chamar o Torneio Touchdown (se preciso for) pelo apelido de Campeonato Pan Estadual de Futebol Americano!

A bola é sua!

André José Adler

PS: Federações estaduais de jiu-jitsu no Brasil:

AC | AL | AP | AM | BA | CE | DF | ES | GO | MG | PA | PB | PR | PE | PI | RJ | RN | RS | RO | RR | SC | SP | SE | TO

Fonte: Wikipedia

Tuesday, February 2, 2010

Filosofia do Torneio Touchdown

Após o sucesso do Torneio Touchdown 2009, que deu a oportunidade para 8 times jogarem pela primeira vez um campeonato multi-estadual, e ajudou a projetar a Bola Oval brasileira à uma visibilidade histórica, o Torneio Touchdown II espera dar mais um passo para a popularização da prática do futebol americano jogado no Brasil, e de seu apelo para o maior número de espectadores possíveis.

Os times pioneiros do ano passado optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.

Criou-se a oportunidade para o Torneio Touchdown 2010 possibilitar a entrada de 8 times que terão a mesma oportunidade de estréia e desenvolvimento que tiveram o Gladiators, Crocodiles, Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, Arsenal, Vipers, Storm, e o campeão RJ Imperadores.

Reconhecendo que a dimensão do Torneio Touchdown requer o apoio administrativo e legitimizador de uma liga, o caminho natural foi levar o TT 2010 para a única liga brasileira de escopo nacional, já reconhecida pelo Ministério dos Esportes e pelos orgãos internacionais de futebol americano, a AFAB.

Assim como a missão da AFAB é o desenvolvimento deste esporte em todos os níveis desde a sua base, e o apoio à todas as iniciativas legítimas que ocorrem no Brasil, a filosofia do Torneio Touchdown é o de criar oportunidades para mais times e ser um momento desta história de um esporte que certamente achará seus próprios caminhos.

Na medida que os campeonatos estaduais vão se desenvolvendo pelo país, a visão de um verdadeiro e representativo campeonato nacional com os campeões de cada estado parece se tornar uma probabilidade futura.

Enquanto não chegamos à um número de times equipados e capazes para um “brasileirão”, ou um modelo Liga da UEFA que seja, o Torneio Touchdown fará sentido criando lado à lado com novos times os jogos e eventos esportivos que ano à ano vao aumentando a atenção para a bola oval.

O Torneio é um “invitational”. Uma vez identificados times de qualidade e boa administração capazes de ter emocionantes rivalidades dentro do campo, e união de esforços fora dele, estes times são convidados.

Bons estádios, transmissão ao vivo pela internet, estátisticas de jogo serão fundamentais para interessar ao público e eventuais patrocinadores.

Entendendo as nossas realidades, qualquer associação de time com clube de futebol, instituição de ensino particular, ou empresas não serão tomadas em conta preconceituosamente, assim como não serão fator determinante de inclusão.

Paralelamente, o Torneio Touchdown apoia todas as iniciativas de formação de novos times no Brasil, e novos torneios, bowls, campeonatos.

Quanto mais... melhor!