Friday, May 13, 2011

Pra quem gosta de futebol americano isto dá água na boca!

Recebí agora pelo correio um tesouro! 10 DVD´s de treinamento de árbitros da NCAA enviados por Bill LeMonnier, que estará em Guarulhos em 4 e 5 de Junho para a Clínica Internacional de Regras e Arbitragem da AFAB. Dei uma espiada em dois e já vi detalhes que não tinha percebido em mais de uma década narrando NFL, NCAA e mesmo jogos nos estádios brasileiros.

Vou aproveitar o tempo até junho para assistir e fazer um trabalho melhor de intérprete para o Bill na Clínica.

“Ter a oportunidade de conduzir uma clínica de arbitragem no Brasil é uma experiência que espero que outros árbitros venham à ter nos próximos anos. Fui abençoado com algumas grandes experiências na NCAA: Michigan/OSU, Texas/OSU, Boise St./Oklahoma, & Oregon/Auburn, além de jogos e clínicas internacionais no Japão, Austrália, Áustria, África, Grã Bretanha, Panamá & México. Sem dúvidas, o Brasil vai estar alto no ranking junto com todas estas”, são palavras de Bill LeMonnier, aposentado como administrador escolar da área de Chicago, que é árbitro de futebol americano desde 1973, sendo que da Big Tem Conference nos últimos 18 anos.


LeMonnier é casado com Barbara há 36 anos e tem 3 filhos adultos, Danielle, Jackie, e David, e tem dois dos “netos mais legais do mundo”, Morgan [3 anos] e Josh [1].

Um homem de família apaixonado pelo que faz. Já liguei para ele cedo de manhã e até pedi desculpas, mas ele já estava imerso em futebol americano. Dá ultima vez que liguei e não o encontrei ele se desculpou dizendo que teve que ir numa reunião da Big Ten.

“Temos um ótimo programa de tópicos de arbitragem planejado para a clínica, na esperança de elevar os árbitros brasileiros ao mais alto nível. Aguardo o prazer de fazer parte da experiência brasileira de futebol americano, e compartilhar esta oportunidade única de fazer novos amigos e visitar o seu país”, Bill me escreveu recentemente.


Espero que todos os nossos leitores e amigos que realmente entendem o momento deste nosso novo esporte, que levam a sério a evolução pessoal e dos seus times, percebam a oportunidade excepcional e não a percam.

Como disse um expoente do futebol americano brasileiro: “Reclamar de arbitragem no Orkut é puro vacilo!” É melhor que os jogadores saibam mais, evitem mais faltas e ajudem seus times.

É melhor mandar um email agora para contato@afabonline.com.br e pedir sua inscrição. Os dois dias custam apenas oitenta reais e nenhum jogo (ao menos do Torneio Touchdown) pagará menos de setenta reais por árbitro. E a AFAB entregará certificados aos participantes que certamente os valorizarão na hora de escolhas.

Aqui está o cardápio. É de dar água na boca...

Cronograma da Clínica:

Sábado, 04 de junho
Teatro Adamastor (Avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos, SP, 07112-000)


10:00 – 10:30 Credenciamento
10:30 – 10:45 Apresentação e Introdução - André José Adler
10:45 – 11:45 Filosofia Profissionalismo Segurança - Bill LeMonnier
11:45 – 12:00 Pausa
12:00 – 13:00 Touchdown Touchback Safety - Bill LeMonnier

13:00 – 14:00 Almoço

14:00 – 16:00 Pass Interference Fumble vs. Down Holding -Bill LeMonnier
16:00 – 16:15 Pausa
16:15 – 18:00 Mecânica Geral Catch vs. No-Catch Dúvidas em Geral - Bill LeMonnier

Domingo, 05 de junho
Teatro Adamastor (Avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos, SP, 07112-000)


09:00 – 09:15 Informações Gerais - André José Adler
09:15 – 10:45 Free & Scrimmage Kicks Forward Progress - Bill LeMonnier
10:45 – 11:00 Pausa
11:00 – 12:00 Dúvidas em Geral - Bill LeMonnier

12:00 – 13:00 Almoço

Domingo, 05 de junho
Campo da Ponte Grande, Próximo ao parque ecológico do Tietê)


13:00 – 16:00 Trabalho em campo- Bill LeMonnier
16:00 – 16:30 Entrega dos Certificados - Flávio Cardia


Friday, April 29, 2011

Bill LeMonnier, O promissor futuro da arbitragem do futebol americano nacional!


Mais um passo para a segurança e a qualidade do futebol americano no Brasil: Bill LeMonnier, Consultor de Arbitragem da USA Football, grupo chancelado pela NFL Youth Foundation, virá conduzir Clínica Internacional de Regras e Arbitragem de Futebol Americano em São Paulo.

“A formação e qualificação dos árbitros brasileiros são tão importantes quanto qualquer instrumento que possa ajudar no atual crescimento do FA Nacional", disse Jayson Braga, amante de futebol americano que há muitos anos é um dos moderadores da Lista Redzone, a maior e mais antiga lista de discussão sobre este esporte no país, e que cativado pela prática dele no Brasil criou o blog Sideline Brasil que é dedicado exclusivamente ao futebol americano jogado aqui.

André José Adler que por 14 anos no microfone da ESPN International incentivou os movimentos de introdução do futebol americano no Brasil, conseguindo inclusive o reconhecimento da NFL que doou bolas e flags e até mesmo um troféu da liga profissional americana para o Carioca Bowl em 2001, teve a oportunidade de observar e participar mais de perto o dia a dia da liga húngara, a MAFL, produzindo e apresentando o seu programa “Touchdown” no Canal Sportklub nas temporadas de 2007 e 2008, ano em que veio ao Brasil e narrou em Curitiba o histórico jogo equipado entre o Brown Spiders e o Crocodiles. Impressionado, sugeriu o Torneio Touchdown, um campeonato interestadual para quando houvesse times equipados para isto.

Flávio Cardia e Mario Lewandowski deram andamento e convidaram Adler para Conselheiro do Grupo Gestor do pioneiro campeonato em 2009. Desde 2010, como diretor e organizador do torneio, Adler observou: “Sempre me preocupou o pouco conhecimento de regras por parte de jogadores, que na maioria dos casos aprendem o esporte vendo a NFL na TV ou jogando Madden, e que alonga os jogos desnecessariamente e cria confusões, uma vez que a maior parte dos árbitros brasileiros são jogadores eles mesmos. A arbitragem é uma função que merece cuidado e prestígio, tanto que na final do TTD em dezembro passado homenageamos a equipe com placas comemorativas pela primeira vez no Brasil”.

Esta preocupação resultou no convite para Bill LeMonnier vir conduzir uma Clínica Internacional de Regras e Arbitragem de Futebol Americano. A recomendação surgiu de uma conversa com Viktor Jánvári, árbitro da MAFL (Liga da Hungria), que assistiu uma das clínicas do famoso referee na Áustria.

"Precisamos de um intercâmbio com um árbitro experiente para que a arbitragem cresça na mesma proporção que o esporte no país, esse evento será um divisor de águas para a qualificação de árbitros, para que os jogos tenham, cada vez mais, atratividade para o público." , diz Alysson Luiz, representando o ponto de vista do nordeste como Presidente da ANEFA e da LINEFA, que fará este ano o primeiro campeonato interestadual nordestino equipado.

Na ficha de Bill LeMonnier consta: Big Ten Conference - 1994-Presente, Arena Football Referee - 2000-2008, 14 Bowls, inclusive o BCS Championship 2011, Fiesta Bowl [4x] and Orange Bowl [2x], All-American Football Foundation's "Butch Lambert Award 2004”, CFO "Tom Quinn Award 2009”, COA Hall of Fame 2009, "Premio de Contribuição Extraordinária para o Football Amador 2011” da National Football Foundation.

Bill, estava de saída para o aeroporto indo para o Japão, para conduzir 4 clínicas e apitar o Global Challenge Bowl, quando foi feito o primeiro contato para uma clínica no Brasil, que segundo Jean Pierre, Diretor de Arbitragem da AFAB, será uma "oportunidade única para todos os que amam o Futebol Americano, sejam árbitros, atletas ou dirigentes, Um árbitro com a bagagem do Bill tem muito a ensinar e precisamos disso no momento. A importância histórica desta clinica deixara um legado não apenas para a arbitragem, mas para a comunidade toda do Futebol Americano, sendo um divisor de eras entre passado amador e um promissor futuro da arbitragem nacional."

A AFAB (Associação de Futebol Americano do Brasil) abraçou imediatamente a idéia e o projeto, através do seu novo Diretor Executivo Flávio Cardia, pois a clínica ajusta-se perfeitamente com seus planos de desenvolvimento: "Esta clínica representa o início de um trabalho para melhorarmos um ponto essencial do Futebol Americano no Brasil: a arbitragem."

Estratégicamente a cidade escolhida para a clínica foi São Paulo, com o apoio imediato da LPFA cujo Presidente Daniel Miura diz: "Receber um evento de tamanha relevância em São Paulo é de grande valia, pois vai de encontro à prioridade com que tratamos o assunto no estado."

Do nordeste ao sul a motivação para a participação dos atuais árbitros, dos novos candidatos, e dos próprios jogadores querendo expandir o seu conhecimento das regras do esporte é grande: “Aqui no Brasil, por não contarmos ainda com a grandeza de recursos tecnológicos, como nos EUA, o conhecimento das regras e a visualização das jogadas pelos árbitros é de extrema importância.”, diz Alexandre Baptista, Presidente da FCFA, a federação catarinense.

O evento, que conta com o apoio da KG Esportes, será realizado em 4 e 5 de junho, no Auditório Paço Municipal - Sede Prefeitura de Guarulhos, Av. Bom Clima, 90 - Bom Clima - Guarulhos, SP e a parte prática no domingo será no Complexo Esportivo "Arnaldo José Celeste" Ponte Grande, Rua Domingos Fanganiello, 315 - Ponte Grande – também em Guarulhos, e entre os temas abordados estarão: Segurança de Jogadores, Filosofia e Axiomas, Profissionalismo, Touchdown, Touchback, Safety, Pass Interference, Fumble vs. Down, Holding. Mecânica Geral, Free & Scrimmage Kicks. No dia 5, a aula será prática com scrimmage em campo. André José Adler será o intérprete principal de Bill LeMonnier durante a clínica.

Marcelo Sampaio, Diretor de Arbitragem do Torneio Touchdown, e um dos poucos árbitros não ligados a times no país, conclui: "Não adianta conhecer as regras sem saber como aplicá-las. Ninguém melhor do que um árbitro como o Bill para nos ensinar isso."

As inscrições podem ser feitas através do email contato@afabonline.com.br e o custo será de R$ 80,00. Após a inscrição cada um receberá o número da conta da AFAB para o depósito que a garantirá. Depósito devem ser eftuados em 5 dias para garantir a inscrição. Haverá um limite de vagas.

Monday, April 4, 2011

Clínica Internacional de Regras e Arbitragem de Futebol Americano.

Um árbitro que mantém a calma como referee de uma final de campeonato universitário de futebol americano, como este último BCS National Championship na frente de um público de 78603 torcedores foi o maior já registrado no University of Phoenix Stadium, campo do Arizona Cardinals. Um árbitro cujo cada apitada foi vista neste jogo entre Auburn e Oregon, por 27,3 milhões de telespectadores sendo a maior audiência de uma transmissão por cabo em todos os tempos, certamente poderá ajudar o Futebol Americano do Brasil.

E é isto que fará Bill Lemonnier, referee da Big 10 Conference e da antiga Arena Football League, com uma Clínica de Arbitragem e Jogo-Aula para árbitros brasileiros presentes e futuros, e tirando muitas dúvidas também dos nossos jogadores.

Na sua ficha consta: Big Ten Conference - 1994-Presente, Arena Football Referee - 2000-2008, 14 Bowls, inclusive o BCS Championship 2011, Fiesta Bowl [4x] and Orange Bowl [2x], All-American Football Foundation's "Butch Lambert Award 2004”, CFO "Tom Quinn Award 2009” , COA Hall of Fame 2009, "Premio de Contribuição Extraordinária para o Football Amador 2011” da National Football Foundation.

Cheguei ao Bill por recomendação do Viktor Jánvári, árbitro da MAFL (Liga da Hungria), que assistiu uma das clínicas do Mr. Lemonnier na Austria e me falou muito bem de seus métodos. Quando entrei em contato pela primeira vez, ele me respondeu de saída para o aeroporto indo pra o Japão, para conduzir 4 clínicas e apitar o Global Challenge Bowl.

Conversamos depois, por email e por telefone, e ele conseguiu reservar na sua apertada agenda as datas de 4 e 5 de junho para o Brasil. Certamente, com os estaduais em andamento ainda, muitos terão que se privar desta oportunidade. Mas quem puder participar da clínica... Não vale a pena perder!

Logisticamente a cidade escolhida foi São Paulo, até mesmo porque facilita para vários estados e fica mais fácil para Bill Lemonnier chegar e ir embora.
As entidades do FA no BR já estão conversando para estudar o maior e melhor aproveitamento e apoio, que será devidamente anunciado assim como o custo de participação.

Quem estiver interessado e quiser receber mais informações assim que disponíveis, pode mandar um email para contato@touchdown.net com o tópico Clínica de Arbitragem, e seu email será respondido ou encaminhado adequadamente.
André José Adler

Monday, March 28, 2011

Contando Histórias Antigas e do Momento

Cassio Cardoso fez uma entrevista com boas perguntas para o Mockup Magazine, e como conto histórias que não contei antes, e pela variedade de assuntos, reproduzo aqui, com a sua autorizaçao, as perguntas e respostas para os leitores habituais do meu blog tão bisexto. A original, com abertura e fotos ilustrativas pode ser lida na Mockup começando na página 33.



- Falando de NFL, qual foi sua sensação ao transmitir o primeiro jogo? O quanto você já entendia do jogo nesse momento?

Eu me preparei, o pouco que pude, para a minha primeira transmissão em 1992 e confesso não lembrar qual foi o jogo. Acho que a sensação foi uma mistura de alívio por ter terminado, e de incompetência. Por outro lado percebi certa magia neste esporte e isto me incentivou e eu me determinei a aprender a transmitir.

- E a experiência de um Super Bowl? Como é estar narrando o jogo ao vivo do estádio?

Boa pergunta, e terá uma longa resposta. De 8 Super Bowls que narrei, 3 foram do estádio. O primeiro foi em 31 de janeiro de 1993, o Super Bowl XXVII, em Pasadena, Califórnia. A semana foi mágica, toda a preparação, coquetel para a imprensa internacional com direito a papinho com Joe Namath, e outros grandes astros do esporte. Me senti um menino num parque de diversões. Em coletiva, ousei levantar a voz e fazer uma pergunta ao Marv Levy, então técnico do Buffalo Bills e hoje membro do Pro Football Hall of Fame. Era num auditório enorme e as perguntas estavam sendo feitas por jornalistas altamente especializados. Perguntei como ele explicaria para o brasileiro, acostumado com o futebol da bola redonda, a beleza do esporte do futebol americano. Antes de responder, ele me agradeceu dizendo que foi a primeira pergunta que não foi repetição do que haviam perguntado à ele durante toda a semana. Isso tirou risadas e aplausos e eu me senti com a maior moral. Ele gostou da pergunta e eu também, pois a repeti através dos anos para vários técnicos e jogadores da NFL.

O jogo em si foi uma lavada de 52-17 do Dallas Cowboys sobre o Bills. Com um público de quase 100 mil pessoas, me senti privilegiado em estar presente. Confesso que tanto eu quanto o meu parceiro Ivan Zimmermann aprendemos um bocado depois. Uma carta de telespectador que chegou à ESPN nos caracterizava como dois turistas narrando o Super Bowl, e provavelmente a definição foi absolutamente certa.

Mas além de curtir no Rose Bowl o show do intervalo com Michael Jackson, no ápice de sua carreira, a lembrança que mais me marcou foi ver o RB Emmit Smith ao vivo. Lembro que o comparei à um carro manual que sai de uma primeira e engata logo uma quinta sem passar pelas outras marchas. Eletrizante! Hoje, aposentado e já no Hall da Fama, ainda mantém o recorde de jardas corridas na NFL com 18355 percorridas. São mais de 16 mil kms em campos de futebol americano

Depois deste, narrei dos estúdios em Bristol, o SuperBowl XXIX (San Francisco 49ers 49–26 San Diego Chargers), o Super Bowl XXX (Dallas Cowboys 27-17 Pittsburgh Steelers) e finalmente em 30 de janeiro de 2000 voltei ao grande palco, desta vez com Roberto Figueroa, para narrar o Super Bowl XXXIV direto do Georgia Dome em Atlanta, Georgia. Ótima maneira de começar o século 21. Fomos às coletivas nos hotéis, gravamos promos a semana toda, e no dia do jogo estávamos bem preparados. Ray Charles, um dos ídolos da minha adolescência cantando na abertura foi um toque especial. A estrutura oferecida é fenomenal. Estatísticas sempre atualizadas num monitor ajudavam a gente a colorir a transmissão. Mas o melhor mesmo foi o jogo. Kurt Warner, que era o QB do St. Louis Rams dando show, a defesa do Tennessee Titans segurando bem no 1º tempo, até que depois do intervalo pegou fogo o duelo.

E quanta emoção no finalzinho! Com o Rams liderando por 23-16 no placar, o Titans chegou na linha de 10 jardas do rival com 6 segundos para o final, e o WR Kevin Dyson poderia empatar mas recebeu um tackle do LB Mike Jones do Rams e ficou à uma jarda da endzone. Que emoção! Certamente um dos melhores jogos que já narrei, e sem dúvida o mais emocionante Super Bowl.

No ano seguinte, Figueroa e eu fomos para a Flórida, para narrar o Super Bowl XXXV diretamente do Raymond James Stadium, em Tampa. Novamente a vibrante movimentação do Media Day, as conversas com jogadores e Tiki Barber me contando que jogou um pouco de futebol na escola, mas o evento extra jogo mais marcante para mim foi sem dúvida uma conferência para a mídia internacional aberta pelo Comissário Paul Tagliabue, e conduzida pelo então Vice Presidente da NFL Internacional Doug Quinn.

Vários países estavam sendo comentados e eu cochichei para o Roberto que eu ia falar em Brasil. Ele deu moral, e eu me apresentei e informei aos presentes que a NFL era discutida na Lista Redzone na internet, que tinha mais de 200 membros (fundei a lista em 1998 e hoje tem quase 2600 membros), e que se jogava futebol americano nas praias cariocas e flag em São Paulo. O nome Carioca Bowl teve logo um impacto e o Mr. Quinn lá mesmo me colocou em contato com o representante da NFL para o México. Como resultado disto vim meses depois ao Brasil, trazendo dezenas de bolas e flags que distribui no Rio e em São Paulo, um troféu oferecido pela NFL para o campeão do Carioca Bowl, e produzi para a NFL Films uma reportagem exibida em cerca de 180 países (http://www.youtube.com/watch?v=fE2MfSGw-Fo).

O jogo em si, entre o New York Giants e o Baltimore Ravens foi muito fraco. O Giants estava péssimo e a defesa do Ravens, comandada pelo Ray Lewis estava ótima. Mas a emoção e vibração de Super Bowl estava presente. O Ravens ganhou fácil por 34–7 e no dia seguinte fui para Orlando curtir um pouco na Disneyworld.

Aquele acabaria sendo o último Super Bowl que narraria de um estádio. Narrei ainda os Super Bowls XXXVII (Tampa Bay Buccaneers 48–21 Oakland Raiders ), XXXVIII (New England Patriots 32–29 Carolina Panthers ) e no Super Bowl XXXIX fui para Jacksonville e passei a semana gravando matérias para a ESPN Brasil, mas como naquele ano os direitos eram de outra rede tive que me contentar em ser espectador da vitória do New England Patriots por 24–21 sobre o Philadelphia Eagles no Alltel Stadium.

Mais estranho para mim foi o último que narrei, o Super Bowl XL. Passei a semana toda em Detroit, fazendo matérias e entrevistando Ben Roethlisberger, Hines Ward, Jerome Bettis, Bill Cowher, Mike Holmgren, muitos outros jogadores, e até Mick Jagger (tem isto no youtube), mas no sábado tive que voar de volta para Connecticut para narrar, ao lado de Marco Alfaro, a vitória do Pittsburgh Steelers por 21–10 sobre o Seattle Seahawks. A ESPN não havia reservado cabine no Ford Field para a narração para o Brasil. Confesso que foi frustrante, mas valeu porque deu para enriquecer a transmissão assim mesmo.

- Agora proponho um bom exercício de imaginação. Você acha que se Peyton Manning e Tom Brady tivessem jogado na década de 70 e 80, o que jogam hoje. E atualmente tivéssemos Dan Marino, Joe Montana jogando o que jogaram no passado, a comparação entre eles seria feita de forma diferente?

Eu não os comparo. Manning já passou Montana em estatísticas de passe, mas não passou Marino, que dos quatro citados é o único que não ganhou um Super Bowl. Brady joga com uma estrutura montada privilegiadamente para ele, e mesmo sendo ótimo perde em criatividade. Comparar como? Por números ou pela arte da performance esportiva de cada um?


- Como sua experiência anterior na TV ajudou na hora de se tornar narrador?


Foi fundamental. Eu nunca fui atleta e não vinha de um background de ávido fan de esportes. Comecei usando as técnicas de televisão e teatro que aprendi desde menino quando comecei como ator na TV Tupi do Rio de Janeiro. Acho que criei o personagem “locutor esportivo” baseado nisso. Depois, ao descobrir cada vez mais o que há de fascinante numa imensa variedade de esportes, “virei” o personagem.

- Ainda sobre o assunto, qual a melhor história dos tempos de ator?

Para quem trabalhou ainda adolescente com grandes damas do teatro brasileiro como Alda Garrido, Dulcina de Moraes e Fernanda Montenegro, e depois fez teatro político com o Teatro de Arena de São Paulo e o Grupo Opinião, e anos depois em Nova York off-off Broadway fica difícil escolher pois são tantas. Então escolho a mais recente. Ano passado fiz um personagem, o chefe do correio, no filme “O Carteiro” dirigido pelo Reginaldo Faria, filmado em Vale Vêneto no RS, e que vai ser lançado este ano. Reginaldo é meu melhor amigo. Escrevi com ele o roteiro do primeiro filme que dirigiu, “Os Paqueras”, em 1969. Há uma cena em que contraceno com dois de seus três filhos, o Marcelo (que conheci no dia em que nasceu) e o Candé que faz o papel-título. A primeira cena que filmei é uma que vai aparecer lá pelo fim do filme e na qual eu sou interrogado pelo Delegado, personagem do Marcelo. Foi realmente um lance muito louco me abster dos laços pessoais e me concentrar (ainda mais que há umas 3 décadas não trabalhava como ator). Mas deu pé e a cena ficou muito legal.


- Como também atuou em outras áreas, como diretor e roteirista, entre outros, você já pensou na possibilidade de gravar um filme sobre o desenvolvimento do futebol americano no Brasil?


Já sim. Pensei até em fazer um documentário tipo “making of” do Torneio Touchdown. Mas como eu estou organizando ele nem teria esta opção. Para falar a verdade pensei até em escrever um musical usando o futebol americano como tema. Coreografia com full pads e capacetes ficaria muito bacana, né?

- De todas as entrevistas e reportagens que você fez ao longo de sua carreira, qual foi a melhor em sua opinião? E por que?

Sem dúvida foi a matéria sobre o grande jogador húngaro Ferenc Puskas exibida no Futebol no Mundo, da ESPN Brasil em 2006. Com depoimentos exclusivos do ex-goleiro da Seleção de Ouro da Hungria Gyula Grosics, e do ex-zagueiro Jenö Buzánsky.

Foi logo que o Puskas foi para o hospital. Antes de Pelé ele foi o primeiro grande jogador reconhecido no mundo todo e ídolo da minha infância. O treinador daquela seleção, Gyula Mándi, que trabalhava com o técnico Gusztáv Sebes naquele time que entrou para a história do futebol como os “Magníficos Magiares”, foi técnico do América em 1958, e era amigo do meu pai. Jantava duas, três vezes por semana lá em casa. Com isto consegui altos papos com o Grosics e o Buzánski, maiores que caberiam na matéria. Gravamos tudo em um dia que parecia ter 48 horas. Começando com a entrevista do Grosics num hotel em Buda, na porta do hospital onde o Puskas estava internado, na casa do Buzánsky em Dombóvár, uma cidadezinha que fica a 50 kms de Budapest, e depois de volta para gravar no Népstadion, renomeado em 2002 como Estádio Ferenc Puskas em Pest, e depois à beira do Rio Danúbio novamente em Buda. A matéria está no youtube em http://www.youtube.com/watch?v=UWh7XgeHBPc . Algum tempo depois caberia à mim informar ao vivo pelo telefone o falecimento do grande jogador no “Bate Bola”.

- Nas transmissões você sempre foi muito correto, e nunca torceu por ninguém. Já hoje em dia, você revela seu time numa boa? Qual time é? E por que você torce por ele?

Em 1994 eu tive a intuição que o Brasil iria ganhar a Copa do Mundo, que o New York Rangers iria ganhar a Copa Stanley depois de 54 anos, e que o San Francisco 49ers iria vencer o Super Bowl. Declarei isto na redação e fui até mal visto por vários colegas, pois fora a Copa, os outros dois palpites pareciam absurdos. Narrei a Stanley com a vitória do Rangers, e depois o Super Bowl e a vitória do Niners. Steve Young foi um QB fenomenal, um prazer de ver jogar com a sua liderança, presença de espírito e variedade de habilidades. Passando para Jerry Rice, dando para Ricky Watters correr com a bola ou correndo ele mesmo. Acho que comecei a torcer para mim mesmo, para que eu acertasse os meus palpites. Infelizmente desde então o 49ers não se acertou mais. Mas durante transmissões isto nunca teve peso, pois torço mais pelo meu trabalho e sempre achei que o público merecia imparcialidade. Não me é difícil ser imparcial porque acho o esporte mais importante que qualquer time.

- Após tanto tempo trabalhando, tanto na TV, e agora com o futebol americano aqui no Brasil, qual sua motivação para seguir na estrada?

É uma coisa que vem lá de dentro. Continuo com tesão de participar, de fazer coisas legais acontecerem. E como posso e faço, vou seguindo na estrada.

- Existe algum sonho que você ainda queira realizar?

Já estive em 28 países, conheci várias culturas. Sobram muitos ainda. Gostaria de gritar um touchdown no Maracanã (já fiz isto em Vila Belmiro). Ganhar um Oscar já ficou difícil, hehehe!

- Falando um pouco do futebol americano do Brasil. Você acha que estamos no caminho certo para que o esporte cresça e se torne popular aqui?

Só nestes dois anos que estou aqui no Brasil, já vi e participei de um boom que ninguém sonhava. O futebol americano está aparecendo no mapa e acho que o caminho certo mesmo vai aparecer como decorrência dos bons caminhos que estamos seguindo. E talvez dos descaminhos que vão se provando errados.

- Você acha que no futuro poderemos ter uma competição de nível nacional, que atraia televisão, mídia, patrocinadores? Não no nível do campeonato brasileiro, mas algo organizado e que chame a atenção do público, como a NBB vem fazendo, por exemplo?

Teremos este ano três competições interestaduais, com a entrada do nordeste e a nova liga LINEFA. Em 2009 foi uma. Em 2010 foram duas, sendo que o Torneio Touchdown foi a menor e atraiu um apoio de mídia sensacional e 10 mil espectadores. Este ano, com 16 times, o TTD será o maior campeonato brasileiro e espero que seja mais um passo em frente. É questão de tempo e patrocinadores perspicazes vão perceber o seu potencial.

- Com os constantes e já quase "de-lei" jogos fora dos EUA na temporada regular (como é o caso do jogo em Wembley), o quanto você acha que o Brasil está longe de sediar um jogo da NFL?

Em outubro de 2008 eu tive, em Nova York, uma reunião de uma hora e pouco com o então Vice Presidente da NFL International, Gordon Smeaton. Inglaterra, México, China estão entre as prioridades da NFL. De qualquer modo acredito que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão um teste real sobre a capacidade do Brasil para anfitriar grandes eventos internacionais. Um jogo de pré-temporada no Maracanã chegou à ser considerado por uma gestão anterior da NFL que até mandou uma comissão aqui pouco depois da virada do século, mas foi desencorajada pelos seus próprios contatos no Brasil. Diga-se a verdade, todos dirigentes ou envolvidos no futebol.

- Esse grande número de ligas no Brasil, e Associações organizadoras de competições. Em sua opinião é benéfica para o crescimento do esporte, ou deveriam começar a repensar esse formato?

O crescimento vem sendo grande e desordenado. Filosofias diferentes e discordantes. Interesses variados. Mas o próprio país funciona assim. De qualquer modo, sem contar com os campeonatos estaduais, desafios regionais, flag, campeonatos na areia, teremos este ano mais de 100 partidas equipadas de âmbito interestadual que serão disputadas no Brasil. E este será apenas o terceiro ano no qual se joga o futebol americano devidamente equipado. Assim como aprendemos ou não em 2009 e 2010, aprenderemos ou não em 2011. Qualquer hora todo mundo aprende e a bola oval vai achar e fazer seu caminho ou caminhos no Brasil. Mas não podemos nos queixar. Estamos indo bem.

- Com a experiência de duas competições anteriores, e partindo para a 3ª edição do Torneio Touchdown agora em 2011, qual você acha que é a maior dificuldade em se organizar um torneio de nível nacional aqui no Brasil?


Disponibilidade de pessoal e custos. Buscamos fazer nível profissional com amadores, e agora me refiro ao amadorismo fora do campo também. São todos heróis apaixonados que futuras gerações terão que homenagear.

- Você já teve alguma idéia que infelizmente não pode ser colocada em prática no TTD?

Muitas! Obrigatoriedade de estatísticas, afinal é um jogo de números. Transmissões de qualidade pela internet. Shows de abertura e intervalo em todos os jogos. Mas acredito que é melhor ir fazendo o que pudermos sem prometer do que prometer e não cumprir ou fazer meia boca.

- Você acha que o esquema de parceria dos clubes de futebol, com os times de futebol americano, um bom caminho para atrairmos cada vez mais interessados para o esporte?


Certamente é um dos caminhos que devem continuar a ser explorado. Corinthians, Vasco, Santos, Botafogo, Fluminense, Palmeiras, Portuguesa, América, e Coritiba já estão envolvidos com as diversas modalidades da bola oval. Uns poucos oferecendo já certa estrutura, outros apenas nominalmente. Universidades já começam a se interessar e isto pode ser um excelente caminho também. Não devemos esquecer que o futebol americano teve o seu começo nos Estados Unidos no século 19 em universidades e o College Football bomba!

Friday, February 18, 2011

AOS TIMES DO TORNEIO TOUCHDOWN III - 2011


Esta carta, enviada em 28 de Janeiro deste ano para os representantes dos times, torna-se aqui aberta.



Pessoal,

Obrigado ao, Jaraguá Breakers, Vila Velha Tritões, Vasco Patriotas, Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, samurais e grandes parceiros do Torneio Touchdown 2010. Obrigado ao Tubarões do Cerrado, do elenco do pioneiro Torneio Touchdown 2009, que voltam para casa e a encontrarão ainda mais acolhedora. Obrigado ao Corinthians Steamrollers, usando este ano a sua chave da porta e entrando enfim.

Obrigado ao Santos Tsunami que nos abriu as portas para uma final em Vila Belmiro no ano passado que já está na história do esporte, e agora é peixe na nossa rede. Obrigado ao Timbó Rhinos que nos escolheu para a sua segunda investida em campeonato nacional. Obrigado ao Uberlândia Lobos por enfim farejar a melhor trilha para a sua
alcatéia.

Obrigado ao Sorocaba Eagles por virem sair do ninho no TTD, ao Botafogo Mamutes por nos fazer a sua praia de estréia em grama, ao Curitiba Predadores que vai estreiar no paranaense e já mergulhar de cabeça na nossa onda, ao Corupá Buffalos que encantou a todos com umvideo, e traz a sua manada para os nossos pastos, ao ABC Corsarios que viu nossa final de camarote e agora quer sair do conforto para o
campo.

Obrigado ao pioneiro do flag paulista São Paulo Sharks e ao Ribeirão Preto Challengers que nos honram com uma garra e vontade tão grande que disputarão uma vaga no torneio deste ano em campo, mas ambos já adquiriram o seu lugar entre nós.


Em 2008, após narrar o histórico jogo equipado entre o Brown Spiders e o Crocodiles em Curitiba, entusiamado com o que ví acontecer, propus a idéia de um campeonato nacional equipado como o que acompanhei em 3 temporadas na Hungria, nas duas últimas produzindo, apresentando e dirigindo um programa chamado “Touchdown”que divulgou muito a bola oval naquele país. Disto surgiu a idéia de um “Torneio Touchdown”, esperançoso que eu pudesse fazer o mesmo aqui, em voltando após 30 anos no exterior. Esta proposta foi feita numa reunião com dirigentes de times (David, do Hurricanes, estava lá) e da AFAB.

Voltei para Budapest, e logo fui informado que havia um movimento para a formação de um campeonato, e fui convidado à participar do seu Grupo Gestor. Como a MAFL, a liga húngara, não conseguiu o mesmo acordo que tinha com o canal SportKlub, onde eu já comentava jogos da NCAA desde 2006 e nem patrocinador, a tentação de vir para o Brasil aumentou. Decidí e aceitei participar do Grupo Gestor como Conselheiro.

No Torneio de Seleções de 2009 em Sorocaba, Mario Lewandowski teve a iniciativa de me levar para uma reunião com times que teriam equipamentos e disposição para jogar um campeonato para dar credibilidade com a minha presença e obter um termo de compromisso que foi lavrado. Nesta reunião eu insistí que o campeonato se chamasse
Torneio Touchdown, apontando que marcaria mais que simplesmente ‘campeonato brasileiro de futebol americano’, já que temos campeonato brasileiro de tudo.

Como creio que todos sabem, a minha vivência anterior com esportes foi como narrador na ESPN Internacional e no Sportklub, desde 1992. Mas na Hungria, acompanhei de perto o trabalho do presidente da liga local de quem fiquei amigo e até mesmo conselheiro quando pedido. Somando isto a minha experiencia em televisão, teatro, rádio, cinema e publicidade em frente e atrás das cameras, e produção também nestas áreas, acreditei que poderia ser um bom conselheiro,e também me esforcei para conseguir o máximo de divulgação para o torneio.

Vendí para a ESPN a idéia de reportagens para The Book is on the Table, e a verba
com a qual queriam que eu fizesse 4 desdobrei para 8 para dar o máximo de visibilidade. Nas primeiras matérias, apenas times que pudessem custear minhas viagens e captação de imagens apareceram. Depois, a ESPN abriu a mão e assumiu meus custos de viagens e forneceu equipe para gravação e chegamos à 12 matérias. Foi legal, mas não levou gente para os nossos estádios.

Durante o campeonato de 2009 eu acabei tendo uma função mais executiva como conselheiro, pois a estrutura do Grupo Gestor com 4 membros representando 8, seus adversários, deixou a desejar em comprometimento e eficiência.

Propus aos 8 times algumas novidades para 2010, entre elas que não houvesse um grupo gestor representando seus adversários, mas que cada um e todos os times tivessem voz ativa nos seus interesses.

Uma idéia que agradou à muitos, mas alguns membros do grupo gestor perceberam
que haveria uma diluição de poder e fizeram um complô pelas minhas costas para me excluir de um campeonato que eu mesmo havia idealizado em Curitiba, alegando oficialmente que só os times deveriam gerir, e nos bastidores propagando falsidades à meu respeito com o incentivo de algumas aves de rapina que já rondam o nosso precário esporte. Os mesmos que me adulavam colocando meu nome em taças e troféus, quando isto daria mais visibilidade na mídia, me golpeavam pelas costas.

Apenas não me conheciam o bastante para saber que aos 66 anos, ainda sou guerreiro nas coisas que acredito. Até então eu confiava em todo mundo, mas após o choque eu registrei no INPI o nome “Torneio Touchdown” antes que algum espertalhão o fizesse.

Mas o nome sem times pode ser interessante mas não é nada, não é um campeonato. E apostando na filosofia de um campeonato com a participação ativa dos times que nele estivessem, busquei o apoio da AFAB numa reunião com o Miguel Lopes e o Rodrigo Hermida o obtive.

Isto me incentivou a convidar times e sete deles tiveram fé e coragem bastante para acontecer a segunda edição do torneio em 2010.

Os resultados de cada uma destas filosofias de gestão ficaram personificados através de seus respectivos campeões no fim do ano.

Mais uma vez quero declarar o que muitos sabem. Acho que os jogos com a bola oval são mais importantes que qualquer campeonato, acredito nesta alternativa esportiva à mais para os brasileiros, e gosto de ver ou saber que ela cresce no pais nos gramados e praias, com ou sem equipamentos.

Mas o desenvolvimento do esporte como espetáculo para público é meu
foco. Acredito que patrocinador quer vender. E seu patrocínio dependerá da presença de público, seus consumidores, nos estádios. Em 2010 tivemos 10000 espectadores em 17 jogos. Publicamos números sem inflar na miséria e na riqueza. Fossem 100 ou 2100 espectadores.

Conseguimos fazer um belo campeonato em 2010, sem nenhuma desavença relevante, com um ótimo espírito de equipe e dos seus resultados 5 dos times aqui presentes participaram e todos os outros ficaram sabendo.

É com verdadeira humildade, mas com a segurança de saber que consegui fazer o que me propus tendo 7 times participando, que peço a Deus que me dê força, paciencia e sabedoria nas decisões agora que vamos para o Torneio Touchdown III com 16 times jogando. Aprendi em 2009 e usei em 2010. Aprendi em 2010 e quero usar isto e aprender ainda mais em 2011.

Agradeço a fé que vocês estão botando em mim e saibam que deposito a mesma em vocês. Um espírito e atos de colaboração durante o campeonato todo. Sem eles não alcançaremos os nossos objetivos. Temos agora times mais experientes e menos experientes. O equlibrio que permitiu que de fato apesar de um campeão apenas, os times de 2010 possam todos se considerar vencedores.

Sou de fato chato e cobrador nas coisas em que vocês se comprometem e comprometerem. Cada um de nós precisa de disciplina de trabalho e eu também. Tenho que me lembrar que é um esporte amador. Passei a vida trabalhando profissionalmente sendo pago para dar conta do recado, ou pagando para que os outros dessem.

É difícl conseguir qualidade profissional sem um grande capital. Faremos apenas o melhor que pudermos individual e coletivamente. Mas não menos do que o melhor que pudermos.

A bola é sua, a bola é minha, a bola é nossa!

abraços

André José Adler

PS: Encorajo que vocês compartilhem isto tudo com seus jogadores,
essência do nosso esporte.

Tuesday, February 15, 2011

“Rita Bowl”

Em 2009, no primeiro Torneio Touchdown, entraram os times que tinham equipamento ou teriam até a abertura do campeonato. Foram oito. O critério era unicamente este. Em 2010, os times pioneiros optaram por continuar o seu desenvolvimento fundando uma liga própria para um novo campeonato de futebol americano.

Acreditando numa gestão sem cargos que possam criar sequer uma aparência de parcialidade ou favorecimento para times representados em diretoria por rivais, optei por assumir o Torneio Touchdown II e convidei sete times, “Os Sete Samurais”, para estrearem seguindo esta filosofia.

Com o apoio da AFAB, e sem fazer grandes promessas, mas com clareza nos nossos objetivos e com um grande espírito de colaboração de todos os times conseguimos fazer um campeonato equilibrado e de sucesso maior que o esperado, com excelente apoio de mídia, 10 000 espectadores, e ainda recompensados com a oportunidade de fazer a nossa final em Vila Belmiro. Pessoalmente, ainda posso botar na minha lista de vaidades ter sido o primeiro locutor a narrar um touchdown em estádio de Série A no Brasil.

Durante o ano pensei muitas vezes, que uma vez terminado o torneio, eu encerraria a minha curta carreira de organizador de campeonato, coisa que o Jayson Braga (Sideline Brasil) jamais acreditou e recentemente deu boas risadas ao ver que estava certo.

O sucesso de 2010, o empenho dos times, o interesse de novos times e a decisão de continuação no TTD por parte de cinco dos sete times que o disputaram no ano passado tornaram irresistíveis a vontade de satisfazer aos jogadores de inúmeros times brasileiros que me diziam em scraps e depoimentos no Orkut, twitts e mensagens diretas no twitter, recados pelo Facebook , emails, MSN e até pessoalmente que queriam jogar num Torneio Touchdown 2011.

Abrimos as portas e inscrições. Nosso anfitrião em Vila Belmiro, o Santos Tsunami, já estava no patamar. Com as portas abertas, o Timbó Rhinos, que nos havia presenteado com uma bela arte para a nossa final na Vila, resolveu entrar e tentar novos caminhos conosco. O Corinthians Steamrollers, um dos destaques em organização e criatividade de marketing no ano passado em sua primeira temporada nacional, também veio juntar-se ao grupo de 2010 formado pelo campeão Vila Velha Tritões, o vice Vasco da Gama Patriotas, o Curitiba Hurricanes e sua extraordinária defesa, o Ponta Grossa Phantoms que foi o único time invicto por duas semanas, e o jovem e surpreendente Jaraguá Breakers.

Estávamos com 8 times. Foi quando tivemos a grata satisfação de receber de volta o Tubarões do Cerrado, um dos fundadores do Torneio Touchdown, que fará conosco a sua terceira temporada nacional. Seu time amigo, o Uberlândia Lobos, achou no TTD o seu endereço certo para estréia nacional e veio junto para ser o primeiro time mineiro na história do torneio. Estávamos com 10 e de bom tamanho.

Mas muitos times novos já haviam pedido informações e expressado grande desejo de participar. Bruno Araujo, do Tritões e Ricardo Trigo, do Corinthians me botavam pilha para incluir mais times. OK. Vamos lá. Curitiba Predadores, time novo que vai estrear este ano no Campeonato Paranaense. Sorocaba Eagles, vindo do flag para o tackle. Corupá Buffalos, já com experiência no Campeonato Catarinense, que cativou a atenção de todos no FA com um excelente vídeo de apresentação. ABC Corsários, representando uma área onde o futebol americano já ferve há alguns anos. E então veio o Botafogo Mamutes (favorito do meu parceiro Marco Alfaro desde as nossas citações nas transmissões de NFL) , time tradicional das praias cariocas, que vai estrear na grama. Ficamos com 15 e naturalmente mais uma vaga.

Para não exagerar, tínhamos 5 times interessados ainda no “balaio”. Dos cinco, dois pareciam serem os candidatos mais plausíveis por uma série de razões: Ribeirão Preto Challengers, campeão do II Desafio do Triângulo Mineiro, e o São Paulo Sharks, o primeiro time de futebol americano de São Paulo, e o time com maior número de títulos da LPFA, começando também na grama.

Decidir não estava fácil. Conversei com parceiros. Liguei novamente para o Xico do Challengers e o Gabriel do Sharks. Ambos querendo. E eu sofrendo pela indecisão.

A gente nunca sabe de onde vem as respostas ou as boas idéias. O almoço estava quase pronto e Rita, minha sábia empregada (já diarista do Jayson também) me viu com expressão perdida em frente ao computador e perguntou “O que foi, seu André? (ela não me chama de Adler)”. Eu expliquei a situação e ela simplesmente: “Por que o senhor não bota os dois times para disputar jogando?”. Eu me lembrei das histórias em quadrinhos que lia em garoto e uma lâmpada aparecia quando alguém tinha uma idéia. Eu disse... “Rita, você é gênio!”.

Liguei para o pessoal do Challengers e o do Sharks e eles toparam. Assim que anunciei o jogo foi logo carinhosamente apelidado de Rita Bowl!
Portanto, dia 27 de fevereiro, às 14h30min, no Estádio João Meirelles, na Rua Dr. Alfredo Guedes 720, em Tambaú, SP, será disputada a 16ª vaga no TTD 2011, no primeiro evento do Torneio Touchdown III. Pena que só temos mais esta vaga. Quem perder já estará garantido, se quiser, para um provável Torneio Touchdown IV em 2012...

Sendo esta a primeira vez que uma vaga será disputada, já dá para prever um futuro quando um verdadeiro “Brasileirão” será jogado por campeões e vice campeões de estaduais. Até lá que haja campeonatos interestaduais e nacionais para absorver o crescente número de times que se equipam para fazer a bola oval crescer e se estabelecer como um esporte que vai achando o seu caminho no Brasil.

Monday, February 14, 2011

Nem só de bolas redondas vive um clube...


Em sua 3ª edição, o Torneio Touchdown, o pioneiro campeonato brasileiro de futebol americano terá o seu maior elenco até hoje. Com 8 times em 2009, 7 em 2010, e este ano 16 times vão participar do campeonato que surpreendeu à todos com a sua final em Vila Belmiro, pintando divisões de jardas num dos nossos templos sagrados do futebol que Charles Miller trouxe da Inglaterra, mas todos o consideramos há décadas como nosso.

Dos 16 times, 25% são ligados à clubes de futebol: Corinthians Steamrollers, Vasco da Gama Patriotas, Santos Tsunami, e o Botafogo Mamutes. . Em outra liga jogam o Fluminense Imperadores e o Coritiba Crocodiles. Isto sem falar no Palmeiras Locomotives que tem muita experiência na modalidade flag (sem contato) e o América Red Lions que joga nas praias cariocas.

Os times que completam o elenco do Torneio Touchdown III são o Curitiba Hurricanes, Ponta Grossa Phantoms, Jaraguá Breakers, Timbó Rhinos, Curitiba Predadores, Sorocaba Eagles, Tubarões do Cerrado, Corupá Buffalos, Uberlândia Lobos, e o ABC Corsários.

O sucesso deste torneio é tão crescente que a última vaga será disputada pelo São Paulo Sharks e Ribeirão Preto Challengers no “Rita Bowl” em 27 de fevereiro, às 14:30hs, no Estádio João Meirelles, em Tambaú, SP.

Do jeito que a coisa vai indo é questão de tempo para que os torcedores do Flamengo, São Paulo, Internacional, Atlético (s), Avaí , e outros passem a exigir de seus clubes uma associação com um destes times de futebol americano. Para não ficarem pra trás.

Thursday, January 27, 2011

Elenco Oficial do Torneio Touchdown III é anunciado!


Após o sucesso do Torneio Touchdown e a vitória do Vila Velha Tritões
sobre o Vasco Patriotas na Final em Vila Belmiro, o elenco do
campeonato passa de 7 para 16 times em 2011, sendo o único campeonato
brasileiro de futebol americano que vai contar com 4 equipes
associadas aos grandes clubes de futebol, Vasco, Corinthians,
Botafogo e Santos. O torneio terá início em julho mas já com jogos de
pré-temporada em março e uma novidade na disputa pela última vaga:


Vila VelhaTritões
Vasco da Gama Patriotas
Curitiba Hurricanes
Ponta Grossa Phantoms
Jaraguá Breakers
Santos Tsunami
Corinthians Steamrollers
Timbó Rhinos
Curitiba Predadores
Sorocaba Eagles
Tubarões do Cerrado
Corupá Buffalos
Uberlândia Lobos
ABC Corsários
Botafogo Mamutes

e a última vaga, numa inovação do TTD, será disputada pelo São Paulo
Sharks e Ribeirão Preto Challengers em jogo a ser anunciado em
fevereiro!!!

Outra inovação: Teremos jogos de pré-temporada entre times que não
participam de estaduais!

1 campeão, 16 vencedores!

Saturday, November 20, 2010

A ROTA DO CAMPEÃO!


Há um ano, em 21 de novembro, foram disputadas as semifinais do primeiro campeonato brasileiro de futebol americano, o Torneio Touchdown. Ambas as partidas foram decididas no mesmo dia no Estádio do Ibirapuera em São Paulo.

A primeira, jogada de manhã, entre o São Paulo Storm (3-1) e o Cuiabá Arsenal (2-0) produziu uma prorrogação com os momentos mais eletrizantes do torneio todo e o time paulista acabou ganhando por 28-27.

A segunda semifinal foi entre o RJ Imperadores (hoje Fluminense) (3-1) e o Barigui Crocodiles (3-1) que veio desfalcado de Curitiba para uma partida sob chuva fortíssima que quase acabou com o gramado do Ícaro de Castro Melo e que entrou para a história com o apelido de "Lama Bowl".

O time carioca venceu por 20-0 e seguiu para levar a melhor sobre os paulistas por 14-7, num jogo disputado 50% no dia seguinte e concluiído apenas em 12 de dezembro em Sorocaba. Lá, no estádio da Facens, o Imperadores recebeu o troféu do Torneio Touchdown e tornou-se o 1º Campeão Brasileiro de Futebol Americano, título que ostenta com orgulho desde então.

Neste segundo campeonato, inovamos e decidimos dividir as semifinais em duas cidades. Jogos matutinos se provaram um inconveniente de pouca atração para o público. Originalmente programados para dia 27 e 28, após reflexão decidimos disputá-los no mesmo dia. Um jogo de domingo apresentaria problemas de trabalho, faculdade, etc. para o time visitante na segunda-feira.

Com um campeonato extremamente equilibrado este ano, numa tabela onde todos tiveram oportunidades, nenhum time ficou sem vitória. Sobressaíram-se para a disputa das semifinais os times do Espírito Santo, o Vila Velha Tritões (2-2) que mostrou o ataque mais prolífico e receberá o paranaense Curitiba Hurricanes (2-2) com a defesa menos vasada, o catarinense São José Istepôs (3-1) , de Florianópolis que perdeu apenas a sua primeira partida , e o Vasco da Gama Patriotas (3-1), do Rio de Janeiro, que venceu também as suas últimas três partidas em jogos memoráveis.

Se em 2009 as semifinais foram um marco por terem sido as primeiras, o potencial de qualidade de jogo e espetáculo para público são muito maiores com as partidas disputadas em Florianópolis onde mais de 800 pessoas prestigiaram o Istepôs no Estádio da Academia da PM, e em Vila Velha que atraiu para o Estádio do Tupy cerca de 2450 pessoas nos 2 jogos de mando do Tritões.

Portanto na noite do próximo sábado, dia 27, saberemos quais serão os dois times que irão no dia 11 de dezembro para Vila Belmiro, um dos palcos sagrados do futebol brasileiro. Lá, o anfitrião Santos Tsunami jogará uma preliminar contra o Osasco Soldiers, e às 16 horas começará a disputa pelo Troféu Touchdown Brasil na festa que vai coroar o 2º Campeão Brasileiro de Futebol Americano do Torneio Touchdown.

Friday, November 12, 2010

Vila Belmiro será palco da final do Torneio Touchdown

A Vila Belmiro receberá a primeira partida de futebol americano de sua história no dia 11 de dezembro. O estádio santista será palco da final do Torneio Touchdown (Campeonato Brasileiro da modalidade), organizado pela Liga Touchdown de Futebol Americano, com preliminar do Santos Tsunami. As equipes que farão a decisão ainda não estão definidas.

“Entramos em contato com o organizador desse torneio, o André José Adler, que narrava jogos da NFL na ESPN. Nosso interesse em um primeiro momento era acertar a participação do Santos Tsunami no Torneio Touchdown em 2011. Nessa conversa, falamos sobre a possibilidade de a Vila receber a final. O André gostou da ideia e acertamos tudo com o Departamento de Marketing do clube”, explica o subdiretor da Divisão de Futebol Americano do Peixe, Rodrigo Galvão.

De acordo com o diretor e organizador do Torneio, André Adler, este será um marco para a modalidade no país. “É o melhor Estádio em que já se jogou o torneio no Brasil. O Santos está sendo pioneiro em abrir os olhos para um esporte que vem engatinhando há mais de dez anos”, disse.

Além disso, Adler ainda destaca que o evento será importante não só para a divulgação do time santista da modalidade, mas, também, para o esporte como um todo. “É uma grande oportunidade para lançar o Santos Tsunami e, apesar de outros times também terem essa modalidade oficialmente, o Santos FC é o primeiro que de fato abre as portas do Estádio para um jogo de futebol americano”.

Fonte: Santos Futebol Clube - Site Oficial

Tuesday, November 2, 2010

SUSPENSE! Depois de 11 jogos do Torneio Touchdown

Pessoal,

alguém poderia imaginar que o Torneio Touchdown chegasse a qualidade que está?

Tivemos 11 jogos já. Nenhuma lavada, nenhum jogo ruim!

Fora isto, os 7 times lidam entre si no maior alto astral e sem frescuras.

Temos sido transparentes em declarar público nas vacas gordas e magras. 5250 pessoas assistiram os 11 jogos do TTD até agora. Uma média de 478 pessoas por jogo.

Todas as partidas tiveram play by play no orkut, e algumas transmissões de video surpresa pela internet.

Faltam 3 jogos para a final da temporada regular e temos apenas um semifinalista definido e nem sabemos se como cabeça de chave ou não. 5 times com possibilidades para semifinal. Três irão. E temos apenas 3 jogos pela frente...

Se isto não é um campeonato de primeira, o que que é?

abs
Adler

Friday, October 15, 2010

CARIOCA BOWL, UMA HOMENAGEM AOS PIONEIROS

Numa tarde chuvosa, durante uma visita de férias que fiz ao Rio em 2000, vi o Rio Guardians e o Tijuca Night Hawks, jogando na areia o primeiro Carioca Bowl. O pessoal no Rio tinha inventado um campeonato de bola oval na areia Até então o futebol americano era para mim apenas a NFL e a NCAA.

A Lista Redzone que fundei dois anos antes tinha menos de 10% dos membros que tem hoje, e vários associados com grande conhecimento da NFL haviam desfalcado a lista porque insistiam que ela não aceitasse assuntos relacionados ao futebol americano que começava a ser praticado ainda tímidamente por brasileiros.

Ainda surpreso e encantado com as possibilidades, divulguei a nossa bola oval tanto na lista quanto nas transmissões do SNF e MNF na ESPN.

Em 2001, aproveitei uma oportunidade surgida na semana do Super Bowl XXXV na Flórida e levantei num evento de mídia da NFL Internacional a bandeira do futebol americano jogado nas praias brasileiras. Acabei conseguindo trazer bolas, flags (São Paulo estava já em pleno crescimento no Flag Football, um troféu da NFL para o Carioca Bowl II. E a NFL Films aceitou a minha produção pro-bono de um segmento mostrando o flag em São Paulo e o Carioca Bowl no Rio.

Os anos se passaram, o futebol americano passou a ser práticado de norte a sul e leste a oeste no Brasil e o Carioca Bowl continua. Havia naqueles primórdios um espírito de diversão, um espírito esportivo que com o crescimento do esporte perdeu um bocado de sua pureza. Isto ainda é preservado em muitos e deve ser preservado em todos os jogadores. Não adianta ser um grande jogador e ser uma pessoa pequena. Seu rival é seu parceiro, sem ele não tem jogo. As pessoas que menosprezam são geralmente as mais menosprezáveis como seres humanos.

O bom é que o espírito lúdico ainda se preserva, principalmente nos jogos aonde impera o prazer da prática do esporte acima dos egos. Isto pude observar durante o Carioca Bowl X, no ano passado, quando fiz a reportagem de mais coração de todas que fiz para a ESPN.

Neste fim de semana Brusque Admirals e Curitiba Brown Spiders,jogam em Curitiba, Foz Black Sharks e SP Storm jogam em São Paulo disputando o campeonato da LBFA, aqui no Rio o Vasco da Gama Patrioras joga pela primeira vez na cidade (e no seu elenco muitos atletas com a vivência do campeonato do Carioca Bowl) contra o Vila Velha Tritões (que também sabe o que é jogar na areia) pelo Torneio Touchdown 2010. Estes jogam equipados e isto nem aconteceria, creio, não fosse o pioneirismo daquele pessoal que começou brincando nas praias e ajudou a incentivar a bola oval no país todo.

Esta é a imagem correta do verdadeiro jogador brasileiro, não uma fabricada por marketing, mas desenvolvida na prática pelo amor ao esporte. Sábado eu vou estar narrando o jogo do TTD em Bangu, bem longe da Zona Sul onde me criei. Mas hajam quantos espectadores houverem estarei incentivando que prestigiem a final do Carioca Bowl em Botafogo, no campo montado em frente ao Viaduto Santiago Dantas que terá às 13h a decisão do título feminino da bola oval entre o Botafogo Flames e o Vasco F.A. E depois, às 16h, o América Red Lions que tentará o bicampeonato jogando contra o tradicional Rio deJaneiro Sharks, que busca sua primeira conquista estadual!

A bola é sua!

Veja aqui a matéria sobre o Carioca Bowl X:

Wednesday, October 6, 2010

Consulado dos EUA e Amcham lançam ação social em jogo do Torneio Touchdown

O Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro e a Câmara de Comércio Americana (AMCHAM) lançam no dia 16 de outubro a campanha Toys for Tots. A ação social tem por objetivo arrecadar brinquedos que serão distribuídos a crianças de comunidades carentes no Natal.



E o pontapé inicial do projeto não poderia ser mais americano: a campanha terá início no 2º Torneio Touchdown, o campeonato brasileiro de futebol americano, disputado com regras e equipamentos oficiais, por times de todo o país. O jogo escolhido para o começo da campanha será entre o Vasco da Gama Patriotas e o Vila Velha Tritões, no estádio do Ceres, em Bangu, às 14 horas. A partida contará com a presença de Fuzileiros Navais norte-americanos, que serão responsáveis pela arrecadação das doações.



O ingresso para o jogo custa R$10, mas quem aderir a campanha, trazendo um brinquedo, paga apenas R$ 5.



“Para nós do Consulado dos EUA no Rio de Janeiro é um prazer apoiar uma iniciativa que ao mesmo tempo promove um esporte tipicamente americano, estimula a solidariedade e alegra o fim de ano de crianças brasileiras,” declarou o Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne.



O 2º Torneio Touchdown reúne equipes de cinco estados brasileiros (Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) e conta este ano com a chancela administrativa da AFAB, a Associação de Futebol Americano do Brasil, a única liga brasileira da modalidade reconhecida no país pelo Ministério dos Esportes e internacionalmente pela IFAF (International Federation of American Football), e pela PAFAF (Pan-American Federation of American Football).



O jogo será narrado para o público no estádio por André José Adler, organizador do torneio, que narrou para o Brasil os jogos da NFL na ESPN de 1992 a 2006, durante os anos em que as partidas eram narradas em português diretamente do Estados Unidos.

fonte: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

O primeiro encontro das equipes foi sensacional em Vila Velha e terminou com o placar Vila Velha Tritões 36 – Vasco da Gama Patriotas 23

Wednesday, September 22, 2010

O TORCEDOR DA BOLA OVAL


O futebol Americano existe há mais de um século como esporte organizado e é profissional desde 1920 nos Estados Unidos. Acho que a maioria dos meus leitores já sabe que ele começou como esporte universitário, e que além das regras do jogo em si, as universidades tinham meios de lidar com as suas torcidas e as dos adversários. Nós estamos correndo atrás em tudo.

A internet está cheia de códigos de conduta desde os estabelecidos pela NFL e NCAA até refinamentos de cada time ou universidade. Apenas como exemplo, vejam estes detalhes estabelecidos pelo time Florida Gators, aqui traduzidos:

“Código de Conduta para Fans do Gators.

Os fans do Gators são conhecidos pelo seu entusiasmo, apoio ao time, hospitalidade e espírito esportivo. Nossa imagem é formada não apenas pelos nossos estudantes-atletas, técnicos, estudantes e professores, mas também pelos nossos torcedores. Nosso objetivo é criar um ambiente de primeira classe para apoiar o nosso time, mantendo um ambiente seguro e divertido também para os torcedores dos visitantes.”

As proibições listadas pela universidade da Flórida incluem comportamento grosseiro, ameaçador. Sem consideração, brigas, bebedeiras, arremesso de objetos (incluíndo copos de plástico ou de papel.

A NFL foi mais longe no seu código anunciado em 2008. incluíndo comportamento intrometedor ou ilegal em sua natureza, intoxicação ou outros sinais de alcoolismo que resultem em comportamento irresponsável, palavrões ou xingamentos ou gestos obcenos, interferêncoa com o progresso do jogo (incluíndo arremessar objetos no campo), recusa em seguir instruções da equipe do estádio, e abuso verbal ou físico de torcedores dos adversários.

Por que os inventores do futebol americano tem estas preocupações? Caretice? Não querem que as pessoas se divirtam ou se emocionem? Claro que não.
Um dos mais importantes fatores para atrair um público para os nossos jogos de bola oval nos nossos estádios é proporcionar uma experiência prazeirosa. Uma tarde que você traria a sua mãe, a sua irmã, namorada, esposa, e filhos. Se eles pedirem pra ir de novo... sucesso!

Ajudar a criar esta mentalidade é a maneira que cada um tem para ajudar a difícil batalha de criar confiança num esporte cuja percepçao de violência é a primeira. Pense nisto.

A bola é sua.