Friday, March 5, 2010

Bye Bye Johnny, Bye Bye, Alfredo!!



Adolescente, em 1962, eu trabalhava num teleteatro semanal no programa “De Braços Abertos” na TV Continental. O programa era as quartas-feiras e depois eu ficava por lá pra assistir o programa de rock do Carlos Imperial, e geralmente rachava táxi com o Roberto Carlos para voltar para Copacabana. Roberto saltava na Av. Prado Jr. e eu seguia para a Rua Santa Clara onde morava.

Numa destas quartas conhecí la na tv o locutor que tinha talvez a voz mais bonita do Brasil, Paulo Santos. Paulo era famoso pelo seu programa “Em tempo de jazz” na Rádio MEC. E fui assistí-lo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, numa apresentação de “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev composta para narrador e orquestra. O maestro Aaron Copland veio dos Estados Unidos para reger e Paulo Santos foi o narrador.

Ficamos amigos, eu era amarradão em jazz, e ele me dava verdadeiras aulas tocando faixas de sua enorme discoteca. Uma delas, “How High the Moon”, do LP “Ella in Berlin” com Ella Fitzgerald tornou-se uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Apesar de estar apenas com 17 anos, meus pais já estavam acostumados que eu chegasse tarde em casa. Fazia teatro já há 4 anos e muitas vezes ia jantar com pessoal de teatro no “La Gondola” ou na “Fiorentina” que eram restaurantes da classe teatral. Copacabana era um bairro seguro.

Numa destas noites, fui com o Paulo Santos na boite “Bottle’s Bar” no Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova e do jazz. Lá conhecí alguns dos melhores músicos e cantores que este país já teve, Johnny Alf, Silvinha Telles, Leny Andrade, Edson Machado, Tião Neto, Luiz Carlos Vinhas, Tenório Jr., Luizinho Eça, Bebeto, Chico Batera e tantos outros.

Passei a ser frequentador assíduo e quando tinha batida do juizado de menores, me escondia no ar refrigerado.A única pessoa próxima da minha idade de quem me lembro lá é o Antonio Bivar, que se tornou depois um autor teatral genial da “contracultura” brasileira dos anos 60. Mas o Bivar, um tanto mais velho que eu, já era maior de idade.

Fiquei amigo do pessoal, e quando eu chegava o Johnny Alf já atacava “Céu e Mar” que de suas muitas composições lindas era a minha favorita. Entre os seus sets entrava um rapaz que vinha de Niterói mandando um tremendo jazz no piano: Sergio Mendes. Johnny e eu batíamos longos papos sobre tudo. Quando não era o Johnny, era a maravilhosa Silvinha Telles, que me dava carona pra casa no fim da noite (ou no começo da manhã).

Virar noite não era incomum para mim nesta época. Lembro-me de um amanhacer na praia quando o Johhny escreveu numa revista a letra de sua canção “Ilusão atoa” com uma linda dedicatória para mim. Em inglês. Eu fazia IBEU e adorava praticar inglês. Ele também. A revista eu perdi, e a dedicatória esqueci. Mas não o sentimento.

Passaram-se os anos e eu só reencontrei o Johnny em São José do Rio Preto, creio que em 2001, quando fui para um IRContro com amigos de lá e ele estava fazendo um show. Depois do show relembramos tempos há muito passados e botamos uns papos em dia.
Lembro que ele ficou muito supreso por eu ter me tornado locutor esportivo, pois tinha me assistido em teatro.

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida é uma ilha bem distante
Flutuando no oceano na aventura de viver

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Meus desejos são estrelas pequeninhas
Rebrilhando de alegria por alguém que me quer bem

Geralmente o que a gente quer na vida
É preciso esperar pra acontecer
Felizmente a gente encontra alegria
No carinho e devoção de um bem querer

Céu e mar, estrelas na areia
Verde mar, espelho do céu
Minha vida, vou passando
Meu amor, eu vou amando
E meu barco vou levando a céu e mar


Alfredo José da Silva, que ficou famoso como Johnny Alf (nome adotado num programa do Paulo Santos) não levou seu barco ao mar. Mas certamente o levou para o céu com o seu dom musical que foi um presente... do céu.

R.I.P. Johnny.

Sunday, February 21, 2010

Porque não quero mais ser nome de troféu.


Tem coisas inesperadas que acontecem na vida da gente. Quando o Orlando Jr. me falou que havia colocado o meu nome no troféu do I Torneio Matogrossense de Futebol Americano em Cuiabá (Os times que disputaram esse torneio formaram na sequência o Cuiabá Arsenal) em 2006, eu agradecí e fiquei surpreso e muito honrado.

Eu estava ainda na minha casa em Bristol, uns 2 ou 3 meses depois da minha última transmissão na ESPN, e como os outros colegas da equipe brasileira cortada, ainda meio chocado e perdido no tempo e no espaço. Pegou muito bem, mas como eu estava físicamente longe foi quase “irreal” na minha percepção. Só quando ví no YouTube o video da reportagem no TVCA Esportes é que acreditei. Por mais maluca que tenha sido a minha reação foi como se o “André José Adler” falado não fosse eu mesmo.

Depois acabei indo para a Hungria, aconteceram as surpresas de acabar comentando NCAA no Sport Klub, envolvimento com a liga de futebol americano de lá, produção de duas temporadas do programa “Touchdown”, e a nao ser por duas reportagens para a ESPN Brasil sobre o Puskas, fiquei completamente fora de cena aqui no Brasil onde eu não vinha desde fevereiro de 2005.

Claro, recebendo mails de fans, scraps no orkut, e sempre ligado na bola oval brasileira. Citando Duda Duarte em jogo da NCAA e o mostrando o Corinthians Steamrollers jogando flag no programa “Touchdown”, E sempre ligado ao pessoal pela Lista Redzone.

Em setembro de 2008, eu estava me preparando para fazer uma visita ao Brasil em outubro e conversando no skype com o meu amigo Fabiano Alves, um dos moderadores da Redzone. Ademir Castro, o Dema do Barigui Crocodiles, havia me convidado para o 1º jogo full pads “a la NFL” do Brasil, que se realizaria em 25 de outubro e eu armei a viagem para estar presente. Fabiano me disse que o SP Storm e o Sorocaba Vipers iriam jogar o 1º jogo de tackle de São Paulo, e que o Mario Lewandoswki, queria aproveitar a minha vinda e chamar o evento de Adler Bowl ou Taça Adler.

O momento em que recebí a placa das mãos de Danilo Müller no Ibirapuera, encarando mil e sei lá pessoas na platéia, com a ESPN, Record, Band Sports, e outras mídias presentes foi de fato incrível. Foi um perfeito substituto ao Oscar que sonhava ganhar quando era ator infantil. Conversei muito, conhecí muita gente de times, o Everaldo Marques, o Paulo Antunes, reví galera que não via há anos e ainda ganhei uma linda camisa do Devilz.

Esta viagem foi um marco na minha vida. Em seguida fui para Joinville onde narrei para o estádio (pela primeira vez na vida) o SC Bowl III entre o Caxias Panzers e o Jaraguá Breakers. A próxima parada foi Rio de Janeiro, visitando parentes e amigos, almoçando com Miguel Lopes e Rodrigo Hermida da AFAB e discutindo novas possibilidades para o futebol americano no Brasil.

Finalmente a ida a Curitiba e o prazer e a honra de narrar o jogo histórico entre o Curitiba Brown Spiders e o Barigui Crocodiles. Silvio Santos Jr. estava lá também e o convidei pra comentar comigo, foi um grande barato! Depois, a reunião ja citada neste blog onde nasceu a semente do Torneio Touchdown, o anúncio da participação de diretores representando vários estados na AFAB, e uma noite de jantar com o time do Spiders e depois drinks com a galera do Crocodiles.

Voltei para a Hungria com a bola oval brasileira na cabeça, depois de contar em Nova York um resumo do que ví por aqui para o Gordon Smeaton, Vice Presidente da NFL International. E voltei com algo mudado dentro de mim. Vontade de fazer mais alguma coisa no Brasil para colaborar para um maior desenvolvimento da bola oval e merecer mais o carinho que recebi por aqui.

O programa “Touchdown” foi um sucesso na Hungria. E logo planejei fazer ele no Brasil de alguma forma, quando se chegasse ao ponto de ter jogos equipados de boa qualidade. Na verdade, o nome Torneio Touchdown me ocorreu para um casamento com um programa, e pela sua despretensão.

Eu já estava apalavrado com Laszlo Toth, presidente da MAFL (a liga húngara), para uma nova temporada do programa em 2009. As edições de 2007 e 2008 levaram mais público para o estádio e os times federados chegariam a 25 em 3 divisões, um fenomeno para um país um pouco menor que o estado de Santa Catarina.

Enquanto isto, o Flavio “Skin” Cardia já estava planejando, com o Mario Lewandovski, fazer um torneio equipado ser uma realidade em 2009. E Flavio me mandou um depoimento no orkut dizendo que queriam a final fosse a Taça Adler II. Distante daqui, não ví porque não principalmente se achassem que ajudaria em marketing de alguma forma, baseado no sucesso do jogo no Ibirapuera.

Com a crise atingindo a economia da Hungria, o patrocínio caiu e foi a deixa para eu dar um salto no escuro e voltar para o Brasil depois de mais de 30 anos, trazendo meus dois cachorros e minhas quinquilharias.

Novamente via Fabiano, que estava ajudando a sistematizar as idéias e formatar um campeonato, recebi convite para participar de sua gestão. Aceitei como Conselheiro.

Cheguei em fins de março e já em abril estava com o Mário em Sorocaba, durante o I Torneio de Seleções, em reunião com representantes de times que assinaram o termo de compromisso de participação.

Depois disto o nosso planejamento do Torneio Touchdown tomou conta de um bocado do meu tempo. Fizemos tudo com muito entusiasmo. Rodei um pouco pelo Brasil fazendo palestras na reunião da ANEFA em Campina Grande, PB e na Clínica do Corinthians em São Paulo, SP.

Chegando junho, Orlando me chama no msn e me dá um link no site do Cuiabá Arsenal para eu ler. Vou e leio:
“Por iniciativa do Running Back Tiagão #37 do Cuiabá Arsenal um novo troféu para o Pantanal Bowl foi criado. A inspiração é o troféu Vince Lombardi, que é entregue à equipe campeã de cada Superbowl. O troféu do Pantanal Bowl foi preparado em madeira. André José Adler. Fundador da lista de discussão REDZONE e ex-narrador da ESPN Internacional, André José Adler é um dos principais incentivadores do Futebol Americano no Brasil e do Cuiabá Arsenal em particular. No primeiro torneio da cidade, que aconteceu em Abril de 2006, Adler emprestou seu nome ao troféu e ajudou na divulgação durante as transmissões das partidas da NFL. Esse torneio foi o embrião do Cuiabá Arsenal e nada mais justo que manter a homenagem ao grande mestre: o troféu do Pantanal Bowl é o Troféu André José Adler.”

Claro que fiquei envaidecido e honrado. Ainda mais sendo iniciativa do Tiagão, um dos melhores jogadores do Brasil. A primeira coisa que fiz foi ligar para o Flavio e para o Mario para contar e dizer que assim não daria mais pé de chamar o troféu do Torneio Touchdown de “Taça Adler”, o que acabaria me facilitando já que além de conselhos aconteceu de eu ter tido um papel muito mais executivo que imaginava no Grupo Gestor, desde intermediar com o RJ Imperadores e o Sorocaba Vipers o adiamento do que seria o 1º jogo do torneio devido à chuvas, quando o Mario estava fora do Brasil, até junto com o Mário conseguir que a final incompleta do torneio se completasse em Sorocaba, graças ao apoio e esforço do Marcos Alexandre do Sorocaba Vipers.

Depois dos telefonemas ao Flavio e ao Mario, rabisquei no site do Cuiabá Arsenal:
“Troféu Xárá

1 Seg, 08 de Junho de 2009 08:05

Eu fiquei sem palavras por um bom tempo quando o Orlando me deixou um recado para ver esta página. No primeiro jogo em Cuiabá, quando a taça teve meu nome, eu estava nos Estados Unidos. E por mais honrado que fiquei na época, a ficha não caiu total. Ano passado, em São Paulo, quando o São Paulo Storm e o Sorocaba Vipers disputaram o primeiro jogo de tackle do estado e chamaram de Adler Bowl, eu vim da Hungria e recebí honrado a placa comemorativa no Ibirapuera cheio. Pareceu que eu estava dentro de um filme.Ontem, quando lí esta notícia, eu fiquei sem palavras por um bom tempo. Um troféu rotativo me lembra hockey, NHL, Stanley Cup. Me enchi de orgulho e mandei o link pra minha família e alguns amigos mais próximos. Orgulhoso e ao mesmo tempo encabulado. Ainda mais que o Pantanal Bowl tem a reputação de ser o torneio mais organizado do Brasil, e eu estarei presente pela primeira vez. Devo ter feito e estar fazendo alguma coisa para estar merecendo isto. Só me dá vontade de fazer mais e colaborar para o crescimento no Brasil de um esporte em cuja essencia eu acredito. Um esporte que dá chances para qualquer um ter o seu lugar num time. Obrigado Orlando. Obrigado Tiagão. Obrigado Cuiaba Arsenal.Confesso também que estou curioso pra saber se o Troféu "Xárá" vai ficar no Mato Grosso este ano, se vai para Brasília, São Paulo ou Rio! Não estarei sem palavras para narrar. Are you ready for some football? I am! André José Adler”.


O Pantanal Bowl foi um barato, e o Arsenal venceu. Eu entreguei o troféu e descobrí que me deu muito mais felicidade entregar um troféu ao campeão, como entreguei desde então aos campeões do Torneio Touchdown 2009, SC Bowl IV, Carioca Bowl X, e Saquarema Bowl VII, do que o troféu ter o meu nome. Principalmente após ter narrado cada jogada das partidas. Espero repetir isto.

Mas após todos os eventos da temporada de 2009 eu fiz um exame de meus sentimentos e pensamentos. Pesei vaidade e ego. Pesei passado, presente, e futuro. Pesei me sentir honrado e me sentir encabulado. E pesei encerrar carreira e continuar ainda na ativa, como estou.

E profundamente grato ao Mario, SP Storm ao Sorocaba Vipers, AFAB, LPFA (apoiadores da Taça Adler), ao Flavio Cardia pela sua intenção, ao Tiagão, Orlando, e ao Cuiabá Arsenal, pelos momentos de emoção, decidi que daqui para a frente não quero mais ser nome de troféu. Não enquanto estiver vivo. Me complica.

Mas quem sabe, a previsão de Chris Calcinari, um dos Vice Presidentes da ESPN, feita no jantar de despedida da equipe brasileira em Bristol ainda se realiza: Ele disse na mesa que estava comigo, Marco Alfaro, Luciana Quaresma e outros: “O André ainda acaba nome de estádio de futebol americano no Brasil, pelo tanto que ele levanta a bandeira aqui na ESPN e na NFL!”.

Um estádio de futebol americano no Brasil? Hmmm... Isto sim, eu gostaria de ver de qualquer maneira. Mesmo que tenha meu nome. Dane-se qualquer modéstia!

De qualquer modo, a homenagem que a AFAB me fez em 2005 me nomeando embaixador, e me presenteando inclusive com um vidrinho com areia da Praia de Copacabana, sem marketing ou presença de mídia, mas com muitos jogadores, família e amigos, já teria me premiado uma carreira.

Eu sei as coisas que fiz, que estou fazendo, e que ainda quero fazer pelo desenvolvimento do futebol americano no Brasil. Por isto, cada vez que vejo uma bola oval em mãos brasileiras eu me sinto recompensado.


Links relacionados:
http://www.youtube.com/watch?v=na8jdxe_f6E
http://www.youtube.com/watch?v=UWh7XgeHBPc
http://www.youtube.com/watch?v=Ts8grx0p0oQ
http://www.youtube.com/watch?v=5SFGNB21lNQ
http://www.youtube.com/watch?v=OInbiUo2H_g
http://www.youtube.com/watch?v=Cl5eI51mhYI
http://www.touchdown.net/redzone
http://www.youtube.com/watch?v=c_g32uRllc4
http://www.mafl.hu
http://www.sportmedia.hu/amerikaifoci/videok/index.php?nyitott=
http://www.cuiabaarsenal.com.br/pantanal-bowl/pantanal-bowl-iii-2009/pantanal-bowl-ganha-trofeu-de-posse-provisoria.html

Wednesday, February 17, 2010

Carta aberta da AFAB para a Revista ESPN

A Revista ESPN publicou uma matéria excelente sobre o Torneio Touchdown. No entanto há nelas algumas omissões e informações incorretas. Miguel Lopes, Diretor Executivo da AFAB esclarece:

DA: AFAB
AO: EDITOR DA REVISTA ESPN
Em nome da Associação de Futebol Americano do Brasil, venho parabenizar os responsáveis pela revista ESPN pelo excelente trabalho desenvolvido. Um trabalho busca excelência na qualidade da impressão, nas fotos e principalmente isenção e correção de seus textos.

Cabe também agradecer aos senhores pelo espaço dado a pratica do futebol americano no Brasil, a ESPN continua sendo um parceiro fundamental para a divulgação de nossas atividades, garantindo assim o continuo crescimento do esporte no Brasil.

Olhando para a reportagem, “O Nosso Super Bowl” como um parceiro que deseja auxiliar na busca da excelência do trabalho desenvolvido pela revista me sinto na obrigação de corrigir algumas das informações veiculadas nesta reportagem.

Comecemos por esclarecer a idealização do Torneio Touchdown, a primeira vez que tal idéia foi apresentada em publico ocorreu em um evento organizado em Curitiba, onde duas equipes locais, o Crocodiles e o Brown Spiders realizaram sua primeira partida totalmente equipadas. Terminada a partida, foi realizada uma reunião onde estavam presentes representantes da AFAB, das duas equipes, da futura Liga Paranaense, o senhor André José Adler e o senhor Mario Levandowski. Durante esta reunião o senhor André externou sua idéia de desenvolver um torneio envolvendo equipes convidadas as quais deveriam vir de diversos estados e serem capaz de despertar o interesse do publico brasileiro pelo esporte. Imediatamente o senhor Mario se mostrou interessado e juntos começaram a organizar o Torneio Touchdown 2009. Tal fato ocorreu alguns meses antes do Torneio de Seleções, momento no qual mais times foram chamados a participar do Torneio.

Outro ponto que deve ficar claro é que a AFAB sempre procurou apoiar naquilo que lhe foi solicitada, porem toda a responsabilidade e mérito pela organização do Torneio cabe ao Comitê Gestor do Torneio, o qual era formado por representantes de alguns times e o senhor André José Adler. Unicamente para facilitar a comunicação entre o Conselho Gestor e a AFAB mantínhamos um assento como ouvintes no Conselho Gestor. No caso especifico do Torneio de 2009 foi solicitada a AFAB que apoiasse o Torneio nas áreas: arbitral e disciplinar, itens sobre os quais assumimos nossa responsabilidade, porem em momento algum escolhemos ou designamos campos para realização das partidas ou qualquer outro item relativo a organização do evento.

Um ultimo ponto que julgo de grande importância colocar diz respeito na classificação do Torneio como um Campeonato Brasileiro. Seja formal ou seja informalmente vemos tal classificação como totalmente equivocada. Em nosso entendimento um Torneio em que só podem participar equipes convidadas, onde a definição das equipes a serem convidadas e feita por um pequeno grupo de pessoas, onde o Grupo Gestor não tem um representatividade nacional e principalmente por não ser este o objetivo do Torneio. Que fique claro a AFAB apoiou e reconhece a grande contribuição trazida pela realização do Torneio em 2009.

Mais uma vez agradeço o apreço que a ESPN tem com o futebol americano no Brasil e esperamos ter contribuído de forma positiva para o belo trabalho que vem sendo desenvolvido pela Revista ESPN.


Miguel Lopes
Diretor Executivo
Associação de Futebol Americano do Brasil



Os presentes na reunião em Curitiba: De pé comigo: Rodrigo Hermida, Miguel Lopes (AFAB) Nilo Tavares (Barigui Crocodiles), Fernando Boing (LCFA), Adan Rodrigues (Crocodiles), Romenito Siewerdt (Joinville Gladiators), Mário Lewandowski (São Paulo Storm) Agachados: Marcio Alves (Curitiba Brown Spiders), David Pereira (Hurricanes), Rodrigo Proença (Brown Spiders)

Sunday, February 14, 2010

A “Hiperbola” Oval Brasileira






Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que incide quando há demasia propositada num conceito expressa, de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma idéia aumentada do autêntico.
Fonte: Wikipedia





O que é mais pretencioso? O pessoal nos Estados Unidos declarar o vencedor do Super Bowl como “Campeão Mundial” num campeonato que envolve apenas um país, ou campeonatos como o da NBB que em 2009 teve a representação de apenas 8 estados, ser o Campeonato Brasileiro de Basquete?

Eu estava relendo alguns artigos publicados em 2009 sobre o Torneio Touchdown, e por mais lisonjeiro que seja, apelidos como “Brasileirão” de Futebol Americano, Nacional de Bola Oval, Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, não expressam a realidade de um torneio com a participação de apenas 6 unidades federativas.

Para que a hiperbóle? Num país com 26 estados e um distrito federal, eu acho que qualquer campeonato para ser considerado o “brasileiro” da modalidade deve ter por baixo a representatividade de ao menos 50% deste nosso imenso país.

Se eu não pensasse assim me sentiria injustiçando o nordeste por exemplo. Como se os esforços e o jogo de mais de 25 times não contassem porque os equipamentos ainda não entraram em jogo por lá. E Manaus? E o resto do Norte?
E o resto do leste e do centro do país?

Acho que o Torneio Touchdown abriu as portas da popularização da bola oval, e de 8 times. Maravilha. Mas estamos apenas começando. Temos mais que melhorar o nível dos jogos, e claro do espetáculo dos eventos. Temos que apoiar todas as iniciativas regionais, na esperança que em poucos anos possamos ter um campeonato de futebol americano tão representativo que possamos com orgulho chamá-lo de “Brasileiro” sem alienar ou ofender estados.

Até lá, vamos promover jogos amistosos, torneios, “bowls”, campeonatos. Até lá eu prefiro chamar o Torneio Touchdown (se preciso for) pelo apelido de Campeonato Pan Estadual de Futebol Americano!

A bola é sua!

André José Adler

PS: Federações estaduais de jiu-jitsu no Brasil:

AC | AL | AP | AM | BA | CE | DF | ES | GO | MG | PA | PB | PR | PE | PI | RJ | RN | RS | RO | RR | SC | SP | SE | TO

Fonte: Wikipedia

Tuesday, February 2, 2010

Filosofia do Torneio Touchdown

Após o sucesso do Torneio Touchdown 2009, que deu a oportunidade para 8 times jogarem pela primeira vez um campeonato multi-estadual, e ajudou a projetar a Bola Oval brasileira à uma visibilidade histórica, o Torneio Touchdown II espera dar mais um passo para a popularização da prática do futebol americano jogado no Brasil, e de seu apelo para o maior número de espectadores possíveis.

Os times pioneiros do ano passado optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.

Criou-se a oportunidade para o Torneio Touchdown 2010 possibilitar a entrada de 8 times que terão a mesma oportunidade de estréia e desenvolvimento que tiveram o Gladiators, Crocodiles, Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, Arsenal, Vipers, Storm, e o campeão RJ Imperadores.

Reconhecendo que a dimensão do Torneio Touchdown requer o apoio administrativo e legitimizador de uma liga, o caminho natural foi levar o TT 2010 para a única liga brasileira de escopo nacional, já reconhecida pelo Ministério dos Esportes e pelos orgãos internacionais de futebol americano, a AFAB.

Assim como a missão da AFAB é o desenvolvimento deste esporte em todos os níveis desde a sua base, e o apoio à todas as iniciativas legítimas que ocorrem no Brasil, a filosofia do Torneio Touchdown é o de criar oportunidades para mais times e ser um momento desta história de um esporte que certamente achará seus próprios caminhos.

Na medida que os campeonatos estaduais vão se desenvolvendo pelo país, a visão de um verdadeiro e representativo campeonato nacional com os campeões de cada estado parece se tornar uma probabilidade futura.

Enquanto não chegamos à um número de times equipados e capazes para um “brasileirão”, ou um modelo Liga da UEFA que seja, o Torneio Touchdown fará sentido criando lado à lado com novos times os jogos e eventos esportivos que ano à ano vao aumentando a atenção para a bola oval.

O Torneio é um “invitational”. Uma vez identificados times de qualidade e boa administração capazes de ter emocionantes rivalidades dentro do campo, e união de esforços fora dele, estes times são convidados.

Bons estádios, transmissão ao vivo pela internet, estátisticas de jogo serão fundamentais para interessar ao público e eventuais patrocinadores.

Entendendo as nossas realidades, qualquer associação de time com clube de futebol, instituição de ensino particular, ou empresas não serão tomadas em conta preconceituosamente, assim como não serão fator determinante de inclusão.

Paralelamente, o Torneio Touchdown apoia todas as iniciativas de formação de novos times no Brasil, e novos torneios, bowls, campeonatos.

Quanto mais... melhor!

Sunday, October 11, 2009

Torneio Touchdown pega fogo!

RJ Imperadores derrota o Vipers em Sorocaba por 25-6 no Torneio Touchdown!

O time carioca, que havia perdido na sua estréia por 2 pontos para o SP Storm, e conseguiu depois a revanche por 20-10 em São Paulo, volta agora para o Rio depois de derrotar o Sorocaba Vipers e assumir a liderança da divisão leste por saldo de pontos.

No próximo sábado, 17/10, será disputada a 2a partida entre o Rio de Janeiro Imperadores (2-1) e o Sorocaba Vipers (0-2), desta vez no Estádio Figueira de Melo em São Cristovão. Promete ser muito emocionante, já que o Vipers vai lutar pela sua sobrevivência e o Imperadores pode com mais uma vitória pode práticamente se garantir para as semifinais do Torneio Touchdown. O jogo começa às 14:30 e o ingresso é um kg de alimento não perecível.

Espera-se um grande evento, já que vai ser a última oportunidade que os cariocas terão este ano para ver futebol americano equipado ao vivo em 2009. O jogo vai ser narrado para o estádio por André José Adler, padrinho do torneio, e como novidade terá comentários de Duda Duarte, quarterback do Botafogo Reptiles e reportagem de campo de Jayson Braga, do Blog Sideline.

Brown Spiders consegue revanche sobre o Crocodiles por 20-12!


O Curitiba Brown Spiders, que começou o Torneio Touchdown vencendo o Joinville Gladiators , e perdeu pela primeira vez na sua história para o Barigui Crocodiles por 23-20, foi para a revanche hoje no Clube das Mercês e derrotou o Crocodiles por 20 -12.
Por saldo de pontos passa agora a liderar a Divisão Sul do Torneio e com isto ainda restam esperanças para o Joinville Gladiators (0-2) caso vença os 2 jogos que lhe restam, um contra o Crocodiles (2-1) e o último da temporada contra o Brown Spiders (2-1), se conseguir vitórias tremendamente expressivas em pontos. Também no próximo sábado, 17/10, o Crocodiles viaja para Joinville para o seu último jogo da temporada regular.

O Brown Spiders descansa agora até 7/11 quando receberá o Gladiators na última partida da 1ª temporada do Torneio Touchdown , que terá semifinais e final em novembro

Restam:

17/10/09 Crocodiles @ Gladiators Joinville, SC
17/10/09 Vipers @ Imperadores Rio de Janeiro,
RJ 24/10/09 Tubarões @ Arsenal Cuiabá, MT
31/10/09 Storm @ Vipers Sorocaba, SP
07/11/09 Gladiators @ Brown Spiders Curitiba, PR

Wednesday, September 23, 2009

ESPN: The Book is on the Table - Torneio Touchdown



Joinville Gladiators @ Barigui Crocodiles


RJ Imperadores @ São Paulo Storm


Barigui Crocodiles @ Curitiba Brown Spiders

Saturday, September 12, 2009

Placar Torneio Touchdown: Barigui Crocodiles 31 Joinville Gladiators 21


photo by Hamilton Zambiancki

Com a vitória o Crocodiles aumenta a sua liderança para 2-0 na divisão sul e se prepara para o segundo jogo, agora como mandante, contra o Curitiba Brown Spiders que vai buscar uma revanche da derrota de 23-20 do seu prmeiro confronto. O jogo será em 03/10/09 em Curitiba. O Joinville Gladiators, que perdeu o jogo da primeira rodada do torneio para o Curitiba Brown Spiders por 21-8, buscará uma primeira vitória no seu reencontro com o Crocodiles em 17/10/09 em Joinville.

A 7a rodada do Torneio Touchdown será disputada em São Paulo, em 26/09/09, quando O RJ Imperadores vai tentar a revanche contra o SP Storm, após a derrota de 15 a 13 no Estádio do São Cristovão no Rio.

Friday, July 31, 2009

Torneio Touchdown, a hora e a vez da bola oval brasileira.



No começo havia a TV por assinatura e haviam fans da National Football League no Brasil. A Lista Redzone, hoje com 2500 associados, era o único ponto de encontro possível para os fans do esporte conversarem sobre a bola oval e alguns sobre o seu desejo de se encontrarem para jogar também...

Com o pioneirismo dos times do Carioca Bowl e da Liga Flag de São Paulo o número de praticantes no Brasil todo cresceu. E cresceu também o sonho de se jogar futebol americano da maneira mais completa.

Levou uma década, mas o futebol americano com equipamento completo dá agora o seu maior passo no Brasil. Espectadores em 7 cidades brasileiras terão a oportunidade de assistirem em estádios o que antes só era possivel ver na televisão.

As mesmas ombreiras e capacetes com os quais muitos se acostumaram a ver jogadores do New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Dallas Cowboys, San Francisco 49ers e os outros 28 times da NFL serão usados em campos no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Sorocaba, Joinville e Cuiabá.

Só que estes equipamentos estarão sendo usados por atletas do Cuiabá Arsenal, Joinville Gladiators, Sorocaba Vipers, Barigui Crocodiles, Curitiba Brown Spiders, Tubarões do Cerrado, São Paulo Storm e RJ Imperadores.

Desde a primeira vez que uma bola oval foi lançada no Brasil, os amantes do esporte sonham com um campeonato nacional, organizado e estruturado. Com o crescimento do esporte e a visibilidade que foi atingida com jogos por todo território brasileiro, o momento para que a idéia fosse concretizada finalmente chegou.

O Torneio Touchdown, como foi batizado pelo seu “padrinho” e conselheiro André José Adler, o narrador esportivo fundador da Lista Redzone, será realizado com capacetes e ombreiras, e todos os seus jogos terão uma infra-estrutura mínima para conseguir atrair público, mídia e futuros patrocinadores. Os times,divididos em Divisões Regionais, disputam o Título de Divisão em dois turnos, com jogos em casa e fora de casa. Os melhores colocados disputam as Finais, em sede rotativa. Em 2009 as Finais serão em São Paulo.

Os times que foram convidados à participar tem os seus nomes já reconhecidos no cenário nacional e já mostraram ter a capacidade de organizar jogos em suas cidade e /ou realizar viagens para fora do seu estado. Vamos conhecê-los um pouco mais, em ordem alfabética.


Barigui Crocodiles: No ano de 2003 um grupo de amigos, apaixonados pela bola oval, resolveram acreditar num sonho de montar um time de futebol americano. O sonho foi ainda mais longe, quando uma estrutura voltada para a organização, acabou ajudando o grupo de jovens à fundar o Barigui Crocodiles.
O nome do time foi escolhido em função do local que o time realiza seus treinos, o Parque Barigui, e pela derivação da lenda do jacaré que habita o lago do parque em Curitiba. Em cinco anos de existência, o Barigui Crocodiles já participou de importantes torneios, mas o grande feito da equipe, aconteceu no Uruguai, quando enfrentou o Emperadores de Montevidéu, até então campeão nacional daquele país. Depois de um brilhante desempenho no Pantanal Bowl III, o Barigui (“Croco” para os íntimos) está pronto para mostrar seus dentes no Torneio Touchdown.

Cuiabá Arsenal: O Cuiabá Arsenal foi fundado em Abril de 2006 pelo grupo de amigos que praticava Futebol Americano no campo da UFMT. O nome foi escolhido em homenagem ao Arsenal de Guerra, prédio histórico de Cuiabá que hoje é um centro cultural mantido pelo SESC. A primeira partida foi em 16/06/2006 contra o Tubarões do Cerrado em Cuiabá. Vitória do Arsenal por 30 a 8. Em Setembro de 2006 a equipe enfrentou o Ponta Grossa Black Knights, o Curitiba Brown Spiders e o Jaraguá Breakers na casa dos adversários, naquela que foi a primeira grande aventura do time. A primeira competição foi disputada em Abril de 2007 em Brasília. Desde então foram seis Bowls com quatro conquistas: Pantanal Bowl I (2007), II Torneio Capital (2008), Sorocaba Bowl I (2008) e Pantanal Bowl III (2009). A equipe enviou sete jogadores para a Seleção Brasileira que enfrentou o Uruguai em Montevidéu em Novembro de 2007 além do Coordenador Ofensivo; em 2008 foram quatro joadores convocados. O Cuiabá Arsenal está totalmente equipado e se orgulha de organizar o Pantanal Bowl, que é considerada a competição mais bem organizada do país, um parâmetro desejável para todos no Torneio Touchdown.

Curitiba Brown Spiders: O Curitiba Brown Spiders surgiu em 2001, a partir da iniciativa de um fã de futebol americano que tinha grande interesse em praticar o esporte, mas não conhecia um time em sua cidade. Durante a transmissão de uma partida da NFL, Rafael Bruzamolin enviou recados para pessoas em Curitiba que gostassem de bola oval. Disse que estaria, em determinado dia e horário, em um gramado atrás do atual Museu Oscar Niemeyer, à espera de adeptos do esporte. A idéia funcionou, cerca de quatro futuros jogadores se comprometeram a voltar todo final de semana e montar um time. O time foi batizado com a tradução para inglês de “aranha-marrom”, um aracnídeo típico da região de Curitiba, portadora de um veneno extremamente poderoso. Pouco tempo depois da formação da equipe, o Curitiba Brown Spiders passou a disputar amistosos contra times do Paraná e Santa Catarina. Em 2005 e 2006, participou do torneio Sul Bowl e foi campeão das duas edições. Até hoje, o Curitiba Brown Spiders permanece invicto. Em toda a sua história, dois empates são os piores resultados. Em outubro de 2008, o Brown Spiders enfrentou o Barigui Crocodiles no que seria o primeiro jogo de futebol americano com equipamentos de proteção oficiais – semelhantes aos usados nos Estados Unidos – em território brasileiro, com vasta cobertura da imprensa regional, nacional e especializada, e platéia de 2,5 mil pessoas. Terá um impacto grande no Torneio Touchdown.

Joinville Gladiators: O futebol americano tem uma longa história em Santa Catarina, mas apenas em 1998, na praia de Balneário Camboriú, o Joinville Panzers realizou seu primeiro jogo contra um time formado por atletas de fora de Joinville. Desde então aquele time teve apenas uma derrota em 100 jogos oficiais e venceu os 3 Campeonatos Catarinenses além de 6 outros títulos. Após a saída de vários jogadores do Panzers , muitos se reuniram e montaram uma nova equipe chamada Gladiators Football Team. Fundado em 12 de outubro 2008, o novo time de Joinville, treina desde o início de novembro de 2008. O Gladiators, completamente equipado, se prepara uma grande estréia em campeonato mesmo sendo o “caçula” no Torneio Touchdown.


RJ Imperadores: Para suprir os anseios dos jogadores de Futebol Americano do Rio de Janeiro, foi fundado, em janeiro de 2008, por Flávio “Skin” Cardia, o primeiro time de grama da cidade, que, em homenagem ao bicentenário da chegada da família real ao Brasil (1808-2008), recebeu o nome de Rio de Janeiro Imperadores, e como sede de treinamento o time usará a segunda casa de Dom João, durante sua permanência no Rio de Janeiro, a Quinta da Boa Vista. Atualmente o Estado do Rio conta com aproximadamente 16 times de futebol americano, porém como todos jogam na areia, foi criado o Rio de Janeiro Imperadores, que representou Rio no Sorocaba Bowl. O time conta com um elenco muito forte, já que o Estado do Rio é o que mais possui praticantes do esporte no país, formando uma verdadeira “seleção carioca”, e com uma comissão técnica formada por pessoas com grande experiência no esporte, tendo muitos títulos cariocas no currículo, e está pronto para imperar no Torneio Touchdown.

São Paulo Storm: O São Paulo Storm nasceu quando os amigos Henrique Cunha, Fernando “Gordo” Lanzieri, Vinicius “Tails” Gaspar e Vitor Verniz resolveram sair do SP Tigers no meio de 2006 para formar um novo time.
Quando os irmãos Erick e Ricardo Galache se juntaram ao grupo, o designer gráfico Ricardo mostrou aos demais uma nuvem nervosa com uma bola de futebol americano debaixo dos braços em um dia chuvoso em São Paulo, foi daí que surgiu o nome Storm. Ainda em 2006 foram chegando peças importantes para a fundação do time, Mario Lewandowski (atual presidente), Marcio Oliveira, Rafael Annaruma, Renato “Spy” Grassiotto e Leonardo Sardinha (Atual Coordenador de Ataque), o time se organizava para jogar no ano seguinte.
Em 2007, o time participou do Campeonato de Flag da Liga Paulista (LPFA) , perdendo nos playoffs, enquanto vários dos seus jogadores adquiriam experiência jogando dois dos mais importantes campeonatos de futebol americano de grama do país, o Torneio Capital (Brasília) e o Pantanal Bowl (Cuiabá). No final do ano dois atletas foram selecionados para a 1a Seleção Brasileira de Futebol Americano. Em 2008, o Storm resolveu entrar com tudo na estruturação do time para jogar exclusivamente o futebol americano de grama com equipamento completo . Seletivas foram organizadas e equipamentos adquiridos. O elenco cresceu e se fortaleceu, o time fez 7 partidas no ano, participando da Taça Adler, onde foi campeão, e do Sorocaba Bowl. Os jogadores de linha ofensiva Dhiego Taylor e Danilo Muller foram chamados para a Seleção Brasileira. No começo de 2009 o Storm foi base da Seleção Paulista campeã Brasileira no Torneio de Seleções realizado em Sorocaba. O atual elenco possui mais de 60 atletas, um grupo experiente, forte, promete fazer bonito no Torneio Touchdown.

Sorocaba Vipers: Time fundado em 5 de Agosto de 2006. No ano de 2007 disputou 3 campeonatos e se sagrou campeão de forma invicta nos 3 torneios (Torneio Inegração de Flag-2007 ,1ª Taça Brasil de Flag ,Liga Flag 2007).Em 2008 o time se focou na modalidade tackle sendo convidada para participar do II Torneio da Capital em Brasília, ficando com a 3ª colocação do Torneio, ficando conhecido no cenário nacional do futebol americano.Ainda em 2008 o Sorocaba Vipers organizou o Sorocaba Bowl (Etapa do Circuito Brasileiro de F.A), o 1º campeonato da modalidade tackle realizado no estado de São Paulo , sendo considerado uns dos torneios mais bem organizados já realizado no Brasil.
Em 2009 Sorocaba foi a casa do 1º Torneio de Seleções disputado na modalidade Tackle Full Pad (Equipamento Completo) o primeiro realizado no Brasil onde a Seleção Paulista se sagrou Campeã contendo em seu elenco 10 jogadores do Sorocaba Vipers. Desde o começo do ano a equipe vem focada e se equipando para a disputa do Torneio Touchdown

Tubarões do Cerrado: O Tubarões do Cerrado nasceu de um grupo de fãs de Futebol Americano de Brasília que se conheceram pelo Orkut e resolveram organizar as primeiras peladas nos gramados da Esplanada dos Ministérios, isso no ano de 2004. A primeira partida da equipe aconteceu em Junho de 2006 em Cuiabá. Depois de 20 horas de viagem a equipe com apenas 18 jogadores perdeu para um Arsenal completo, com mais de 40 jogadores, pelo placar de 30 a 8. Nascia ali uma das maiores rivalidades do esporte no Brasil. Em Novembro de 2006 o Tubarões recebeu o Arsenal em seus domínios e deu o troco, vencendo a partida por 14 a 12, com a defesa tendo uma apresentação muito boa. Em Abril de 2007 o Tubarões organizou o I Torneio Capital de Futebol Americano. Venceu as três partidas e conquistou o torneio de forma invicta O II Torneio Capital aconteceu em Abril de 2008 e o Tubarões conquistou o segundo lugar. Este ano o Tubarões que já se encontrou com o Arsenal no Pantanal Bowl III, irá enfrentá-lo em dois jogos do Torneio Touchdown, sendo que um deles será dentro do III Torneio Capital, ou “Brasília Bowl” para os íntimos. O primeiro nome da equipe foi Brasília Sharks. O nome Tubarões do Cerrado nasceu de uma brincadeira que um colega de trabalho do Leandro Barreto fez com ele.

As regras pelas quais se regerá o Torneio Touchdown são as do Manual de Regras do Futebol Americano de Grama, revisadas e aprovadas pela Comissão de Arbitragem da Associação de Futebol Americano e Bandeira do Brasil (AFAB) e pela Comissão de Arbitragem da Associação Nordestina de Futebol Americano (ANEFA) em Julho de 2009. Para quem já assistiu jogos de College Football na televisão, disputado sob as regras da NCAA, tudo será muito familiar.

A bola é sua!

Esta é a tabela da temporada regular:


Data Partida Local
09/08/09 Brown Spiders @ Gladiators Joinville, SC
15/08/09 Vipers @ Storm São Paulo, SP
22/08/09 Crocodiles @ Brown Spiders Curitiba, PR
29/08/09 Storm @ Imperadores Rio de Janeiro, RJ
05/09/09 Arsenal @ Tubarões Brasília, DF
12/09/09 Gladiators @ Crocodiles Curitiba, PR
26/09/09 Imperadores @ Storm São Paulo, SP
03/10/09 Brown Spiders @ Crocodiles Curitiba, PR
10/10/09 Imperadores @ Vipers Sorocaba, SP
17/10/09 Crocodiles @ Gladiators Joinville, SC
17/10/09 Vipers @ Imperadores Rio de Janeiro, RJ
24/10/09 Tubarões @ Arsenal Cuiabá, MT
31/10/09 Storm @ Vipers Sorocaba, SP
07/11/09 Gladiators @ Brown Spiders Curitiba, PR

O site oficial do Torneio Touchdown é www.touchdown.net
A comunidade no orkut é http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=88148589
O Twitter é http://twitter.com/T_Touchdown09

Saturday, June 27, 2009

Para os fans da bola oval... vamos agir!


Eu estive aqui pensando com meus botões (mesmo estando de camiseta), talvez tenha entre os leitores deste blog algumas pessoas que possam colaborar com o Torneio Touchdown, o primeiro campeonato deste âmbito a se realizar no Brasil..

Se algum dos meus leitores trabalha em prefeituras (ou nelas tem bons contatos), se alguem trabalha em empresas de transportes, ou quem trabalha em marketing, produção audiovisual, agencia de propaganda, ou qualquer coisa que possa contribuir de forma voluntárias para este torneio que será um passo importante para examinar onde estamos com a bola oval no Brasil.

Nos 3 meses que estou no Brasil eu já presenciei mais e mais avançados eventos do que nos anos que aqui estive de visita. Tive a oportunidade de observar e conversar sobre os esforços de realização, erros e acertos, e claro, potenciais. Conversei com a maioria dos dirigentes das ligas do país, e ínúmeros representantes de times.

Tive o privilégio de estar presente na maior parte dos acontecimentos marcantes destes 3 meses:

Eu estava presente no dia final do Torneio de Seleções, em Sorocaba. Certamente um marco histórico.



Presenciei uma boa parte da reunião da ANEFA, onde fiz uma pequena palestra na qual todo mundo aprendeu um pouco. Talvez mais eu do que todos.



Fui ver o primeiro amistoso de pré-temporada do Carioca Bowl, (entre o Titans e o Mamutes), que este ano vai para a sua 10ª edição.Todo mundo sabe o quanto ele é caro para o meu coração, pois ele e o Flag de São Paulo, foram não só os primeiros que tive a oportunidade de promover quando ainda tinha o microfone da ESPN Internacional, mas os eventos que me alertaram sobre as possibilidades e me fizeram acreditar na bola oval brasileira.




Participel da Clínica de Futebol Americano do Corinthians, em São Paulo, como palestrante e não me vaiaram e nem jogaram ovos nos momentos que mostrei meus pontos de vista sobre o andamento do nosso futebol americano e a minha visão de futuro próximo.




Estive presente em Valinhos no jogo de abertura desta temporada da Liga Flag. Parece bem divertida e promissora.



E voltei há pouco de Cuiabá, do Pantanal Bowl, e aó poderia fazer bons comentários sobre o primor da organização e o espírito que reinou entre todos nós que participamos dele de alguma forma, foi - além de esportivo - de orgulho e alegria.




Portanto deu pra prever que o Torneio Touchdown promete boas partidas, de bom nível, com muitas emoções.

Os jogos vão ser realizados em 7 cidades (e os redzoneiros destas áreas se alertem: Sorocaba, Joinville, São Paulo, Curitiba, Brasília,
Rio de Janeiro, e Cuiabá.

Para um bom evento de futebol americano a chave é o melhor estádio possível, com a melhor infraestrura para jogadores, espectadores, e mídia.

E aó começam as despesas maiores, desde tinta para pintar a grama, impressos, água em grande quantidade para as equipes, promoção local, estrutura audio visual, e tanto mais.

Jogos tornam-se mais atraentes para espectadores, quando há não só um bom DJ, mas quando há eventos de abertura, shows de intervalo, sorteios de brindes, narração de qualidade, e claro... um pipoqueiro nas arquibancadas. O público de futebol americano inclui, e disto é parte do seu sucesso nos Estados Unidos, famílias inteiras.

Acho que quem chegou até aqui já está pensando se pode colaborar de alguma maneira, seja doando tempo e trabalho, para o sucesso do Torneio Touchdown.

Caso alguém não saiba, além de "batizar" este campeonato, eu sou Conselheiro do Grupo Gestor. Mas não é nesta qualidade que escrevo, e sim como o fundador orgulhoso da Lista Redzone, da qual tantas coisas boas já saíram para o futebol americano no Brasil, além dos melhores papos sobre a grande NFL, e como incentivador do progresso de um esporte cuja prática acredito ser positiva no Brasil.

Posso receber no meu mail pessoal, ofertas de apoio que levarei ao Grupo Gestor do torneio, caso alguém assim o preferir.

Valeu e a bola é definitivamente sua!

(algumas fotos peguei emprestadas do Blog Sideline do Jayson Braga, onde as novidades sobre o Torneio Touchdown são frequentemente atualizadas.)

Tuesday, June 2, 2009

NoeMita 1921-2009

Nome: Noemia W. I. de Manuel.

Local onde vive: Curitiba, PR, Brasil.

Frequenta o #brasil-usa desde: Junho de 1997.

Sou a matriarca do canal... bisavó!! hobbies: estudar, jardinagem e acima de tudo mircar.

Aniversário: 07 de Junho.



Este era o resumo da Noemita em Março de 2001, no site do canal de IRC #Brasil-USA. Antes de MSN. Facebook, Twitter, etc... as pessoas se conheciam e faziam amizades usando geralmente o programa mIRC para acessar canais de chat. O #Brasil-USA passou de 100 ops e as pessoas que dele participaram jamais vão esquecer. E menos ainda da Noemia, a bisavó internauta. Uma das pessoas mais interessantes que conheci na internet. Poliglota, culta, estudante de Extensão Cultural na PCU-PR, e sempre pronta para papos com pessoas de todas as idades. Viajava e participava de nossas festas, os IRContros. Vai ficar marcada no coração de todos que a conhecemos, e para mim tornou-se uma amiga querida.

Meus dois últimos papos com ela no MSN:

30 de março de 2009


TouchDown--Tou no Rio, darlingui :D
noemita--Oba! Beleza, darling!!!
noemita--Só agora vi sua chamada! Que maravilha agorea estamos na mesma hora, sem ter que ficar pensando em diferença, pra lá ou pra cá!!
noemita--O que está achando da nova casa?? Muito longe? Outro dia recebi muits fotos do Rio e fiquei impressionada com quantas coisas novas depois que vim pra cá!
TouchDown--bem
TouchDown--ainda tou em fase de adptação
TouchDown--É longe, mas eu sabia
noemita--e o Joe? está gostando do calor???
TouchDown--o Jerry q é pequeno se adapta + fácil
TouchDown--mas o Joe gosta
TouchDown--só q foi muito de repente
noemita--você vai acabar se acostumando!! Morei uns 5 anos em Santo André,durante a 2a. guerra, e pra ir a S. Paulo era ou o trem ou o onibus... Prefiria o trem, muito limpos e confortaveis os antigos
noemita--Logo logo ele vai arranjar amigos e aprender a lingua!!!!
noemita--vc vai ver que logo acostuma!!
TouchDown--claro
noemita--E vc? Está mais feliz agora?
TouchDown--cautelosamanente otimista
TouchDown--:D
noemita-que bom amigo! É isso aí! Aposto que apesar de ter nascido na hungria, sente-se mais em casa aqui, não é? E a sua casa de Bristol?
TouchDown--ta alugada
noemita--isso aqui é melhor do q na Hungria,não é? Apesar do dolar estar sempre em vai e vem, ainda é pelo menos um pouquinho mais do q o dobro do nosso tadinho real...
TouchDown--eu não sei ainda se é melhor
TouchDown--tou fora há 30 anos
TouchDown--preciso de um tempo pra entender
noemita--quanto ao real sempre foi... não sei na Hungria como era
TouchDown--não tou falando em dinheiro
TouchDown--aqui não é mais barato
noemita--A vida está cara em qualquer lugar.ando meio fora do normal, estou tentando descobrir porque ando levando tomos sem razão! Amanhã vou fazer vairos exames
noemita--tombos
TouchDown--isto acontece por acaso
TouchDown--quando vc se distrai em outros pensamentos?
noemita--não, agora estão seguidos, sempre quando estou indo deitar pra dormir! 2 x semana passada, um dia sim outro não e vem de novo!
noemita--Não sei, não tenho motivos pra preocupação!
TouchDown--vc dorme quando já está com muito sono né?
noemita--Minha vidinha sem graça continua a mesma, só estou mais caseira, embora agora tenha até motorista!!! Coisa do meu filho!
TouchDown--Era a hora de vc escrever um livro
TouchDown--e deixar de herança pra o mundo
TouchDown--"As Aventuras de Noemita"
TouchDown--:D
noemita--primeiro tenho que melhorar do resultado das quedas.. os 2 braços estão machucados, hoje estou podendo escrever melhor...mas teria quie ser um volumão... foi tanta coisa na vida...
TouchDown--faz 5 livrios
noemita--vc sabia por acaso que fui jornalista? De carteirinha da ABI?
TouchDown--sei q vc escreve muito bem
noemita--não tenho mais disposição pra ficar sentada escrevendo, e você que dizia q
noemita--foi pra Budapest pra escrever um livro? Sua vida sim, basta até quase você só aumentar um pouquinhos seus blogs e coisas que escreve na internet!
noemita--mas você é melhor!
TouchDown--mas eu ainda quero primeiro fazer mais coisas
TouchDown--ou seja tv etc
noemita--taí uma coisa que eu já nem quero mais..só apreciar meus jardins e ficar tricotando pros netos e bisnetos, vendo filmes da locadora, ou que o Guy grava pra mim!
e também tem a internet!!
TouchDown--então faz o Blog da Noemita
TouchDown--escreve de vez em quando
noemita--o Edu meu neto, até começou umpra mim uma vez...mas não faz muito meu genero, nunca mais andou o tal blog...
TouchDown--hehehe
TouchDown--vou fazer um lanchinho agora
TouchDown--beijo grande
TouchDown--estamos mais perto :D
noemita--a idade está realmente começando a me atrapalhar...canso muito por qualquer coisinha, mas hoje por exemplo tive uma tarde muito movimentada, saí a tarde toda! e estou muito cansada..
noemita--tenho até um enfermeira aqui pra cuidar que eu não caia e ando de bengala!!!!!!!!!!! Toda dourada, muito chique ehehhe
TouchDown--puszi
noemita--Pra vc também querido amigo!!!! Tomara que você logo acomode sua vida e tudo!!! Sempre que estiver on line me chame! Gostomuito de um papinho com vc,viu? Beijinhos mil!


10 de maio de 2009


-TouchDown--Feliz Dia das Mães, darlingui!!! :D
-noemita--Thanks a million, darling friend!!! Was trying to get in touch with you!!!!! How’re you doing back in the outskirts of Rio?
-TouchDown--still waiting for my stuff. It will be inspected by customs on Tuesday, and hopefully delivered on Thursday.
-TouchDown--Have traveled twice already
-TouchDown--Sorocaba, SP
-TouchDown--and Campina Grande, PB
-TouchDown--both trips as a guest for American football events
-TouchDown--of the last one I did a 3 min report which was aired on ESPN last Friday
-noemita--Don't like this new place much?
-TouchDown--It's HUGE
-TouchDown--has great potential
-noemita--Then, when you get your own stuff you cam fill it up´!
-TouchDown--can decorate it
-TouchDown--need some kitchen furniture to fit my stuff
-TouchDown--but no money to buy it now :(
-noemita--Good neighborhood? Joe likes it?
-TouchDown--yea
-TouchDown--both Joe and Jerry
-noemita--Jerry? a Brazilian company for Joe? or is Gerry a cat?
-TouchDown--a Hungarian dog I adopted
-TouchDown--moment.... telephone here
-noemita--Found a place whereto vaccinate them? Here, every now and then cases of rabies appear... Have to vaccinate them every year
-TouchDown--they came perfectly vaccinated.. can't travel without it
-noemita--good! Used to take my dog family every year for vaccine and checkup...
-TouchDown--having mother's day lunch or something?
-noemita--Yes! Lunch here for son, wife, and 3 grandchildren one will see his mother later.
-noemita--Yesterday a celebration day also! My oldest grandson, Luis Eduardo completes his 40th birthday!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Single, and so is they youngest Dr. Lygia Maria...
-TouchDown--Single and happy?
-TouchDown--hehe
-noemita--Looks like... He has already sent to girlfriends away. has his own apartment on a 27th floor in a new neighbor here, and is about graduate in Law...already graduated in electronics engineering...
-TouchDown--Lucas will finish his doctorate this month
-TouchDown--and will get married next year
-noemita--What is Lucas doctorate in what? Greek?
-TouchDown--Physics
-TouchDown--Einstein
-TouchDown--:P
-noemita--That's very nice! Is his future wife the present girlfriend?
-TouchDown--sure
-noemita--That' also a very good sign! This namoro then is quite long, So probably they get along well!
-TouchDown--they sure do! They were here yesterday
-noemita--How nice!!!! Wish I could too. But at Guy's insistence, and my driving license expiring this month, now I have a private driver that come to me 3 days a week, actually 3 afternoons.
-TouchDown--so you can "hang out" :D
-noemita--At least it makes me go out...
-TouchDown--vou dar uma arrumadinha aqui na casa
-TouchDown--beijaum e tudo de bom :D
-noemita--PrA você também meuqueridoamigo!! Adorei este nosso papinho, /faço vots que consiga de uma vez suas coisas de volta! Vai ver que a casa não fica tão grande assim!! Beijinhos mil
-noemita--até breve tá

Bem, espero que não seja breve demais, mas até a próxima darlingui! []s & :******

Friday, May 22, 2009

Hoje eu chorei. Zé Rodrix se foi.


From: Tavito
Date: 2009/5/22
Subject: Luto

Amigos, sinto trazer tal notícia: o cantor, poeta, compositor,
escritor, ator, show-man, palestrante (sobre qualquer assunto),
advogado-que-nunca-exerceu e, acima de tudo, meu parceiro e irmão de
vida mais querido, o nosso Zé, o Rodrix, único, inimitável, nos deixou
para sempre, hoje, dia 22 de maio, à uma e quinze da madrugada. O
corpo será liberado amanhã às onze, hora em que também serão avisados
dos horários de velório e enterro. Com a alma rasgada ao meio, deixo
meu pesar mais profundo / Tavito

Enviada em: sexta-feira, 22 de maio de 2009 07:46
Para: Paulo Mendonca
Assunto: Fwd: Luto - ZÉ RODRIX

Paulinho, estou chocado. Acordei com o email do Tavito abaixo.

Bota A Nova Estrela no ar... em homenagem à ele. Zé foi a minha
ligação com o pessoal para o projeto. Acompanhou a montagem na moviola da RFF. Era meu fan do Falcão Negro, e uma das poucas pessoas que se lembravam e pronunciavam perfeitamente meu nome em húngaro. Meu parceiro em duas das melhores músicas do Jardim e meu parceiro na musica do Cloud Nine.

Foda! Vamos ficando menos.

beijos

André

Paulo Mendonca
to Andre

show details 10:47 AM (31 minutes ago)

André, hoje, às 16 horas é o horário de rebatida do Zoombido, já dedicado a memória do Zé, e logo a seguir vamos colocar a Nova Estrela.
Fico imaginando se ele conseguiu ver o ontem, às 22 hs. o programa.
Pena, né? Ficamos todos mais pobres, sem ele.
Beijo
Paulo Mendonça

O Canal Brasil presta homenagem ao cantor, compositor e instrumentista Zé
> Rodrix - morto na última quinta-feira (21/05/2009), aos 61 anos -, com a
> exibição da entrevista entre Paulinho Moska e o músico. No Zoombido, Zé
> Rodrix fala sobre a música na sua infância e seu processo caótico de
> criação, no qual as letras nasciam de ideias e imagens do cotidiano. Conta
> ainda que utilizava a mistura de ritmos - rock, samba, bossa - como
> ferramenta principal para compor.
>
>
>
> Em seguida, o público confere o curta-metragem A Nova Estrela (1972) (9'),
> dirigido por André José Adler. A produção é uma espécie de pré-clipe – à
> época, ainda não existia o conceito de videoclipe – do Som
> Imaginário, conjunto de rock progressivo formado por músicos como Zé Rodrix,
> Wagner Tiso, Tavito e Robertinho Silva, dentre outros instrumentistas que
> acompanharam Milton Nascimento. O filme é um compilado de imagens embaladas
> pela melodia da música A Nova Estrela, de Wagner Tiso.
>
>
>
> Segue a programação em homenagem a Zé Rodrix:
>
>
>
> Sexta, dia 22/05:
>
>
>
> 16h - Zoombido: Moska entrevista Zé Rodrix
>
> 16h30 - Curta na Tela: A Nova Estrela
>
>
>
> * O programa Zoombido: Moska entrevista Zé Rodrix será exibido novamente no
> dia 23/05, às 13h.

Tuesday, April 28, 2009

André J. Adler itthagy minket

Dias antes de viajar eu dei uma entrevista para o editor do site da MAFL (liga húngara de futebol americano) Gergely Koroknai, autor também desta foto de ilustração. Como foi um papo sincero, e até emocionado, num momento importante da minha vida eu quis compartilhar aqui no blog em português. Aqui está, traduzido do húngaro pelo meu talentoso amigo Nandi Kiss. Nandi, um jovem cineasta que é também ótimo fotográfo foi meu assistente no programa em 2008 e colaborou com idéias e trabalho para o sucesso do programa Touchdown.

Aqui vai o papo:

André J. Adler nos deixará

2009.03.19.

Depois de três anos vivendo aqui na Hungria, André voltará definitivamente ao Brasil, aonde não mora há 30 anos. Em meio a muitos compromissos, nos encontramos no Café Gerbeaud para conversarmos sobre os anos aqui vividos e os futuros planos no Brasil.

Deixo a Hungria mais tarde do que imaginava, já que quando cheguei aqui os meus planos eram de ficar somente por um ano para que eu pudesse conhecer um pouco o lugar onde nasci. Depois apareceram diversas oportunidades e acabei me apaixonando por esse lugar – não somente pela comida, mas em parte também pelo Futebol Americano (rindo).

Eu sempre disse que o Futebol Americano é um esporte que cria uma união e que essa união pode ser importante também fora do esporte. Vi os Hungaros lutarem juntos por um objetivo, coisa que fora do Futebol Americano não ocorre. Logo, é muito triste essa despedida. O principal motivo de minha partida, mesmo que sempre os meus planos eram de voltar ao Brasil, é a minha família, os velhos amigos e o idioma não tão complicado. Lá, “eu não cometo tantos erros” (em húngaro) .

A temporada de 2009 da MAFL (Liga Hungara de Futebol Americano) vai ser muito interessante e eu irei acompanhar os acontecimentos através das matérias que você escreve. Acho que o Budapeste Wolves terá que se preparar melhor para jogar contra o Budapeste Cowboys, que no ano passado os surpreenderam; talvez os Cowboys estão se preparando para uma surpresa ainda maior esse ano. Tem também o Tigers, que agora está na primeira divisão; é um time muito jovem com uma postura muito positiva e acredito que através de seus talentosos jogadores teremos partidas muito boas.

Depois, tem a terceira divisão, onde teremos jogadores que eu gostaria muito de ver mas infelizmente não poderei. A segunda divisão também promete jogos muito emocionantes, já que teremos times que vieram da primeira divisão e tentarão de todas as formas subir novamente. E claro, tem os Predators que mereciam tanto quanto os Tigers estarem na primeira divisão, mas Steve Benefield (treinador dos Predators) é uma pessoa inteligente e não quis se apressar.

Com tudo isso, acredito que será uma temporada fantástica e teria gostado muito se nesse ano também eu tivesse tido a oportunidade de fazer o programa Touchdown Magazine, com o qual queria chegar ainda mais longe; que mais pessoas pudessem acompanhar o programa e os diversos e emocionantes aspectos do Futebol Americano; para pudessem conhecer melhor os maiores jogadores e para que os próprios jogadores pudessem se conhecer melhor, e ainda para que pudessemos mostrar ainda melhor as regras do esporte. O ano passado foi muito bom: Mostramos aqueles hungaros que tiveram papel muito importante na NFL, já que aqui eles não eram tão conhecidos. Mostramos que o Futebol Americano estava no “sangue” deles.

Me mudo da Hungria, deixarei o país, mas o país nunca me deixará, será sempre parte de mim. Deixarei a “porta aberta”, - Estou aqui, arrumem um canal ou dinheiro para o programa e eu voltarei. Talvez para a final do campeonato estarei novamente por aqui, quem sabe? Só a unica coisa que é muito triste é que aquelas pessoas que comandam os canais de televisão nesse país não dão devida atenção ao fato de poderem investir em um esporte que os Hungaros praticam. A maioria dos esportistas hungaros somente são mostrados na época das Olimpíadas, não há um devido incentivo ao esporte. É verdade também que já não existe uma “Seleção de Ouro” (citando a seleção de futebol da década de 50), mas se não incentivamos os esportistas, não há esporte.

Agora quanto a TV, o Futebol Americano é um esporte feito para a Televisão, ainda mais em um programa de compacto é ainda melhor pois por se acaso o jogo não é tão bom, pode-se mostrar os melhores e mais emocionantes momentos somados com outras curiosidades. Resumindo: Há a audiência e também há o esporte mas os responsáveis dão preferência aos “produtos baratos” comprados de fora. Eu só espero que com o passar do tempo os dirigentes televisivos mudem pelo menos a forma de pensar e dêm mais importância ao Futebol Americano que cresce de uma maneira generosa e não pode parar, e eu ajudarei com todo o prazer do mundo da forma que posso, até mesmo não estando por aqui.

No ano passado, um dos momentos mais importantes foi quando nos reunimos na casa da Embaixadora Americana. Ao meu ver, foi um grande acontecimento do qual tenho muito orgulho. E não somente pelo fato de eu ter organizado esse acontecimento, mas sim, porque foi voltada a atenção ao Futebol Americano na Hungria – não somente aos jogadores e aos técnicos, além dos times que ali estavam, senão todos que muito fizeram pela NFL – que foram lembrados no discurso da embaixadora April H. Foley.

Sendo assim, eu estou indo embora mas uma parte minha ficará por aqui, aonde quer que eu esteja e independentemente do que eu estiver fazendo, eu só estarei a uma distância de um e-mail.


A princípio você disse que pensava em ficar na Hungria por menos tempo do que acabou ficando. Poderíamos dizer que no ano passado você pensava em ficar mais tempo ainda por aqui?

Sim, no começo eu disse: Ok, vou passar mais ou menos um ano na Hungria para poder escrever um livro. Essa foi a idéia que eu tinha quando vim, por isso mesmo é que eu fui morar em “Rákoskert” (distrito localizado nas redondezas de Budapeste), lá ninguém irá me perturbar. Mas depois muitas coisas aconteceram, surgiu a possibilidade de comentar o College Footbal com o Zoltan Hethéssy, que é um grande profissional e se tornou um grande amigo e companheiro de trabalho. Depois eu “ganhei” a oportunidade do László Tóth (presidente da Liga) de fazer o Touchdown Magazine, onde eu era o responsável por tudo que as pessoas gostavam (ou não) de ver, claro que a camera não era eu quem a manejava. Se era do agrado da audiência eu agradeço, senão eu sou o culpado. O László Tóth sempre apoiou a idéia, e se dependesse dele, neste ano também haveria um Touchdown Magazine na TV ainda melhor, eu sei que ele fez de tudo para que houvesse mas as vezes o tudo ainda é pouco para que algumas coisas funcionem. A gente sabe que a Hungria funciona dessa forma. Foi uma grande surpresa que as coisas aconteceram desta forma e no ano passado quando vimos que evoluimos eu disse: Ok, vamos fazer mais uma temporada. Eu sinto que quando faço algo que gosto, eu me sinto em casa, mas quando não há o que fazer... mesmo que eu já esteja na idade de me aposentar, a minha mente ainda não está na idade. E se eu não a uso, eu a perco, e eu quero é usá-la, até quando eu puder.


E em que pé está o livro?

Nenhum (rindo). Algumas coisas eu coloquei no meu blog, ali estão as anotações. Estão em português e eu não o atualizo muito.

A minha vida é muito estranha: Eu nasci aqui na Hungria, cresci no Brasil e depois me mudei para os Estados Unidos, fui ator quando garoto, depois virei Narrador Esportivo, muitas coisas... Conheci muita gente que nunca imaginei conhecer: De David Bowie a David Rockefeller. E claro, também conheci alguns traficantes no Washington Square (brincando). Conheci muitos famosos que eram interessantes e também muitos que não eram, e também muitas pessoas que não eram famosas e que eram pessoas extremamente interessantes. Resumindo, eu teria muita coisa para escrever nesse livro, mas mesmo tendo um ego, o que claro até certo nível não faz mal, mas depois... Claro se alguma outra pessoa quiser escrever um livro sobre mim, dai já é outra história.


E o que vai ser se não tivermos nem dinheiro, nem um canal de Televisão para o programa? Mesmo assim você virá nos visitar?

Estou aberto a tudo. Sou um pouco como a borboleta, se há alguma flor que sorri para mim e pede para ser beijada, então eu vou até ela e a beijo.


E o que você irá fazer no Brasil?

Bom, pelo fato de eu por muito tempo ter narrado para a audiência brasileira, eu recebo diariamente muitos e-mails: que alguém pratica o Futebol Americano porque me escutava de pequeno, ou assiste por minha causa. Mas os méritos não são só meus, já que eu usava os microfones da ESPN. Se não houvesse o microfone, isso não teria ocorrido. Mas quando eu o podia usar, usava de verdade, usava para motivar as pessoas a assitirem e praticarem o esporte da bola oval, e elas assim fizeram. Hoje o Futebol Americano existe desde o Amazonas até o Sul do Brasil, e a verdade é que os amantes do Futebol Americano me consideram muito.

Mas a Hungria está numa melhor situação já que no Brasil este ano será a primeira vez em que vários times irão jogar com o equipamento completo, aqui o acesso para conseguir os equipamento é mais fácil. No ano passado eu narrei o primeiro jogo onde ambos os times jogaram com o equipamento completo.

Acredito que continuarei a motivar as pessoas. Gostaria de continuar na TV, mas antes preciso me adaptar novamente ao Brasil, 30 anos passaram. Preciso me ”traduzir” ao português novamente. Depois veremos como será, a aventura continua.


Então de qualquer forma você gostaria de continuar ligado ao Futebol Americano e à Televisão.

Desde sempre estive na TV. Nunca precisei fazer com que eu ficasse perto do Futebol Americano já que ele que sempre esteve ao meu lado. Com certeza vão acontecerer coisas emocionante no Brasil, só que antes preciso ver como será, da mesma forma quando cheguei aqui. Digamos que irei ao Brasil escrever um livro. Daí claro que provavelmente não escreverei livro algum.


O que você leva com você desses três anos de Hungria?

Uma das coisas mais incríveis, graças ao programa, foi o fato de eu poder percorrer o país, tive a oportunidade de conhecer as cidades e suas diferenças. Também o fato de ver que não existe somente a língua hungara de Budapeste, apesar de eu somente saber falar esta. Aprendi que este é um país maravilhoso, com um solo rico e frutas maravilhosas e que por algum motivo que eu desconheço, não é aproveitado. Acredito que os húngaros tem uma identidade muito valorosa, mesmo se amando e se odiando ao mesmo tempo. E acredito também que o país depende muito da geração que virá, porque a geração de agora, falhou nessa ”missão”.


Você aprendeu alguma coisa sobre o Brasil ou Estados Unidos durantes os anos que você viveu aqui?

Tenho um grande amigo, o Péter Szigeti, que podemos dizer que já há um bom tempo é o meu amigo; nos falavamos muito pela internet. Há alguns anos atrás quando eu nem imaginava viver aqui, eu disse a ele: Engraçado, mesmo eu estando no show business desde os meus 12 anos de idade, tendo feito teatro, cinema, TV, tendo trabalhado como ator, diretor e produtor, mesmo assim, na Hungria nem sabem que eu existo.

Isso foi há alguns anos atrás, mas agora já é diferente pois tive a oportunidade de fazer e e fiz. Fiz algo pelo país onde nasci a algumas quadras daqui (mostrando na direção da casa de seus pais). Espero ter podido ajudar a alguém, já que aprendi muito e espero que alguém também tenha aprendido comigo. Aprendi que sempre serei Húngaro, sempre serei Brasileiro e sempre serei Americano, mas o que eu sou mesmo é: Um habitante no Planeta Terra.


O que você acha que te espera no Brasil?

Volto ao Brasil depois de 30 anos, muitos velhos amigos e novos também, além da minha familia, me esperam, e sinto que no programa também fiz muitas loucuras, como por exemplo, levei um ”Sack”, subi em uma grua gigantesca, fiz coisas que nunca havia feito na minha vida ”normal”, mas fiz pelo programa, fazia qualquer coisa pelo programa se era interessante. Resumindo, acredito que alguma coisa assim me espera no Brasil. ”Estou de frente para o mar e se eu mergulhar, não sei se vou me confrontar com um tubarão ou uma sereia”. E se for um tubarão, com certeza não será de Györ (referência ao time da cidade de Györ, os Tubarões de Györ – Györ Sharks)