Monday, March 28, 2011

Contando Histórias Antigas e do Momento

Cassio Cardoso fez uma entrevista com boas perguntas para o Mockup Magazine, e como conto histórias que não contei antes, e pela variedade de assuntos, reproduzo aqui, com a sua autorizaçao, as perguntas e respostas para os leitores habituais do meu blog tão bisexto. A original, com abertura e fotos ilustrativas pode ser lida na Mockup começando na página 33.



- Falando de NFL, qual foi sua sensação ao transmitir o primeiro jogo? O quanto você já entendia do jogo nesse momento?

Eu me preparei, o pouco que pude, para a minha primeira transmissão em 1992 e confesso não lembrar qual foi o jogo. Acho que a sensação foi uma mistura de alívio por ter terminado, e de incompetência. Por outro lado percebi certa magia neste esporte e isto me incentivou e eu me determinei a aprender a transmitir.

- E a experiência de um Super Bowl? Como é estar narrando o jogo ao vivo do estádio?

Boa pergunta, e terá uma longa resposta. De 8 Super Bowls que narrei, 3 foram do estádio. O primeiro foi em 31 de janeiro de 1993, o Super Bowl XXVII, em Pasadena, Califórnia. A semana foi mágica, toda a preparação, coquetel para a imprensa internacional com direito a papinho com Joe Namath, e outros grandes astros do esporte. Me senti um menino num parque de diversões. Em coletiva, ousei levantar a voz e fazer uma pergunta ao Marv Levy, então técnico do Buffalo Bills e hoje membro do Pro Football Hall of Fame. Era num auditório enorme e as perguntas estavam sendo feitas por jornalistas altamente especializados. Perguntei como ele explicaria para o brasileiro, acostumado com o futebol da bola redonda, a beleza do esporte do futebol americano. Antes de responder, ele me agradeceu dizendo que foi a primeira pergunta que não foi repetição do que haviam perguntado à ele durante toda a semana. Isso tirou risadas e aplausos e eu me senti com a maior moral. Ele gostou da pergunta e eu também, pois a repeti através dos anos para vários técnicos e jogadores da NFL.

O jogo em si foi uma lavada de 52-17 do Dallas Cowboys sobre o Bills. Com um público de quase 100 mil pessoas, me senti privilegiado em estar presente. Confesso que tanto eu quanto o meu parceiro Ivan Zimmermann aprendemos um bocado depois. Uma carta de telespectador que chegou à ESPN nos caracterizava como dois turistas narrando o Super Bowl, e provavelmente a definição foi absolutamente certa.

Mas além de curtir no Rose Bowl o show do intervalo com Michael Jackson, no ápice de sua carreira, a lembrança que mais me marcou foi ver o RB Emmit Smith ao vivo. Lembro que o comparei à um carro manual que sai de uma primeira e engata logo uma quinta sem passar pelas outras marchas. Eletrizante! Hoje, aposentado e já no Hall da Fama, ainda mantém o recorde de jardas corridas na NFL com 18355 percorridas. São mais de 16 mil kms em campos de futebol americano

Depois deste, narrei dos estúdios em Bristol, o SuperBowl XXIX (San Francisco 49ers 49–26 San Diego Chargers), o Super Bowl XXX (Dallas Cowboys 27-17 Pittsburgh Steelers) e finalmente em 30 de janeiro de 2000 voltei ao grande palco, desta vez com Roberto Figueroa, para narrar o Super Bowl XXXIV direto do Georgia Dome em Atlanta, Georgia. Ótima maneira de começar o século 21. Fomos às coletivas nos hotéis, gravamos promos a semana toda, e no dia do jogo estávamos bem preparados. Ray Charles, um dos ídolos da minha adolescência cantando na abertura foi um toque especial. A estrutura oferecida é fenomenal. Estatísticas sempre atualizadas num monitor ajudavam a gente a colorir a transmissão. Mas o melhor mesmo foi o jogo. Kurt Warner, que era o QB do St. Louis Rams dando show, a defesa do Tennessee Titans segurando bem no 1º tempo, até que depois do intervalo pegou fogo o duelo.

E quanta emoção no finalzinho! Com o Rams liderando por 23-16 no placar, o Titans chegou na linha de 10 jardas do rival com 6 segundos para o final, e o WR Kevin Dyson poderia empatar mas recebeu um tackle do LB Mike Jones do Rams e ficou à uma jarda da endzone. Que emoção! Certamente um dos melhores jogos que já narrei, e sem dúvida o mais emocionante Super Bowl.

No ano seguinte, Figueroa e eu fomos para a Flórida, para narrar o Super Bowl XXXV diretamente do Raymond James Stadium, em Tampa. Novamente a vibrante movimentação do Media Day, as conversas com jogadores e Tiki Barber me contando que jogou um pouco de futebol na escola, mas o evento extra jogo mais marcante para mim foi sem dúvida uma conferência para a mídia internacional aberta pelo Comissário Paul Tagliabue, e conduzida pelo então Vice Presidente da NFL Internacional Doug Quinn.

Vários países estavam sendo comentados e eu cochichei para o Roberto que eu ia falar em Brasil. Ele deu moral, e eu me apresentei e informei aos presentes que a NFL era discutida na Lista Redzone na internet, que tinha mais de 200 membros (fundei a lista em 1998 e hoje tem quase 2600 membros), e que se jogava futebol americano nas praias cariocas e flag em São Paulo. O nome Carioca Bowl teve logo um impacto e o Mr. Quinn lá mesmo me colocou em contato com o representante da NFL para o México. Como resultado disto vim meses depois ao Brasil, trazendo dezenas de bolas e flags que distribui no Rio e em São Paulo, um troféu oferecido pela NFL para o campeão do Carioca Bowl, e produzi para a NFL Films uma reportagem exibida em cerca de 180 países (http://www.youtube.com/watch?v=fE2MfSGw-Fo).

O jogo em si, entre o New York Giants e o Baltimore Ravens foi muito fraco. O Giants estava péssimo e a defesa do Ravens, comandada pelo Ray Lewis estava ótima. Mas a emoção e vibração de Super Bowl estava presente. O Ravens ganhou fácil por 34–7 e no dia seguinte fui para Orlando curtir um pouco na Disneyworld.

Aquele acabaria sendo o último Super Bowl que narraria de um estádio. Narrei ainda os Super Bowls XXXVII (Tampa Bay Buccaneers 48–21 Oakland Raiders ), XXXVIII (New England Patriots 32–29 Carolina Panthers ) e no Super Bowl XXXIX fui para Jacksonville e passei a semana gravando matérias para a ESPN Brasil, mas como naquele ano os direitos eram de outra rede tive que me contentar em ser espectador da vitória do New England Patriots por 24–21 sobre o Philadelphia Eagles no Alltel Stadium.

Mais estranho para mim foi o último que narrei, o Super Bowl XL. Passei a semana toda em Detroit, fazendo matérias e entrevistando Ben Roethlisberger, Hines Ward, Jerome Bettis, Bill Cowher, Mike Holmgren, muitos outros jogadores, e até Mick Jagger (tem isto no youtube), mas no sábado tive que voar de volta para Connecticut para narrar, ao lado de Marco Alfaro, a vitória do Pittsburgh Steelers por 21–10 sobre o Seattle Seahawks. A ESPN não havia reservado cabine no Ford Field para a narração para o Brasil. Confesso que foi frustrante, mas valeu porque deu para enriquecer a transmissão assim mesmo.

- Agora proponho um bom exercício de imaginação. Você acha que se Peyton Manning e Tom Brady tivessem jogado na década de 70 e 80, o que jogam hoje. E atualmente tivéssemos Dan Marino, Joe Montana jogando o que jogaram no passado, a comparação entre eles seria feita de forma diferente?

Eu não os comparo. Manning já passou Montana em estatísticas de passe, mas não passou Marino, que dos quatro citados é o único que não ganhou um Super Bowl. Brady joga com uma estrutura montada privilegiadamente para ele, e mesmo sendo ótimo perde em criatividade. Comparar como? Por números ou pela arte da performance esportiva de cada um?


- Como sua experiência anterior na TV ajudou na hora de se tornar narrador?


Foi fundamental. Eu nunca fui atleta e não vinha de um background de ávido fan de esportes. Comecei usando as técnicas de televisão e teatro que aprendi desde menino quando comecei como ator na TV Tupi do Rio de Janeiro. Acho que criei o personagem “locutor esportivo” baseado nisso. Depois, ao descobrir cada vez mais o que há de fascinante numa imensa variedade de esportes, “virei” o personagem.

- Ainda sobre o assunto, qual a melhor história dos tempos de ator?

Para quem trabalhou ainda adolescente com grandes damas do teatro brasileiro como Alda Garrido, Dulcina de Moraes e Fernanda Montenegro, e depois fez teatro político com o Teatro de Arena de São Paulo e o Grupo Opinião, e anos depois em Nova York off-off Broadway fica difícil escolher pois são tantas. Então escolho a mais recente. Ano passado fiz um personagem, o chefe do correio, no filme “O Carteiro” dirigido pelo Reginaldo Faria, filmado em Vale Vêneto no RS, e que vai ser lançado este ano. Reginaldo é meu melhor amigo. Escrevi com ele o roteiro do primeiro filme que dirigiu, “Os Paqueras”, em 1969. Há uma cena em que contraceno com dois de seus três filhos, o Marcelo (que conheci no dia em que nasceu) e o Candé que faz o papel-título. A primeira cena que filmei é uma que vai aparecer lá pelo fim do filme e na qual eu sou interrogado pelo Delegado, personagem do Marcelo. Foi realmente um lance muito louco me abster dos laços pessoais e me concentrar (ainda mais que há umas 3 décadas não trabalhava como ator). Mas deu pé e a cena ficou muito legal.


- Como também atuou em outras áreas, como diretor e roteirista, entre outros, você já pensou na possibilidade de gravar um filme sobre o desenvolvimento do futebol americano no Brasil?


Já sim. Pensei até em fazer um documentário tipo “making of” do Torneio Touchdown. Mas como eu estou organizando ele nem teria esta opção. Para falar a verdade pensei até em escrever um musical usando o futebol americano como tema. Coreografia com full pads e capacetes ficaria muito bacana, né?

- De todas as entrevistas e reportagens que você fez ao longo de sua carreira, qual foi a melhor em sua opinião? E por que?

Sem dúvida foi a matéria sobre o grande jogador húngaro Ferenc Puskas exibida no Futebol no Mundo, da ESPN Brasil em 2006. Com depoimentos exclusivos do ex-goleiro da Seleção de Ouro da Hungria Gyula Grosics, e do ex-zagueiro Jenö Buzánsky.

Foi logo que o Puskas foi para o hospital. Antes de Pelé ele foi o primeiro grande jogador reconhecido no mundo todo e ídolo da minha infância. O treinador daquela seleção, Gyula Mándi, que trabalhava com o técnico Gusztáv Sebes naquele time que entrou para a história do futebol como os “Magníficos Magiares”, foi técnico do América em 1958, e era amigo do meu pai. Jantava duas, três vezes por semana lá em casa. Com isto consegui altos papos com o Grosics e o Buzánski, maiores que caberiam na matéria. Gravamos tudo em um dia que parecia ter 48 horas. Começando com a entrevista do Grosics num hotel em Buda, na porta do hospital onde o Puskas estava internado, na casa do Buzánsky em Dombóvár, uma cidadezinha que fica a 50 kms de Budapest, e depois de volta para gravar no Népstadion, renomeado em 2002 como Estádio Ferenc Puskas em Pest, e depois à beira do Rio Danúbio novamente em Buda. A matéria está no youtube em http://www.youtube.com/watch?v=UWh7XgeHBPc . Algum tempo depois caberia à mim informar ao vivo pelo telefone o falecimento do grande jogador no “Bate Bola”.

- Nas transmissões você sempre foi muito correto, e nunca torceu por ninguém. Já hoje em dia, você revela seu time numa boa? Qual time é? E por que você torce por ele?

Em 1994 eu tive a intuição que o Brasil iria ganhar a Copa do Mundo, que o New York Rangers iria ganhar a Copa Stanley depois de 54 anos, e que o San Francisco 49ers iria vencer o Super Bowl. Declarei isto na redação e fui até mal visto por vários colegas, pois fora a Copa, os outros dois palpites pareciam absurdos. Narrei a Stanley com a vitória do Rangers, e depois o Super Bowl e a vitória do Niners. Steve Young foi um QB fenomenal, um prazer de ver jogar com a sua liderança, presença de espírito e variedade de habilidades. Passando para Jerry Rice, dando para Ricky Watters correr com a bola ou correndo ele mesmo. Acho que comecei a torcer para mim mesmo, para que eu acertasse os meus palpites. Infelizmente desde então o 49ers não se acertou mais. Mas durante transmissões isto nunca teve peso, pois torço mais pelo meu trabalho e sempre achei que o público merecia imparcialidade. Não me é difícil ser imparcial porque acho o esporte mais importante que qualquer time.

- Após tanto tempo trabalhando, tanto na TV, e agora com o futebol americano aqui no Brasil, qual sua motivação para seguir na estrada?

É uma coisa que vem lá de dentro. Continuo com tesão de participar, de fazer coisas legais acontecerem. E como posso e faço, vou seguindo na estrada.

- Existe algum sonho que você ainda queira realizar?

Já estive em 28 países, conheci várias culturas. Sobram muitos ainda. Gostaria de gritar um touchdown no Maracanã (já fiz isto em Vila Belmiro). Ganhar um Oscar já ficou difícil, hehehe!

- Falando um pouco do futebol americano do Brasil. Você acha que estamos no caminho certo para que o esporte cresça e se torne popular aqui?

Só nestes dois anos que estou aqui no Brasil, já vi e participei de um boom que ninguém sonhava. O futebol americano está aparecendo no mapa e acho que o caminho certo mesmo vai aparecer como decorrência dos bons caminhos que estamos seguindo. E talvez dos descaminhos que vão se provando errados.

- Você acha que no futuro poderemos ter uma competição de nível nacional, que atraia televisão, mídia, patrocinadores? Não no nível do campeonato brasileiro, mas algo organizado e que chame a atenção do público, como a NBB vem fazendo, por exemplo?

Teremos este ano três competições interestaduais, com a entrada do nordeste e a nova liga LINEFA. Em 2009 foi uma. Em 2010 foram duas, sendo que o Torneio Touchdown foi a menor e atraiu um apoio de mídia sensacional e 10 mil espectadores. Este ano, com 16 times, o TTD será o maior campeonato brasileiro e espero que seja mais um passo em frente. É questão de tempo e patrocinadores perspicazes vão perceber o seu potencial.

- Com os constantes e já quase "de-lei" jogos fora dos EUA na temporada regular (como é o caso do jogo em Wembley), o quanto você acha que o Brasil está longe de sediar um jogo da NFL?

Em outubro de 2008 eu tive, em Nova York, uma reunião de uma hora e pouco com o então Vice Presidente da NFL International, Gordon Smeaton. Inglaterra, México, China estão entre as prioridades da NFL. De qualquer modo acredito que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão um teste real sobre a capacidade do Brasil para anfitriar grandes eventos internacionais. Um jogo de pré-temporada no Maracanã chegou à ser considerado por uma gestão anterior da NFL que até mandou uma comissão aqui pouco depois da virada do século, mas foi desencorajada pelos seus próprios contatos no Brasil. Diga-se a verdade, todos dirigentes ou envolvidos no futebol.

- Esse grande número de ligas no Brasil, e Associações organizadoras de competições. Em sua opinião é benéfica para o crescimento do esporte, ou deveriam começar a repensar esse formato?

O crescimento vem sendo grande e desordenado. Filosofias diferentes e discordantes. Interesses variados. Mas o próprio país funciona assim. De qualquer modo, sem contar com os campeonatos estaduais, desafios regionais, flag, campeonatos na areia, teremos este ano mais de 100 partidas equipadas de âmbito interestadual que serão disputadas no Brasil. E este será apenas o terceiro ano no qual se joga o futebol americano devidamente equipado. Assim como aprendemos ou não em 2009 e 2010, aprenderemos ou não em 2011. Qualquer hora todo mundo aprende e a bola oval vai achar e fazer seu caminho ou caminhos no Brasil. Mas não podemos nos queixar. Estamos indo bem.

- Com a experiência de duas competições anteriores, e partindo para a 3ª edição do Torneio Touchdown agora em 2011, qual você acha que é a maior dificuldade em se organizar um torneio de nível nacional aqui no Brasil?


Disponibilidade de pessoal e custos. Buscamos fazer nível profissional com amadores, e agora me refiro ao amadorismo fora do campo também. São todos heróis apaixonados que futuras gerações terão que homenagear.

- Você já teve alguma idéia que infelizmente não pode ser colocada em prática no TTD?

Muitas! Obrigatoriedade de estatísticas, afinal é um jogo de números. Transmissões de qualidade pela internet. Shows de abertura e intervalo em todos os jogos. Mas acredito que é melhor ir fazendo o que pudermos sem prometer do que prometer e não cumprir ou fazer meia boca.

- Você acha que o esquema de parceria dos clubes de futebol, com os times de futebol americano, um bom caminho para atrairmos cada vez mais interessados para o esporte?


Certamente é um dos caminhos que devem continuar a ser explorado. Corinthians, Vasco, Santos, Botafogo, Fluminense, Palmeiras, Portuguesa, América, e Coritiba já estão envolvidos com as diversas modalidades da bola oval. Uns poucos oferecendo já certa estrutura, outros apenas nominalmente. Universidades já começam a se interessar e isto pode ser um excelente caminho também. Não devemos esquecer que o futebol americano teve o seu começo nos Estados Unidos no século 19 em universidades e o College Football bomba!

Friday, February 18, 2011

AOS TIMES DO TORNEIO TOUCHDOWN III - 2011


Esta carta, enviada em 28 de Janeiro deste ano para os representantes dos times, torna-se aqui aberta.



Pessoal,

Obrigado ao, Jaraguá Breakers, Vila Velha Tritões, Vasco Patriotas, Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, samurais e grandes parceiros do Torneio Touchdown 2010. Obrigado ao Tubarões do Cerrado, do elenco do pioneiro Torneio Touchdown 2009, que voltam para casa e a encontrarão ainda mais acolhedora. Obrigado ao Corinthians Steamrollers, usando este ano a sua chave da porta e entrando enfim.

Obrigado ao Santos Tsunami que nos abriu as portas para uma final em Vila Belmiro no ano passado que já está na história do esporte, e agora é peixe na nossa rede. Obrigado ao Timbó Rhinos que nos escolheu para a sua segunda investida em campeonato nacional. Obrigado ao Uberlândia Lobos por enfim farejar a melhor trilha para a sua
alcatéia.

Obrigado ao Sorocaba Eagles por virem sair do ninho no TTD, ao Botafogo Mamutes por nos fazer a sua praia de estréia em grama, ao Curitiba Predadores que vai estreiar no paranaense e já mergulhar de cabeça na nossa onda, ao Corupá Buffalos que encantou a todos com umvideo, e traz a sua manada para os nossos pastos, ao ABC Corsarios que viu nossa final de camarote e agora quer sair do conforto para o
campo.

Obrigado ao pioneiro do flag paulista São Paulo Sharks e ao Ribeirão Preto Challengers que nos honram com uma garra e vontade tão grande que disputarão uma vaga no torneio deste ano em campo, mas ambos já adquiriram o seu lugar entre nós.


Em 2008, após narrar o histórico jogo equipado entre o Brown Spiders e o Crocodiles em Curitiba, entusiamado com o que ví acontecer, propus a idéia de um campeonato nacional equipado como o que acompanhei em 3 temporadas na Hungria, nas duas últimas produzindo, apresentando e dirigindo um programa chamado “Touchdown”que divulgou muito a bola oval naquele país. Disto surgiu a idéia de um “Torneio Touchdown”, esperançoso que eu pudesse fazer o mesmo aqui, em voltando após 30 anos no exterior. Esta proposta foi feita numa reunião com dirigentes de times (David, do Hurricanes, estava lá) e da AFAB.

Voltei para Budapest, e logo fui informado que havia um movimento para a formação de um campeonato, e fui convidado à participar do seu Grupo Gestor. Como a MAFL, a liga húngara, não conseguiu o mesmo acordo que tinha com o canal SportKlub, onde eu já comentava jogos da NCAA desde 2006 e nem patrocinador, a tentação de vir para o Brasil aumentou. Decidí e aceitei participar do Grupo Gestor como Conselheiro.

No Torneio de Seleções de 2009 em Sorocaba, Mario Lewandowski teve a iniciativa de me levar para uma reunião com times que teriam equipamentos e disposição para jogar um campeonato para dar credibilidade com a minha presença e obter um termo de compromisso que foi lavrado. Nesta reunião eu insistí que o campeonato se chamasse
Torneio Touchdown, apontando que marcaria mais que simplesmente ‘campeonato brasileiro de futebol americano’, já que temos campeonato brasileiro de tudo.

Como creio que todos sabem, a minha vivência anterior com esportes foi como narrador na ESPN Internacional e no Sportklub, desde 1992. Mas na Hungria, acompanhei de perto o trabalho do presidente da liga local de quem fiquei amigo e até mesmo conselheiro quando pedido. Somando isto a minha experiencia em televisão, teatro, rádio, cinema e publicidade em frente e atrás das cameras, e produção também nestas áreas, acreditei que poderia ser um bom conselheiro,e também me esforcei para conseguir o máximo de divulgação para o torneio.

Vendí para a ESPN a idéia de reportagens para The Book is on the Table, e a verba
com a qual queriam que eu fizesse 4 desdobrei para 8 para dar o máximo de visibilidade. Nas primeiras matérias, apenas times que pudessem custear minhas viagens e captação de imagens apareceram. Depois, a ESPN abriu a mão e assumiu meus custos de viagens e forneceu equipe para gravação e chegamos à 12 matérias. Foi legal, mas não levou gente para os nossos estádios.

Durante o campeonato de 2009 eu acabei tendo uma função mais executiva como conselheiro, pois a estrutura do Grupo Gestor com 4 membros representando 8, seus adversários, deixou a desejar em comprometimento e eficiência.

Propus aos 8 times algumas novidades para 2010, entre elas que não houvesse um grupo gestor representando seus adversários, mas que cada um e todos os times tivessem voz ativa nos seus interesses.

Uma idéia que agradou à muitos, mas alguns membros do grupo gestor perceberam
que haveria uma diluição de poder e fizeram um complô pelas minhas costas para me excluir de um campeonato que eu mesmo havia idealizado em Curitiba, alegando oficialmente que só os times deveriam gerir, e nos bastidores propagando falsidades à meu respeito com o incentivo de algumas aves de rapina que já rondam o nosso precário esporte. Os mesmos que me adulavam colocando meu nome em taças e troféus, quando isto daria mais visibilidade na mídia, me golpeavam pelas costas.

Apenas não me conheciam o bastante para saber que aos 66 anos, ainda sou guerreiro nas coisas que acredito. Até então eu confiava em todo mundo, mas após o choque eu registrei no INPI o nome “Torneio Touchdown” antes que algum espertalhão o fizesse.

Mas o nome sem times pode ser interessante mas não é nada, não é um campeonato. E apostando na filosofia de um campeonato com a participação ativa dos times que nele estivessem, busquei o apoio da AFAB numa reunião com o Miguel Lopes e o Rodrigo Hermida o obtive.

Isto me incentivou a convidar times e sete deles tiveram fé e coragem bastante para acontecer a segunda edição do torneio em 2010.

Os resultados de cada uma destas filosofias de gestão ficaram personificados através de seus respectivos campeões no fim do ano.

Mais uma vez quero declarar o que muitos sabem. Acho que os jogos com a bola oval são mais importantes que qualquer campeonato, acredito nesta alternativa esportiva à mais para os brasileiros, e gosto de ver ou saber que ela cresce no pais nos gramados e praias, com ou sem equipamentos.

Mas o desenvolvimento do esporte como espetáculo para público é meu
foco. Acredito que patrocinador quer vender. E seu patrocínio dependerá da presença de público, seus consumidores, nos estádios. Em 2010 tivemos 10000 espectadores em 17 jogos. Publicamos números sem inflar na miséria e na riqueza. Fossem 100 ou 2100 espectadores.

Conseguimos fazer um belo campeonato em 2010, sem nenhuma desavença relevante, com um ótimo espírito de equipe e dos seus resultados 5 dos times aqui presentes participaram e todos os outros ficaram sabendo.

É com verdadeira humildade, mas com a segurança de saber que consegui fazer o que me propus tendo 7 times participando, que peço a Deus que me dê força, paciencia e sabedoria nas decisões agora que vamos para o Torneio Touchdown III com 16 times jogando. Aprendi em 2009 e usei em 2010. Aprendi em 2010 e quero usar isto e aprender ainda mais em 2011.

Agradeço a fé que vocês estão botando em mim e saibam que deposito a mesma em vocês. Um espírito e atos de colaboração durante o campeonato todo. Sem eles não alcançaremos os nossos objetivos. Temos agora times mais experientes e menos experientes. O equlibrio que permitiu que de fato apesar de um campeão apenas, os times de 2010 possam todos se considerar vencedores.

Sou de fato chato e cobrador nas coisas em que vocês se comprometem e comprometerem. Cada um de nós precisa de disciplina de trabalho e eu também. Tenho que me lembrar que é um esporte amador. Passei a vida trabalhando profissionalmente sendo pago para dar conta do recado, ou pagando para que os outros dessem.

É difícl conseguir qualidade profissional sem um grande capital. Faremos apenas o melhor que pudermos individual e coletivamente. Mas não menos do que o melhor que pudermos.

A bola é sua, a bola é minha, a bola é nossa!

abraços

André José Adler

PS: Encorajo que vocês compartilhem isto tudo com seus jogadores,
essência do nosso esporte.

Tuesday, February 15, 2011

“Rita Bowl”

Em 2009, no primeiro Torneio Touchdown, entraram os times que tinham equipamento ou teriam até a abertura do campeonato. Foram oito. O critério era unicamente este. Em 2010, os times pioneiros optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.

Acreditando numa gestão sem cargos que possam criar sequer uma aparência de parcialidade ou favorecimento para times representados em diretoria por rivais, optei por assumir o Torneio Touchdown II e convidei sete times, “Os Sete Samurais”, para estrearem seguindo esta filosofia.

Com o apoio da AFAB, e sem fazer grandes promessas, mas com clareza nos nossos objetivos e com um grande espírito de colaboração de todos os times conseguimos fazer um campeonato equilibrado e de sucesso maior que o esperado, com excelente apoio de mídia, 10 000 espectadores, e ainda recompensados com a oportunidade de fazer a nossa final em Vila Belmiro. Pessoalmente, ainda posso botar na minha lista de vaidades ter sido o primeiro locutor a narrar um touchdown em estádio de Série A no Brasil.

Durante o ano pensei muitas vezes, que uma vez terminado o torneio, eu encerraria a minha curta carreira de organizador de campeonato, coisa que o Jayson Braga (Sideline Brasil) jamais acreditou e recentemente deu boas risadas ao ver que estava certo.

O sucesso de 2010, o empenho dos times, o interesse de novos times e a decisão de continuação no TTD por parte de cinco dos sete times que o disputaram no ano passado tornaram irresistíveis a vontade de satisfazer aos jogadores de inúmeros times brasileiros que me diziam em scraps e depoimentos no Orkut, twitts e mensagens diretas no twitter, recados pelo Facebook , emails, MSN e até pessoalmente que queriam jogar num Torneio Touchdown 2011.

Abrimos as portas e inscrições. Nosso anfitrião em Vila Belmiro, o Santos Tsunami, já estava no patamar. Com as portas abertas, o Timbó Rhinos, que nos havia presenteado com uma bela arte para a nossa final na Vila, resolveu entrar e tentar novos caminhos conosco. O Corinthians Steamrollers, um dos destaques em organização e criatividade de marketing no ano passado em sua primeira temporada nacional, também veio juntar-se ao grupo de 2010 formado pelo campeão Vila Velha Tritões, o vice Vasco da Gama Patriotas, o Curitiba Hurricanes e sua extraordinária defesa, o Ponta Grossa Phantoms que foi o único time invicto por duas semanas, e o jovem e surpreendente Jaraguá Breakers.

Estávamos com 8 times. Foi quando tivemos a grata satisfação de receber de volta o Tubarões do Cerrado, um dos fundadores do Torneio Touchdown, que fará conosco a sua terceira temporada nacional. Seu time amigo, o Uberlândia Lobos, achou no TTD o seu endereço certo para estréia nacional e veio junto para ser o primeiro time mineiro na história do torneio. Estávamos com 10 e de bom tamanho.

Mas muitos times novos já haviam pedido informações e expressado grande desejo de participar. Bruno Araujo, do Tritões e Ricardo Trigo, do Corinthians me botavam pilha para incluir mais times. OK. Vamos lá. Curitiba Predadores, time novo que vai estrear este ano no Campeonato Paranaense. Sorocaba Eagles, vindo do flag para o tackle. Corupá Buffalos, já com experiência no Campeonato Catarinense, que cativou a atenção de todos no FA com um excelente vídeo de apresentação. ABC Corsários, representando uma área onde o futebol americano já ferve há alguns anos. E então veio o Botafogo Mamutes (favorito do meu parceiro Marco Alfaro desde as nossas citações nas transmissões de NFL) , time tradicional das praias cariocas, que vai estrear na grama. Ficamos com 15 e naturalmente mais uma vaga.

Para não exagerar, tínhamos 5 times interessados ainda no “balaio”. Dos cinco, dois pareciam serem os candidatos mais plausíveis por uma série de razões: Ribeirão Preto Challengers, campeão do II Desafio do Triângulo Mineiro, e o São Paulo Sharks, o primeiro time de futebol americano de São Paulo, e o time com maior número de títulos da LPFA, começando também na grama.

Decidir não estava fácil. Conversei com parceiros. Liguei novamente para o Xico do Challengers e o Gabriel do Sharks. Ambos querendo. E eu sofrendo pela indecisão.

A gente nunca sabe de onde vem as respostas ou as boas idéias. O almoço estava quase pronto e Rita, minha sábia empregada (já diarista do Jayson também) me viu com expressão perdida em frente ao computador e perguntou “O que foi, seu André? (ela não me chama de Adler)”. Eu expliquei a situação e ela simplesmente: “Por que o senhor não bota os dois times para disputar jogando?”. Eu me lembrei das histórias em quadrinhos que lia em garoto e uma lâmpada aparecia quando alguém tinha uma idéia. Eu disse... “Rita, você é gênio!”.

Liguei para o pessoal do Challengers e o do Sharks e eles toparam. Assim que anunciei o jogo foi logo carinhosamente apelidado de Rita Bowl!
Portanto, dia 27 de fevereiro, às 14h30min, no Estádio João Meirelles, na Rua Dr. Alfredo Guedes 720, em Tambaú, SP, será disputada a 16ª vaga no TTD 2011, no primeiro evento do Torneio Touchdown III. Pena que só temos mais esta vaga. Quem perder já estará garantido, se quiser, para um provável Torneio Touchdown IV em 2012...

Sendo esta a primeira vez que uma vaga será disputada, já dá para prever um futuro quando um verdadeiro “Brasileirão” será jogado por campeões e vice campeões de estaduais. Até lá que haja campeonatos interestaduais e nacionais para absorver o crescente número de times que se equipam para fazer a bola oval crescer e se estabelecer como um esporte que vai achando o seu caminho no Brasil.

Monday, February 14, 2011

Nem só de bolas redondas vive um clube...


Em sua 3ª edição, o Torneio Touchdown, o pioneiro campeonato brasileiro de futebol americano terá o seu maior elenco até hoje. Com 8 times em 2009, 7 em 2010, e este ano 16 times vão participar do campeonato que surpreendeu à todos com a sua final em Vila Belmiro, pintando divisões de jardas num dos nossos templos sagrados do futebol que Charles Miller trouxe da Inglaterra, mas todos o consideramos há décadas como nosso.

Dos 16 times, 25% são ligados à clubes de futebol: Corinthians Steamrollers, Vasco da Gama Patriotas, Santos Tsunami, e o Botafogo Mamutes. . Em outra liga jogam o Fluminense Imperadores e o Coritiba Crocodiles. Isto sem falar no Palmeiras Locomotives que tem muita experiência na modalidade flag (sem contato) e o América Red Lions que joga nas praias cariocas.

Os times que completam o elenco do Torneio Touchdown III são o Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, Jaraguá Breakers, Timbó Rhinos, Curitiba Predadores, Sorocaba Eagles, Tubarões do Cerrado, Corupá Buffalos, Uberlândia Lobos, e o ABC Corsários.

O sucesso deste torneio é tão crescente que a última vaga será disputada pelo São Paulo Sharks e Ribeirão Preto Challengers no “Rita Bowl” em 27 de fevereiro, às 14:30hs, no Estádio João Meirelles, em Tambaú, SP.

Do jeito que a coisa vai indo é questão de tempo para que os torcedores do Flamengo, São Paulo, Internacional, Atlético (s), Avaí , e outros passem a exigir de seus clubes uma associação com um destes times de futebol americano. Para não ficarem pra trás.

Thursday, January 27, 2011

Elenco Oficial do Torneio Touchdown III é anunciado!


Após o sucesso do Torneio Touchdown e a vitória do Vila Velha Tritões
sobre o Vasco Patriotas na Final em Vila Belmiro, o elenco do
campeonato passa de 7 para 16 times em 2011, sendo o único campeonato
brasileiro de futebol americano que vai contar com 4 equipes
associadas aos grandes clubes de futebol, Vasco, Corinthians,
Botafogo e Santos. O torneio terá início em julho mas já com jogos de
pré-temporada em março e uma novidade na disputa pela última vaga:


Vila VelhaTritões
Vasco da Gama Patriotas
Curitiba Hurricanes
Ponta Grossa Phantoms
Jaraguá Breakers
Santos Tsunami
Corinthians Steamrollers
Timbó Rhinos
Curitiba Predadores
Sorocaba Eagles
Tubarões do Cerrado
Corupá Buffalos
Uberlândia Lobos
ABC Corsários
Botafogo Mamutes

e a última vaga, numa inovação do TTD, será disputada pelo São Paulo
Sharks e Ribeirão Preto Challengers em jogo a ser anunciado em
fevereiro!!!

Outra inovação: Teremos jogos de pré-temporada entre times que não
participam de estaduais!

1 campeão, 16 vencedores!

Saturday, November 20, 2010

A ROTA DO CAMPEÃO!


Há um ano, em 21 de novembro, foram disputadas as semifinais do primeiro campeonato brasileiro de futebol americano, o Torneio Touchdown. Ambas as partidas foram decididas no mesmo dia no Estádio do Ibirapuera em São Paulo.

A primeira, jogada de manhã, entre o São Paulo Storm (3-1) e o Cuiabá Arsenal (2-0) produziu uma prorrogação com os momentos mais eletrizantes do torneio todo e o time paulista acabou ganhando por 28-27.

A segunda semifinal foi entre o RJ Imperadores (hoje Fluminense) (3-1) e o Barigui Crocodiles (3-1) que veio desfalcado de Curitiba para uma partida sob chuva fortíssima que quase acabou com o gramado do Ícaro de Castro Melo e que entrou para a história com o apelido de "Lama Bowl".

O time carioca venceu por 20-0 e seguiu para levar a melhor sobre os paulistas por 14-7, num jogo disputado 50% no dia seguinte e concluiído apenas em 12 de dezembro em Sorocaba. Lá, no estádio da Facens, o Imperadores recebeu o troféu do Torneio Touchdown e tornou-se o 1º Campeão Brasileiro de Futebol Americano, título que ostenta com orgulho desde então.

Neste segundo campeonato, inovamos e decidimos dividir as semifinais em duas cidades. Jogos matutinos se provaram um inconveniente de pouca atração para o público. Originalmente programados para dia 27 e 28, após reflexão decidimos disputá-los no mesmo dia. Um jogo de domingo apresentaria problemas de trabalho, faculdade, etc. para o time visitante na segunda-feira.

Com um campeonato extremamente equilibrado este ano, numa tabela onde todos tiveram oportunidades, nenhum time ficou sem vitória. Sobressaíram-se para a disputa das semifinais os times do Espírito Santo, o Vila Velha Tritões (2-2) que mostrou o ataque mais prolífico e receberá o paranaense Curitiba Hurricanes (2-2) com a defesa menos vasada, o catarinense São José Istepôs (3-1) , de Florianópolis que perdeu apenas a sua primeira partida , e o Vasco da Gama Patriotas (3-1), do Rio de Janeiro, que venceu também as suas últimas três partidas em jogos memoráveis.

Se em 2009 as semifinais foram um marco por terem sido as primeiras, o potencial de qualidade de jogo e espetáculo para público são muito maiores com as partidas disputadas em Florianópolis onde mais de 800 pessoas prestigiaram o Istepôs no Estádio da Academia da PM, e em Vila Velha que atraiu para o Estádio do Tupy cerca de 2450 pessoas nos 2 jogos de mando do Tritões.

Portanto na noite do próximo sábado, dia 27, saberemos quais serão os dois times que irão no dia 11 de dezembro para Vila Belmiro, um dos palcos sagrados do futebol brasileiro. Lá, o anfitrião Santos Tsunami jogará uma preliminar contra o Osasco Soldiers, e às 16 horas começará a disputa pelo Troféu Touchdown Brasil na festa que vai coroar o 2º Campeão Brasileiro de Futebol Americano do Torneio Touchdown.

Friday, November 12, 2010

Vila Belmiro será palco da final do Torneio Touchdown

A Vila Belmiro receberá a primeira partida de futebol americano de sua história no dia 11 de dezembro. O estádio santista será palco da final do Torneio Touchdown (Campeonato Brasileiro da modalidade), organizado pela Liga Touchdown de Futebol Americano, com preliminar do Santos Tsunami. As equipes que farão a decisão ainda não estão definidas.

“Entramos em contato com o organizador desse torneio, o André José Adler, que narrava jogos da NFL na ESPN. Nosso interesse em um primeiro momento era acertar a participação do Santos Tsunami no Torneio Touchdown em 2011. Nessa conversa, falamos sobre a possibilidade de a Vila receber a final. O André gostou da ideia e acertamos tudo com o Departamento de Marketing do clube”, explica o subdiretor da Divisão de Futebol Americano do Peixe, Rodrigo Galvão.

De acordo com o diretor e organizador do Torneio, André Adler, este será um marco para a modalidade no país. “É o melhor Estádio em que já se jogou o torneio no Brasil. O Santos está sendo pioneiro em abrir os olhos para um esporte que vem engatinhando há mais de dez anos”, disse.

Além disso, Adler ainda destaca que o evento será importante não só para a divulgação do time santista da modalidade, mas, também, para o esporte como um todo. “É uma grande oportunidade para lançar o Santos Tsunami e, apesar de outros times também terem essa modalidade oficialmente, o Santos FC é o primeiro que de fato abre as portas do Estádio para um jogo de futebol americano”.

Fonte: Santos Futebol Clube - Site Oficial

Tuesday, November 2, 2010

SUSPENSE! Depois de 11 jogos do Torneio Touchdown

Pessoal,

alguém poderia imaginar que o Torneio Touchdown chegasse a qualidade que está?

Tivemos 11 jogos já. Nenhuma lavada, nenhum jogo ruim!

Fora isto, os 7 times lidam entre si no maior alto astral e sem frescuras.

Temos sido transparentes em declarar público nas vacas gordas e magras. 5250 pessoas assistiram os 11 jogos do TTD até agora. Uma média de 478 pessoas por jogo.

Todas as partidas tiveram play by play no orkut, e algumas transmissões de video surpresa pela internet.

Faltam 3 jogos para a final da temporada regular e temos apenas um semifinalista definido e nem sabemos se como cabeça de chave ou não. 5 times com possibilidades para semifinal. Três irão. E temos apenas 3 jogos pela frente...

Se isto não é um campeonato de primeira, o que que é?

abs
Adler

Friday, October 15, 2010

CARIOCA BOWL, UMA HOMENAGEM AOS PIONEIROS

Numa tarde chuvosa, durante uma visita de férias que fiz ao Rio em 2000, vi o Rio Guardians e o Tijuca Night Hawks, jogando na areia o primeiro Carioca Bowl. O pessoal no Rio tinha inventado um campeonato de bola oval na areia Até então o futebol americano era para mim apenas a NFL e a NCAA.

A Lista Redzone que fundei dois anos antes tinha menos de 10% dos membros que tem hoje, e vários associados com grande conhecimento da NFL haviam desfalcado a lista porque insistiam que ela não aceitasse assuntos relacionados ao futebol americano que começava a ser praticado ainda tímidamente por brasileiros.

Ainda surpreso e encantado com as possibilidades, divulguei a nossa bola oval tanto na lista quanto nas transmissões do SNF e MNF na ESPN.

Em 2001, aproveitei uma oportunidade surgida na semana do Super Bowl XXXV na Flórida e levantei num evento de mídia da NFL Internacional a bandeira do futebol americano jogado nas praias brasileiras. Acabei conseguindo trazer bolas, flags (São Paulo estava já em pleno crescimento no Flag Football, um troféu da NFL para o Carioca Bowl II. E a NFL Films aceitou a minha produção pro-bono de um segmento mostrando o flag em São Paulo e o Carioca Bowl no Rio.

Os anos se passaram, o futebol americano passou a ser práticado de norte a sul e leste a oeste no Brasil e o Carioca Bowl continua. Havia naqueles primórdios um espírito de diversão, um espírito esportivo que com o crescimento do esporte perdeu um bocado de sua pureza. Isto ainda é preservado em muitos e deve ser preservado em todos os jogadores. Não adianta ser um grande jogador e ser uma pessoa pequena. Seu rival é seu parceiro, sem ele não tem jogo. As pessoas que menosprezam são geralmente as mais menosprezáveis como seres humanos.

O bom é que o espírito lúdico ainda se preserva, principalmente nos jogos aonde impera o prazer da prática do esporte acima dos egos. Isto pude observar durante o Carioca Bowl X, no ano passado, quando fiz a reportagem de mais coração de todas que fiz para a ESPN.

Neste fim de semana Brusque Admirals e Curitiba Brown Spiders,jogam em Curitiba, Foz Black Sharks e SP Storm jogam em São Paulo disputando o campeonato da LBFA, aqui no Rio o Vasco da Gama Patrioras joga pela primeira vez na cidade (e no seu elenco muitos atletas com a vivência do campeonato do Carioca Bowl) contra o Vila Velha Tritões (que também sabe o que é jogar na areia) pelo Torneio Touchdown 2010. Estes jogam equipados e isto nem aconteceria, creio, não fosse o pioneirismo daquele pessoal que começou brincando nas praias e ajudou a incentivar a bola oval no país todo.

Esta é a imagem correta do verdadeiro jogador brasileiro, não uma fabricada por marketing, mas desenvolvida na prática pelo amor ao esporte. Sábado eu vou estar narrando o jogo do TTD em Bangu, bem longe da Zona Sul onde me criei. Mas hajam quantos espectadores houverem estarei incentivando que prestigiem a final do Carioca Bowl em Botafogo, no campo montado em frente ao Viaduto Santiago Dantas que terá às 13h a decisão do título feminino da bola oval entre o Botafogo Flames e o Vasco F.A. E depois, às 16h, o América Red Lions que tentará o bicampeonato jogando contra o tradicional Rio deJaneiro Sharks, que busca sua primeira conquista estadual!

A bola é sua!

Veja aqui a matéria sobre o Carioca Bowl X:

Wednesday, October 6, 2010

Consulado dos EUA e Amcham lançam ação social em jogo do Torneio Touchdown

O Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro e a Câmara de Comércio Americana (AMCHAM) lançam no dia 16 de outubro a campanha Toys for Tots. A ação social tem por objetivo arrecadar brinquedos que serão distribuídos a crianças de comunidades carentes no Natal.



E o pontapé inicial do projeto não poderia ser mais americano: a campanha terá início no 2º Torneio Touchdown, o campeonato brasileiro de futebol americano, disputado com regras e equipamentos oficiais, por times de todo o país. O jogo escolhido para o começo da campanha será entre o Vasco da Gama Patriotas e o Vila Velha Tritões, no estádio do Ceres, em Bangu, às 14 horas. A partida contará com a presença de Fuzileiros Navais norte-americanos, que serão responsáveis pela arrecadação das doações.



O ingresso para o jogo custa R$10, mas quem aderir a campanha, trazendo um brinquedo, paga apenas R$ 5.



“Para nós do Consulado dos EUA no Rio de Janeiro é um prazer apoiar uma iniciativa que ao mesmo tempo promove um esporte tipicamente americano, estimula a solidariedade e alegra o fim de ano de crianças brasileiras,” declarou o Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne.



O 2º Torneio Touchdown reúne equipes de cinco estados brasileiros (Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) e conta este ano com a chancela administrativa da AFAB, a Associação de Futebol Americano do Brasil, a única liga brasileira da modalidade reconhecida no país pelo Ministério dos Esportes e internacionalmente pela IFAF (International Federation of American Football), e pela PAFAF (Pan-American Federation of American Football).



O jogo será narrado para o público no estádio por André José Adler, organizador do torneio, que narrou para o Brasil os jogos da NFL na ESPN de 1992 a 2006, durante os anos em que as partidas eram narradas em português diretamente do Estados Unidos.

fonte: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

O primeiro encontro das equipes foi sensacional em Vila Velha e terminou com o placar Vila Velha Tritões 36 – Vasco da Gama Patriotas 23

Wednesday, September 22, 2010

O TORCEDOR DA BOLA OVAL


O futebol Americano existe há mais de um século como esporte organizado e é profissional desde 1920 nos Estados Unidos. Acho que a maioria dos meus leitores já sabe que ele começou como esporte universitário, e que além das regras do jogo em si, as universidades tinham meios de lidar com as suas torcidas e as dos adversários. Nós estamos correndo atrás em tudo.

A internet está cheia de códigos de conduta desde os estabelecidos pela NFL e NCAA até refinamentos de cada time ou universidade. Apenas como exemplo, vejam estes detalhes estabelecidos pelo time Florida Gators, aqui traduzidos:

“Código de Conduta para Fans do Gators.

Os fans do Gators são conhecidos pelo seu entusiasmo, apoio ao time, hospitalidade e espírito esportivo. Nossa imagem é formada não apenas pelos nossos estudantes-atletas, técnicos, estudantes e professores, mas também pelos nossos torcedores. Nosso objetivo é criar um ambiente de primeira classe para apoiar o nosso time, mantendo um ambiente seguro e divertido também para os torcedores dos visitantes.”

As proibições listadas pela universidade da Flórida incluem comportamento grosseiro, ameaçador. Sem consideração, brigas, bebedeiras, arremesso de objetos (incluíndo copos de plástico ou de papel.

A NFL foi mais longe no seu código anunciado em 2008. incluíndo comportamento intrometedor ou ilegal em sua natureza, intoxicação ou outros sinais de alcoolismo que resultem em comportamento irresponsável, palavrões ou xingamentos ou gestos obcenos, interferêncoa com o progresso do jogo (incluíndo arremessar objetos no campo), recusa em seguir instruções da equipe do estádio, e abuso verbal ou físico de torcedores dos adversários.

Por que os inventores do futebol americano tem estas preocupações? Caretice? Não querem que as pessoas se divirtam ou se emocionem? Claro que não.
Um dos mais importantes fatores para atrair um público para os nossos jogos de bola oval nos nossos estádios é proporcionar uma experiência prazeirosa. Uma tarde que você traria a sua mãe, a sua irmã, namorada, esposa, e filhos. Se eles pedirem pra ir de novo... sucesso!

Ajudar a criar esta mentalidade é a maneira que cada um tem para ajudar a difícil batalha de criar confiança num esporte cuja percepçao de violência é a primeira. Pense nisto.

A bola é sua.

Wednesday, August 18, 2010

Agora vai começar pra valer!!!



Quando resolví organizar o Torneio Touchdown 2010, e convidar novos times para participarem de mais um campeonato brasileiro de futebol americano seguindo uma filosofia de expansão dentro do que é a realidade do país no momento, muitos não acreditaram. O apoio da AFAB me encorajou desde o início. Alguns times declinaram do convite preferindo outros caminhos, outros entraram e pularam fora (tem gente assim também). Meu apoio aos que declinaram e a minha amizade por muitos dos seus integrantes permaneceram inalterados.

Mas 7 times, os "Sete Samurais", embarcaram comigo: Jaraguá Breakers, Curitiba Hurricanes, São José Istepôs, Ponta Grossa Phantoms, São Paulo Spartans, Tritões-Cavaliers e o (agora) Vasco da Gama Patriotas. Temos um grupo de pessoas que tem o mesmo objetivo: jogos de qualidade, com espírito esportivo, e bons espetáculos para o público que assistir. Claro, queremos mostrar para o máximo de pessoas como é diverido assistir um jogo de futebol americano, e que ótima e barata opção de lazer é para um fim de semana. Sábado é o nosso kickoff. Será apenas mais um capítulo na história do futebol americano, nesta segunda edição do Torneio Touchdown. Tudo começou com a primeira. Complemento este papo, publicando aqui a entrevista que saiu no site do Tritões. Obrigado aos que já nos apoiaram (Jayson, você está muito nesta) e aos que ainda nos apoiarão. Precisamos de todos. Precisamos de você!


Publicado originalmente em http://www.tritoes.com :

ENTREVISTA COM ANDRÉ JOSÉ ADLER

De volta galera! A entrevista de hoje é com o grande comentarista e organizador do Torneio Touchdown, André José Adler. Confiram!

*Primeiramente gostaríamos de agradecer essa entrevista e dizer que estamos muito contentes em poder estar proporciondando um grande evento que marcará a história do Futebol Americano no Estado do Espírito Santo e contar com sua ilustre presença narrando nosso jogo. Adler, vimos nas últimas semanas, diversas entrevistas nas quais você contou um pouco da sua vida, de sua trajetória até aqui no Futebol Americano e em como se tornou umas das referencias no esporte nacional com a criação do TT – Torneio Touchdown. Sendo assim, para não sermos repetitivos, vamos focar a entrevista num único ponto...a estréia! Sabemos que os torneios estaduais estão chegando ao fim e com isso grande parte dos jogadores do RJ , PR, SP e SC poderão se concentrar para o TT. O que você pensa a respeito da motivação dos times para estreiarem no TT sendo que será o último evento da maioria dos times desses estados?

Ano passado tivemos que anunciar um campeonato brasileiro de futebol americano e mostrar que o levaríamos até o fim. O que conseguimos com o TT 2009, motivou mais times a se prepararem para disputas nacionais. Acho que uma das motivações principais é o próprio prazer de poder simplesmente jogar mais partidas. Cada jogador que possui equipamento neste país o adquiriu por um custo alto, geralmente sacrificando outras prioridades e usá-lo apenas no primeiro semestre é pouco. O Torneio Touchdown lançou em 2009 oito times que se tornaram conhecidos em todo o Brasil. E se você pára e pensa, o campeão estadual de São Paulo é o Storm, o do Paraná é o Crocodiles e o de Santa Catarina é o Joinvile Gladiators. Todos times que começaram suas carreiras no TT 2009. Portanto os sete times que estreiarão em âmbito nacional no TT certamente estão motivados para mostrar o que podem fazer contra adversários de outros estados, ao mesmo tempo que buscarão um aperfeiçoamento maior para as suas equipes.

*Após os estaduais, provavelmente os times ganharão reforços de outros times do seu estado que não estão no TT. Até que ponto você acredita que um time possa se reforçar com jogadores que teoricamente não estão entrosados com a possível nova equipe?

Eu acho que isto vai depender de cada time, de cada jogador, e de cada técnico. Se você usa a palavra “reforço”, a premissa implica que é um jogador experiente e de valor . O jogo é o mesmo, muda o playbook. Isto é certamente na teoria. Na prática veremos como isto vai resultar caso a caso este ano.

*Em falar em reforços, vemos noticias semanais que a equipe dos Pats está se reforçando cada vez mais com jogadores do CB que vem chegando na sua fase final. Muitos jogadores ainda não disputaram uma partida full-pads. Qual sua opinião sobre essa mudança de modalidade do beachfootball para o full pads assim tão repentina e sem nenhum treinamento prévio?

Só posso me basear na experiência de 2009 do Imperadores. O time foi formado de modo parecido e acabou campeão após perder apenas o seu primeiro jogo. Mas a vantagem de experiência disputando na areia o Tritões também tem.

*Independente de sua opinião acima sabemos que o RJ tem o maior celeiro de atletas do Brasil e que os reforços dos Pats são jogadores diferenciados em seus times de praia. Qual sua expectativa para essa nova equipe do Rio de Janeiro? Será que surge um time carioca capaz de jogar de igual para igual com o RJ Imperadores?

Primeiro, se e eu aceitasse a premissa que o RJ tem o maior celeiro de atletas do Brasil, estaria sendo injusto para com outros estados. Mas a expectativa geral de quem acompanha a bola oval brasileira é mais ou menos esta mesma. Será que fará o mesmo sucesso do Imperadores? O Patriotas tem muitos dos mesmos ingredientes.

*Você pôde narrar um jogo de beachfootbal na final do Saquarema Bowl . Como foi a experiência de narrar um jogo assim, ao ar livre e completamente diferente do que estava acostumado?

Foi divertidíssimo! Pela primeira vez pude de fato enxergar um jogo de areia. Com o parceiro Duda Duarte estava num “poleiro”, uma plataforma que pedi para montarem na areia e que nos deu ótima visão de campo. Fora isto, percebi que o público presente era composto de jogadores de outros times e os caras do quiosque. Não precisei explicar o jogo. Fomos ótimamente tratados pelos organizadores do Saquarema Bowl e teve aquele clima gostoso de festa. E por cima de tudo isto foi de fato um bom jogo.

*Nesta mesma partida, você pôde ver pela primeira vez a equipe dos Tritões em campo, o que achou do fato de uma equipe novata no esporte, de um estado até então sem expressão alguma no FA estar na final de um campeonato tão disputado como o Saquarema Bowl? Quais os fatores que acha mais importante para uma equipe chegar tão longe em tão pouco tempo?

Começo confessando que não sabia quão novata era a equipe ou não, ou em que nível já estava o FA no ES, pois fazia menos de um ano que cheguei no Brasil. Mas o que vi no Tritões foi muita garra e bastante talento, muita vontade de se provar, um pouco de nervosismo demais talvez por isto mesmo, mas um time que realmente me deu vontade de ter no Torneio Touchdown 2010, e fiz o convite.

*No começo do ano a equipe dos Tritões venceu com facilidade o torneio Ubá Bowl, onde ganhou da equipe RJ Blaze que hoje é a base do RJ Patriotas. Aparentemente a equipe carioca vem se reforçando e treinando pesado para esta estréia, o que você espera desta partida?

Um bom duelo! Espero um jogo com muitos pontos, fair play, espírito esportivo, e um show para quem estiver assistindo. São os únicos dos 7 times do TT que vão estreiar com equipamentos. Talvez um pouco mais de erros do que o habitual pela novidade de disputarem full pads. Mas acredito que vai ser um ótimo jogo e mais um capítulo marcante na história do futebol americano no Brasil.

*O que acha que será diferente da estréia do TT no ano passado?

O jogo programado para a estréia, que seria Imperadores vs Vipers teve que ser cancelado por chuvas terríveis que castigaram Sorocaba. E ninguém ainda tinha ouvido falar muito no Torneio Touchdown. O TT 2009 foi bem experimental e foi deslanchando aos poucos. Conseguimos bastante expêriencia. Este ano estreiamos com o impacto de mostrar pela primeira vez no Espírito Santo o esporte jogado com a plenitude necessária. O time anfitrião teve tempo bastante para preparar-se como tal, o anfitrião. Isto deve aparecer. E será diferente também para mim, pois este ano narro a estréia!

*Hoje o FA está sendo cada vez mais assistido pelas pessoas e o público vem aumentando nos jogos. A equipe capixaba terá o privilégio de ser a sede da estréia do TT 2010 e sabemos que você está em contato direto com os organizadores do evento. Qual sua expectativa para o evento?

No jogo haverá um vencedor e um perdedor. Isto só saberemos depois. No evento todos serão vencedores pela conquista. Muitos membros do Tritões estão trabalhando muito em vários aspectos da organização. Acho que todos se sentirão realizados e orgulhosos de suas contribuições para o evento. Acho também que o evento dará a todos nós também uma aula para um show igual ou maior no dia 30 de outubro quando o São Paulo Spartans chegará em Vila Velha na véspera do Halloween..... Halloween Bowl?

*Para finalizar, qual sua mensagem para os capixabas, atletas ou não, para esta grande festa a ser realizada no dia 21?

Eu tive o prazer de conviver com alguns capixabas que se projetaram no Brasil: Roberto Carlos, Carlos Imperial, Claudio Tovar, Nara Leão, Stênio Garcia, Rubem Braga. Com alguns até trabalhei. Agora é a hora e a vez de começar a mostrar para o resto do país que o capixaba pode também projetar a bola oval. A festa será grande para o público que vai descobrir mais esta ótima opção de lazer no fim de semana. Espero que isto possa também beneficiar a Liga Espiritossantense, o Spartans, o White Sharks, o Antares e Red Eagles, times que disputam o estadual. O pessoal que está organizando, são os voluntários e colaboradores certamente ficarão orgulhosos pela sua participação. Pessoalmente, eu já considero abrir o Torneio Touchdown no Espírito Santo uma grande...vitória!

André José Adler – Organizador do Torneio Touchdown

Monday, July 26, 2010

UM CAMPEONATO BRASILEIRO PARA O FUTEBOL AMERICANO.





Desde o ano passado, mais e mais brasileiros vem descobrindo as suas habilidades com a bola oval. E mais times vão se equipando pelo país, à custa de muitos esforços e gastos pessoais e formando suas torcidas.

O interessante é que o futebol americano foi introduzido pela televisão no Brasil, diferentemente do futebol trazido da Inglaterra em 1894 por Charles Miller ao incluir na sua bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol e uma bomba de encher bolas.

Nem quando Augusto Shaw introduziu o basquete no Brasil, na Associação Atlética Mackenzie de São Paulo, em 1896 havia outra fonte de divulgação que a própria prática de um esporte novo.

Tendo alguns jogos transmitidos pela TV Tupi em 1969, a NFL teve transmissões na Rede Bandeirantes já nos anos 90 e todas as temporadas das liga profissional americana passaram a ter cobertura completa na ESPN (assim como algumas universitárias). A BandSports contribui também desde meados da década de 2000 para que mais pessoas entendam a riqueza e as possibilidades deste esporte, aparentemente violento e moroso para a maioria.

Em 1998, André José Adler (então narrador da ESPN Internacional), interessado em aproximar uns dos outros os então poucos fans declarados da NFL, fundou uma lista de discussão sobre a bola oval na internet, a Lista Redzone, e os fans da National Football League no Brasil passaram a ter um ponto de encontro para conversarem sobre a bola oval e alguns sobre o seu desejo de se encontrarem para jogar também.

Percebendo que o futebol americano é um esporte de inclusão, permitindo que pessoas de habilidades e biotipos diversos participem democráticamente num esporte de equipe, Adler aproveitou o microfone da ESPN para divulgar as notícias dos primeiros esforços organizados no Brasil, em todos os jogos transmitidos em português dos Estados Unidos até 2006. Foi assim que nomes como Carioca Bowl e Liga Flag de São Paulo começaram a ser falados. Também no exterior, quando Adler veio fazer uma reportagem para o “NFL Blast”, um programa da liga americana que era exibido em mais de 100 países.

O PIONEIRO.


Desde a primeira vez que uma bola oval foi lançada no Brasil, os amantes do esporte sonhavam com um campeonato nacional, organizado e estruturado. Levou uma década, mas o futebol americano com equipamento completo deu em 2009 o seu maior passo no Brasil. Espectadores em 7 cidades tiveram a oportunidade de assistir em estádios o que antes só era possivel ver na televisão.


As mesmas ombreiras e capacetes com os quais muitos se acostumaram a ver jogadores do New Orleans Saints, Pittsburgh Steelers, Dallas Cowboys, San Francisco 49ers e os outros times da NFL foram usadas em campos no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Sorocaba, Joinville e Cuiabá no Torneio Touchdown .


Em 2009 O Cuiabá Arsenal, Joinville Gladiators, Sorocaba Vipers, Barigui Crocodiles, Curitiba Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, São Paulo Storm e RJ Imperadores (Campeão do Torneio Touchdown 2009) foram lançados no panorama nacional com cobertura de mídia das redes de televisão aberta e por assinatura e pela imprensa escrita do país.

Enquanto estes times já fundaram uma liga própria para disputarem um novo campeonato multi-estadual, novamente, em 2010, o Torneio Touchdown revelará times de 7 cidades brasileiras nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e, pela primeira vez na história, no Espírito Santo.


EM 2010 O CAMINHO ABERTO DA BOLA OVAL BRASILEIRA.


Este ano será a hora e a vez do Tritões-Cavaliers, Rio de Janeiro Patriotas, São Paulo Spartans, Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, São José Istepôs e Jaraguá do Sul Breakers debutarem num campeonato nacional.


Estas foram as equipes convidadas para o Torneio Touchdown 2010, que foi batizado pelo seu “padrinho” e conselheiro de 2009 André José Adler. Adler este ano assumiu a coordenação do torneio como seu diretor, continuando o seu sonho de ampliar a prática do esporte de equipe mais inclusivo de todos..
O Torneio Touchdown contará este ano com a chancela administrativa da AFAB, a Associação de Futebol Americano do Brasil, a única liga brasileira da modalidade reconhecida no país pelo Ministério dos Esportes e internacionalmente pela IFAF (International Federation of American Football), e pela PAFAF (Pan-American Federation of American Footbal).


As regras pelas quais novamente se regerá o Torneio Touchdown são as aprovadas pela Comissão de Arbitragem da AFAB e baseadas em versão das regras da IFAF. Para quem já assistiu jogos de College Football na televisão, disputado sob as regras da NCAA, tudo será muito familiar. Há ainda a vantagem da “Mercy Rule”, regra introduzida no futebol americano do Brasil por Adler, pela qual se um time está perdendo por 30 pontos ou mais no 4º quarto, o cronômetro não pára evitando entre outras coisas um espetáculo arrastado.

fonte: Touchdown Net

Monday, July 19, 2010

Deu zebra na cabeça!



Tem notícias que alegram todo mundo que entende algumas das maiores dificuldades do futebol americano no Brasil. Para quem leu aqui anteriormente o artigo Zebras no Purgatório e em seguida um email do Marcelo Sampaio para a Lista Redzone que publiquei aqui no blog, entenderá melhor a minha alegria com a nota abaixo.

Nesse domingo cinco novos árbitros fizeram o curso de arbitragem em Belo Horizonte e foram aprovados na prova de qualificação. Segundo Marcelo Sampaio (instrutor e colunista da SideLine) o treinamento não foi difícil pois os "aspirantes" já conheciam bastante do esporte. "Foi necessário apenas tirar alguns vícios típicos de jogadores mas são todos bastante capazes e estão prontos para arbitrar jogos de alto nível tais como os do Torneio Touchdown e da LBFA" comentou Marcelo.

Para saber como os árbitros se comportariam dentro de campo eles foram avaliados com perguntas teóricas, situações práticas e algumas perguntas sobre a mecânica dos árbitros e chaves de arbitragem.

Os novos árbitros foram divididos conforme a sua experiência arbitrando jogos em Minas e seu desempenho na prova. A lista dos novos árbitros e suas habilitações são:

Eduardo Mucelli habilitado para Umpire, back judge, linesman e line judge
Eugênio Levi habilitado para Umpire, back judge, linesman e line judge
Kayllon Rogger Nunes habilitado para Umpire, back judge,linesman e line judge
Lorenço Oliveira Gonçalves habilitado para linesman e line judge
Tomás Brandão habilitado para back judge

Marcelo acredita que o ideal é que os novos árbitros sejam mesclados com árbitros mais experientes nos jogos para que possam ter mais experiência de campo. Pessoalmente, acho que devem estar acompanhando jogos na sideline mesmo quando não apitarem pois farão observações valiosas para o futuro!

Boa sorte aos novos árbitros! A bola é sua!

Monday, July 12, 2010

Covardia contra narrador!

Abaixo, texto extraído do portal FutebolSC, publicado às 20h57 deste sábado, dia 10 de julho:

Filho do presidente da FCF agride narrador

Delfinzinho invadiu a cabine de rádio após a final da Copa SC e agrediu o jornalista Rodrigo Santos

O sábado não foi só de festa para o Brusque na Arena Joinville. Logo após o apito final do árbitro no jogo que rendeu o título da Copa Santa Catarina ao time do Vale, o filho do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Neto, invadiu a cabine da Rádio Cidade e agrediu o narrador Rodrigo Santos.
Rodrigo Santos (foto) estava no ar quando Delfinzinho, como é conhecido o filho do presidente da FCF, invadiu a cabine a socos, chutes e cadeiradas, interrompendo a transmissão da rádio de Brusque.

“O filho do Delfim abriu a porta, entrou com quatro, cinco marmanjos e só entrou falando: ‘Quem é o Rodrigo?’ E entrou agredindo. Os caras começaram agredindo o cara. Só parou tudo porque conseguimos empurrar os caras pra fora e ficamos segurando a porta. É ridículo um cara desses estar solto na rua”, contou o jornalista Maurício Haas, que estava presente na cabine.

Logo após a agressão, Delfinzinho fugiu e os paramédicos atenderam Rodrigo Santos. O quadro do jornalista é estável e ele foi levado consciente para o hospital fazer exames de raio-x.


Isto não deve ficar impune!

Uma foto mais CHOCANTE...

LEIA MAIS:
http://www.papofc.com.br/2010/07/ex-preso-agride-narrador-rodrigo-santos.html
http://www.blogdorodrigo.org/2010/07/quem-e-o-rodrigo.html